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Adolescente uruguaio cai de brinquedo em parque

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Um adolescente uruguaio de 13 anos caiu de uma altura de aproximadamente quatro metros enquanto utilizava a atração Alpen Turbo Drop, no Alpen Park, em Canela, na manhã desta quarta-feira (9). A vítima, identificada como Ignácio Tarallo Szaefamn, nascido em 16 de outubro de 2011, foi atendida ainda no local por equipes do parque e, posteriormente, pelo Corpo de Bombeiros.

Segundo o atendimento realizado, o jovem estava consciente, orientado e estável. Conforme relato da vítima, ele sentia dores na região pélvica. As causas do incidente não foram determinadas pela equipe de socorro.

Após os primeiros atendimentos, o adolescente foi encaminhado ao Hospital de Caridade de Canela (HCC), acompanhado por representantes do parque e familiares, que prestam total assistência.

Em nota enviada à imprensa, o Alpen Park confirmou o acidente e afirmou que a equipe de atendimento foi acionada imediatamente, prestando suporte de forma ágil e cuidadosa. O parque declarou ainda que segue rigorosos protocolos de segurança em todas as suas atrações e que uma apuração interna está em andamento para esclarecer os detalhes do ocorrido.

Como medida preventiva, a atração Alpen Turbo Drop permanecerá fechada nesta quarta-feira.

Confira a nota na íntegra:

NOTA À IMPRENSA

O Alpen Park esclarece que, na manhã desta quarta-feira, 9 de julho, ocorreu um acidente com um de seus visitantes na atração Alpen Turbo Drop. Conforme os protocolos de segurança do parque, a equipe de atendimento foi prontamente acionada e prestou todo o suporte necessário no local, de forma ágil e cuidadosa.

O visitante foi encaminhado para avaliação médica, encontra-se consciente, orientado e estável. Os gestores do parque estão acompanhando de perto o caso e prestando todo o apoio necessário.

Ressaltamos que o Alpen Park segue rigorosos protocolos de segurança em todas as suas atrações, prezando sempre pelo bem-estar de seus visitantes. Ainda assim, como procedimento padrão, uma apuração interna já está em andamento para esclarecer todos os detalhes do ocorrido e reforçar, se necessário, qualquer medida preventiva adicional. O Alpen Turbo Drop permanecerá fechado nesta quarta-feira.

ETE do Skyglass Canela é tema de artigo científico

CANELA – Em artigo científico, o engenheiro químico, sanitarista e ambientalista José Antonio Monteiro Ferreira classificou a Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) do Skyglass Canela como “a mais eficiente do país”. O trabalho foi publicado no livro “Ciências do Ambiente e Sustentabilidade”, da AYA Editora (2025).

Sob o título “Eficiência no Tratamento de Esgoto Sanitário e Reúso da Água”, o estudo visa demonstrar, através de análises laboratoriais, que é possível atender à mais exigente legislação, com resultados que permitem lançar os efluentes tratados em rios classe 1(CONAMA 357/2007), independentemente do fator de diluição, ou reusá-los para descarga dos vasos sanitários, limpeza de ruas e pátios e irrigação.

O autor analisou empreendimentos no eixo Gramado/Canela, com ênfase na ETE do parque. “A ETE Skyglass atendeu e superou as exigências ambientais, com uma eficiência anual (2024/2025 – ano ambiental) de remoção de DBO de 99,7% (em algumas vezes chegando a 99,9%), DQO de 99,3%, OG de 99,9%, Surfactantes 99,9%, Fósforo 99,9%, Nitrogênio 97,5% e coliformes de 99,999997%”, descreveu o engenheiro, que é diretor, desde 1981, da McLeod Ferreira Engenharia Ambiental Ltda, de São Paulo. Todas as análises foram feitas em laboratórios acreditados pela ISO 17.025.

Segundo o especialista, a maioria dos autores classifica o sistema de lodos ativados como o mais eficiente entre os vários processos, com valores da ordem de 90% “A metodologia descrita neste trabalho indicará um novo caminho não só para o tratamento dos efluentes sanitários domésticos, mas com os devidos pré-tratamentos pode ser estendida aos efluentes industriais. Com base em resultados práticos obtidos, é sem dúvida uma inovação na área sanitária e um processo cuja eficiência ainda não vi publicada em nenhum livro e, até nova notícia, é a ETE mais eficiente no país”, concluiu o estudo.

