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Desfiles Cívicos: tradição e cidadania

Coluna publicada no dia 05/09.

Tiago Manique

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Neste final de semana, Gramado e Canela voltam seus olhares para os tradicionais Desfiles Cívicos da Independência. Em meio a bandeiras tremulando e bandas marciais ditando o ritmo da celebração, não se trata apenas de uma festa colorida. É, sobretudo, um convite à reflexão sobre quem somos como nação e quais valores desejamos cultivar.

Protagonismo

Os protagonistas, como sempre, são crianças e adolescentes. Elas representam o futuro do país, mas também nos lembram que a pátria não se constrói apenas em discursos oficiais ou nas datas marcadas no calendário. Ela se fortalece diariamente dentro das escolas, no respeito mútuo e no compromisso de formar cidadãos conscientes.

Diversidade

A beleza desses desfiles está justamente na diversidade: cada escola, dentro da sua realidade, leva para a avenida aquilo que acredita ser digno de mostrar. Projetos culturais, esportivos, sociais e ambientais desfilam lado a lado, revelando que o Brasil é múltiplo, mas pode encontrar unidade no respeito às diferenças.

Democracia

Num tempo em que a democracia tantas vezes é colocada à prova, o ato de reunir-se em praça pública para celebrar a Independência ganha um significado ainda maior. É um lembrete de que liberdade e cidadania não são dadas, mas conquistadas e preservadas. Mais do que um show de cores e sons, os desfiles cívicos são uma oportunidade de ensinar às novas gerações que amar o Brasil é também cuidar das pessoas, valorizar a educação e acreditar na força da convivência democrática.

Respeito

Infelizmente para algumas pessoas isso está em falta, mas gostar do nosso país ser um verdadeiro patriota está em respeitar as diferenças e opiniões contrárias. Não é porque tu tens pensamento diferente que são inimigos. Pelo contrário, é necessário fortalecer o diálogo.

Ciumeira

Nos últimos dias tenho notado em alguns setores de oposição a atual administração municipal, um certo ciúmes de algumas ações do prefeito Gilberto Cezar e equipe. Um dos casos foi a operação na Catedral de Pedra que retirou o comércio irregular do local. Outro ponto foi a mudança do projeto do ginásio municipal que anteriormente era na Celulose e nesta semana foi oficializada a troca para uma área atrás do Posto Canelinha. As explicações foram ditas e na minha avaliação convincente. Repito aqui, o melhor alugar é no Canelinha.

Bom ver o professor

Crédito: Leonardo Santos/JIH

Eu e o colega Leonardo Santos, popularmente conhecido como Léozinho, estivemos na manhã de hoje, sexta-feira (5), na Escola Neusa Mari Pacheco (Ciep), para fazer uma matéria sobre a preparação da instituição para o desfile cívico e entrevistamos o diretor e professor Márcio Gallas Boelter. Antes de iniciar a transmissão ao vivo, ficamos quase uma hora de um bate papo descontraído onde falamos de tudo. Claro, que lembranças dos tempos que Léozinho era estudante da escola também entrou na pauta. Mas isso é para outro assunto. Mas gostei muito de ver o professor ativo, com muita energia para seguir administrando a escola. Ano passado ele sofreu um acidente doméstico e a recuperação foi demorada, inclusive o retirou da corrida eleitoral. Apesar de estar praticamente recuperado, professor Márcio segue ainda o tratamento.

HCC recebe palestra sobre prevenção ao suicídio no Setembro Amarelo

CANELA – Integrando a programação do Setembro Amarelo: mês de prevenção ao suicídio, a Secretaria de Saúde de Canela promoveu uma palestra para os profissionais do Hospital de Caridade de Canela (HCC), na manhã desta sexta-feira, dia 5.

Abrindo o evento o secretário de Saúde, Jean Spall, destacou o trabalho de reestruturação que está sendo realizado na saúde mental do município, ressaltando a importância do evento, que tem como objetivo, resgatar vidas.

