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Quem paga a conta do tarifaço? Entenda impactos para Brasil e EUA

PAÍS – A nova tarifa de 50% contra produtos brasileiros, anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve afetar diretamente empresas e produtores de setores estratégicos da economia nacional, que vendem seus produtos para os norte-americanos.

É o caso dos exportadores de petróleo, de aço, café e carne bovina, por exemplo, produtos que lideram as vendas do Brasil para os EUA. As exportações de suco de laranja e de aeronaves também podem ser fortemente impactadas.

Outra preocupação no Brasil é a inflação. O mercado financeiro reagiu mal à nova taxa e o dólar subiu forte nas horas seguintes ao anúncio de Trump.

“Se o dólar permanecer alto, a inflação no Brasil persiste e o Banco Central mantém os juros altos [atualmente no patamar de 15%, o maior em quase 20 anos]. Isso desacelera a economia e pode entrar em recessão”, alerta o economista Robson Gonçalves, professor de MBAs da FGV.

  • Entre outros motivos, a alta do dólar gera inflação à medida que encarece as importações. A lógica do BC é que subir os juros desestimula o consumo pois fica mais caro fazer empréstimos ou compras a prazo. Ao reduzir o consumo, a demanda por produtos diminui, o que ajuda a controlar a inflação, que ocorre quando a oferta não acompanha a demanda.

Apesar disso, especialistas explicam que os consumidores brasileiros não são os únicos que podem vir a sentir o efeito da tarifa no bolso, ainda que em menor escala. A medida também pode impactar os preços dos alimentos nos EUA, principalmente do café.

Cerca de um terço do café consumido nos EUA, o maior consumidor mundial da bebida, vem do Brasil, que é o maior produtor mundial. As exportações anuais de café brasileiro para os EUA chegam a cerca de 8 milhões de sacas, segundo grupos do setor.

“Os americanos vão procurar outros produtores globais [para substituir as importações brasileiras], mas, no caso do café, não vão encontrar no mercado externo tudo o que precisam. E o preço já está caro no nível internacional”, diz Gonçalves, da FGV.

Veja abaixo mais detalhes sobre os impactos da nova tarifa para o Brasil e para os EUA.

Brasil

Os EUA são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) apontam que o Brasil vendeu US$ 40,33 bilhões em produtos para os americanos em 2024.

  • Mesmo assim, o Brasil tem déficit comercial em relação aos EUA desde 2009, ou seja, compra mais do que vende para o país.

A Associação Brasileira das Exportadoras de Carne declarou que o aumento da tarifa atrapalha o comércio e afeta negativamente o setor produtivo.

A avaliação do setor é de que as vendas de carne de boi aos americanos vão ficar praticamente “inviáveis” se não houver negociação. E a tendência é que os frigoríficos brasileiros se direcionem para outros mercados internacionais, como o asiático.

No caso do café, o Brasil dificilmente conseguirá redirecionar para outros países todo o volume que hoje exporta aos EUA, afirma Robson Gonçalves, da FGV.

E, com o aumento da oferta no mercado interno, a consequência pode ser uma queda nos preços por aqui. Porém, “se o dólar permanecer alto, pode ofuscar os efeitos desse aumento de oferta”, pondera.

A tarifa também deve afetar as vendas brasileiras de aeronaves (as ações da Embraer caíram mais de 3% nesta quinta-feira), de petróleo, de semimanufaturados de ferro ou aço, materiais de construção e engenharia, madeira, máquinas e motores, e eletrônicos.

Lembrando que, além da taxa anunciada nesta semana, produtos como o aço e o alumínio já enfrentam tarifas de 50%, o que tem impactado diretamente a siderurgia brasileira.

Estados Unidos

Do outro lado da balança, a decisão de Trump também deve impactar o consumidor americano, justamente porque o Brasil é um grande vendedor de café, suco de laranja, açúcar, carne bovina e etanol para os EUA, entre outros produtos.

Com a elevação da tarifa, os exportadores tendem a repassar o custo aos consumidores. E, como no caso do café, os EUA nem sempre conseguirão substituir totalmente as importações vindas do Brasil.

