CANELA – Um avião de pequeno porte sofreu uma pequena queda no Aeroporto de Canela. O caso ocorreu na manhã desta sexta-feira (31), quando conforme informações obtidas pela reportagem do Jornal Integração, ao fazer a aterrissagem, o avião teve um problema no trem de pouso. Não teve feridos, apenas danos materiais.
Ainda não tem informação sobre quantas pessoas estavam no avião, se era somente o piloto e de onde estava vindo.
O Aeroporto de Canela está interditado parcialmente até a limpeza da pista em função dos destroços do avião.
GRAMADO – Após ser transferido por conta do mau tempo, o Dia da Cultura Gramadense acontece neste domingo (02) trazendo uma verdadeira festa para a comunidade e visitantes. Atrações musicais, gastronomia, feira criativa, intervenções circenses e doação de cães e gatos serão algumas das atrações desse dia que promete trazer alegria e diversão para todos.
O Dia da Cultura Gramadense acontece na Vila Joaquina, Rua Leopoldo Rosenfeld, 818. O evento começa às 10h e tem encerramento previsto para às 18h, com entrada gratuita.
Programação musical:
11 horas – Jazz Pop Session
12h45 – Juliano Bolfe
14h30 – Jazz Cinnamon
16h30 – Tributo a Tim Maia com Tonho Crocco & Banda
Líder no segmento de multipropriedades no Sul do Brasil, o grupo Laghetto Golden Multipropriedades colocou em operação seu primeiro hotel boutique em 2022. O Laghetto Chateau foi inaugurado no segundo semestre e, em poucos meses, se tornou referência nacional sendo eleito no início deste ano o melhor hotel em multipropriedades do Brasil.
“Temos um carinho enorme pelo projeto do Laghetto Chateau. Fizemos um grande esforço para entregar um produto de altíssimo nível para o setor hoteleiro brasileiro e o reconhecimento chegou muito rápido com o Chateau eleito o melhor do país, não por acaso”, comemora o CEO do grupo Laghetto Golden, Ênio Almeida.
O reconhecimento é mais um incentivo ao grupo que iniciou as atividades em 2016, em uma união das empresas ABL Prime, Athivabrasil, Laghetto Hotéis, Construtora PRG, WAM, e Wert.
De lá para cá o grupo se tornou líder no mercado de multipropriedades do Sul do país, chegando em 2022 a mais de 1,5 bilhões de VGV (Valor Geral de Vendas), 6 empreendimentos – sendo três entregues e três em construção -, 80 mil metros quadrados de área construída, 783 unidades e mais de 35 mil clientes.
Em fevereiro de 2023, foi dado o start na construção do novo resort de Canela: o Golden Villagio Laghetto. O empreendimento é a primeira obra do grupo Laghetto Golden Multipropriedades em Canela e está localizado na chegada a cidade bem ao lado do Parque do Palácio, em uma grande área de 23 mil metros quadrados.
Com as fundações em andamento a previsão é que nos próximos dois anos sejam geradas cerca de 300 vagas de empregos diretas. O empreendimento contará com 275 apartamentos, com cerca de 40 metros quadrados cada, em uma área construída de 26.847 metros quadrados. O investimento está na casa dos R$ 200 milhões de reais.
“Esta obra é um desafio grande para o grupo Laghetto Golden por se tratar do primeiro resort que entrará em operação em Canela e também nosso primeiro empreendimento na cidade. Priorizamos com o Villagio as características que fazem parte do dia a dia de Canela que são a integração com a natureza e muitas áreas verdes para experiências especiais aos clientes. Estamos otimistas para realizar a entrega como sempre fazemos bem antes da data prevista”, destaca o executivo Ênio Almeida.
Projetos inaugurados e em andamento
Entre os empreendimentos já inaugurados estão o Laghetto Chateau, eleito recentemente o melhor hotel em multipropriedades do Brasil, o Hotel Laghetto Stilo Borges e o Golden Gramado Resort Laghetto, todos em Gramado.
Em Canela o Golden Villagio Laghetto, primeiro resort da cidade, está em estágio inicial de obras. Já o Riserva dos Vinhedos Laghetto, localizado em Bento Gonçalves, também está em obras. O grupo prepara o lançamento, ainda para este ano, de seu sexto empreendimento. Desta vez na Avenida Borges de Medeiros.
Uma história de amor e dedicação ao negócio. Seu Henrique José Tomazelli nasceu em julho de 1945, é casado com Flávia Roldo Tomazelli, com quem tem quatro filhos homens, criados literalmente com as pedras. Luciano, Silvio, Rodrigo e José Luiz (Zeca) foram criados em meio a lida na pedreira e desde pequenos se envolvem na atividade.