Para o diretor do Skyglass Canela, Alex Bonareti, o trabalho corrobora com os pilares de sustentabilidade adotados pelo parque. “Estamos felizes com os resultados e seguimos com o propósito de ter o parque mais sustentável possível”, diz.

Segundo o gestor, o reconhecimento das boas práticas em um artigo científico, que transformou o empreendimento em case de estudo, eleva o atrativo e o município a um patamar de excelência internacional. Bonareti ressaltou ainda a importância do trabalho e destacou que o exemplo pode servir de modelo para futuros projetos em Canela, com impactos positivos a longo prazo. “Nos impulsiona a manter essas metas, nos qualificando como um parque de primeiro mundo em todos os quesitos. Ser reconhecido é algo admirável e somos gratos pelo estudo e pelo empenho de todos os colaboradores envolvidos”, agradece o diretor.

Gramado busca recursos para repavimentações asfálticas

GRAMADO – O prefeito Nestor Tissot cumpriu agenda oficial no Centro Administrativo do Governo do Estado, na última quarta-feira (2), após retorno da sua viagem para Brasília. Acompanhado pelo deputado estadual Joel Wilhelm (PP) e pelo secretário de Governança de Gramado, Germano Junges, o chefe do Poder Executivo gramadense esteve na Secretaria da Reconstrução Gaúcha, onde foram recepcionados pela secretária adjunta da pasta, Ângela de Oliveira.

Na ocasião, Tissot reencaminhou projetos para repavimentações asfálticas de vias urbanas no município, reforçando a necessidade de liberação de recursos por parte do Estado para recuperação de diversas ruas, em diferentes bairros.

O investimento total necessário é de R$ 7.980.376,53, sendo que R$ 5.586.220,53 estão sendo captados junto ao Estado e o município deverá entrar com uma contrapartida no valor de R$ 2.394.156,00.

O prefeito Nestor Tissot ressalta que as obras são necessárias em virtude dos estragos provocados pelo evento climático de 2024, que acabou deteriorando a pavimentação de diversas vias. “São intervenções pontuais em diferentes ruas, que necessitam receber recapeamento asfáltico”, explica Tissot, fazendo um agradecimento especial ao deputado Joel Wilhelm (PP), que tem contribuído nas articulações políticas em prol de Gramado junto a lideranças do Governo do Estado.

“Estamos confiantes e vamos dar continuidade neste trabalho de corpo a corpo, em busca do melhor para nossa comunidade”, finaliza o prefeito Nestor Tissot.

VÍDEO e FOTOS: De Canela ao topo da Malásia

Leonardo Santos

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CANELA – Na simplicidade de um ginásio comunitário no Centro Social Padre Franco, em Canela, Paulo Josué — ou simplesmente Paulinho, como ainda o chamam os amigos de infância — se sentou diante de dezenas de jovens alunos para contar uma história que soa inacreditável até para ele mesmo. Um garoto de bairro, de escola pública, que saiu dos campos amadores da Serra Gaúcha para se tornar capitão, artilheiro e símbolo de um clube asiático e, mais que isso, jogador de uma seleção nacional. Aos 36 anos, ele veste a camisa da seleção da Malásia e é ídolo absoluto do Kuala Lumpur City, onde atua há oito anos.

Durante a conversa com os estudantes, Paulo não economizou sinceridade nem humildade. “Todo mundo vê hoje eu jogando na seleção, com a faixa de capitão no braço, estádio lotado, Copa da Ásia, eliminatórias… Mas parece que caiu do céu. E nunca é assim”, resumiu. “É muita dedicação, disciplina, resiliência. Esse é o caminho. Não existe atalho.”

Natural de Canela, Paulo construiu a carreira longe dos holofotes. Começou em times locais e amadores, como o Serrano, onde foi observado por olheiros do Juventude num amistoso — “dali tudo começou”, recorda. Profissionalizou-se tardiamente, o que, no mundo do futebol, onde os talentos são capturados cada vez mais cedo, já seria uma desvantagem. Mas foi só o começo de uma série de conquistas improváveis.

Disciplina como método, sonho como combustível

Aos alunos presentes na palestra, Paulo reforçou o que considera o maior segredo de sua trajetória: a consistência. “É preciso estar pronto. Oportunidade aparece, mas não avisa quando vem. Se tu não tiver preparado, ela passa.”

