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Bastidores: conheça quem esteve por trás dos espetáculos do 39º Natal Luz de Gramado

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Dia 12 de janeiro aconteceu a última apresentação do O Grande Desfile de Natal do 39º Natal Luz, encerrando a temporada do maior evento natalino do Brasil. Para que o público se encante com as apresentações, são meses de intenso trabalho técnico e artístico, e milhares de pessoas envolvidas – cerca de 1.200 vagas de trabalho são geradas e quase 500 pessoas atuam durante os quase três meses de festividades. 

Por trás dos espetáculos, profissionais de diferentes áreas trabalham desde o primeiro semestre do ano para colocar no palco e na avenida atrações de encher os olhos. “Temos uma grande equipe que se dedica o ano inteiro para fazer acontecer um evento de grande complexidade e reputação como é o Natal Luz”, explica Rosa Helena Volk, presidente da Gramadotur, autarquia organizadora e realizadora do Natal Luz. 

Se um evento termina, o outro já começa a ser planejado. Literalmente. A edição que terminou agora, por exemplo, começou a ser pensada em fevereiro do ano passado, de acordo com Heitor Knorst, diretor do Nativitaten, cuja sessão de encerramento foi dia 11. “Quando uma temporada termina, já se começa a elaborar e construir uma nova etapa”, conta.

Estudo, concepção e planejamento
Rodrigo Drechsler, diretor do Grande Desfile de Natal, resume todas as etapas necessárias para colocar um show com dezenas de carros alegóricos e centenas de artistas na avenida: “O desfile depende de muitos profissionais, então ele começa com o planejamento, onde são feitos os projetos, que são muitos – elétrico, estrutural – aí vêm os projetos de elenco, coreográficos, roupas, estudo”. 

Depois disso vem a parte estrutural, quando são trabalhados os veículos das alegorias, o espaço onde esses carros ficam, o alojamento das roupas, os locais para reunião do elenco, troca de figurinos, maquiagem e descanso. Tudo isso com o desafio adicional de ser tudo no centro da cidade. 

No caso do Nativitaten, a lógica é semelhante, ainda que seja outro tipo de espetáculo, com demandas específicas de cenário e efeitos com água, fogo e pirotecnia. Somado a tudo isso, há o suporte da Gramadotur, autarquia municipal responsável por todos os eventos públicos da cidade. “A Gramadotur é extremamente importante, tem uma participação árdua, com pessoas que têm um conhecimento muito aprofundado, além das equipes diretiva e técnica que trabalham para fazer acontecer”, destaca Knorst.  

Figurinos
Finalizados os projetos, quando já se sabe a história que será contada, é hora de vestir o elenco. Aqui entra em ação a mente criativa de Maurício Goulart. Natural de Florianópolis (SC), e formado em design de moda, mora há 10 dos seus 39 anos em Gramado. Mesmo trabalhando no Natal Luz em outras frentes desde sua chegada à serra, esse é seu primeiro ano como figurinista do evento. 

Um processo minucioso começa com o roteiro do espetáculo. “A gente precisa do roteiro, saber quais alas entrarão na avenida, quais setores, que tipo de artista vai ocupar cada ala, para daí, sim, a gente buscar referências daquilo que a gente acha competente para cada setor”, relata Goulart.  

Desenhados os figurinos e após a aprovação da equipe diretiva, é necessária uma conversa com o coreógrafo. “Eu preciso saber se o figurino que eu estou querendo criar vai atrapalhar na execução da coreografia, vai limitar movimento, se esse figurino vai ser para uma ala infantil ou para uma ala adulta”, explica o profissional de moda. Só então a confecção das peças é encaminhada para execução.  

Coreografia
Além de muita luz e cor, o evento é marcado por música e dança. À frente das coreografias, está o pelotense Nicolas Rodrigues, que começou sua trajetória no mundo circense e que também está há 10 anos na Região das Hortênsias. Liderando uma equipe de mais três coreógrafos, que muitas vezes trabalharam simultaneamente nas incontáveis horas de ensaios, ele explica que a atuação precisa estar alinhada a todo o restante, para dar ritmo e movimento à narrativa. “Durante o processo, a gente vai tendo as ideias, vai construindo a interação das alas, definindo quais alas vão interagir entre si, com a plateia e com um carro alegórico”, contextualiza Rodrigues. 