No mês que vem, em 30 de abril, a empresa completa 50 anos. Com o avançar dos anos, e da própria idade, seu Henrique viu a necessidade de demandar a liderança da empresa para os filhos. Hoje, eles que tocam o negócio, tendo sempre a supervisão e os pitacos da experiência do pai.
Quem vê a empresa nos dias atuais não acredita nas dificuldades enfrentadas. A história da Britas Tomazelli se inicia em 1948, quando seu José Tomazelli comprou a área de 17,5 hectares de terras para a produção agrícola como sustento da família e logo percebeu que ali havia a possibilidade de extração de pedras. Logo, familiares do seu José, irmãos e sobrinhos, iniciaram a atividade e com carroças levavam pedras para as obras da região, como a Estação de Trem.
Henrique José Tomazelli trabalhava na lavoura e pegou ‘gosto pela pedra’, pela exploração do produto como negócio, trabalhando de empregado para parentes paternos durante 11 anos. Em abril de 1973, surgiu a oportunidade de fazer a sua própria empresa, quando fundou, junto com um irmão, a Pedras Britadas Tomazelli, mas na época ainda não fazia britas, apenas paralelepípedo e pedras para muro (de alicerce).
A primeira instalação de britagem começou a produzir em 1977 e, incentivado pela Prefeitura, passou a fornecer 35 metros cúbicos por dia para a manutenção das estradas do interior. Em 1978, conseguiu um bom serviço fornecendo material (paralelepípedos) para o pátio da refinaria da Petrobrás, em Canoas. Em 1983, Henrique assumiu a empresa sozinho. Foi quando as dificuldades se acentuaram. “Dali até 88, foram anos de muita luta”, resume seu Henrique.
Em 1988, forneceu brita para a empresa (Zucolotto) que fez o asfalto da Várzea Grande até a Serra Grande, divisa com Santa Maria do Herval. Aos poucos as coisas foram engrenando e hoje a família comemora os resultados. A empresa evoluiu, tem maquinário moderno, caminhões para o transporte e cerca de 25 funcionários. “Me sinto realizado por poder oferecer uma vida melhor aos filhos, pois sempre fizeram por merecer por estarem comigo aqui, lutando, desde criança. Também por poder manter os empregados com quem fazemos uma parceria perfeita”, destaca.
Hoje, com os equipamentos mais modernos é possível extrair a produção com mais rapidez e segurança. “No começo era no braço, com picareta e carrinho de mão. Hoje é mais prático, seguro e rápido, mas é preciso estar sempre investindo na manutenção e aquisição de maquinário e equipamentos”, pondera.
Imagem registrada em meados da década de 70, seu Henrique quebrando pedras com os dois filhos mais velhos brincando na volta
50 ANOS DEPOIS – Com muito orgulho e os olhos fixos na produção de pedras, Henrique lembra dos desafios e conquistas desta história cinquentenária. “Muita água passou por baixo dessa ponte”, resume.
A Britas Tomazelli atende Gramado, Canela, Santa Maria do Herval e, mais esporadicamente por causa dos valores do frete, Três Coroas, Igrejinha e São Francisco de Paula. Também de forma rotineira fornece matéria prima para usinas de concreto e lojas de materiais de construção da região.
No ano passado houve ampliação no processo de rebritagem e também investimento em maquinários da pedreira, com a aquisição de uma escavadeira e caminhão basculante de maior capacidade de carga e produção. Atualmente a Britas Tomazelli está com produção média de 11 mil toneladas/mês. Um dos destinos desta produção é a base para pavimentação asfáltica da rodovia ERS-373 entre Santa Maria do Herval e Serra Grande.
Quando o assunto é preservação ambiental, a Britas Tomazelli mantém desde 1991 um trabalho de recuperação de áreas e compensações. Em 1992, foi concedida a primeira licença da Fepam. Uma das contrapartidas ambientais recentes, por exemplo, foi a aquisição de uma área com mata nativa com intuito de preservação. Outro exemplo é a compensação com plantio florestal em áreas de lavouras.
AREIA INDUSTRIAL – Qualidade é marca registrada da Britas Tomazelli ao logo dos seus 50 anos de história. As certificações e atestados da Cientec, seguindo normas da ABNT e licenciada pela Fepam. Todos os itens são extraídos e produzidos com equipamentos específicos que garantem constância granulométrica.
Ao todo, a Britas Tomazelli comercializa 11 itens: Areia industrial; pó de brita; pedrisco; brita 1; brita 2; brita 3; brita 4; rachão; brita graduada; base mista fina e base mista grossa.