Mais da metade do suco de laranja vendido nos EUA, por exemplo, vem do Brasil, que detém 80% do comércio global do produto.

“Essa medida impacta não só o Brasil, mas toda a indústria de sucos dos EUA, que emprega milhares de pessoas e tem o Brasil como seu principal fornecedor há décadas”, disse Ibiapaba Netto, diretor executivo da CitrusBR, associação brasileira da indústria de suco de laranja.

Nesse sentido, a Associação dos Exportadores de Suco declarou que a sobretaxa é péssima para o setor como um todo e que atinge os próprios americanos, que há décadas têm o Brasil como principal fornecedor externo.

A carne bovina também tem sido um problema. A inflação do produto para o consumidor americano está batendo recorde por causa de uma redução histórica do rebanho do país, que encareceu o preço do boi por lá — ele está custando duas vezes mais que o boi brasileiro. Daí a disparada nas importações da carne.

Apesar disso, a analista de macroeconomia Sara Paixão, da InvestSmart, ressalta que o Brasil respondeu por apenas 1,4% das importações totais dos Estados Unidos em 2024. Por isso, o impacto direto da tarifa sobre a economia americana tende a ser limitado.

Segundo ela, outra questão que poderia impactar os EUA nesse contexto é que “a imposição de tarifas pode fazer com que outros blocos econômicos se juntem para fortalecer as relações comerciais”, deixando os EUA mais isolado.

Fonte: G1

Trump taxa, Brasil apanha!

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Coluna publicada no dia 11/07.

Guilherme Dettmer Drago. Sócio de Reimann & Drago Advogados. Professor universitário.

Era uma vez um mundo globalizado, onde os países faziam juras de amor eterno ao livre-comércio — até que a conta chegou. E, como sempre, quem paga é o povão, aquele mesmo que parcela carne moída no cartão e acha que “geopolítica” é nome de remédio pra coluna.

Donald Trump, o bom e velho cowboy do nacionalismo econômico, decidiu bater na porta do Itamaraty com uma carta nada cordial: 50% de tarifa sobre produtos brasileiros. O Brasil chorou. A esquerda bradou “imperialismo!”. A direita, “soberania!”. E os industriais… esses já estavam em Miami comprando iPhones.

A medida, é claro, foi recebida com aquele ar de surpresa hipócrita por parte de quem ainda acredita em igualdade comercial entre uma Ferrari e um Fusca 72. Sim, meus caros, o Brasil não tem como competir com os Estados Unidos em termos de poder, influência e capacidade de negociar.

E antes que o camarada da camisa vermelha comece a recitar Karl Marx na padaria, é bom lembrar: a esquerda vem tropeçando nas próprias utopias mundo afora. Na Europa, virou figura decorativa. Na América Latina, virou motivo de piada ou tragédia. E no Brasil? Ah, no Brasil ela sobrevive na bolha de hashtags, debatendo revoluções em salas com ar-condicionado e com um Rolex no pulso.

A verdade é que o jogo virou! Não se trata mais de economia, competitividade ou PIB. Isso agora é geopolítica pura, crua e com um tempero amargo de realpolitik.

As grandes potências tratam de proteger os seus — e o resto que se vire com os prejuízos. Multilateralismo? Só se for no discurso da ONU, enquanto drones sobrevoam alguma república esquecida.

O novo mantra do mundo é: proteja o seu, taxe o do outro e abrace o conservadorismo de mercado com a fé de um religioso fervoroso. E o Brasil, perdido entre slogans vazios e promessas de “potência verde”, continua a ser o bom e velho exportador de commodities, com selo de qualidade e imposto de importação.

Enquanto isso, o brasileiro segue pagando a conta — do pão, da gasolina, do plano de saúde, e agora, das tarifas norte-americanas. Mas tudo bem! A gente já se acostumou a pagar por aquilo que não consumiu e a aplaudir quem nos chama de “parceiro estratégico” com uma mão no bolso e a outra no mouse, comprando pelo AliExpress.