Na linha do que conta o colega figurinista, ele explica que tudo precisa “conversar”. “É necessário pensar na coreografia que vai funcionar com aquele figurino e que vai funcionar para aquela personagem e fazer tudo isso antes da montagem final do espetáculo”, diz ele, completando que, mesmo no palco ou na avenida, as coreografias ainda podem sofrer pequenas alterações, numa dinâmica quase ininterrupta: “Mesmo depois, quando a gente chega na avenida, as coreografias ainda sofrem adaptações, porque por mais que a gente ensaie, o tempo e o ambiente dentro do pavilhão são completamente diferentes, na rua as coisas são muito vivas”. 

Elenco vestido, equipes em cena, entra em ação o contra-regra, feito pelo artesão Uruguaio Rafael Fajardo Corales, de 55 anos, 23 dos quais em Gramado e seis no Natal Luz. “O trabalho do contra-regra consiste em ajudar os artistas com os figurinos e adereços, conferir se está tudo certo, se não tem nada avariado e, se for o caso, fazer reparos, como colar sola de um sapatos, costurar uma peça, consertar os adereços que se danificaram durante a apresentação”, compartilha. 

Antes de entrar em cena
São muitos meses de preparação até que comece mais uma edição do Natal Luz e muitas horas antes de cada espetáculo. O ator e cantor canelense de 27 anos, Alisson Ariel, que participou dos dois espetáculos, precisava de, pelo menos, uma hora e meia para se vestir, fazer a maquiagem e aquecer a voz. 

Caroline Thoen, gramadense de 40 anos, há 32 atuando no Natal Luz, também esteve em múltiplas frentes: num dos carros do desfile, cantando no Nativitaten e como integrante do Coro Vozes de Gramado, que fez apresentações na Rua Coberta. Ela conta que “a rotina é acordar e fazer um aquecimento vocal, diariamente, para conseguir atender toda a demanda durante o período do Natal”.

Antes de entrar em cena, toda equipe faz um ritual tradicional do universo artístico: o “merda”. “Seria um pedido de proteção, uma concentração para que todo o elenco se direcione e posicione os pensamentos na mesma direção, para que tudo dê certo”.  A tradição vem de grandes teatros, quando, antigamente, ter muitas pessoas na plateia significava ter muitas carruagens do lado de fora, logo, muito esterco de cavalo.  

A voz e os olhos do Natal Luz
Quem assiste aos espetáculos do Natal Luz desde sua 27ª edição, em 2012, conhece a voz marcante do Mestre de Cerimônias. Daniel Santos iniciou gravando vinhetas e hoje é o locutor oficial. “Cheguei em Gramado em 1998, aos 18 anos, e comecei a apresentar eventos até que cheguei ao Natal Luz, que era um sonho”, conta.

Se Daniel é a voz oficial, Cleiton Thiele pode ser considerado o dono dos olhos do evento. O gramadense é o fotógrafo oficial do Natal Luz há 25 anos. Já viveu diferentes momentos e tem em seu acervo boa parte da história do evento em imagens. “Só nesta edição, foram em torno de 7 mil fotos”, revela. Ao longo dos anos acumulou não apenas fotos, mas também amigos. “Essa é pra mim a época mais maravilhosa do ano, sem contar o convívio com as amizades que a gente tem”, celebra. 

Avançam obras da nova Unidade de Saúde do bairro Carniel

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As obras da nova Unidade de Saúde da Família (ESF) do bairro Carniel seguem em ritmo acelerado. Com projeto da Secretaria da Governança, o prédio de mais de 700 m² está em fase de acabamentos. Após essa etapa, os serviços se concentrarão na infraestrutura externa do lote, incluindo aterro, instalação de caixas elétricas e de esgoto, pavimentação e cercamento.

A nova ESF contará com uma equipe multiprofissional formada por enfermeiro, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde, clínico geral e dentista, todos atuando 40 horas semanais. Além disso, serão oferecidos atendimentos especializados com ginecologista, pediatra e psicólogo, conforme a demanda da comunidade.

O prefeito Nestor Tissot destacou a importância do investimento na área da saúde. “Essa unidade representa um avanço significativo para o bairro Carniel e para nossa cidade. Estamos empenhados em oferecer à população um atendimento humanizado e de qualidade, com profissionais capacitados e estrutura adequada. Saúde é prioridade, e essa obra reforça nosso compromisso com os gramadenses”.