A areia industrial substitui as areias de rio com viés ecológico e econômico. Este produto é obtido por meio do beneficiamento da pedra britada, que é uma matéria prima própria da região. Com isso, é possível reduzir custos com frete. Outro ponto positivo é o fator ambiental, já que o formato de extração é monitorado pelos órgãos ambientais e menos danoso ao meio ambiente que a areia de rio.
A produção é obtida por modernos britadores do tipo impactador vertical. A areia industrial conta com características físicas constantes de distribuição granulométrica, formato cúbico arredondado, resistência mecânica, estabilidade das partículas e ausência de impurezas. Essas características tornam o uso de areia industrial ideal para blocos pré-moldados, concreto asfáltico e estrutural, pavimento simples, piso articulado, rebocos, contra pisos e assentamentos. Especialistas garantem: no aspecto custo x benefício os resultados são surpreendentes.
A frase é de Francisco Terres da Luz, o Chico da Lugano, que vestiu a camisa da empresa em 1985 e nunca mais tirou. A história da Lugano começa em 1976, quando Lauri Casagrande começou a produção de chocolates. O nome da empresa foi inspiração em uma cidade suíça que se chama Lugano. Em 1985, Renaldo Schwingel, sogro de Chico, comprou a empresa e mudou do ramo dos transportes para a produção de chocolates artesanais, mesmo sem conhecer nada sobre a iguaria. Tal mudança ocorreu pensando no futuro das três filhas, Vera, Rose e Janete.
E deu certo. Tanto que em cinco anos o número de colaboradores havia sido triplicado para atender a demanda e a produção de chocolate passou de 500 quilos/mês para 2 toneladas/mês. Desde a aquisição da empresa por parte do sogro, Francisco passou a contribuir, ajudando na produção e também nas vendas. “Foi paixão desde o início”, confirma.
Naqueles primeiros anos, Chico cuidava nas vendas externas e a esposa, Rose, na loja situada na esquina atrás da Igreja São Pedro, onde também funcionava a fábrica e escritório da empresa. Logo foi inaugurada a primeira loja na Borges de Medeiros, em seguida a fábrica mudou-se para perto de onde está a Lebes e em 1992 chegou ao bairro Carniel, onde está até hoje. “O pavilhão tinha 2,2 mil m², era um salão de baile, ficou muito grande, mas tínhamos uma projeção de futuro e aos poucos o espaço foi ficando pequeno”, observa.
A loja temática pioneira foi inaugurada em 2004 e em 2013, Chico e Rose adquiriram 100% da Lugano. “Nós passamos a paixão pelo chocolate para os filhos, eles se criaram aqui dentro”, enfatiza.
A estreia da Lugano com loja fora de Gramado ocorreu em Porto Alegre. “A Lugano nunca pensou só em Gramado, expandimos para outras cidades e sempre atendemos hotéis, fazíamos produtos personalizados e começamos a formar parcerias para abrir lojas em outras cidades, depois de Porto Alegre fomos para o Rio de Janeiro e São Paulo e em 2015 iniciamos de fato o modelo de franquias e nos especializamos nisso”, relata Chico.
De lá para cá já foram vendidos 260 pontos, 123 estão em operação entre lojas próprias, licenciadas e franquias, e até o final deste ano a meta é abrir entre 40 e 50 novas lojas por franquias. A fábrica da Lugano produz atualmente mais de 100 toneladas/mês de chocolate para atender a demanda das nove lojas próprias (6 delas em Gramado), das franqueadas e também das vendas que ocorrem por meio da plataforma digital, que proporciona entrega em todos os estados brasileiros.
Uma das lojas abertas recentemente, junto ao Museu Casa do Major, na Rua Torta em Gramado, surpreendeu a Lugano pelos resultados positivos que tem gerado. “Ali é uma proposta diferenciada, e está surpreendendo, inclusive pela procura do próprio gramadense”, comemora.
PLANEJAMENTO – É preciso bastante agilidade e antecedência para lançar os produtos das principais temporadas do ano como Páscoa e Natal. Chico revela que a Lugano já está elaborando o mix de produtos e novidades para a Páscoa de 2024. O Natal deste ano já está com o planejamento todo pronto. “Em maio vamos lançar o Natal para as lojas franqueadas e em setembro vamos lançar a Páscoa do ano que vem, temos que ser muito ágeis. E tudo é desenvolvido aqui dentro da fábrica, temos um núcleo de desenvolvimento de produtos e embalagens, engenheiro de alimentos, o marketing, tudo em sintonia. Agora em março, neste mês ainda, vamos lançar um novo produto, daqui a pouco, logo depois da Páscoa vamos lançar uma linha baseada no avelã, enfim, estamos pensando em novidades o tempo todo”, revela.