A palestra foi ministrada pelo psicólogo Milton Cazassa e teve como tema: “Conversa com quem gosta de compartilhar”, que abordou a importância do diálogo, que permite que as pessoas compartilhem suas experiências e sentimentos, promovendo a empatia e o acolhimento. Ele destacou ainda que a abertura para conversas pode quebrar barreiras, facilitando a busca por ajuda, criando um ambiente seguro para que as pessoas se sintam à vontade para falar sobre suas dificuldades, dessa forma sendo uma importante ferramenta para a valorização da vida e diminuição dos casos de suicídio.

Também participaram do encontro, o secretário adjunto de Saúde, Emanuel Messias Morais, a coordenadora da Saúde Mental de Canela, Tânia Aguiar, o delegado da Polícia Civil de Canela, Vladimir Medeiros, a coordenadora pedagógica de Educação Inclusiva, Alexandra Renck e demais representantes municipais.

Reencontro que parece rotina

Coluna publicada no dia 05/09.

Voltar a Escola Neusa Mari Pacheco nunca é novidade de verdade. Quem acompanha essa coluna sabe bem: já contei inúmeras vezes que estudei lá de 2007 a 2017, da primeira série até o terceiro ano. Então, falar da escola acaba sendo meio corriqueiro, quase um hábito. Sempre que passo pelo portão, é como se estivesse repetindo um caminho que já é parte natural de mim. Hoje não foi diferente. Fui lá com o colega Tiago Manique e a pauta da vez era sobre a banda marcial, que se prepara para o desfile do 7 de Setembro.

Recebemos aquele acolhimento de sempre do diretor Márcio. A gente se conhece há anos, já levei muito puxão de orelha dele nos tempos de estudante. Dessa vez, ele fez questão de rodar a escola toda com a gente, mostrando cada espaço como se fosse a primeira visita. Eu já conhecia cada detalhe, a caminhada foi mais pro Thiaguinho mesmo, mas eu revivi todos os anos que estive lá na caminhada.

Um giro conhecido

Passamos pelo ginásio, palco das Interséries e do Festival de Dança (já falarei melhor sobre isso). Entramos no auditório, onde tantas apresentações já emocionaram gerações. Vimos a sala de dança, que continua sendo espaço de expressão artística. Visitamos a sala dos instrumentos, coração da banda marcial. Tivemos parada no refeitório, lugar de onde quase mil almoços são servidos diariamente. E claro, a piscina — sim, a piscina da Neusa, que não dá pra esquecer nunca.

Pra mim, nada disso era novidade. Mas mesmo quando não é novidade, revisitar esses cantos tem sua graça. É quase automático: olhar pra piscina, lembrar das aulas, passar pelo ginásio e ouvir o barulho de torcida ecoando. O corriqueiro vira especial só por carregar memória.

A banda marcial resistindo

O papo central com o Márcio foi a banda. Ele contou das dificuldades em manter viva essa tradição, principalmente depois da pandemia. Antes, os alunos seguiam um caminho natural: começavam na banda mirim e depois migravam pra marcial. Esse fluxo foi quebrado, e retomar não é simples.

Mesmo assim, há esforço e esperança. Neste 7 de Setembro, a escola não vai desfilar com todas as turmas, mas a banda marcial estará lá representando a Neusa. É um gesto simbólico, mas cheio de significado. Pra muita gente, o desfile só faz sentido quando a banda entra em cena, e nesse ponto a Neusa mantém seu papel.

O bairro que mudou junto com a escola

Outro assunto foi a transformação do bairro. Quem lembra da região antes dos anos 2000 sabe: a escola recebia, em sua maioria, filhos de famílias de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social. Muitos pais trabalhavam o dia inteiro e confiavam seus filhos à escola em turno integral.

Com o passar dos anos, a vida dessas famílias foi mudando. O trabalho duro deu frutos, e a realidade financeira de muita gente melhorou. O perfil social do bairro mudou, e a Neusa acompanhou essa mudança. Hoje, a escola é frequentada em outro contexto, mas continua sendo espaço de referência. É como se tivesse crescido junto com a comunidade.