Rota Panorâmica é interditada parcialmente

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A Prefeitura de Canela interditará de forma parcial a estrada municipal da Rota Panorâmica a partir desta segunda-feira, dia 20. De acordo com parecer técnico emitido hoje, foi constatado que uma das faixas de rolamento da via encontra-se totalmente comprometida em decorrência das fortes chuvas do ano passado, apresentando desmoronamento parcial de terra e da pavimentação asfáltica, comprometendo a estrutura da mesma.
Portanto, será autorizado somente passagem de veículos leves (até seis toneladas) no local, até que as obras na estrada sejam concluídas. “O bloqueio total da estrada visa garantir a segurança de todos”, afirma o secretário municipal de Trânsito, Adriel Buss.

Escola Nossa Senhora de Fátima recebe melhorias para acolher a comunidade escolar

O período de férias escolares tem sido marcado por intenso trabalho nas escolas municipais, com o objetivo de preparar os espaços para a volta às aulas. Na Vila do Sol, uma ação conjunta entre a Subprefeitura da Várzea Grande, a Secretaria de Obras e a Secretaria de Educação promoveu melhorias significativas no acesso à Escola Nossa Senhora de Fátima.

A primeira etapa das obras, concluída em 2024, incluiu a adequação da rua de acesso à escola. A via foi alargada para comportar duas faixas de circulação e recebeu um passeio público, garantindo mais segurança para a comunidade escolar.

Na segunda fase, recém-finalizada, foi realizada a pavimentação do estacionamento e da área de manobra em frente à escola, proporcionando mais comodidade e melhor infraestrutura para pais, alunos e funcionários. A terceira e última etapa, que inclui a implantação do paisagismo no entorno da escola, está prevista para ser concluída antes do início do ano letivo. “Essa é uma melhoria importante para o bairro Várzea Grande e para a comunidade local, que tem crescido e se desenvolvido continuamente”, destaca Carlos Foss, subprefeito da Várzea Grande.

Os benefícios já são percebidos pelos moradores. Celso Lauri Wagner, pai de um aluno da Escola Nossa Senhora de Fátima, celebra as mudanças. “Quem viu o local antes e depois dessas obras entende o impacto positivo que o asfalto vai trazer. Não teremos mais problemas com poeira ou lama, e o acesso será muito mais prático para todos”, ressalta.

Gramado recebe o 27º Festival Internacional de Quilt e Patchwork

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A Câmara Municipal de Gramado será palco do Festival Internacional de Quilt e Patchwork, promovido pela QuiltBrasil. O evento terá caráter itinerante, sendo realizado em diversos locais: na Câmara de Vereadores de Gramado, no Centro Municipal de Cultura Arno Michelsen, no Coreto da Praça Major Nicoletti e no Expogramado. Esta será a 27ª edição do Festival QuiltBrasil, que acontecerá de 9 a 12 de abril.

O festival tem como missão valorizar, enaltecer e divulgar a arte do Quilt, uma técnica de costura que consiste em unir camadas de tecido para criar acolchoados. Também destaca o Patchwork, outra técnica que envolve a união de pedaços de tecido para compor designs únicos, amplamente utilizada na confecção de colchas, mantas, almofadas, roupas e acessórios.

Além disso, o evento promove a interação entre artistas, artesãos, distribuidores, fabricantes, apreciadores da arte e o público em geral. “Convidamos toda a comunidade a visitar a Câmara e conhecer mais sobre essas técnicas fantásticas que são o Quilt e o Patchwork. Pelos corredores da Casa do Povo, vocês poderão explorar a história e os conceitos dessas artes que estão presentes no nosso dia a dia. Não percam!”, convida o presidente da Câmara, Ike Koetz.

“Gramado será palco do Festival Internacional de Quilt e Patchwork. O evento contará com uma programação diversificada em diversos pontos da cidade. Na ExpoGramado, acontecerão a Feira de Equipamentos e Produtos, além de cursos e exposições de quilts. O Centro Municipal de Cultura será o cenário para duas mostras e oficinas. Além disso, o público poderá prestigiar exposições na Câmara de Vereadores e no Quiosque da Praça Central. Um evento imperdível para os apaixonados por arte, criatividade e cultura!”, convida a organizadora do evento, Carmen Netto. 