RELACIONAMENTO – Chico faz questão de destacar a relação que existe com o quadro de colaboradores. Hoje a empresa é uma marca nacional que inclusive exporta chocolates de Gramado. O time é formado por mais de 400 funcionários em todos os setores, sem contar as franquias. O atendimento é especializado. “A gente busca fazer com que o colaborador tenha paixão pelo produto para transmitir isso para o consumidor, o cliente precisa perceber isso, por isso a gente aperfeiçoa o atendimento na lojas, fazemos treinamentos para se entender que o cliente da Lugano é diferenciado”, sublinha.
Seu Chico viveu muitos anos dentro da fábrica, a ponto de não viver sem. “Meu mundo é a fábrica, eu não sei onde eu iria se não viesse aqui, a produção, as lojas, eu transito em todos os setores o tempo todo”, frisa, orgulhoso por levar um pedacinho de Gramado para todos os estados.
O Troféu Expressão Regional foi entregue para a gerente de marketing da Lugano, Bianca Hartz.
GRAMADO – “Existe a licença para o aterro e ainda estamos verificando os laudos, mas até o momento não foi vislumbrado o cometimento de nenhum crime ambiental”. A fala é do tenente da Patram, Marco Antônio Ritter sobre o aterramento do lago na Expogramado que vem gerando polêmica na cidade.
A Gramadotur em trabalho conjunto com a Secretaria de Obras, esvaziou e está aterrando o lago superior do ExpoGramado. Algumas dúvidas sobre quem teria autorizado tal ação surgiram na comunidade gramadense.
Segundo a presidente da Gramadotur, Rosa Helena Volk o açude, termo utilizado por ela para se referir ao lago, tinha como única finalidade o paisagismo e estética do local, além de ser artificial e ter sido construído pela iniciativa privada. “Importante registrar que o referido lago é artificial e foi construído pela iniciativa privada por ocasião da edificação do Complexo Expogramado. O açude apresentava finalidade unicamente paisagística e estética”, salientou Rosa Helena.
A Autarquia Municipal de Turismo lembrou também que a ação é importante para a ampliação da área de estacionamento no local por causa dos eventos ali realizados. “Em função da montagem periódica da cobertura de lona para o Grande Desfile de Natal, a área externa costuma estar bastante reduzida dificultando a passagem de pessoas e veículos que utilizam o estacionamento durante o período de espetáculos e também para os demais eventos que acontecem no ExpoGramado”, lembrou Rosa Helena, afirmando que a utilização do estacionamento durante o ano é gratuita para moradores e turistas, havendo cobrança apenas em período do Natal Luz.
A presidente da Gramadotur, também afirmou que por ser um lago artificial não existe nascente no local e a fauna foi transferida para o lago maior que fica ao lado, junto as instalações dos pavilhões da Festa da Colônia.
Outro ponto trazido por Rosa Helena foi a utilização da área do lago de forma indevida por algumas pessoas para fazer acampamentos. “Cumpre ressaltar que a área do Complexo da Expogramado estava por vezes sendo ocupada indevidamente por pessoas que faziam acampamentos no entorno do Lago, produzindo poluição e riscos ambientais, com acendimento de fogueiras para churrascos, volume altos de sons nos carros, além de deixarem rastros de lixo no local, o que incomodava os vizinhos e frequentadores da área”.
Sobre o fato, a Brigada Militar (BM) por meio do departamento de comunicação, informou que não existem solicitações e chamados até o local, mas é de praxe da guarnição fazer rondas na área da Expogramado.
Por fim, Rosa Helena lembrou que no ano passado a Gramadotur liberou o Lago Joaquina Rita Bier para a sociedade, deixando de fazer os shows naquele local, tendo a Prefeitura revitalizado a área para utilização de toda a comunidade.
O Jornal Integração também conversou com a secretária do Meio Ambiente de Gramado, Cristiane Bandeira, que afirmou que o lago foi considerado artificial pelos técnicos da Secretaria e que a Gramadotur obteve a autorização necessária.
“No início desse ano foi expedida uma autorização da Secretaria Municipal do Meio Ambiente para a Gramadotur realizar as intervenções. Essa autorização, assim como as demais emitidas pela Secretaria, são baseadas e fundamentadas a partir de parecer da área técnica do licenciamento ambiental. Neste momento, estamos atendendo aos registros feitos pela comunidade, quanto à situação da área. Na sexta-feira a área de fiscalização esteve no local para verificar o andamento daquilo que foi autorizado pelo técnico. Ele (o lago) foi considerado como lago artificial”, afirmou Cristiane.
