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Mulher faz o parto da própria filha dentro do carro

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Com um roteiro emocionante e típico de cinema, uma história inusitada chamou a atenção da comunidade. Em pleno Dia Internacional da Mulher, a canelense Marcieli Donini dos Santos, 30 anos, realizou o parto da própria filha dentro do carro, enquanto se deslocava com o marido para o hospital. Diante do desespero da situação, jamais imaginada pelo casal, ela conseguiu manter a calma e no banco traseiro trouxe à vida a pequena Clara.

Na última sexta-feira (8), por volta das 8h30, Marcieli acordou com algumas dores e cólicas, em sua casa no bairro Palace Hotel. De imediato ela telefonou para o consultório para falar com seu médico, que estava fazendo uma cesárea. Pouco mais tarde as dores aumentaram e por isso foi agendada uma consulta para as 10h, em Gramado. Marcieli então ligou para o marido, Michel Padoan Gonçalves, que saiu imediatamente do trabalho para levá-la ao médico.

E foi no caminho para o Hospital Arcanjo São Miguel que o improvável aconteceu.Michel assumiu o volante e a esposa ficou deitada no banco traseiro, sentindo fortes dores. “Fiquei deitada massageando a barriga, senti o sangue e a cabecinha, fiz um pouco de força e ela nasceu quando estávamos na rodovia”, conta a mãe. Clara, a segunda filha do casal,nasceu com o carro em movimento exatamente em frente à Castelli, no sentido Canela-Gramado da ERS-235.

Enquanto Marcieli fazia o parto da própria filha, Michel não sabia se parava o veículo, continuava até o São Miguel ou retornava para o Hospital de Canela, visto que estava no meio do caminho entre ambos. Mesmo diante do nervosismo, decidiu continuar dirigindo até Gramado. Foram quase dez minutos até chegar à emergência, quando ele desceu do veículo para informar na recepção que sua filha tinha nascido dentro do carro.

“Chegar ao hospital com a criança foi uma surpresa pra todo mundo. Eu fiz o parto da minha filha e por coincidência no Dia da Mulher. Quando chegamos na emergência os médicos vieram e cortaram o cordão umbilical, dentro do carro mesmo. Apesar da aventura, foi tudo perfeito e a bebê não teve nenhuma complicação. Mas foi uma loucura, se contarmos ninguém acredita, apenas vendo”, destaca a mãe.

Marcieli e Michel estão casados há 11 anos e também são pais da menina Anita, de cinco anos. Clara Donini Padoan nasceu com 3.230 gramas e 49,5 centímetros. O médico achou o fato inusitado, pois Marcieli estava com 37 semanas de gestação (enquanto o comum seria nascer a partir da 38ª semana) e na consulta anterior o bebê não estava encaixado para nascer. Apesar da adrenalina, a história teve um final feliz e certamente será reproduzida por várias gerações na família do casal. Após o ocorrido, Marcieli ficou conhecida pelo seu feito. Aliás, não é sempre que uma cena de filme acontece por aqui.

 

Texto: Gustavo Bauer/JIH

Empresa conclui estudos para construir hidrelétrica no Rio Paranhana

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Nesta semana avançaram as discussões envolvendo a instalação de uma Central Geradora Hidrelétrica (CGH) no Rio Paranhana. Em encontro realizado na sexta-feira (8), na Câmara de Vereadores de Três Coroas, o tema foi debatido por vereadores e representantes do poder executivo do município e também de Igrejinha e Canela, além da comunidade em geral. Na ocasião o projeto foi apresentado pelo engenheiro da empresa CGH Espírito Santo, empresa responsável pelos investimentos no empreendimento. A empresa tem sede em Canela e foi criada há seis meses.

Conforme o engenheiro Camille Nassar, que há um ano e meio trabalha em cima do projeto, no início a intenção era reativar a barragem de Laranjeiras, o que na época não foi possível por questões legais. A partir disso os investidores analisaram o potencial do rio, encontrando um local apontado como ideal para a construção de umanova hidrelétrica. Ele fica no trecho do Parque das Laranjeiras, dois mil metros abaixo da barragem desativada, necessitando de umacedência da áreapela Prefeitura de Canela.