Dia de gincana, clima de festa

A nossa visita caiu justamente em dia de gincana. O colégio estava fervendo: atividades no ginásio, apresentações no auditório, movimento no salão que os alunos chamam de “salãozinho”. Era barulho, música, correria — aquele fuzuê organizado que só a escola sabe fazer.

Esse clima traduz o que é a Neusa: convivência, amizade, disputa saudável. A gincana parece trivial, mas é um evento que marca os alunos. Eu mesmo já vivi essa correria, já vibrei em provas, já torci em disputas. É o tipo de experiência que passa rápido, mas fica guardada pra sempre.

O festival de danças que ficou na memória

Falamos também do Festival de Danças, que foi um dos maiores eventos da escola até 2019. Todas as turmas, do pré até o terceiro ano, preparavam performances. O ginásio se transformava em teatro, com palco montado, luzes, figurinos, público animado.

Era um dia especial na vida de cada aluno. A preparação já era uma festa, e a apresentação coroava o esforço coletivo. Desde 2019, o festival não acontece mais, mas quem viveu sabe da importância. É um daqueles rituais escolares que parecem corriqueiros quando a gente tá lá dentro, mas que, com o tempo, se revelam inesquecíveis.

O 7 de Setembro de antigamente

O diretor lembrou dos tempos em que os ensaios para o desfile ocupavam o mês inteiro. Não era só a banda, eram todas as turmas. O movimento tomava conta da frente da escola, com crianças do fundamental até jovens do ensino médio ensaiando juntos. O desfile era construído ali, no dia a dia, com disciplina e participação.

Hoje, a realidade é outra. Neste ano, a Neusa será representada apenas pela banda marcial. Pode parecer diferente, mas mantém viva a tradição. E pra quem já participou, só de ouvir o tambor rufar já é o bastante pra despertar lembrança.

O costume e a memória

Visitar a Neusa, escrever sobre o Neusa, lembrar do Neusa — tudo isso virou parte corriqueira da minha rotina. Mas por mais que pareça repetição, nunca é igual. Cada ida, cada conversa, cada gincana vista ou ensaio da banda ouvido tem seu próprio peso.

A escola é assim: acompanha a vida da gente, muda com o tempo, mas permanece sendo ponto de referência. O que pra uns pode ser só uma instituição de ensino, pra mim é também uma memória viva. Falar dela não é novidade, mas é sempre especial.

Festejos Farroupilhas começam domingo em Canela

CANELA – O CTG Querência e demais entidades tradicionalistas encerram o Desfile Cívico de domingo (7), por volta das 17h, quando será retirada uma centelha do Fogo Simbólico, para se transformar em Chama Crioula, na praça João Corrêa, em um ato simbólico que reunirá cavaleiros, autoridades e a comunidade.

O cortejo a cavalo seguirá até o Parque de Rodeios Saiqui, onde, às 20h, ocorrerá o ato solene de abertura da Ronda Crioula, com homenagem aos Guardiões da Chama Crioula 2025, o casal Marco e Bela Pereira, e as prendinhas Helena Oliveira e Antonella Jardim, que conquistaram título no Nacional de Laço, realizado em julho em Goiás, na modalidade Vaca Parada Bonequinha.

A primeira noite seguirá com jantar a cargo dos homenageados, às 20h30 com churrasco, maionese, arroz, salada mista, pão e farofa. Os ingressos custam R$ 50, com isenção para crianças até 6 anos e meia para crianças de 7 a 12 anos. A animação ficará por conta do Musical Torena, garantindo o clima festivo da abertura.

A Ronda Crioula segue até o dia 11 (quinta-feira), com jantares temáticos, apresentações artísticas, declamações e shows regionais promovidos por entidades tradicionalistas. Nesta noite ocorrerá o anúncio do Guardião da Chama 2026.