Policiais da Patrulha Ambiental (Patram) também estiveram fiscalizando o local. Em contato com a reportagem do Jornal Integração, o tenente Marco Antônio Ritter informou que até o momento nenhum crime foi identificado. “ Foi feito um levantamento e estamos analisando as documentações ainda. Existe a licença para o aterro e ainda estamos verificando se existe algum crime ambiental, mas até o momento não foi vislumbrado o cometimento de nenhum”, disse.
Ritter também confirmou que a princípio o lago era artificial e que o município é o responsável por autorizar a abrir e fechar esse tipo de lago, a não ser que fosse uma nascente, que, segundo ele, não é o caso. “Estamos fazendo estudos com a Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental) para sabermos se havia algum curso de água ou nascente no local, mas a princípio não havia”, finalizou.
GRAMADO – Em reunião ordinária realizada nesta quinta-feira (30), os conselheiros do Conselho Municipal do Meio Ambiente – Comdema elegeram a nova formação da sua diretoria. Na ocasião, os conselheiros elegeram por unanimidade Cristiane Bandeira para presidente, Luiz Alberto Bazzan Oaigen para vice-presidente, Thiago Henkes como secretário e Roberto Santini como tesoureiro. A diretoria assume um mandato de dois anos (2023/2025), conforme sua lei de criação.
Criado em 2008, o Comdema é um órgão deliberativo que planeja, interpreta e julga matérias relacionadas ao patrimônio natural, a criação e fiscalização de políticas de preservação do meio ambiente e a destinação dos recursos da área.
“É uma honra e grande desafio participar como nova presidente do Comdema. Tenho a convicção que o Conselho seguirá fazendo um grande trabalho e espero poder colaborar para que tenhamos o melhor resultado possível nas discussões e deliberações, sempre buscando a proteção e o desenvolvimento sustentável da nossa cidade”, afirmou a secretária do Meio Ambiente de Gramado e nova presidente do Comdema, Cristiane Bandeira.
CANELA – O drama continua, mas agora parece brilhar uma luz no horizonte para a rua Dr. Ruy Viana Rocha. A rotina de buracos, de poeira no dias secos e barro nos dias chuvosos tem novas promessas para terminar ainda neste ano. Em uma atitude pacífica pensando em chamar a atenção das autoridades, os moradores do Ilse Schaffer e do Loteamento Edgar Haack promoveram uma carreata que partiu do condomínio, no bairro São Luiz, e percorreu a cidade até a Câmara de Vereadores cobrando a pavimentação prometida há muito tempo.
A reportagem do Jornal Integração acompanhou o manifesto na segunda-feira (27), e presenciou a revolta dos contribuintes que perderam a confiança no governo municipal. Os moradores carregavam faixas com frases como “chega de comer poeira e cair em buracos!” e “rixa política não combina com falta de asfalto e transporte público!”.
Com a insatisfação da população, o Poder Executivo correu para dar uma resposta. O documento que solicita a abertura do processo licitatório para que a rua seja asfaltada foi assinado nesta quarta-feira (29), pelo secretário de Obras e Serviços Urbanos, Marcelo Savi.
Dúvidas, desconfiança e reclamações
Leonardo Santos/JIH – Moradores estiveram presentes na sessão da Câmara de Vereadores
A manifestação foi marcada por muitas dúvidas. Muitos queriam saber o que foi feito com o dinheiro que a Prefeitura havia conquistado por meio de um financiamento com a Caixa Econômica Federal, que foi divulgado em setembro de 2022, que contemplaria a pavimentação desta via. Para outros,qual o motivo que levava a Administração Pública a “deixar de lado” aquelas famílias?E a mais importante: “quando o asfalto vai ficar pronto?”.
As reclamações somente explanam o cotidiano de mais de 300 famílias, que utilizam diariamente a Ruy Viana Rocha e convivem com as más condições de conservação de um trecho da estrada. “Vai chegar outro inverno e sabemos o que é aquela rua com o barro, nós só queremos transparência”, reclama Maristene Franco.
Luiz Ferreira, morador do condomínio há mais de dois anos, ironizou as diversas opções apresentadas para o asfaltamento da via, mas que nunca saíram do papel. “Não queriam fazer a obra por causa do misterioso e inexistente Termo de Ajuste de Conduta (TAC), nosso movimento repôs a verdade. Depois a rua entraria nas verbas de emendas de deputados federais (orçamento secreto); deu ruim. Depois quem iria pagar parte da obra seria o governo do estado; deu ruim de novo. Será que somos prioridade mesmo ou está precisando sal grosso para tirar essa zica?”, indagou o idoso, 65 anos, que mora com a família no Ilse Schaffer.
Ferreira conta que ele e a esposa são aposentados e ainda não mudaram definitivamente para o condomínio por conta da precariedade de acesso. O casal possui residência em Porto Alegre, mas passa a maior parte da semana aqui.