Instalação de transformador de energia pode afetar abastecimento de água

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Para garantir o nível de tensão de energia adequado, dar segurança operacional e manter o correto funcionamento de bombas e motores na captação de água do Rio Santa Cruz, no limite dos municípios de Canela e São Francisco, a Corsan vai instalar nesta terça-feira, 21, um novo transformador de energia no local. Durante o serviço, moradores de Gramado e Canela poderão ter oscilações no fornecimento de água ou baixa vazão na rede.

O abastecimento será normalizado gradativamente no fim da tarde. Nos pontos altos dos dois municípios, a pressão da rede deve se estabilizar à noite.

Para outras informações, estão à disposição da comunidade os canais de relacionamento da Corsan com o cliente: app Corsan, site www.corsan.com.br (na Unidade de Atendimento Virtual), ligações gratuitas pelo 0800.646.6444 e WhatsApp (51) 99704-6644.

A Corsan está permanentemente disponível nesses canais e recomenda que a população utilize esses meios de contato com a Companhia para solicitações, pedidos de informação ou para fazer comunicados. Isso agiliza a tomada de providências e a mobilização das equipes de serviço.

“Vai ter água? Todo dia é uma incerteza”, reclama moradora sobre a Corsan

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GRAMADO – A falta de abastecimento de água no município tem sido motivo de intensas reclamações por parte dos moradores, que enfrentam dificuldades diárias para realizar tarefas básicas. O Jornal Integração ouviu diversos relatos de cidadãos prejudicados e trouxe à tona os esclarecimentos da Companhia Riograndense de Saneamento (CORSAN), em uma tentativa de entender e contextualizar o problema que afeta a região. Para esclarecer a situação, a Corsan concedeu entrevista coletiva na segunda-feira (13).

Relatos de moradores: o impacto da falta d’água na rotina

Gabriela da Silva Muraro, moradora do bairro Carahá há mais de 16 anos, foi uma das entrevistadas pela reportagem. Segundo ela, a situação é crítica e tem impactado diretamente sua rotina.

“Tem que rir pra não chorar, porque foi feia a situação. Ligava pra lá e ninguém resolvia nada. Aí teve um caso que o pessoal da Corsan falava: ‘Mas, tem água aí! Tem água aí!’. E nós dizíamos: ‘Não tem água’. Querendo brigar com a gente, teimar. Eu disse: ‘não, não tem água!’ Eles tiveram de vir aqui pra comprovar que não tinha água.”

Ela também relatou problemas com as contas de água, que não refletem o período de desabastecimento: “Eu gasto em média R$ 120 por mês. Eu não gasto muito. E aquele mês que ficou 26 dias sem água veio a mesma coisa, sem eu gastar um pingo de água.”

Para Gabriela, a situação piora durante os finais de semana e períodos de alta temporada: “Olha, dezembro não tinha água. Praticamente o mês inteiro não teve água. Fica três dias sem água, um dia com água. Cinco dias sem água, dois dias com água. É assim. Principalmente final de semana. Parece que desligam a nossa água.”

Gabriela também enfrentou dificuldades para manter dois chalés que aluga: “Eu pego a água do meu sogro, que tem poço. Eu vou lá e pego a água dele. Porque eu tava sem água no chalé, alugado os dois, e não tem água. Outra vez, teve um dia que um hóspede me ligou assim, não tem água. Ele ia embora, ele tava querendo ir embora. Aí, eu disse pra ele, não, fica mais um pouco aí, eu vou tentar encher a caixa. Eu peguei a água dele, mas demora duas horas, né, pra encher a caixa, pra poder dar vazão pros chalés. E acabam sendo hóspedes que não vêm mais.”

A incógnita sobre o abastecimento gera constante insegurança: “Daí tu não lava roupa, tu não consegue manter nada limpo, não faço comida. Olha, eu quero que resolvam isso, porque é uma incerteza que a gente tem, né? E a gente tem medo. Então todo dia quando eu chego em casa, antes de lavar roupa, antes de fazer qualquer coisa, eu vou lá, tô vendo se tem água. Tá vindo água? Não tá vindo água? Então não lava roupa, cuida no banho, tudo assim. Vai ter água? Todo dia é uma incerteza.”

Ela também criticou a postura dos funcionários da CORSAN:

“Já escutei de funcionários da Corsan que o interior não é uma prioridade.”

Enquanto a reportagem, na quarta-feira (15), estava na casa de Gabriela, a água estava com o abastecimento normalizado.