Ele falou com carinho sobre o ambiente escolar, lembrando que estudou em instituições públicas de Canela e que nem sempre o futebol parecia um caminho concreto. “Nunca tive muita estrutura, mas tive apoio. E sempre levei tudo com seriedade. Não adianta sonhar e não fazer por onde.”

Mesmo os momentos mais marcantes de sua carreira foram construídos com paciência. Um deles foi a naturalização como cidadão da Malásia. Aos 33 anos, idade em que muitos jogadores já planejam encerrar a carreira, Paulo foi convocado pela primeira vez para vestir a camisa da seleção malaia.

“Quando vi meu nome na lista, deu um arrepio do dedão do pé até a orelha. Era o reconhecimento de tudo que eu vivi. São centenas de jogadores profissionais no país, e eu estava entre os 25 chamados”, descreveu. “A FIFA é muito rigorosa. Tudo ali é oficial, é sério. E eu tive a chance de disputar qualificatórias para Copa do Mundo, Copa da Ásia… É uma experiência indescritível.”

Foto: Tiago Manique/JIH – Paulo Josué se profissionalizou aos 21 anos e conseguir êxito na carreira

Ídolo improvável, referência definitiva

A identificação de Paulo com o futebol malaio é tamanha que ele se tornou, segundo dados do próprio clube, o maior artilheiro da história do Kuala Lumpur City. “Nunca imaginei isso. Eu só queria jogar bola e dar uma vida melhor pra minha família. Hoje sou ídolo num país do outro lado do mundo. As pessoas me reconhecem na rua, querem fotos, me chamam pelo nome. Isso não tem preço.”

Com oito temporadas no futebol asiático, Paulo hoje é também uma figura política dentro do clube. É ouvido nas decisões, participa de discussões sobre elenco e futuro da instituição e já vislumbra a transição para fora dos gramados. “A gente sabe que a hora chega. E no meu caso, está chegando”, diz.

“Já tenho conversas com a direção do Kuala Lumpur para seguir no clube de alguma forma. Talvez na comissão técnica, talvez em funções administrativas. Ainda estamos definindo. Mas o futebol é minha área, minha paixão. Quero seguir contribuindo com ele.”

Apesar de admitir que a aposentadoria se aproxima, Paulo mantém um otimismo cauteloso. “Meu joelho já dói, claro. Mas quero jogar mais um ou dois anos. E depois, aí sim, pensar nesse novo ciclo. Talvez não seja no Brasil, talvez continue lá. A Malásia me abraçou. E eu abracei eles de volta.”

Foto: Tiago Manique/JIH – Crianças ouviram atentamente as palavras do ídolo canelense

Futebol sem fronteiras: Malásia x Brasil

Durante o encontro com os alunos, Paulo também foi questionado sobre as diferenças entre o futebol praticado no Brasil e na Ásia. “Está muito globalizado, mas ainda há distância técnica. O futebol sul-americano e europeu está muito acima. Mas eles estão aprendendo, copiando, estudando.”

Para ele, o futebol asiático tem espaço para crescer — e a paixão da torcida é um combustível potente. “Jogamos uma classificatória da Copa da Ásia na Arábia Saudita com 70 mil pessoas no estádio. O pessoal lá ama futebol. Quando a seleção vai bem, o país inteiro vibra. E isso ajuda a desenvolver o esporte.”

Ainda assim, Paulo reconhece que a evolução técnica ainda levará tempo. “A Malásia nunca participou de uma Copa do Mundo, mas eu acredito que nas próximas edições, com esse novo ciclo de jogadores naturalizados, eles vão brigar por uma vaga. E eu vou ter orgulho de dizer que fiz parte disso.”

A virada do Gramadense e o futuro da região

Um dos momentos mais emocionantes da conversa foi quando o jogador comentou sobre o crescimento do Gramadense, tradicional clube de Gramado, que se profissionalizou recentemente, venceu a Terceirona Gaúcha e hoje disputa com destaque a Divisão de Acesso.

“É sensacional. Eu joguei contra o Gramadense no amador, e hoje ver o clube profissionalizado, estruturado, com estabilidade financeira, é algo incrível. Tem muito time no interior que não consegue manter dois anos seguidos. O Gramadense está diferente.”