“Nossos planos de residir aqui definitivamente tiveram que ser adiados. Nem uber quer vir. Despesas com conserto de carro e alergias ao pó são uma realidade. Como aposentados, estamos sempre aqui, pois o apartamento está mobiliado para residir, mas estamos reavaliando em função dos problemas”, completou ele.
Moradora do Ilse há quatro anos, Franciele da Silva, relatou que transita pela via a pé todos os dias. Ela reclamou da quantidade de poeira e poças causadas pelos buracos e cobrou vida digna a todos os moradores da localidade. “Uso a via diariamente a pé, sei a dificuldade que fica nos dias de sol e chuva. Carros que passam e engolimos a poeira ou poças que respingam água na gente. O morador precisa de dignidade, as famílias precisam de uma via digna. Locomover-se não pode ser uma batalha que está nas mãos do Poder Público em fazer algo. Resolver é a solução! Transporte público, asfalto, via de passeio, segurança”, sublinhou.
Cronograma de informações: Entenda o que aconteceu
Fernando Gusen/JIH – Muitas pessoas utilizam a via a pé e sofrem com o excesso de poeira
Para ajudar a esclarecer os fatos, a reportagem reuniu as manifestações da Prefeitura publicadas em edições impressas do jornal nos últimos 14 meses. Acontece que há muitas mudanças na decisão de quem faria e como executaria a intervenção.
Questionada sobre a obra na primeira semana de janeiro de 2022, a Prefeitura disse, à época, que “trabalha uma alternativa jurídica para a execução da pavimentação da via. Em reunião no ano passado (se referindo a 2021) com os moradores, foi informado que a rua Dr. Rui Viana Rocha já integra um lote de vias no qual se busca recursos financeiros para executar a pavimentação”.
Cutucada novamente para falar do assunto, na terceira semana de março de 2022, o Executivo revelou que o projeto estava pronto e havia sido entregue ao Governo Estadual, que sinalizou a possibilidade de realizar a obra por meio do Programa Avançar no Turismo, junto com a Otaviano Pires do Amaral, já que o Estado tinha interesse na ligação ao Ibama.
Em setembro de 2022, o Departamento de Comunicação da Prefeitura revelou que a Administração havia conquistado, com a Caixa Econômica Federal, um financiamento de R$ 22 milhões para a realização de algumas intervenções e destacou que Rui Viana estaria entre elas.
Mas, em dezembro, a Prefeitura informou que a expectativa era que, em janeiro deste ano, o Estado liberasse os recursos e executasse a obra, o que não aconteceu.
Nesta semana, ainda durante a manifestação de segunda-feira (27), o Executivo informou que a obra será feita executada com parte dos recursos do financiamento liberado pela Caixa. Na quarta (29), o secretário de Obras, Marcelo Savi, assinou o documento que autoriza abertura do processo licitatório. O edital deverá ser publicado na próxima quinta (6).
O valor orçado para esta obra é de R$ 3.276.944,01, que realização de pavimentação asfáltica, drenagem,sinalização e passeio público.
Em quanto tempo a obra começa?
Savi foi otimista e tratou de colocar um prazo para o início dos trabalhos. Com a abertura do edital, escolha da empresa responsável pela obra e todos os trâmites burocráticos que uma obra desta magnitude promove, o secretário acredita que em 120 dias, ou seja, quatro meses, a intervenção será iniciada.
Cada ação gera uma reação. A retirada dos projetos mais importantes do Governo pelo prefeito em exercício por alguns dias, poderia ser estratégia de companheiros se ajudando, se resguardando. Não é o que ocorreu com o que fez Gilberto Cezar nas férias do Constantino, retirando o projeto da permuta do Centro de Feiras e o que criava duas Secretarias.
O que me pareceu é que o vice-prefeito aproveitou a oportunidade para desfazer a imagem junto a sociedade de que é um inútil, que não faz nada, nunca assumiu compromisso, nunca teve coragem de assumir uma responsabilidade. Até ali tudo bem. Como pretende ser prefeito logo ali, fazer essa demonstração é algo necessário, provavelmente. Mas não acho que tenha sido oportuno. Como partícipe do governo, de duas gestões consecutivas, mostrou um completo desalinhamento com o governo. Mostrou um desacordo com o Plano de Governo que assumiu junto com o MDB. E se mostrou desleal, infiel. Se fosse para retirar o projeto, deveria ser em acordo com o prefeito titular, ou deixasse que o Constantino o fizesse na sua volta, que será logo ali, dia 06.