O projeto atual foi criado com base neste local, prevendo junto à barragem uma passagem para botes de rafting, visando amenizar os impactos ao turismo de aventura em Três Coroas. Essa tem sido a principal reclamação do município, que busca impedir a construção da usina proposta no território canelense. Hoje o turismo de aventura, que inclui especialmente o rafting e a canoagem, representa grande parte da economia trescoroense. Empresários locais acreditam que a instalação de barragens no Rio Paranhana inviabilizaria a prática esportiva.

Em entrevista ao Jornal Integração, o engenheiro disse que a barragem terá 10 metros de altura e 70 metros de comprimento. A área alagada será de 3,8 hectares com volume total de 187 mil metros cúbicos de água. O investimento será de R$ 10 milhões, prevendo um faturamento mensal de R$ 840 mil. Do total faturado,quase um terço seriam impostos pagos ao Estado e uma parcela (equivalente a 26% dos tributos) retornaria ao Município. Levando em conta a projeção da empresa, Canela receberia mensalmente cerca de R$ 80 mil em royaltes. O potencial de geração de energia no local será de 2.8 megawatts.

Nassar afirma que as questões envolvendo a administração canelense estão todas resolvidas.  Por outro lado, não houve diálogo com Três Coroas. “Com as exigências do estudo de viabilidade técnica fizemos tudo o que a Fepam exige.Juntamos toda a documentação e está pronta para darmos entrada, mas antes pretendo retomar as conversas com os dois prefeitos para saber se existe alguma proposta para nós. Não é uma brincadeira, o investidor não rasga dinheiro assim. Todo o processo está amparado na legislação ambiental”, salienta o engenheiro.

 

Barragem de Laranjeiras pode ser alternativa para resolver impasse

Mesmo com o estudo de viabilidade concluído e prestes a dar entrada com a documentação na Fepam, a CGH Espírito Santo acredita na possibilidade de um fato novo nos próximos dias. A utilização da barragem de Laranjeiras, pleiteada sem sucesso no início, entraria neste esquema. A empresa reconhece que pode reativar a estrutura existente e construir a outra barragem num trecho do rio abaixo dos dois parques de raftings, não afetando o turismo de aventura. Desta forma, compensaria o potencial energético do projeto atual (que seria descartado).

Para isso acontecer, a Prefeitura de Canela teria que reivindicar ao Governo do Estado uma nova concessão da Barragem de Laranjeiras, para depois permitir o uso à empresa. Pertinente salientar que a represa esteve sob posse do município há alguns anos, mas sem exploração retornou ao poder do governo estadual. Com a reativação de Laranjeiras e a construção de uma segunda barragem mais abaixo dos parques, já no território de Três Coroas, a usina se tornaria sustentável segundo a empresa.

“Entendemos a preocupação de Três Coroas, mas nós também buscamos o nosso ganha pão. Posso afirmar que a intenção do rafting não é ambientalista, mas sim financeira. Não adianta vir com discurso que vamos acabar com o meio ambiente.Estamos dispostos a sentar com quem manda, porque precisamos de auxílio. Se não der a gente parte para outra, mas precisamos finalizar a nossa ação. E segundo o que tenho de orientação, não temos nenhum problema judicial nem com legislação para nos instalarmos”, completa o engenheiro Camille Nassar.

 

Texto: Gustavo Bauer/JIH

Crescimento desordenado de ocupações expõe fragilidade da habitação canelense

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Nos últimos anos, Canela se consolidou como uma cidade de realidades distintas. Se de um lado estão o turismo pujante e a pavimentação de dezenas de ruas, do outro estão problemas habitacionais e de saúde pública. Enquanto a maioria dos visitantes e população local conhecesomente o primeiro lado, centenas de famílias enfrentam diariamente a segunda realidade. A expansão desenfreada de moradias em condições irregulares expõe uma fiscalização deficiente e contribui para formar uma população paralela, à margem dos serviços ofertados à maioria da sociedade.

Muitas famílias encontraram na ilegalidade um caminho mais fácil para conseguir um espaço para viver. Diante dos altos preços de imóveis na região, pessoas de baixa renda são facilmente atraídas pela proposta de vendedores clandestinos, que comercializam terrenos sem escritura por valores que variam entre R$ 20 mil e R$ 30 mil, em média.Tal prática impulsionou o número de moradias irregulares no município, trazendo consigo inúmeros problemas sociais e ambientais. Nestes locais os moradores vivem em condições precárias, sem a mínima segurança, saneamento básico e energia elétrica.