Paulo acredita que o clube pode ser uma porta de entrada para jogadores da Serra. “Eles já abriram núcleos em bairros, fazem peneiras. Isso é muito importante. É uma oportunidade para o menino de Canela ou Gramado não precisar sair de casa, não passar por tudo que a gente passou com saudade, dificuldade.”

E deixou no ar uma possibilidade: “Quem sabe antes de encerrar minha carreira eu ainda não visto a camisa do Gramadense? Seria simbólico demais.”

Um recado para quem sonha alto

Antes de encerrar o bate-papo, Paulo deixou um último recado, não apenas para as crianças, mas também para os adultos que ainda mantêm algum sonho guardado. “A vida não tem prazo de validade. A chance vem, às vezes tarde, mas vem. Eu sou a prova. Comecei tarde, me profissionalizei tarde, fui convocado para a seleção com 33 anos. E hoje sou artilheiro, capitão, reconhecido. Tudo depois dos 30.”

Ele também falou da importância de sair da “bolha” da zona de conforto. “Quando a gente sai do Brasil, vê o mundo. Vê oportunidade. E muita coisa boa acontece. Eu adoro morar na Malásia, adoro o povo, adoro meu trabalho. Nunca imaginei isso. Mas agarrei com unhas e dentes. E funcionou.”

A história de Paulo Josué não é só sobre futebol. É sobre não desistir. Sobre entender que a jornada importa tanto quanto a linha de chegada. E que, com disciplina, foco e paciência, até um guri do fundo do campo — como ele se define — pode virar manchete do outro lado do planeta.

ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA:

Campeonato de Futsal Feminino inicia nesta quinta em Canela

CANELA – Chegou a hora das mulheres entrarem em quadra, no Ginásio Carlinhos da Vila, no bairro Santa Marta, em Canela. Neste ano, quatro equipes novas participarão do Campeonato Aberto de Futsal Feminino, que iniciará nesta quinta-feira, dia 10, totalizando sete equipes em disputa pelo título. As partidas acontecerão a partir das 19h30.

As equipes Clínica Futsal e UNPF, de Nova Petrópolis, União de Gramado e Elite Futsal de Canela, aderiram ao evento este ano, tornando a competição mais acirrada. Na primeira rodada que acontece nesta quinta, acontecerão os seguintes confrontos: Donna F.F. X Elite Futsal, Clínica Futsal X UNPF e Blackout X União Gramado.

O Campeonato é promovido pelo Departamento de Esporte e Lazer (DMEL) de Canela. Mais informações sobre o campeonato e classificação podem ser obtidas através do site: www.copafacil.com/2025femininocanela.

Prefeitura de Canela adquire máquinas de costura para oficinas dos Cras

CANELA – A Prefeitura de Canela, por meio da Secretaria de Assistência, Desenvolvimento Social, Cidadania e Habitação, adquiriu quatro máquinas de costura para os cursos profissionalizantes oferecidos nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) Santa Marta e Canelinha. Os equipamentos são da marca Singer, modelo HD4423 Facilita Pro, e foram compradas com recursos do Índice de Gestão Descentralizada do Sistema Único de Assistência Social (IGDSUAS).

As oficinas de costura oferecidas pelo Município já acontecem no Cras Santa Marta, nas segundas-feiras, das 13h às 16h30, e devem iniciar em breve no Cras Canelinha também, através do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. São voltadas principalmente para idosos e pessoas em vulnerabilidade, para sua autonomia, geração de laços com a comunidade e a oportunidade de geração de renda com o aprendizado das técnicas de costura – que envolvem ensinamentos sobre pequenos consertos e até criação de novas confecções.

De acordo com a Secretaria de Assistência, os recursos do IGDSUAS devem ser utilizados pelos municípios nos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, para aquisição de materiais e equipamentos que qualifiquem a oferta dos serviços assistenciais às comunidades.

Placa de Vera Fischer e outros artistas são inauguradas na Calçada da Fama de Gramado

GRAMADO – Em um evento na Calçada da Fama de Gramado nesta terça-feira, 8 de julho, foi instalada a placa com as mãos e assinatura da atriz Vera Fischer. A homenagem fez parte das atividades do 52º Festival de Cinema. No mesmo evento, foram fixadas as placas de outros artistas que tiveram suas mãos moldadas em 2024, como Andreia Horta, Fábio Assunção, Felipe Camargo, Jorge Furtado, Sophie Charlotte e Ângelo Antônio.