Caindo de maduro
O que fez o vice-prefeito foi um xeque-mate. A relação MDB X PSDB já não era das melhores. Até na Câmara os dois votos já não eram contabilizados de pronto para o governo, e um deles, do suplente Caputo, já era mais de oposição do que governista. Logo, na sua volta, Constantino vai ter de tomar uma atitude. Coisas que vinha adiando, minimizando, agora terá de estancar de vez. Se não fizer isso vai passar vergonha. Trata-se dos dois projetos prioritário do governo que foram retirados pelo vice.
Tá igual fruta madura
Se ninguém colher, apodrece. Se o prefeito não tomar uma atitude bem firme em relação ao PSDB, perde de vez o controle. Seus vereadores na Câmara estão sem motivação para fazer a devida defesa e trazem até maior número de mazelas à tribuna do que a própria oposição. Desde o afastamento de Vilmar Santos o MDB está naufragando. Aquele partido mobilizado, organizado e unido que levou Constantino ao terceiro mandato de prefeito em 2020 com 80% dos votos válidos está em ruínas. Se a reconstrução não iniciar dia 06, primeiro dia da volta do prefeito, talvez não aja mais tempo.
Precocidade
O que se pode imaginar como reação do prefeito, dia 06. Rompe de vez com o PSDB, que para todos os meios e fins é parte do governo, colocando o próprio vice na geladeira até o fim do mandato e devolvendo o secretário Alfredo Schafer para a Câmara de Vereadores. Alfredo está atritado com os tucanos e sairia da sigla de qualquer forma, mas lá na Câmara o Caputo também perde a latinha e terá de esperar até a próxima eleição para pleitear uma nova oportunidade. Além disso, ao que disse Gilberto Cezar, os tucanos só tem 4, ou 5 cargos de CCs.
Oposição não
Alfredo passou a semana em Brasília, ele e o secretário da Fazenda, Luciano Melo. Schafer disse à coluna quarta-feira que não tem porquê ser oposição. Até porque sua relação com o PSDB “já está indo para o saco”. Afirmou que colocou o cargo à disposição do prefeito e que não tem nenhum problema em voltar à Câmara, afastando assim, o suplente Caputo, que está rebelado com o Governo. Sua ida à Câmara seria exclusivamente para afastar o suplente Caputo, já que está bem na Secretaria do Meio Ambiente, e passou até a ser uma espécie de trunfo do governo, podendo assumir outros cargos, como a Secretaria do Turismo.
Féria coletivas
Em entrevista aqui no Integração o vice-prefeito em exercício, Gilberto Cezar, disse que quando chegou na Prefeitura constatou que, além do prefeito que estava substituindo, muito mais gente estava de férias e/ou viajando. Encontrou a Prefeitura quase vazia. Socorro!
Vergonha
Em entrevista aqui no Integração Gilberto Cezar justificou a retirada dos projetos da criação de duas Secretarias e da permuta do Centro de Feiras, sem conversar com o prefeito Constantino, dizendo que foi para evitar ainda maior vergonha, como uma possível ação judicial imediata, suspendendo a tramitação, ou mesmo após a aprovação dos projetos pela Câmara. Sobre o projeto da criação de Secretarias e contratação de CCs disse que já se posiciona contrário há bastante tempo, eis que ouve as ruas, a população. “Precisa uma reorganização Administrativa estrutural, Secretaria por Secretaria, atribuição e função, para que entregue resultado a comunidade. É muito fácil tu vestir um paletó, encher de assessor puxa-saco em volta e não ouvir a comunidade”, resumiu. Sobre o projeto da permuta disse: “Já existia uma recomendação do Ministério Público que terminaria o prazo ontem (27 de março), inclusive ontem era o último dia para retirar o projeto, então a retirada evitou que se transformasse em uma ação civil pública”, esclareceu. Como o prefeito havia retirado a urgência do projeto junto ao legislativo e, portanto, não seria votado antes da sua volta das férias, dia 06 de abril, questionei sobre o porquê de fazer a retirada antes da volta de Constantino ao que respondeu de pronto: “Porque passar mais vergonha”.
Gabriel Bremstrop/JIH
Pré-candidato
Ainda é cedo para falar de eleição. Mas, todos sabemos que Gilberto Cezar não pode mais concorrer a vice e que Constantino tem garantido, inclusive em entrevista ao Integração, que o MDB vai ter cabeça de chapa, logo…
Gilberto Cezar até aqui era visto como alguém sem muita atitude. Dizem que se esquivava de assinar qualquer coisa quando assumia para substituir o prefeito, o que deve ter ocorrido mais de 30 vezes nestes seis anos. Também é fato que nunca assumiu cargo de executivo no município, como uma Secretaria, algo assim para mostrar sua capacidade.