Em junho do ano passado, em reportagem feita pelo JI, a Prefeitura de Canela confirmou a existência de cinco áreas invadidas no município. Duas ficam no Distrito Industrial, duas no bairro Santa Marta e uma no bairro Dante. Nelas estariam residindo cerca de 180 famílias, contabilizando 500 pessoas – quase metade delas crianças. O levantamento foi feito no início do atual governo, quando todas as casas construídas em áreas invadidas foram cadastradas para fins de regularização. Após dois anos do cadastramento,nenhuma residência foi regularizada.

Por outro lado, desde o ano passado dois loteamentos irregulares estão recebendo a regularização fundiária: Alberi Corrêa (Canelinha) e Edgar Haack (São Luiz). Neles residem cerca de 120 famílias, que aguardam a conclusão do processo para receber a matrícula de seus imóveis. Em ambos os casos, por se tratar de apontamentos do Ministério Público, os custos do processo de regularização serão todos pagos pelo Executivo.

 

Em meio à precariedade, insegurança das moradias e saúde das crianças preocupam

O cenário é desolador no maior loteamento irregular do município.Conhecido popularmente como ‘Adão Miroti’, ocupa uma área pública às margens da ERS-235, no Distrito Industrial. Moradores afirmam que mais de 600 pessoas residem lá, a maioria delas crianças. As casas possuem em média 20 metros quadrados – algumas chegam a abrigar até 12 pessoas. Embora a construção de novas moradias tenha sido estancada segundo a prefeitura, a população que reside no local continua aumentando.

A energia elétrica chega por meio de um ‘gato’, colocando em risco a segurança dos moradores. Em menos de um ano dois incêndios atingiram o local. Saneamento básico não existe, a água utilizada vem de um poço artesiano e precisa ser fervida antes de ser ingerir. Durante tempestades e fortes ventos aumenta o risco de deslizamentos e queda de araucárias sobre as casas. O acesso precário também dificulta um socorro quando necessário, impossibilitando a entrada de um caminhão de bombeiros, por exemplo.

Leondir Nascimento Lima, 45 anos, reside há 12 anos no loteamento com a esposa e quatro filhos. Ele lamenta as condições vividas no local e afirma que a situação piorou nos últimos anos. “Nós simplesmente não existimos, não temos sequer um endereço. Por isso nem um médico conseguimos direito. Mesmo assim é um local bom, aqui moram pessoas trabalhadoras. Queremos que regularizem pra que a gente consiga pelo menos ter luz e água de qualidade. Muitas crianças moram aqui e vão para a escola, mas como não tem um abrigo coberto esperam o ônibus na chuva na beira da rodovia. É complicado viver assim”, desabafa.

As condições impróprias para as crianças também preocupam a moradora Zenaide Port dos Santos, 61 anos. Ela reside há quase três décadas no local, é uma das mais antigas. Hoje a aposentada ajuda a criar os filhos e netos. “As crianças estão sempre doentes por aqui, não sabemos o porquê. Quando dá muito vento também não dormimos por medo de cair um pinheiro em cima da casa. No passado troquei meu antigo terreno por um lote aqui, mas hoje me arrependo, queria apenas um pedacinho pra sair”, destaca.

Em cada moradia uma história diferente, todas marcadas pela dificuldade. Entre elas está a de Anerli de Oliveira, 54 anos, que possui múltiplas doenças, a principal delas a osteoporose (doença que enfraquece os ossos). Devido a isso ela não consegue se locomover. A aposentadoria por invalidez, que até então era sua única fonte de renda, foi cortada recentemente. Hoje a mulher depende do marido José Monteiro, 64 anos, que faz ‘bico’ como pedreiro em algumas obras.

Além disso, os problemas envolvendo a moradia também incomodam o casal, que aguarda uma realocação prometida pela prefeitura. “Temos que colocar um filtro na torneira porque a água é muito suja. A energia também chega muito fraca aqui pra nós, o chuveiro funciona de vez em quando e a máquina de lavar roupa já deixamos de usar, nunca liga. E de noite temos que acender uma vela pra não ficarmos no escuro.Há algumas semanas falaram que vão tirar a gente daqui, estamos esperando”, conta Anerli.

Andando pelo loteamento é comum ver crianças brincando de pés descalços no barro. Muito lixo também fica espalhado pelo local, servindo de casa para dezenas de cachorros abandonados, que também residem por ali. Em alguns casos sem energia elétrica ou chuveiro para tomar banho, crianças tomam banho de torneira antes de ir para a aula, como flagrou a reportagem do JI em visita ao loteamento. Em apenas uma hora no local foram inúmeras as situações presenciadas.