A cerimônia teve a presença do prefeito Nestor Tissot e da presidente da Gramadotur, Rosa Helena Volk.

“A Calçada da Fama é um projeto muito bacana e sabemos da importância do Tapete Vermelho para manter este glamour, esta fama e destaque para o Festival de Cinema com muitas mãos de artistas famosos sendo eternizadas”, destacou Rosa Helena.

“É um prazer para nós comandar esta ação no Festival, ajudando a comunidade a gerar memórias, lembranças e, principalmente, valorizar a cultura”, destacou o diretor da Wert, Giovani Ghisleni.

A Calçada da Fama, situada em frente ao Palácio dos Festivais, reúne placas de diversas personalidades do cinema nacional. Entre os nomes já presentes no local estão Antônio Pitanga, Cacá Diegues, Cauã Reymond, Dira Paes, Marcos Palmeira, Laura Cardoso, Antônio Fagundes, Selton Mello e Eva Wilma. A iniciativa busca preservar a memória do cinema brasileiro.

A tradição da Calçada da Fama foi retomada em 2022 por meio de uma parceria entre a Gramadotur, autarquia que organiza o festival, e a incorporadora Wert Estada & Co. A empresa é a responsável pela produção e instalação das placas finalizadas com uma mistura de liga metálica composta por cobre, zinco e chumbo, para garantir mais durabilidade nas placas que contêm as mãos e as assinaturas dos homenageados.

Para a próxima edição do festival, em agosto de 2025, a organização planeja dar continuidade à ação. A expectativa é que aproximadamente 15 novas personalidades sejam convidadas para ter suas mãos imortalizadas, mantendo a Calçada da Fama como uma das atrações do evento.

Gramado abre 15ª Exposição Coletiva e exalta legado de artistas locais

GRAMADO – A Administração Municipal, por meio da Secretaria da Cultura, promoveu na noite da última sexta-feira (4), no Centro Municipal de Cultura Arno Michaelsen, a abertura oficial da 15ª edição da Exposição Coletiva dos Artistas Plásticos de Gramado. Neste ano a exposição recebe 40 artistas, reunindo obras que destacam a riqueza de estilos e a diversidade de técnicas que compõem o cenário artístico local.

Durante o evento, que contou com excelente público, o vice-prefeito Luia Barbacovi lembrou da criação da Secretaria da Cultura e da aquisição da área do Lago Joaquina Rita Bier, realizadas pelo prefeito Nestor Tissot. “Estes atos de coragem e compromisso fortaleceram a cultura gramadense e hoje estamos colhendo os resultados, com uma diversidade cultural incrível em nossa cidade, como o exemplo desta mostra. Percebemos a evolução dos nossos artistas e vamos continuar investindo na cultura e valorizando a arte”, disse Luia Barbacovi.

A mostra segue aberta para visitação até o dia 1º de agosto, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h, no Centro Municipal de Cultura, que fica localizado na Rua Leopoldo Rosenfeld, Nº 818. “Tenho muito orgulho destes artistas talentosos que divulgam Gramado com obras lindas e que fazem parte do patrimônio cultural da nossa cidade”, comentou o secretário Jonas da Silva. “Essa união de 15 anos simboliza a clareza de propósitos e um marco simbólico de maturidade da nossa classe, indicando que este projeto está consolidado com sua identidade”, destacou Débora Irion, que representou o coletivo de artistas.

Participam desta edição os artistas: Anne Bomm, Azo, Beth Bado, Bia Macedo, Cesar Cliquet, Daiene Cliquet, Danya Saueressig, Débora Fraga, Débora Irion, Eni da Rosa Scur, Geraldo Farina, Gilmar Stahl, Giovanni Bocchi, Jonatan Guilherme Dhein, Juliana Faber, Katia Click, Leili Kutt, Lisete Heidrich, Lourdes Abreu, Lúcia Bein, Lúcia Nelz, Luís Henrique, Marilei Andreis, Neusa Santarossa, Nelson Haas, Rafael Stelmaszczyk, Regina Oppitz, Renata Guzenski, Ricardo Veras, Rita Gil, Samara Barros, Sandra Osório Barbosa, Sonia Schlee, Vera Schwingel e Yas Almeida.