Agora, desta vez, deixa sua marca. Resta ver como será interpretado pela sociedade. Mas a retirada dos projetos da Câmara e a assinatura do edital de licitação para construção do quartel dos Bombeiros são fatos marcantes. E teve até a entrega da caixa d’água no Saiqui, onde gravou e publicou um vídeo dizendo: “Meu trabalho é sério”.
Páscoa em Canela
O que mais chama atenção é a secretária Carla Reis, Turismo, sair de férias neste período. Momento tão turbulento onde os empresários tiveram que tomar a frente e fazer algum movimento para a Páscoa. Assim fica difícil recuperar o entusiasmo e atrair parcerias neste momento de recuperação, tanto da economia que vive o período pós recesso de janeiro e fevereiro, quanto da própria Secretaria após Operação Caritas. Agora, como toda a cidade, os vereadores e demais secretários dão como certa a saída dela da Secretaria, certamente ela não encontrou de fato entusiasmo e apoio para se sentir forte, criativa e proativa.
Transporte universitário
O presidente da Câmara, Jefferson Oliveira, que é motorista da Saúde, que transporta os pacientes que precisam de atendimento especializado, em Caxias do Sul e Porto Alegre, por exemplo, tem uma sugestão para resolver a questão dos estudantes de cursos profissionalizantes fora de Canela. Seria a Prefeitura contratar o transporte através de licitação direta e não mais pelas Associações, que eternamente tem problemas de prestação de contas. Segundo disse, a Secretaria transporta em média 45 pessoas por dia, com 4 carros entres vans e micro-ônibus ao custo mensal que gira entre R$ 50 mil e R$ 60 mil. Daqui a pouco seria uma saída. O que não podemos permitir é que nossos jovens fiquem prejudicados, muitas vezes tendo até que abdicar de buscar uma formação por não ter esse recurso.
PL vem aí
O empresário Erni Schäfer, que concorreu a prefeito em 2016 pelo PP, está montando o PL no município. Nos próximos dias deve iniciar as filiações. Dissidentes de outros partidos como PP, PDT e MDB estão no aguardo. Falei ontem com Schäfer. Ele disse que não tem como assumir qualquer cargo público agora e nem mesmo concorrer na eleição do ano que vem por causa dos negócios, mas que o PL pretende eleger vereadores e concorrer à Prefeitura com candidato próprio, ou apoiar alguém que tenha “projeto e condições” para tocar o município. “Queremos eleger uma bancada legal (vereadores) e para majoritária ainda não temos definição”, comentou. De nomes de futuros filiados citou o ginecologista Fernando Valle, ex-vereador e secretário municipal pelo PP.
Perguntinha:
Você acha que Constantino vai revolucionar a Prefeitura quando voltar das férias, dia 06 de abril?
CANELA – Para celebrar a Páscoa na companhia da cascata mais famosa do Rio Grande do Sul, o Parque do Caracol, em Canela, terá ingressos a R$ 1 para crianças entre 6 e 11 anos durante todo o mês de abril.
A ação faz parte da campanha “Páscoa no Parque do Caracol“, que contará com decoração temática, que já enfeita o parque, e atividades para as crianças com distribuição de chocolate e maquiagem artística no dia 8 de abril, sábado, das 10h às 12h.
“A Páscoa é uma das datas mais importantes para Canela e região, movimentando milhares de turistas, por isso nossa iniciativa de proporcionar o acesso das crianças ao Parque do Caracol com ingresso simbólico, incentivando toda a família a visitar o parque”, explica o gerente geral Rafael Silveira.
O ingresso promocional no valor de R$ 1 é válido para crianças entre 6 e 11 anos na compra do combo que inclui ingresso para acessar o parque e acesso ao Observatório Panorâmico. A promoção é para vendas online no site oficial https://www.parquecaracol.com.br/ ou na bilheteria do parque.
PARQUE DO CARACOL CANELA-RS Endereço: Rodovia RS 466, km 0, s/n – Caracol, Canela – RS, 95680-000 Funcionamento: Todos os dias, das 9h às 17h30 (última entrada até 17h) Ingressos: adulto R$ 75 Isenção: – Pessoas nascidas ou moradoras de Canela mediante documentação comprobatória – Cadeirantes – Guias de turismo inscritos na Cadastur – Crianças até 5 anos
Meia-entrada (R$ 37): – Pessoas nascidas ou moradoras de Gramado mediante documentação comprobatória – Pessoas acima de 60 anos, mediante a apresentação de documento oficial com foto, conforme artigo 23 da lei 10.741/2003 – Crianças (de 6 a 11 anos), mediante a apresentação de documento oficial com foto – Estudantes, mediante a apresentação de carteira de estudante, conforme 2º do art. 1º da Lei nº12.933, de 2013 – PcD e Acompanhante, mediante a apresentação de laudo médico e/ou documento oficial com foto