E viva o novo mundo! Com bandeiras antigas! E tarifas novíssimas!

Conselho final do tio: tem um dinheirinho guardado? Pois então dolarize!! O quanto antes!!

Nova transação da Receita: um alívio ou mais um remendo?

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Coluna publicada no dia 11/07.

Por Phillip Handow Krauspenhar, advogado tributarista

A Receita Federal lançou um novo edital de transação tributária, voltado a débitos de até R$ 50 milhões em discussão no contencioso administrativo. A proposta inclui descontos que podem chegar a 100% sobre multas, juros e encargos legais, além de parcelamentos em até 115 vezes. Para muitos contribuintes, especialmente os que discutem autuações no CARF ou nas Delegacias da Receita, a medida parece ser uma saída interessante. Mas é preciso cautela.

Do ponto de vista técnico, a transação é um avanço. Prevista na Lei nº 13.988/2020, ela representa uma mudança de lógica na cobrança de tributos. Em vez da insistência em execuções fiscais eternas e infrutíferas, o governo finalmente admite que receber menos, mas de forma mais célere, pode ser melhor do que insistir em dívidas que nunca serão pagas. Isso é positivo.

Por outro lado, não podemos ignorar a motivação por trás dessas transações. O governo precisa fazer caixa. E, nesse movimento, tenta resgatar até os créditos que ele mesmo classificou como de difícil recuperação ou praticamente irrecuperáveis. O Estado cria um sistema que pune quem empreende, sufoca quem erra e depois oferece “descontos” para quem topa desistir da briga. É a velha lógica do “complica primeiro, alivia depois”.

Para os contribuintes, principalmente os pequenos e médios, a oportunidade pode ser valiosa. Mas é fundamental entender que ao aderir à transação, o contribuinte renuncia ao direito de discutir o débito. E isso não é pouca coisa. Muitas autuações fiscais são discutíveis, exageradas ou simplesmente baseadas em interpretações que mudam a todo momento. Abrir mão dessa discussão sem uma boa análise pode ser um erro caro.

Ainda assim, em muitos casos, vale a pena negociar. Especialmente quando o valor do débito é elevado, a chance de êxito é incerta e a empresa precisa de regularidade fiscal para seguir operando. Nessas situações, os descontos e prazos oferecidos pela Receita podem ser um verdadeiro fôlego para o caixa.

Mas essa nova rodada de transações também revela uma verdade incômoda. O sistema continua doente. A cada ano, surgem novas normas, novas obrigações, novas interpretações. O contribuinte vive em constante insegurança. A Receita não simplifica. Apenas oferece alívio temporário para o caos que ela mesma alimenta.

Em resumo, a nova transação é uma oportunidade, sim. Mas também é um lembrete de que o problema não está sendo resolvido. Está apenas sendo empurrado com a barriga. E, mais uma vez, quem paga a conta é o contribuinte.

Justiça para você ou super-ricos?

Coluna publicada no dia 11/07

[email protected]

Em tempos de crises econômicas e instabilidade social, é comum vermos debates acalorados sobre impostos, distribuição de renda e justiça fiscal. Mas poucos fenômenos são tão intrigantes – e preocupantes – quanto o posicionamento de parte da população de baixa ou média renda que defende com unhas e dentes um sistema tributário que a penaliza e isenta justamente quem mais poderia contribuir: os super-ricos. É preciso dizer com todas as letras: se você ganha até R$ 5 mil por mês, paga imposto de renda, sofre com o custo de vida, depende de serviços públicos, mas mesmo assim é contra a taxação de grandes fortunas e a tributação de lucros e dividendos, há algo profundamente equivocado no seu entendimento de justiça social.

Desinformação ou…

Se você está desinformado, trate de buscar urgentemente informações concretas e reais. Não aquelas que muitos acreditam que vem de fontes duvidosas ou do “zap-zap”. De duas uma, ou você está desinformado ou foi ideologicamente capturado por um discurso que não serve aos seus interesses. Em termos mais diretos: ou lhe falta empatia, ou sobra alienação. Talvez um pouco dos dois.