“O recurso não vai vir”

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O vereador Nenê Abreu (MDB) subiu na tribuna e já mandou de cara: “O recurso não vai vir”. E não foi com raiva, nem com ironia. Foi com aquele tom de quem não acredita mais que o Governo Federal mandará o dinheiro se referindo à revitalização da Rota Panorâmica — aquela estrada linda, cheia de curva e vista, que hoje não há como transitar devido as enchentes do ano passado que a inviabilizaram.

Ali, muita gente do interior usava diariamente. Pra vir trabalhar, pra levar filho no colégio, pra ir no médico, pra fazer feira. Agora o povo tá tendo que dar volta, pegar caminho mais longo, tudo por causa da situação da estrada. E ele falou de uma reunião com 45 moradores que dependem direto daquela via.

Segundo o Nenê, o vice-prefeito Gilberto Tegner tava lá e falou que o recurso federal ainda pode vir. Dois a três meses de espera seria o prazo. Mas se não cair essa grana, aí o município vai puxar do tal empréstimo de 17 milhões. Aqueles mesmos 17 milhões que tão há tempo sendo falados por aí e que já foram pensados pra mil coisas.

Os tais 17 milhões

A história dos 17 milhões vem lá da época do Constantino. Um empréstimo grande, pré-aprovado lá atrás, pra usar em várias frentes. Na época, tinha destino certo: um pedaço (R$ 2 milhões) iria pra Rota Panorâmica, outro pra obras em outras partes. Só que agora pode ser que se precise remanejar tudo pra um ponto só.

A estimativa que rola é que pra recuperar toda a rota precisaria de uns 10 milhões. Talvez mais. E, se for o caso, a prefeitura pode usar quase tudo do que ainda tem disponível. É aquela velha história: prioridade, né? A Rota Panorâmica não é só uma estrada. É um elo entre o interior e a cidade. É por ali que a vida anda. Bom, por enquanto o projeto para busca destes recursos continua em trâmite lá em Brasília.

O pedido do Sindtur

Ainda durante a sessão, entrou outro assunto quente. O presidente do Sindtur, Cláudio Souza, foi pessoalmente entregar uma proposta pro prefeito Gilberto Cezar: suspender construções de novos hotéis em Canela, copiando o que Gramado fez na semana passada. E aí, claro, o assunto caiu no plenário.

O vereador Nenê não concordou. Disse que era contra, que isso podia travar oportunidades. Comentou, exemplificando que seus filhos e netos vão precisar de emprego, assim como todas as gerações de canelenses. E que Gramado tá numa realidade diferente. Disse até que “Se Gramado está defasado, o problema é deles”. Não foi no sentido de menosprezar, mas mais pra reforçar que Canela ainda tá crescendo, que não precisa puxar o freio agora.

Recepção cordial

Logo depois do Nenê, o vereador Lucas Dias também falou. A fala dele foi mais tranquila, mas deixou claro que o prefeito recebeu o presidente do Sindtur mais por educação. Aquela coisa institucional, ouvir todo mundo. Mas que isso não significa seguir a sugestão.

Eu tenho um ponto. Canela ainda não tem o volume de hotéis que Gramado tem. Aqui a gente ainda consegue crescer com um pouco mais de organização. Não precisa fazer como Gramado, que já tá num ponto de saturação, segundo avaliado. Ainda tem espaço pra investir, pra gerar emprego, pra dar oportunidade.

O “passivo” de Gramado em Canela

Durante a discussão sobre a proposta de moratória na construção de hotéis, o vereador Rodrigo Rodrigues (PDT) pincelou também sobre o assunto. Segundo ele, o que tá sendo discutido agora nas duas cidades não é só turismo, é estrutura. E quando se propõe frear o crescimento — como Gramado já começou a fazer e como foi sugerido também pra Canela — é porque as duas cidades, na visão dele, já estão beirando o colapso.

E aí veio o termo que chamou atenção: “Canela absorve todo o passivo de Gramado.”