Este local, em específico, de acordo com o Ministério Público, é considerado de preservação e não poderá ser regularizado.

 

Promotor destaca importância da contenção e complexidade das regularizações

Entre suas atribuições, o Ministério Público atua como mediador nas questões que envolvem as regularizações fundiárias. Para controlar a expansão das invasões, o promotor Paulo Eduardo de Almeida Vieira defende uma contenção mais eficaz à instalação de moradias em áreas irregulares. Ele também destaca que um processo de regularização é complexo e difícil, não se definindo em apenas um ‘canetaço’. O MP orienta que o Executivo tome cautela em relação a possíveis promessas que tendem a fomentar as ocupações.

“O Município não pode prometer a regularização fundiária de determinadas áreas, porque tu gera uma expectativa que por vezes não será confirmada. Muitos locais não poderão ser regularizados porque são áreas de preservação permanente ou áreas verdes, portanto são áreas públicas (a exemplo do loteamento Adão Miroti). A nossa preocupação é que cada vez que se aventava, sem ter dados concretos, que haveria regularização de determinado local, os criminosos de loteamentos clandestinos começavam a comercializar terrenos e construir casas. Nós vimos isso, o que nos gerou preocupação”, explica Vieira.

Segundo o promotor, são inúmeros os critérios a serem analisados antes de uma regularização – características da área, regularização de matrículas, existência de proprietários e lindeiros, implantação de sistema de esgoto, abertura de ruas, entre outros. Também seriam múltiplos os atores envolvidos, exigindo um trabalho verificação das redes de apoio, incluindo especialmente a saúde e a educação. A intenção é compreender de que forma as demandas sociais seriam absorvidas. E todo o processo de regularização depende ainda de disponibilidade orçamentária.

Para Vieira, a expansão desordenada pode ser facilmente compreendida diante da disparidade entre a população absoluta e o número de cartões do Sistema Único de Saúde (SUS) emitidos em solo canelense. Segundo o IBGE, Canela tem 42 mil habitantes. Porém, mais de 60 mil pessoas estão cadastradas no SUS. Essa diferença populacional estaria morando aqui, ou pelo menos utilizando a estrutura oferecida pelo município, como escolas, unidades de saúde e hospital.

“Qual a cidade que nós queremos? Estamos caminhando a passos largos para transformar Canela em uma cidade típica metropolitana, como Parobé, Alvorada e Sapucaia do Sul, por exemplo. Se não houver contenção, nunca conseguiremos dar a volta. Pois a invasão precisa de um dia, mas a implantação de um espaço habitacional demora anos, exige uma série de cuidados econômicos e ambientais. A resolução das mazelas anda numa velocidade, mas as mazelas andam muito mais rápido”, pondera o promotor.

De acordo com ele, os programas habitacionais são importantes para a realocação de alguns moradores irregulares. No entanto os efeitos não seriam sentidos caso a fiscalização e o controle das invasões não avancem no mesmo ritmo. “Enquanto não tiver o cercamento eletrônico da cidade e equipamentos para demolir construções irregulares imediatamente, estamos secando gelo. Não haverá dinheiro nem área pública ou privada para realocar esse pessoal”, afirma.

Em geral, Vieira não se considera otimista em relação à celeridade das atuações do Município. Ele utiliza uma metáfora para expor a realidade canelense. “Se uma pessoa está com uma hemorragia, primeiro é preciso estancar para depois colocar as bolsas de sangue. Agora, se colocar as bolsas de sangue sem estancar a hemorragia,o problema não será resolvido e a pessoa vai acabar morrendo. Na habitação é a mesma coisa. Se continuarmos nesta lógicavamos destruir nossa cidade”, frisa o promotor.

 

Texto e fotos: Gustavo Bauer/JIH

Sine de Caxias oferece 425 vagas

As agências FGTAS/Sine oferecem 2.815 vagas de emprego no estado. Destas, 696 são da Região Metropolitana de Porto Alegre e 425, de Caxias do Sul, o maior número do interior do estado. As ocupações mais demandadas em Caxias são operador de vendas (120) e de caixa (70), carreteiro (20), agente de portaria (18), auxiliar de limpeza (19), vendedor interno (16), assistente de vendas (15), pintor de alvenaria (15) e soldador (13). Os empregadores com os maiores números de vagas abertas na agência são as redes de lojas Havan e a de supermercados Stock Center, e a construtora MRV. Na região, Garibaldi é a segunda agência com o maior de número de vagas, 85.