A distorção do sistema

No Brasil, grandes empresários e investidores (ESTOU FALANDO DO SUPER RICOS), sequer pagam imposto sobre lucros e dividendos. Enquanto isso, o trabalhador assalariado, que não tem como escapar do desconto mensal no contracheque, paga imposto até se fizer hora extra para cobrir uma emergência.

A desinformação

Parte da população acredita que taxar os super-ricos vai “espantar investimentos”, “gerar desemprego” ou “quebrar o país”. Mas os dados mostram o contrário. Nações desenvolvidas e com alto padrão de vida, como Alemanha, França, Canadá e Noruega, adotam sistemas tributários mais justos, com forte tributação sobre renda e patrimônio. E o resultado? Menor desigualdade e melhor qualidade de vida para todos.

Imposto de renda

Quem ganha até R$ 5 mil por mês e ainda se opõe à taxação dos super-ricos precisa rever seus conceitos — ou, infelizmente, estará condenado a continuar sustentando um sistema que o explora. Não se trata de inveja, se trata de justiça. Porque, no fim, ou o Brasil se torna mais justo para todos, ou seguirá sendo um país para poucos. E esses poucos não incluem você.

Rock Solidário em Canela

Para quem gosta de rock com estilo de Ultramen, Comunidade Nin-Jitsu e Charlie Brown Jr, a boa pedida é amanhã, sábado (12), às 11h, com o Rock Solidário que ocorrerá na Viking Bier, em Canela, quando a banda Maré Brava subirá no palco para tocar estes sucessos, entre outros. A banda que tem como integrantes Ítalo SV, Will Leal, Gabriel Puff, Alan Lima e Telmo, realizará este evento beneficente com o objetivo de arrecadar verba para a cirurgia de córnea para do irmão do vocalista Ítalo, Joaquim Antônio da Silva Fagundes, de 15 anos. Também participam do evento os artistas Sogro Inglês, Gang do Passinho, Insanos Rock Club, Bernardo Jr. e Hally. Os ingressos estão sendo vendidos por 20,00 (por pessoa) e podem ser adquiridos na hora. A Viking Bier fica na rua Loureiro da Silva, 200 – bairro Bom Jesus, em Canela.

Maré Brava/Divulgação

Seminário aborda a Leitura e a Escrita na Educação Infantil

GRAMADO – Na segunda-feira (30), no Polo UAB Véra Grin, a Secretaria da Educação de Gramado promoveu o Seminário de Socialização de Propostas, voltado para o compartilhamento de boas práticas desenvolvidas nas escolas durante o percurso da formação do projeto Leitura e Escrita na Educação Infantil (LEEI). A abertura do evento contou com a presença da secretária da Educação, Simone Tomazelli Andreis, que apresentou significativas considerações sobre a formação.

Também estiveram no evento a Articuladora Regional do Programa, Fabiane Clair Graunke, e a coordenadora da Educação Infantil, Márcia Isabel da Silva Scur. Além da participação da Articuladora Municipal, Sueli Maria de Oliveira, da coordenadora e subcoordenadora do Programa Alfabetiza Tchê, Ionara L. Palhano da Silva e Josiéli B. F. Spannenberger, respectivamente, que prestaram suporte para que a formação ocorresse.

O encontro reuniu professores das turmas de Pré I e Pré II das escolas do município, visando fortalecer as práticas pedagógicas que promovem o letramento e o desenvolvimento das linguagens em crianças de 4 a 5 anos. Ao longo desta formação, os professores foram mediados pelas formadoras do LEEI em Gramado, Tatiane Cristine Ghesla Roldo e Aline Catelan Lecciolli Huf.

A acolhida pela manhã ocorreu de forma especial, com músicas e uma encantadora apresentação de teatro de fantoches, conduzida pelo supervisor Diovani e pela professora Paula, que cativaram os presentes. À tarde, a artista Fernanda Ghesla realizou uma contação de história interativa que fascinou a todos.

TEMAS ABORDADOS
Ao longo dos encontros, foram discutidos os temas: Formação Docente; Currículo na Educação Infantil; A importância da literatura de qualidade; e o Contato com o mundo letrado desde a Educação Infantil.