No dia 12 (sexta-feira), um grupo de cavaleiros conduzirá a Chama Crioula até a praça João Corrêa, marcando a abertura oficial da Semana Farroupilha. Diferente de anos anteriores, Canela terá apenas uma grande programação, resultado da união de esforços entre Prefeitura, CTG Querência, Associação Tradicionalista de Canela e demais entidades.

De 12 a 14, o Parque de Rodeios sediará mais uma edição do tradicional Campeonato Municipal de Laço, competição que movimenta CTGs e piquetes de laçadores na disputa pelo título de grande campeão de Canela. Além da emoção das provas, o evento reforça a integração das famílias e o fortalecimento da tradição campeira.

O encerramento está marcado para o dia 20 (sábado), com o tradicional Desfile Farroupilha, às 15h, saindo do Centro de Feiras e percorrendo o centro da cidade até o Parque de Rodeios. À noite, haverá jantar com bailanta e, à meia-noite, a extinção da Chama Crioula, encerrando de forma simbólica e emocionante mais uma edição desta festa que mantém viva a chama de amor pelo Rio Grande.

Sob o lema “A tradição vive aqui”, os Festejos Farroupilhas de Canela reforçam a importância da preservação da cultura gaúcha, reunindo famílias, visitantes e comunidade em torno de uma das maiores celebrações da identidade rio-grandense.

Desfile Cívico será amanhã em Gramado e domingo em Canela

REGIÃO – As ruas das cidades da região ganharão cores especiais neste final de semana. Os Desfiles Cívicos estão programados para ocorrer, pois a previsão é de tempo bom, apesar da baixa temperatura. Em Gramado, a celebração inicia amanhã, sábado (5), às 10h, no Centro. A celebração partirá pela rua Garibaldi, passando pela Avenida das Hortênsias e segue até a rua São Pedro, com concentração das escolas e entidades na avenida Borges de Medeiros.

Entre escolas, bandas e entidades, 35 blocos percorrerão as vias centrais, interagindo com a comunidade gramadense e os turistas. O prefeito Nestor Tissot convoca a população para prestigiar as apresentações. “É um momento de união para reforçar princípios de cidadania, respeito às tradições e o orgulho pela nossa identidade”, avalia.

TRÂNSITO E ROTATIVO

A Secretaria de Trânsito alerta para o bloqueio das seguintes vias, a partir das 7h deste sábado: Avenida das Hortênsias (entre as ruas Dr. Sturmhoffel e São Pedro); rua Pedro Benetti (totalmente bloqueada); avenida Borges de Medeiros (entre as ruas Augusto Zatti e João Petry); e rua Garibaldi (entre as ruas Madre Verônica até João Petry).

Não haverá cobrança do Estacionamento Rotativo ao longo de todo o sábado. Já no domingo (7), a cobrança será restabelecida. O acesso ao Hospital Arcanjo São Miguel (HASM), durante o desfile, ocorrerá pelas Ruas Papa João 23 (ERS-235) e Garibaldi, com a presença de agentes de trânsito orientando os motoristas.

O Desfile Cívico da Várzea Grande está marcado para o dia 13 (sábado), também às 10h, na rua Leopoldo Tissot.

CANELA SERÁ DOMINGO

Escolas intensificaram os ensaios nesta semana para a apresentação de domingo. Crédito: Arthur Dias/Divulgação

Em Canela, o tradicional Desfile Cívico em homenagem à Independência do Brasil será realizado domingo (7). A concentração será na Catedral de Pedra, com início às 14h, seguindo pela rua Felisberto Soares e avenida Osvaldo Aranha, até a praça João Corrêa. 

A organização do desfile projeta a participação de 56 instituições entre escolas, forças de segurança pública e outras entidades envolvidas. Antes do desfile, às 13h45, será realizado o hasteamento das bandeiras do Brasil, do Rio Grande do Sul e de Canela na praça João Corrêa.