Nesta sexta-feira (15), a agência de Caxias do Sul terá serviço de aferição de pressão arterial, das 8h às 11h e das 13h às 15h. O serviço será realizado por representantes do Hospital Fátima e integra a programação do evento Ação Mulher, promovido pela FGTAS. Também nesta sexta, as agências oferecerão atendimento preferencial para o público feminino. Em Caxias, a agência do Sine funciona na Avenida Júlio de Castilhos, 1.478, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

 

 

STF decide: corrupção compete à Justiça Eleitoral.

Por 6 votos a 5, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta (14) a favor da competência da Justiça Eleitoral para investigar casos de corrupção quando envolverem simultaneamente caixa 2 de campanha e outros crimes comuns, como lavagem de dinheiro, atualmente investigados na Operação Lava Jato. Com o fim do julgamento, os processos contra políticos investigados na Lava Jato e outras apurações que envolvam simultaneamente esses tipos de crimes deverão ser enviados da Justiça Federal, onde tramitam atualmente, para a Justiça Eleitoral, que tem estrutura menor para supervisionar a investigação, que pode terminar em condenações mais leves.

Votaram pela manutenção das investigações na esfera federal os ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Rosa Weber, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Votaram pela competência da Justiça Eleitoral os ministros Marco Aurélio, Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Celso de Mello e o presidente, Dias Toffoli.   

De acordo com a maioria, nos casos envolvendo crimes comuns conexos aos eleitorais, prevalece a competência da Justiça Eleitoral. Segundo os ministros, a Corte somente reafirmou entendimento que prevalece há décadas na sua jurisprudência. 

De acordo com procuradores da força-tarefa do Ministério Púbico Federal que participam da Lava Jato, o resultado terá efeito nas investigações e nos processos que estão em andamento nos desdobramentos da operação, que ocorrem em São Paulo e no Rio de Janeiro, além do Paraná. Cerca de 160 condenações poderão ser anuladas a partir de agora, segundo os investigadores. Para a Lava Jato, o resultado negativo poderá "acabar com as investigações”. 

 

Juventude treina de olho no G-8

Na manhã desta quinta-feira (14), o Juventude treinou no CT esmeraldino sob os olhos do técnico Marquinhos Santos. A estreia do comandante será contra o Novo Hamburgo, no sábado (16), às 18h, no Estádio do Vale. Se o Juventude conseguir os três pontos, há chances de encerrar a rodada entre os oito times classificados para as quartas de final. A última partida da primeira fase, contra o Avenida, será em Caxias do Sul.

À tarde, a diretoria apresentou mais um reforço para a temporada. Trata-se do atacante colombiano Jonathan Álvarez, 31 anos. Em 2018, defendeu o Sport Huancayo (Peru). Em 2019, ele estava sem clube, mas mantinha rotina de treinamentos no Envigado (Colômbia). O jogador vestiu as cores da Seleção Colombiana de base e já disputou a Copa Sul-Americana no Deportivo Cali (Colômbia). Será a primeira vez dele no futebol brasileiro.

O novo reforço afirmou em entrevista coletiva que veio ao Jaconi para ajudar a equipe a alcançar os objetivos da temporada. “Fico muito feliz de vir para cá, espero fazer uma boa temporada para ajudar o grupo. Sei da tradição do clube no Brasil. Vamos fazer de tudo para ter sucesso”, destacou. Na sexta-feira (15), o plantel esmeraldino treina pela última vez antes do confronto contra o Novo Hamburgo.

 

Caxias terá mudanças contra o Aimoré

Nesta quinta-feira (14), o plantel do Caxias deu sequência aos treinamentos visando à próxima partida no Gauchão 2019. No domingo (17), às 16h, o Falcão recebe o Aimoré no Estádio Centenário pela penúltima rodada da primeira fase da competição. Se vencer o Índio Capilé, o Caxias pode chegar à vice-liderança do torneio. O empate garante a vaga matemática nas quartas de final.