Rodrigo explicou o que quis dizer com isso. Ele não falou em tom de crítica às pessoas, mas como uma questão de gestão urbana. O que ele apontou foi que muita gente mora em Canela, mas trabalha e consome em Gramado, e isso pressiona os serviços públicos daqui. Segundo ele, é Canela que acaba ficando com as demandas de moradia, saúde, educação, infraestrutura — enquanto grande parte da geração de receita ocorre no município vizinho.

E aí, nesse ponto, eu posso dizer com toda a clareza: eu sou exatamente esse exemplo. Moro em Canela e trabalho em Gramado. Todo dia, faço esse trajeto. Conheço esse movimento. E sei que não sou o único. Tem muita gente na mesma situação — gente que sai cedo de casa, cruza o pórtico, trabalha o dia inteiro em Gramado e volta pra Canela à noite. É esse vai e vem constante que o Rodrigo chamou de “passivo”.

Na fala dele, o termo não é um julgamento, na minha percepção. É um alerta. Ele quis dizer que Canela oferece toda a estrutura de cidade — escolas, postos de saúde, coleta de lixo, iluminação pública, transporte escolar —, mas nem sempre tem o retorno proporcional em arrecadação pra dar conta disso tudo. Porque a base econômica de boa parte desses moradores tá sendo movimentada lá do outro lado da divisa.

Segundo o Rodrigo, isso cria um desequilíbrio. Ele não propôs uma solução direta, nem falou em números. Mas apontou esse movimento como algo que precisa ser discutido com seriedade. Para ele. Canela precisa se preparar não só pra crescer, mas pra sustentar o que já tem.

Eu deixei minha opinião tópicos acima: Canela ainda não precisa desse freio proposto pelo Sindtur. E, talvez, para não precisar lá na frente deva ter um direcionamento a partir de agora. Também acho que Rodrigo esqueceu de dizer que os canelenses que trabalham em Gramado gastam o seu dinheiro nos mercados, comércios e tudo mais, em Canela. Então, tudo fica no 0 a 0, ou quase.

Quando o título vale mais que a educação

E então, veio aquele momento que todo mundo prestou mais atenção. O vereador Roberto Danany (MDB) pegou o microfone e começou a falar dos acontecimentos na última rodada do Sub-15, em Canela.

Ele disse que hoje o título tá valendo mais que a formação. Que tem escolinha pescando menino de outra pra montar time só pra ganhar. Que as brigas estão acabando com o espírito do esporte de base, que deveria ser participação, educação, respeito.

Falou que o DMEL decidiu que a próxima rodada (hoje) terão portões fechados e questionou: se não teve briga, por que fechar? Se teve, por que punir só alguns? Pediu súmulas, imagens, câmeras. Disse que isso precisava ser mais claro, mais transparente. E soltou um monte de perguntas que, na real, muita gente também tá fazendo.

Um campeonato que é mais que bola

A preocupação não era só com o jogo, mas com o que tá em volta. O vereador lembrou que tem pais xingando atletas adversários, pressão nas arquibancadas, clima pesado. Disse que se o campeonato é da base, então a gente precisa ser o exemplo. Mostrar que respeito e formação vêm antes de medalha.

E aí ele largou uma frase forte: “Quando o título vale mais que a educação, a gente tá indo pro caminho errado.” E não é exagero. Quem vive o esporte sabe como isso pesa na vida de um menino de 12, 13 anos. Como um ambiente tóxico pode desmotivar ou até afastar ele do esporte. O recado foi esse: cuidar agora pra não perder depois.

O que o DMEL respondeu

Depois da sessão, o Departamento de Esporte e Lazer (DMEL) se manifestou. E aí ficou mais claro o motivo dos portões fechados. Disseram que não houve briga de verdade, nada de vias de fato. Mas sim um excesso de ânimo — ou nervosismo mesmo — dos pais nas arquibancadas.

Em três das cinco rodadas do Sub-15, já tinha rolado confusão. Não briga física, mas discussões, provocações, xingamento. E nessa última rodada, a tensão passou do ponto. Por isso, decidiram fechar os portões. Pra proteger os meninos, permitir que os técnicos façam seu trabalho e garantir segurança no geral.

O DMEL ainda explicou que o Ginásio Santa Marta, onde rolam os jogos, não tem divisão de torcida. Todo mundo fica junto, o que aumenta o risco de confronto. E que, como não tem estrutura de segurança suficiente, a melhor solução foi restringir o acesso. Com portões fechados, dá pra controlar quem tá lá dentro.