Em caso de chuva no domingo, o evento será transferido para o dia 20 (sábado) e acontecerá, no mesmo horário, antes do desfile do Dia do Gaúcho, marcado para às 16h.

Bola 8/R7 e Chinelinho decidem hoje a Super Copa Casa Blanca

Tiago Manique

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CANELA – Os olhos do futsal regional estarão voltados hoje, sexta-feira (5), às 20h, para o ginásio Carlinhos da Vila. A grande final da Super Copa Casa Blanca promete lotar as arquibancadas e trazer um espetáculo de alto nível entre as equipes do Bola 8/R7 de Canela e o Chinelinho de Três Coroas.

Chinelinho de Três Coroas superou equipe de Gramado na semifinal. Crédito: Guilherme Machado/Divulgação

Após semanas de jogos intensos, a competição reuniu alguns dos principais times da Encosta e Serra Gaúcha, valorizando talentos locais e consolidando o futsal como um dos esportes mais apaixonantes da região. Para esta decisão, a expectativa é de clima de rivalidade saudável, grandes jogadas e muita emoção.

Marcelo Brito Drhemer, diretor do Departamento Municipal de Esporte e Lazer de Canela (DMEL), avaliou positivamente a realização do torneio. Segundo ele, a Super Copa Casa Blanca já se firmou como um marco esportivo.

Marcelo Brito Drhemer, diretor do Departamento Municipal de Esporte e Lazer de Canela (DMEL). Crédito: João Pedro Boch/Divulgação

Foi a primeira de muitas que virão. Está sendo uma competição de alto nível, muito bem disputada, com atletas amadores e profissionais. Quem ganha somos nós, com excelentes espetáculos”, destacou.

O diretor reforçou ainda a qualidade dos finalistas e projetou uma noite histórica para o futsal regional. Teremos uma grande decisão hoje à noite. São duas equipes qualificadas, com excelentes jogadores. Vai superar as expectativas”, disse.

Outro ponto exaltado por Drhemer foi a disciplina dentro e fora das quadras. Ele ressaltou que a organização e o respeito entre equipes e torcidas são diferenciais da competição e mencionou como um fator importante o recente acordo entre o DMEL de Canela e a Secretaria de Esporte e Lazer de Canela, referente ao combate à violência no esporte.

A questão disciplinar entre Gramado e Canela é um sucesso no meio esportivo. Só reclama quem vai para bagunçar. Quem gosta da prática esportiva está muito feliz com essa postura”, pontuou.

A entrada para a final será a doação de um quilo de alimento não perecível e a comunidade é convidada a prestigiar e apoiar os atletas locais em mais um momento histórico do futsal da região.

Festival de Cinema de Gramado é tema do Observatório Iecine

GRAMADO – A quinta temporada do Observatório Iecine estreia neste sábado (6/9), às 19h30, na tela da TVE, uma série de quatro episódios sobre o 53° Festival de Cinema de Gramado. Exibido quinzenalmente, o programa – realizado pela Secretaria da Cultura (Sedac), por meio do Instituto Estadual de Cinema (Iecine) – apresenta entrevistas, matérias e coberturas sobre o cinema do Rio Grande do Sul. Na quarta-feira (10/9), às 18h, haverá reprise.

O primeiro dos quatro episódios, gravados durante o evento, traz um especial sobre os longas gaúchos em competição, reunindo entrevistas com realizadores e críticos de cinema, como Cristiano Aquino, Paulo Casanova e Ticiano Osório. O segundo episódio faz um resumo das atividades do Iecine com homenageados, anúncios e depoimentos institucionais. Entre os entrevistados do episódio, está o secretário da Cultura do Rio Grande do Sul, Eduardo Loureiro, que conversa sobre a importância do Festival de Cinema de Gramado para a cultura gaúcha e nacional.