“Os professores apresentaram práticas que envolveram o contato das crianças com a leitura, com a função social da escrita e também a participação das famílias dentro deste processo. Através do Seminário, foi possível perceber o quanto a formação auxiliou no aprimoramento das práticas diárias dos docentes, impactando diretamente no processo de desenvolvimento das crianças da Pré-Escola”, avalia a professora Tatiane Ghesla, formadora do LEEI e professora da rede.

Primeiro podcast do Connection Terroirs do Brasil já está no ar

GRAMADO – O que é o Connection Terroirs do Brasil? As respostas para essa questão estão elucidadas no primeiro podcast do evento que já está disponível no Youtube e no Spotify. O material estreia com um bate-papo entre o coordenador de projetos setoriais do Núcleo de Agronegócio do Sebrae/RS, André Bordignon, e os CEOs do Connection, Marta Rossi e Eduardo Zorzanello.

Neste episódio, eles revelam como nasceu a proposta do evento que une experiências, conhecimento, território e identidade. “Quem trabalha com eventos precisa ter inquietação, e olhar o mercado. E aí fomos procurados pelo Sebrae e provocados a fazer um evento abordando essa temática da Indicação Geográfica. Nós não tínhamos conhecimento sobre isso, mas sabemos fazer eventos, então fomos estudar e pesquisar e logo começamos a vislumbrar o potencial de crescimento”, descreve Marta Rossi, CEO da Rossi e Zorzanello.

Seu sócio, Eduardo Zorzanello, destacou a pluralidade do evento. “Isso nos tocou e nos ajudou a entender o potencial do Connection e do legado que poderia ser deixado. E isso se falou muito durante as palestras que ocorrem dentro do evento, a questão de formar um destino através de um produto, que por trás tem uma história, tem alma, ancestralidade, que remete à origem, tudo interligado. Existe tanta coisa bacana espalhada em todos os cantos desse nosso Brasil tão diverso e plural”, disse.

A conversa foi mediada por Bordignon. “É muito significativo para as indicações geográficas estarem em Gramado. Ao conversar com cada produtor, a gente vê que está destacando seus produtos e suas histórias para o mundo, além de conectar eles com milhares de pessoas, pois Gramado tem uma visitação turística muito expressiva. Gramado é um terroir único”, comentou.

O podcast está disponível no youtube (https://www.youtube.com/@ConnectionExperience1) quem prefere conferir pelo Spotify, basta pesquisar por “O que é o Connection Terroirs do Brasil?”. Outros episódios serão postados futuramente.

SOBRE O EVENTO – O Connection é a principal vitrine dos produtos de origem do país. O evento é realizado pela Rossi e Zorzanello e correalizado pelo Sebrae. O evento consolidou Gramado como principal vitrine dos produtos de origem no país. A primeira edição do Connection com esta temática ocorreu em 2023, e reuniu 27 produtores com certificação de IG. Em 2024, o evento reuniu 51 produtores na Rua Coberta e neste ano vieram 52 produtores.

FOTOS: Ponto para a inclusão

Tiago Manique

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CANELA – O município foi palco, nesta semana, de um momento marcante para a inclusão e acessibilidade no Rio Grande do Sul. A cidade sediou o Fórum Estadual de Políticas para Pessoas com Deficiência e Altas Habilidades, promovido pela Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas Portadoras de Deficiência e de Altas Habilidades no Rio Grande Sul (Faders), com programação estendida e atividades práticas voltadas ao esporte adaptado.

A primeira atividade antes do início do Fórum, ocorreu quarta-feira (9) com o “Desafie-se”, realizado no ginásio da Escola Dante Bertolucci. A iniciativa promoveu o primeiro contato de muitas crianças e adolescentes com modalidades de esporte adaptado, como atletismo, bocha e basquete. Participaram alunos da Apae, AMA e da escola Rodolfo Schlieper, incluindo jovens com deficiência física e do espectro autista.