Expulso no clássico contra o Juventude, Samuel Balbino não estará em campo, assim como o meia Alex Willian e o atacante João Paulo. O atacante Júnior Juazeiro, que cumpriu suspensão no Ca-Ju, entra na disputa por vaga com Ruan. O zagueiro Thiago Sales e o lateral-direito Muriel estão pendurados e se tomarem cartão amarelo ficam de fora da última rodada, que ocorre na quarta-feira (20), quando o Caxias visita o São José no Estádio Passo D’Areia, às 21h30.

Nesta quinta-feira, o técnico Pingo escalou duas equipes e fez treino tático de marcação e posicionamento nas linhas de ataque, meio-campo e defesa. Os ingressos para o duelo contra o Índio Capilé estão sendo comercializados por R$ 40 (antecipados) e R$ 50 (no domingo). Há opções de meia-entrada em ambas as alternativas.

 

LIBERTADORES: Internacional aumenta vantagem no Grupo A

Se, no primeiro jogo pela Libertadores da América, o Internacional penou para derrotar o Palestino (Chile) por 1 a 0, a estreia diante do torcedor foi muito diferente. Nesta quarta-feira (13), o Colorado abriu 2 a 0 com menos de meia hora e fez a melhor partida da temporada para derrotar o Alianza Lima (Peru). A próxima partida será no dia 3 de abril, de novo no Beira-Rio, contra o River Plate (Argentina).

Com chute de fora da área, Nico López abriu o marcador aos nove minutos. A novidade do técnico Odair Hellmann na escalação, Rafael Sobis, se provou um trunfo 10 minutos depois, quando lançou Nico López, que marcou o segundo em arremate que desviou no defensor peruano para tirar chance de defesa do goleiro Gallese. A partir daí, o Internacional controlou o duelo e não deu espaços para os peruanos avançarem.

O resultado manteve o Internacional na liderança do Grupo A com seis pontos. O River Plate é o segundo colocado na tabela, com dois pontos. Palestino e Alianza Lima têm um ponto cada. O próximo confronto do Colorado será no domingo (17), quando visita o Grêmio, na Arena, em jogo pelo Estadual. A partida começa às 19h e o técnico Odair Hellmann não sabe se poderá contar com o volante Patrick, que sentiu a virilha.

 

Tiro Livre 4

A Liga Nacional de Futsal (LNF) já tem calendário definido para a temporada de 2019. No dia 4 de abril, o Atlântico de Erechim recebe a Intelli (SP). Um dia depois, em 5 de abril, é a vez da Associação Carlos Barbosa de Futsal (ACBF) entrar em quadra contra o Campo Mourão (PR), no Centro Municipal de Eventos. Os dois confrontos começam às 20h15. Também no dia 5, às 19h30, a Assoeva enfrenta o Copagril (PR) no Ginásio Ney Braga, em Marechal Cândido Rondon. Em 2019, a competição reúne 19 equipes. O regulamento é o mesmo da última temporada, com as equipes jogando entre si em turno único na primeira fase. Os 16 melhores clubes avançam para as oitavas de final, onde medem forças em jogos de ida e volta.

 

CATEGORIAS DE BASE SE MOVIMENTAM

 

Se o futsal profissional já se prepara para estrear na Liga Nacional, os garotos dos times sub 15, sub 17 e sub 20 da Associação Carlos Barbosa de Futsal (ACBF) retornaram das férias na segunda-feira (11). Na primeira semana, eles fizeram treinos focados na preparação física. A partir da próxima semana, os treinamentos devem aumentar. Todas as categorias estão inscritas no Estadual de base chancelado pela Liga Gaúcha de Futsal. O time sub 20 também se prepara para um torneio internacional em Foz do Iguaçu (PR), no qual enfrentará clubes da Argentina, Itália e Espanha.

 

DIVISÃO DE ACESSO

 

Os times serranos seguem com ótimo aproveitamento na Divisão de Acesso 2019. Nesta quarta-feira (13), o Esportivo derrotou o Igrejinha por 2 a 1, no Estádio Montanha dos Vinhedos, e chegou aos 16 pontos em sete duelos. O desempenho do time manteve o Tivo na liderança do Grupo B. O Glória também venceu na rodada. Jogando no Estádio Altos da Glória, a equipe goleou o Passo Fundo por 3 a 0 e chegou aos 12 pontos, se garantindo na vice-liderança do grupo. Na próxima rodada, no domingo (17), o Tivo visita o Igrejinha, no Estádio Alberto Schwingler, às 16h. Mais tarde, às 17h, o Glória entra no gramado do Estádio Aldo Dapuzzo contra o Passo Fundo.