Já o terceiro programa aborda o evento de mercado do festival, o Conexões Gramado Film Market, com pautas sobre inovação, ecossistemas audiovisuais, debates sobre regulação do streaming e inteligência artificial. O episódio traz falas de convidados, organizadores e gestores públicos, entre eles Joelma Gonzaga, Marcelo Freixo, Marcos Santuário, Rosa Helena Volk e Vera Zaverucha. O capítulo final da série exibe um apanhado de temas diversos com artistas participantes do evento, como Bárbara Colen, Caio Blat, Edson Celulari, Johnny Massaro e Vitória Strada.

O Observatório Iecine tem direção de programação de Sofia Ferreira, que divide apresentação com Andrea Camboim, e Matheus Walter assina a direção de episódios e a edição. O programa conta com apoio da Cinemateca Paulo Amorim (vinculada ao Iecine) e da TVE, emissora pública vinculada à Secretaria de Comunicação (Secom). A atração pode ser vista ao vivo pela TVE (canal digital 7.1) e pelo site da emissora, e a gravação será disponibilizada nos canais do Iecine e da TVE no YouTube.

Serviço

Nova temporada do Observatório Iecine

Quando: Sábado (6/9), às 19h30, com exibição quinzenal (reprise na quarta-feira (10/9), às 18h)

Onde: Ao vivo pela TVE (canal digital 7.1 e site) – a gravação ficará disponível no YouTube (canais do Iecine e da TVE)

Mais um 7 de setembro para a tradicional “banda do Canelinha”

Tiago Manique

[email protected]

CANELA – A comunidade escolar da Escola Estadual Neuza Maria Pacheco (CIEP), no bairro Canelinha, vive dias de expectativa e preparação para o tradicional desfile cívico de 7 de setembro, que terá início às 13h45, de domingo (7), partindo da Catedral de Pedra até a praça João Corrêa. A instituição, que completou 112 anos de história, será uma das protagonistas do evento com a apresentação de sua banda marcial, considerada uma das atrações mais aguardadas pela população.

O diretor da escola, o professor Márcio Gallas Boelter, destaca que a banda é motivo de orgulho não apenas para alunos e ex-alunos, mas para todo o município. Fundada em 1984 como banda de percussão e transformada em banda marcial em 1996, ela conta atualmente com 80 integrantes e é regida há quase três décadas pelo maestro Rogério Eurich. “Mais do que formar músicos, o objetivo é formar cidadãos éticos, humanos e comprometidos com a sociedade”, afirmou o diretor.

A preparação envolve ensaios semanais e cuidados especiais com os instrumentos e uniformes, trabalho mantido graças ao apoio do Círculo de Pais e Mestres (CPM). Este ano, os integrantes estrearão novos acessórios adquiridos em parceria com a comunidade escolar. A manutenção do grupo também conta com o esforço de voluntários, como a funcionária Carla Ferreira, carinhosamente chamada de Tia Carlinha, responsável pelo cuidado com as roupas da banda.

Além da marcial, a escola retomou em 2023 os ensaios da Banda Mirim, projeto voltado para estudantes do 2º ao 6º ano, que funciona como uma espécie de “incubadora musical”. A expectativa é de que, já no próximo ano, os pequenos possam voltar a desfilar oficialmente.

Para o professor Márcio, o civismo ainda tem papel fundamental na formação dos jovens. Durante a Semana da Pátria, a escola realizou atividades lúdicas e uma cerimônia cívica com hinos e reflexões sobre a democracia. “Vivemos em um país livre e precisamos cultivar nossas tradições, nossos símbolos e valores. Isso ajuda a formar cidadãos mais humanos e conscientes”, ressaltou.

Com a expectativa de público nas ruas centrais de Canela, a escola reforça o convite à comunidade para prestigiar o desfile. “É muito orgulho poder mostrar nosso trabalho e a nossa história de dedicação e paixão. Queremos emocionar mais uma vez a todos que forem assistir”, concluiu o diretor.