Regulamento e bom senso

Também explicaram que não tem previsão no regulamento canelense pra excluir time por causa de briga de torcida. Nem aqui e nem em competições maiores como da CBF, da Conmebol ou da UEFA. Nunca se tirou time por isso. A punição, nesses casos, não é pra equipe, mas pra quem realmente causou confusão.

O DMEL reforçou que a prioridade é terminar o campeonato com segurança. Pediu apoio da Brigada Militar pros dias de jogo, principalmente nos momentos de entrada e saída dos atletas. Tudo pra evitar tumulto, garantir que a gurizada entre na quadra só com o pensamento no jogo. Bom, no próximo regulamento deve haver previsão de exclusão. A tolerância pra esse tipo de situação deve ser ZERO. Neste caso, o DMEL quer evitar o que está se tornando recorrente e eu até concordo, mas os bons vão pagar pelos maus.

Criação de secretarias

Ainda teve outro assunto levantado: a criação das secretarias de Esporte e de Cultura. Algo que muita gente apoia, porque dá mais foco, mais visibilidade. Mas junto veio uma dúvida que não dá pra ignorar: de onde vai sair o dinheiro pra tocar isso?

Porque criar uma secretaria é uma coisa. Fazer ela funcionar bem é outra. E o orçamento de Canela não aumenta automaticamente só porque tem uma nova pasta. Às vezes, é melhor fortalecer o que já existe, deixar sólido, do que abrir frente nova sem ter base. E essa pergunta fica: a gente quer mais estrutura ou mais eficiência?

Pesquisa do Sistema Fiergs mostra crescimento da indústria pelo segundo mês seguido

ESTADO – A indústria do Rio Grande do Sul registrou crescimento pelo segundo mês consecutivo, o que não ocorria desde novembro de 2024. O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS) subiu 3,6%, em maio, na comparação com abril, após alta de 1,3% no mês anterior. Os dados foram divulgados, ontem, terça-feira (8), pelo Sistema Fiergs.

Apesar do avanço, o setor adota uma postura de cautela. “O momento mais desafiador pode ter ficado para trás, mas o cenário ainda merece atenção. As incertezas fiscais e os juros elevados dificultam o acesso ao crédito e adiam investimentos, o que torna uma recuperação consistente pouco provável. Estamos em um momento de estabilidade”, avalia o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier.

O desempenho positivo em maio foi impulsionado, principalmente, por um salto de 8,7% nas compras industriais — maior contribuição para o crescimento do índice no mês. Também houve avanço no faturamento real (1,6%), nas horas trabalhadas na produção (3,9%) e no emprego (0,9%), todos com variações positivas pelo segundo mês consecutivo. A utilização da capacidade instalada também cresceu, passando de 78% para 79,6%.

Por outro lado, a massa salarial real teve queda de 0,5% no período, o único recuo entre os indicadores mensais.

 BASE FRACA DE COMPARAÇÃO

Na comparação com maio de 2024, o IDI-RS avançou 11,3%, considerado o melhor resultado anual desde agosto de 2021 (+14,1% em relação a agosto de 2020). O desempenho foi puxado principalmente pelas compras industriais, que cresceram 41,2%, e pelo faturamento real, com alta de 15,6%.

Esses números, no entanto, são influenciados por bases de comparação baixas, em razão dos efeitos das enchentes no ano passado e do impacto da pandemia em 2020. Ainda assim, o acumulado de janeiro a maio de 2025 mostra uma reversão no quadro: o índice subiu 1,7% frente ao mesmo período de 2024, revertendo a queda de 0,6% registrada até abril.

No acumulado do ano, destacaram-se os segmentos de máquinas e equipamentos (12,6%), informática e eletrônicos (41,8%), químicos, derivados de petróleo e biocombustíveis (5,7%). Em contrapartida, setores como couros e calçados (-5,9%), veículos automotores (-5,1%) e tabaco (-9,5%) registraram desempenho negativo.

Entre os componentes do índice, além das compras industriais (8,5%), também apresentaram crescimento o faturamento real (0,9%), o emprego (1,3%) e a massa salarial real (2,2%). Apenas as horas trabalhadas na produção (-0,7%) e a utilização da capacidade instalada (-0,6 ponto percentual) recuaram no acumulado.

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