Foto: João Pedro Boch/Divulgação – Atividades de esporte adaptado teve atletismo, basquete no arco e bocha

Integrante do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Canela, Jonas Ludwig, servidor do CRAS do bairro Canelinha, ativista e praticante de esportes adaptados. Jonas reforçou a importância do evento como uma ferramenta de transformação social:

“É uma luta antiga por acessibilidade. O fórum é um marco para nossa região. A prática esportiva melhora a saúde e a qualidade de vida de todos — inclusive das pessoas com deficiência, que precisam apenas de incentivo e adaptação”, comentou.

Jonas também ressaltou o papel do Conselho recentemente reativado, como articulador da atividade junto à Faders e à Prefeitura.

Foto: João Pedro Boch/Divulgação – Jonas Ludwig, integrante do Conselho da Pessoa com Deficiência de Canela

A programação do Fórum ocorreu ontem, quinta-feira (10), durante todo o dia na Universidade de Caxias do Sul (UCS) – Campus Hortênsias. O evento reuniu representantes de sete municípios que integram o Conselho Regional de Desenvolvimento (Corede). Durante o dia, foram debatidas políticas públicas de inclusão, compartilhamento de experiências e apresentação de “cases” locais de sucesso em acessibilidade.

O vereador Adir Dernardi (PSDB), presente no evento “Desafie-se”, destacou a relevância de iniciativas como essa. “Aqui não há limitação, cada um participa no seu tempo. É gratificante ver a alegria das crianças e adultos se superando. Eventos como esse plantam sementes que podem, quem sabe, revelar futuros atletas paralímpicos.” 

A programação seguiu até o final da tarde de hoje, com foco na construção de propostas que possam ser implementadas localmente, respeitando a realidade de cada cidade participante.

Foto: João Pedro Boch/Divulgação – Adir Dernardi (PSDB) pontuou a necessidade de investimentos para o setor

Ferrari confirma evento em Gramado no mês de agosto

GRAMADO – O evento acontecerá de 18 a 23 de agosto, em paralelo ao Festival de Cinema de Gramado. O local escolhido para sediar esta celebração é uma atração à parte: uma icônica mansão de 800 metros quadrados, situada em uma propriedade de mais de 7 mil metros quadrados com vista para os vales e uma deslumbrante piscina, nas proximidades do Lago Negro.

A casa é famosa por ter abrigado a “Vila de Caras” durante as décadas de 1980 e 2000, um ponto de encontro de celebridades e do glamour durante as férias de inverno, que recebeu nomes como Eva Wilma, Carlos Zara, a estrela internacional Faye Dunaway, Xuxa, Ronaldo e Regina Duarte.

O objetivo é resgatar essa atmosfera de sofisticação e exclusividade para um seleto grupo de convidados. Como plano estratégico, o evento foi desenhado para conectar e proporcionar experiências memoráveis aos clientes da marca no Sul do Brasil.

A programação, que ocorrerá diariamente das 16h às 22h, com “afters” comandados por DJs, será uma imersão no universo da marca italiana, combinando a paixão automotiva com o melhor da gastronomia, vinhos requintados e ativações de marcas parceiras de luxo.

Os participantes terão a oportunidade de admirar de perto lançamentos e modelos icônicos da Ferrari, além da possibilidade de realizar test-drives pelas paisagens da Serra Gaúcha. 

A programação será enriquecida com experiências gourmet envolvendo azeites, bebidas premium e charutos, além de exposições de arte com esculturas, leilões, sessões de podcast e uma mostra de memorabilia.

O ponto alto será no sábado, dia 23 de agosto, com um sunset de encerramento das 14h às 22h, que contará com um show de uma atração musical de renome nacional, a ser anunciada em breve.