Saiba mais

O CIEP é reconhecido como a maior escola pública do Rio Grande do Sul em tempo integral, atendendo mais de 1.050 alunos, sendo 900 em período integral, das 7h30 às 16h30. Com uma estrutura de 7.513 m², piscina térmica semiolímpica e 110 servidores, a instituição é considerada referência em educação. No entanto, enfrenta desafios, como a necessidade urgente de reformulação da rede elétrica, que hoje impede a instalação de ar-condicionado nas salas de aula. O investimento para a reforma, conforme avaliação do setor de obras da Secretaria Estadual de Educação é de R$ 2,5 milhões.

A entrevista completa pode ser conferida no Facebook do Jornal Integração na aba vídeos ou clicando neste link https://www.facebook.com/jornalintegracaohortensias/videos/2284385192023027

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Desfile Cívico no Centro de Gramado ocorre neste sábado

GRAMADO – Com a previsão de tempo bom e temperaturas amenas, a Secretaria da Educação de Gramado confirma a realização do 1º Desfile Cívico do município para este sábado, dia 6, a partir das 10 horas, no Centro da cidade. A celebração inicia pela Rua Garibaldi, passa pela Av. das Hortênsias e segue até a Rua São Pedro, com concentração das escolas e entidades na Av. Borges de Medeiros.

Entre escolas, bandas e entidades, 35 blocos percorrerão as vias centrais, interagindo com a comunidade gramadense e os turistas. O prefeito Nestor Tissot convoca a população para prestigiar as apresentações. “É um momento de união para reforçar princípios de cidadania, respeito às tradições e o orgulho pela nossa identidade”, avalia Tissot.

TRÂNSITO E ROTATIVO

A Secretaria de Trânsito alerta para o bloqueio das seguintes vias, a partir das 7 horas deste sábado: Av. das Hortênsias (entre as ruas Dr. Sturmhoffel e São Pedro); Rua Pedro Benetti (totalmente bloqueada); Av. Borges de Medeiros (entre as ruas Augusto Zatti e João Petry); e Rua Garibaldi (entre as ruas Madre Verônica até João Petry).

Não haverá cobrança do Estacionamento Rotativo ao longo de todo o sábado. Já no domingo, feriado de 7 de Setembro, a cobrança será restabelecida. O acesso ao Hospital Arcanjo São Miguel, durante o desfile, ocorrerá pelas Ruas Papa João XXIII (RS-235) e Garibaldi, com a presença de agentes de trânsito orientando os motoristas.

O Desfile Cívico da Várzea Grande está marcado para o dia 13 de setembro (sábado), também às 10 horas, na Rua Leopoldo Tissot.

Casa Vitória ajuda mulheres a resgatar a saúde mental e a esperança

CANELA – *Maria (nome fictício) queria estudar e ser professora, mas com 17 anos conheceu o homem que mudaria sua vida através da violência. Em pouco tempo de relacionamento, ela já não ia mais à escola e o desejo de ter uma profissão foi ficando cada vez mais distante. Até que um dia, cansada de sofrer tantos abusos, Maria buscou ajuda na rede de proteção social da cidade e conseguiu sair daquela situação que vivia há vários anos, e pôde, enfim, voltar a acreditar no seu futuro.

Essa poderia ser a história de tantas mulheres que chegam à Casa Vitória, em Canela, com a vida e a saúde mental fragilizadas. No local, encontram amparo, tratamento psicológico e assistencial, além da chance de recomeçar. Neste Setembro Amarelo, dedicado à valorização da vida e à prevenção do suicídio, a Prefeitura reforça a importância de olhar com atenção para a saúde emocional das mulheres que sofrem com a violência doméstica, pois elas são as maiores impactadas psicologicamente.

Segundo dados do estudo “Mulheres Brasileiras e Gênero nos Espaços Públicos e Privados”, da Fundação Perseu e do Serviço Social do Comércio (Sesc), divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), uma em cada cinco mulheres já sofreram algum tipo de violência cometida por um homem e, nesse sentido, eles são responsáveis por mais de 80% dos casos reportados no Brasil. Esses dados mostram que a prática não deixa apenas marcas físicas, mas é um dos principais fatores de risco para a depressão, a ansiedade e até a ideação suicida, principalmente entre as mulheres vítimas de violência doméstica.