Grasiela Wingert Arnold: “Sempre existe uma desculpa”

Grasiela Wingert Arnold, moradora do Carahá há quase 18 anos, também compartilhou sua experiência:

“A questão da água, quando eu vim morar aqui, não tinha nem rede da sociedade pra baixo. A gente teve uma luta muito grande com a Corsan pra que eles trouxessem a rede de água pra baixo. Tanto que eles trouxeram até um pedaço e o restante, o meu pai comprou os canos e colocou água pra vir até a nossa casa.”

Ela apontou que o problema piorou nos últimos anos:

“Do ano passado pra cá, se agravou demais essa situação da gente chegar a passar 26 dias sem água. Ah, e aí foi por causa da chuva, foi por causa disso… Sempre existe uma desculpa, mas resolver alguma coisa, nada.”

Grasiela também criticou a falta de registros adequados por parte da empresa:

“Você liga pra lá, abre o protocolo de falta de água e eles simplesmente te dizem que não existe registro de falta de água na minha comunidade. Sendo que vários vizinhos já ligaram, já fizeram abrir um registro de falta de água e simplesmente eles dizem que não existe. Sendo que às vezes a comunidade toda está sem água.”

Heraldk Dalla Giacomassa: falta de pressão e obras inacabadas

Heraldk Dalla Giacomassa, morador da Vila do Sol há 11 anos, enfrentou problemas com a pressão da água após as enchentes de maio.

“Antes da enchente de maio a gente já tava com a água bem fraca aqui. No caso, ligava um chuveiro, não ligava uma máquina, porque não funcionava e não tinha pressão. Aí que veio as enchentes de maio, a gente ficou uma semana praticamente sem água. Acho que foi meio geral por aqui.”

Mesmo após a situação ser parcialmente resolvida, o problema persistiu:

“Conseguimos que eles (Corsan) viessem aqui, aí foi constatado que tinha um vazamento, obstrução, não sei certo dizer o que que era. E aí veio a equipe aqui, eles olharam, e aí no dia que eles vieram, teve um tempo bem feio, deu um baita no temporal, aí eles só fizeram essa, puxaram essa manga da casa do vizinho, da rede que vai na casa do vizinho até a nossa, e disseram que no outro dia iam vir arrumar… Isso já faz um bom tempo, foi antes de outubro ainda.”

Problemas nas adutoras e alta demanda de turismo

Na última segunda-feira (13), a Companhia Riograndense de Saneamento (CORSAN) conduziu uma entrevista coletiva para abordar questões críticas relacionadas ao abastecimento de água. Entre os principais fatores que contribuíram para o problema, Lutero Cassol, superintendente regional de relações institucionais da Corsan, mencionou as perfurações repetidas na adutora de água, feitas por uma empresa terceirizada contratada pela RGE. Anteriormente, Cassol já havia dado as mesmas explicações para a reportagem.

“No mês de novembro, nós tivemos o mês quebrado por três perfurações da tubulação. Cada vez que perfurava, nós consertávamos, mas era um processo lento, porque estávamos no limite da produção de água,” explicou Cassol. Essas perfurações ocorreram nos dias 8, 12 e 25 de novembro, afetando a capacidade do sistema de abastecimento, já fragilizado pela alta demanda devido à temporada de turismo.

Outro episódio crítico relatado foi o rompimento, no dia 15 de dezembro, de uma peça de 500 mm de aço do sistema de bombeamento que liga Canela a Gramado, agravando ainda mais o problema no período de alta movimentação turística.

Investimentos prometidos e regiões mais afetadas

Durante a coletiva, a Corsan reafirmou seu compromisso com os investimentos necessários para solucionar os problemas de abastecimento, especialmente nas áreas mais afetadas, como a Linha Carahá, os bairros Dutra, Moura, Floresta, a Vila do Sol e a Várzea Grande. Segundo a empresa, ações estão sendo implementadas para investigar as causas dos recentes desaparecimentos de água e melhorar o fornecimento às comunidades.

Cassol também mencionou que a alta demanda de água em períodos de turismo, como o Natal Luz, contribui para o agravamento dos problemas de abastecimento em Gramado.

A polêmica da cobrança de “ar” nas faturas

Um dos pontos mais polêmicos abordados foi sobre a suposta cobrança de ar nas contas de água. Moradores reclamaram que, mesmo sem abastecimento contínuo, as contas apresentaram valores altos, o que gerou questionamentos quanto à legitimidade das cobranças.