Estamos orgulhosos de trazer a essência de Maranello de volta a Gramado para a segunda edição do nosso evento. A imersão nasce do desejo de ir além do automóvel e de celebrar o estilo de vida que a marca representa. Queremos criar conexões autênticas e oferecer aos nossos clientes do Sul do Brasil uma experiência que eles verdadeiramente merecem: exclusiva, sofisticada e inesquecível. Ao escolher uma locação tão icônica, que no passado foi sinônimo de glamour, e integrá-la ao efervescente período do Festival de Cinema, estamos criando o cenário perfeito. Será uma semana de celebração, onde a paixão pela excelência, a alta gastronomia, a arte e a música se encontram, tudo sob o charme inigualável do inverno na Serra Gaúcha. Mais do que um evento, será um marco no calendário de luxo do país”, detalha Olavo Raucci, head de Marketing do Grupo Via Italia.

Criança que caiu em cânion em Cambará do Sul é encontrada morta

ESTADO – O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul confirmou a morte da menina Bianca Zanella, de 11 anos, que caiu de uma altura de 70 metros em uma área do Cânion da Fortaleza, no Parque Nacional da Serra Geral, em Cambará do Sul (RS). O resgate ocorreu seis horas após a localização da criança por meio de um drone com câmera térmica.

O acidente ocorreu na tarde dessa quinta-feira (10), durante um passeio turístico da família de Curitiba (PR) ao local. A menina, que estava acompanhada dos pais e de dois irmãos, teria transtorno do espectro autista e a queda ocorreu no momento em que todos lanchavam 

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) publicou nota lamentando a morte da criança e informando que as equipes locais da gerência regional do Sul e da Concessionária Urbia Cânions Verdes estão mobilizadas desde os primeiros momentos e que o resgate foi iniciado rapidamente.

“Infelizmente, apesar dos esforços de busca, a criança foi encontrada sem vida. O ICMBio está à disposição das autoridades competentes para cooperar com a investigação sobre o caso”, conclui a nota.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, também lamentou o acidente em nota publicada nas redes sociais, na qual coloca o ICMBio à disposição das autoridades competentes para cooperar com a investigação. 

“Ao pai, à mãe e aos dois irmãos, com quem ela visitava o parque, meus sentimentos e o mais profundo pesar pela perda tão precoce”, destacou Marina.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, prestou solidariedade à família e agradeceu as forças de segurança pela agilidade e dedicação ao descer 70 metros durante a noite, em condições difíceis, para resgatar a criança.

“Muito obrigado aos homens e mulheres dedicados e obstinados das nossas forças de segurança, em especial do Corpo de Bombeiros, também da Brigada Militar e Polícia Civil, por cumprirem com essa missão e, mais uma vez, aos familiares e amigos da Bianca o nosso abraço, carinho e a nossa solidariedade”.

Sicredi Pioneira homenageia Arthur Rambo por legado ao cooperativismo

REGIÃO – “Honrar o passado, agir no presente e construir o futuro”. Com essa frase, o presidente do Conselho de Administração da Sicredi Pioneira, Tiago Luiz Schmidt, resume o propósito da homenagem prestada a Arthur Blásio Rambo, uma das maiores referências na preservação da história do cooperativismo no Brasil. A iniciativa, realizada em conjunto com a Central Sicredi Sul/Sudeste e a Sicredi Caminho das Águas, busca eternizar o legado do historiador, cuja trajetória é marcada pela dedicação à educação, à pesquisa e à cultura.

Como forma simbólica de reconhecimento, Rambo foi presenteado com um quadro pintado em aquarela, que representa sua contribuição ao cooperativismo. A homenagem também inspirou o documentário “Legado de Arthur Blásio Rambo”, disponível no Youtube, que resgata a importância de seu trabalho para a compreensão da origem e da evolução do movimento, especialmente em Nova Petrópolis, berço do cooperativismo de crédito no país.

De acordo com o presidente da Central Sicredi Sul/Sudeste, Márcio Port, a valorização da história é essencial para fortalecer os princípios cooperativistas. Ele relembra a primeira palestra de Rambo que acompanhou, no período em que Nova Petrópolis pleiteava o título de Capital Nacional do Cooperativismo. “O Arthur trouxe uma riqueza enorme de informações sobre o Volksverein, o padre Amstad e a origem do cooperativismo, com uma simplicidade que permitia a todos compreenderem o contexto histórico. Ele nos inspirou”, conta.