Na Casa Vitória, outro fator observado entre a maioria das vítimas é a faixa etária. Grande parte das mulheres têm entre 18 e 22 anos, repetindo padrões familiares de violência. A psicóloga Denize Kochi explica que “ao chegar para o primeiro atendimento, essas jovens estão extremamente fragilizadas, muitas vezes sem conhecer sua própria identidade. Nosso trabalho é ajudá-las a ressignificar suas histórias e resgatar a esperança de viver”.

Denize acrescenta, ainda, que todas as violências (física, psicológica, patrimonial, sexual e moral) têm impacto no psicológico dessas mulheres, por isso, o acompanhamento contínuo é fundamental para que consigam reconstruir sua vida e a saúde mental.

Espaço de cura e acolhimento

Para chegar na Casa Vitória, a mulher pode ser encaminhada pelo Poder Judiciário; buscar espontaneamente ou ser encaminhada por serviços de saúde, assistência ou educação. No primeiro contato, recebem orientações da assistente social que encaminha as necessidades daquela mulher – se tem lugar para ficar enquanto o agressor não é intimado a deixar a residência; se tem filhos envolvidos; se precisa solicitar algum benefício; etc. Cumprida essa etapa, elas iniciam os atendimentos psicológicos, quando cada história é escutada com cuidado, em busca de ferramentas para ajudá-las a se reconstruir.

O tratamento psicológico das mulheres vítimas de violência doméstica inclui resgatar projetos de vida esquecidos, incentivar momentos de autocuidado e, principalmente, reforçar o quanto aquela mulher é forte. “Conforme ela nos conta sua história, buscamos mostrar o quanto ela já foi corajosa ao sobreviver à violência. Trabalhamos para que volte a sonhar e a acreditar que pode ter uma vida mais feliz e digna”, relata a psicóloga Denize.

A Casa Vitória é literalmente uma casa no pleno sentido da palavra, o que é fundamental para o processo de cura dessas vítimas, que precisam de um ambiente amigável e acolhedor no momento turbulento que vivem. Por isso, a instituição desenvolve um trabalho de extrema importância para o atendimento das mulheres vítimas de violência doméstica em Canela. Lá elas encontram ajuda psicológica, mas também um lugar para ficar enquanto se preparam para retomar suas vidas.

Casa Vitória em números

Desde a criação em setembro de 2021 até agosto deste ano, a instituição realizou mais de 1.065 atendimentos e 79 abrigamentos, acolhendo também 61 crianças que acompanhavam as vítimas.

Busque ajuda, você não está sozinha!

Sair de uma relação abusiva pode ser bastante difícil, mas não impossível. Neste Setembro Amarelo, lembramos que a vida importa, os sonhos importam e você importa.

Alguns passos que podem ajudar, segundo profissionais:

– Pense na sua história, em tudo que você passou desde a infância até a atualidade, e lembre de quantas vezes foi forte e venceu situações difíceis;

– Resgate seus projetos de vida e volte a sonhar com eles;

– Separe momentos do dia para cuidar de si mesma;

– Procure ajuda, pois pedir apoio é um ato de coragem.

A rede pública de saúde e de assistência de Canela está disponível para auxiliar. Encontre apoio nos seguintes locais:

UBS: São Luiz: 3282-5115; Canelinha: 3282-5116 ; Santa Marta: 3282-5112; Leodoro: 3282-5117 e Central: 3282-5119.

Caps: Rua São Francisco, nº 180, Canela

Horário: 7h às 17h.

Telefones: (54) 3282-5159 / (54) 9 9112-8691 (WhatsApp).

E-mail: [email protected]

Casa Vitória: (54) 8121-5174

CVV: telefone 188 ou pelo site: www.cvv.org.br