A vereadora Denise Buhler (Progressistas) foi uma das mais enfáticas ao questionar a Corsan durante a coletiva. Segundo ela, “a empresa estaria cobrando pela passagem do ar no medidor.”

Por sua vez, Lutero Cassol descartou a ideia de que a presença de ar na rede pudesse impactar de forma significativa as faturas. “Se está passando água, está medindo. Se não está passando, não está medindo. Não dá para se dizer que a fatura de água está alta porque veio o ar,” explicou, afirmando que o impacto do ar na medição é mínimo devido à tecnologia utilizada nos equipamentos.

A companhia ainda informou que consumidores que se sentirem lesados devem levar suas faturas até os pontos de atendimento para revisão.

Denise Buhler, no entanto, se mostrou insatisfeita com a justificativa. “A cobrança é feita por metro cúbico, e, segundo a lógica da CORSAN, um metro cúbico de água e um metro cúbico de ar seriam tratados de forma semelhante,” pontuou a vereadora.

Ainda, o presidente do Sindtur Serra Gaúcha, Cláudio Souza, reclamou da imagem que a falta de água causou para os turistas. “Agora não adianta mais. Ninguém quer ir pra uma cidade que não tem água. Só lamentar não paga a conta”, opinou.

Bloqueio parcial no pórtico para retirada da decoração de Natal

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A Prefeitura de Canela anunciou um bloqueio parcial na RS-235, especificamente no trecho do pórtico de entrada da cidade, no sentido Gramado/Canela. A interrupção ocorrerá nesta segunda-feira, dia 20, a partir das 20h, e deve durar cerca de duas horas.

A medida é necessária para a desmontagem da decoração natalina do evento “Sonho de Natal”, que atraiu visitantes e moradores durante a temporada festiva. A Prefeitura orienta os motoristas a planejarem suas rotas, uma vez que o bloqueio pode causar transtornos temporários no tráfego da região.

Para aqueles que desejarem desviar do local, a sugestão é acessar o bairro Carniel, em Gramado, e acessar a Estrada do Caracol. A administração municipal pede compreensão e colaboração dos motoristas, ressaltando a importância da segurança durante a realização dos trabalhos.

Vamos ajudar o Bento?

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Bento é um menino cheio de coragem e determinação. Diagnosticado ainda na gestação com Mielomeningocele, uma malformação congênita da coluna vertebral, ele enfrenta desafios diários relacionados ao desenvolvimento motor e a outras questões neurológicas decorrentes da condição. Agora, sua família se mobiliza para garantir a continuidade de um tratamento fundamental que pode transformar sua qualidade de vida.

A Mielomeningocele é uma condição delicada que exige cuidados especializados. Em 2024, Bento iniciou um tratamento intensivo que já trouxe resultados significativos. Apesar de participar de apenas dois meses do programa, os avanços em seu desenvolvimento foram notórios, renovando as esperanças de sua família.

Para 2025, foi indicado que Bento participe de seis programas de tratamento intensivo em uma clínica especializada, em Tubarão, Santa Catarina. Cada programa custa R$ 32 mil por mês, totalizando R$ 192 mil.

Diante do alto custo, a família iniciou uma campanha de arrecadação para viabilizar os tratamentos. Qualquer pessoa que deseje contribuir pode fazer uma doação diretamente via Pix para o número: 54 99926-1212 (Carla Alessandra da Rosa Maciel) ou por meio da Vakinha https://www.vakinha.com.br/5001625.

Toda ajuda é essencial para que Bento continue superando os desafios impostos pela condição.

Brigada Militar não identifica arrombamento no Teatrão

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CANELA – Diante da circulação de um vídeo nas redes sociais que sugere a depredação do Teatro Municipal por adolescentes, a Brigada Militar esclareceu a situação. Segundo as informações passadas pela reportagem uma equipe foi deslocada ao local para averiguação logo após a repercussão do material, ainda no domingo (19).

Na primeira visita, os policiais constataram que a porta do teatro estava aberta, mas não havia sinais de arrombamento ou presença de pessoas no local que pudessem confirmar quaisquer danos ou furtos. Apesar do estado da porta, nenhuma evidência de vandalismo foi encontrada.

Na data de hoje (20), uma nova diligência foi realizada pela Brigada Militar ao Teatro Municipal. Durante a visita, os policiais entraram em contato com um dos responsáveis pelo espaço. Este relatou que “tudo se encontrava em ordem”.