Arthur Blásio Rambo nasceu no interior de Montenegro, hoje município de Tupandi, em uma família de agricultores descendentes de imigrantes alemães. Estudou Filosofia em São Leopoldo e fez parte da primeira turma do curso na Unisinos, sendo o primeiro diplomado da universidade. Desde então, atuou como professor, pesquisador e conferencista, com um trabalho voltado à recuperação das origens do homem e da influência europeia na organização social da região. “Eu me sinto recompensado por todo esse tempo em que fui professor, pesquisador e conferencista. Nunca esperei uma coisa dessas”, afirmou, durante a homenagem.

Para Schmidt, o trabalho de Rambo ultrapassa o campo acadêmico, contribuindo diretamente para a construção de pessoas e comunidades melhores. “As obras do Arthur nos permitem entender que muitas das dificuldades do presente já foram vividas no passado. Isso nos dá mais serenidade para seguir adiante. Seu legado é uma entrega à sociedade, por meio da educação, da leitura e da cultura”, destaca.

Segundo ele, a homenagem também reforça o papel da história como elo entre gerações. “Toda essa história, dos nossos antepassados, ficou registrada, e isso é indispensável para que, ao colocarmos nosso propósito de construir comunidades melhores em prática, possamos também construir uma sociedade melhor”, completa.

Em sintonia com isso, o presidente do Conselho de Administração da Sicredi Caminho das Águas, Álvaro Link, afirma que figuras como Arthur Rambo são fundamentais para preservar as raízes do cooperativismo. “Ele merece estar no panteão daqueles que devem ser homenageados não apenas pelo cooperativismo, mas pela sociedade como um todo. Sua trajetória reforça a importância de valorizar a memória coletiva”, pontua.

Arthur Rambo celebra legado de uma vida dedicada ao conhecimento

Aos 95 anos, Arthur Blásio Rambo construiu uma trajetória que o tornou uma das principais referências na documentação da memória do cooperativismo no Brasil. Com amplo conhecimento e pensamento humanista, ele se dedicou ao ensino, à pesquisa e à valorização da história como instrumento de transformação social.

Nascido em Montenegro no dia 3 de fevereiro de 1930, Rambo cresceu no meio rural, em uma família de agricultores descendentes de imigrantes alemães. É licenciado em Letras Clássicas, bacharel em Filosofia, História Natural e Teologia, doutor em Filosofia, livre-docente em Antropologia e pós-doutorado em Antropologia Rural na Universidade Paris-Descartes. Ele também atuou como professor titular emérito na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), instituição na qual foi o primeiro diplomado da história. Ali integrou a primeira turma de Filosofia, ainda de uso interno dos jesuítas.

Com uma abordagem histórica e filosófica, ele entende o cooperativismo como um modelo baseado no compromisso entre pessoas. “A finalidade do cooperativismo é manter a cooperação entre os membros de uma comunidade. Ele não se fundamenta na competição, mas no compromisso mútuo das pessoas. Para que uma comunidade funcione, é indispensável que as pessoas se comprometam de forma solidária. Não se trata de socializar as coisas, mas de socializar a mente dos proprietários. Essa é a ideia fundamental do cooperativismo”, reflete.

Ao longo de sua vida, ajudou a registrar e interpretar os caminhos do movimento, em especial na região de Nova Petrópolis, onde o modelo ganhou força ainda no século XIX. Por isso, para ele, preservar essa história é essencial para a compreensão da vida em comunidade. “Esse tipo de solidarismo se fundamenta no comprometimento mútuo, na interdependência e no esforço conjunto que o desenvolvem, visando a prosperidade comunitária e solidária”, finaliza.

Sobre a Sicredi Pioneira: Primeira instituição financeira cooperativa do Brasil, a Sicredi Pioneira atua há mais de 120 anos com o propósito de construir comunidades melhores. Presente em 21 municípios entre o Vale do Sinos e a Serra Gaúcha, oferece soluções financeiras justas, com um atendimento humano, próximo e consciente. Mais do que serviços, entrega cooperação e confiança, fortalecendo a economia local e ajudando pessoas e negócios a prosperarem juntos.