 

“GRENAL VAI SER ESPECIAL”

 

Principal contratação da temporada, o atacante Diego Tardelli conversou com repórteres nesta quinta-feira (14) e disse que o clássico Grenal promete ser especial. “Já disputei outros clássicos, mas esse é diferente. Estou ansioso para a minha terceira estreia: pelo Grêmio, na Libertadores e agora no Grenal. O professor falou que não é um momento de desespero. É o alerta para dar a volta por cima. Vai ser especial para mim”, destacou Tardelli. Outra novidade confirmada nesta quinta-feira pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF) é o árbitro de vídeo (VAR), que prestará auxílio à equipe de arbitragem comandada por Anderson Daronco.

 

 

Vereadores criticam viagens de Daniel e Chico Guerra

O primeiro a se manifestar contra as viagens do prefeito Daniel Guerra e do irmão dele e chefe de Gabinete, Chico Guerra/PRB, foi o vereador Rafael Bueno/PDT. Na sessão desta quinta-feira (14), o tradicional opositor da atual gestão criticou as viagens marcadas pelo chefe do Executivo para Maringá, onde participa, nesta sexta (15), do Seminário de Gestão, Projetos e Liderança, e de Chico para a Itália, onde assinará, em nome da Administração, o pacto de cidades-irmãs com o município de Corbola. Junto com ele ainda irá Ivete Marchi, subprefeita de Galópolis. Eles viajarão entre os dias 25 de março a 5 de abril.

 

PACTO DO TURISMO

 

Segundo Rafael Bueno, não há justificativa para que Chico Guerra permaneça 14 dias na Itália para firmar o pacto. Ele também alega que Daniel Guerra fará um curso de gestão, porém, nunca participou de reuniões de interesse regional na Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne) e estadual, na Federação das Associações de Municípios (Famurs). “Fico pensando por que, em momentos importantes, o prefeito não mandou representantes ou não se fez presente em reuniões para tratar de educação, saúde e infraestrutura. Por exemplo, em reunião da Amesne, em reunião da Famurs, conversar com o ex-governador Sartori”, salientou.

Com relação à viagem de Chico, o pedetista acha desnecessário tanto tempo de estada na Itália. “É justificável jogar esse dinheiro do lixo? Fazer turismo com dinheiro do povo? Então, colegas vereadores, essa viagem, esse pacto não se justifica. Não se justifica, vereadora Gladis, porque a senhora foi quem promoveu esse projeto, esse pacto aqui na Câmara de Vereadores”, lembrou.

Em complemento, Gladis Frizzo/MDB explicou que, apesar de ter sido protagonista do pacto, no dia da assinatura do protocolo, não foi chamada para participar. “Nem eu, nem o vereador Velocino Uez pudemos assinar esse documento, porque o prefeito Daniel Guerra não aceitou a nossa assinatura. A gente ficou muito chateado, não é, vereador? No momento, a gente ficou até calado, para não ficar feio para a cidade perante os visitantes da Itália e também da Associação Piccola Itália, que fizeram um trabalho maravilhoso”, reiterou.

 

Gestor só na campanha eleitoral

 

O vereador Paulo Périco/MDB lembrou que Daniel Guerra se autodenomina gestor desde a campanha política de 2016. Na avaliação do parlamentar, o chefe do Executivo faz uso de diárias que criticava nos antecessores. “O senhor [Daniel Guerra] não tem que fazer curso de liderança e de gestão, já que o senhor sempre se apresentou como tal no momento da campanha. O senhor teria que fazer algum curso mental, não de gestão de liderança e ir buscar alguns problemas que não são de gestão de liderança, por quê? Um gestor tem que estar nas suas plenas capacidades”, ressaltou.

Já Eloi Frizzo/PSB disse que a família Guerra domina o Executivo. Conforme o socialista, o chefe de gabinete é a pessoa menos indicada para substituir o prefeito na viagem à Itália. “A Prefeitura é comandada pela Família Guerra S.A. e seus amigos. O que seria natural, se o prefeito não quisesse ir para a Itália assinar esse convênio, porque ficaria 14 dias, quem seria o substituto natural do prefeito, no caso, para ir para a Itália? No mínimo, a secretária de Turismo, o secretário de Desenvolvimento Econômico. Não o chefe de Gabinete! Então é uma distorção”, cobrou.

 

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