GRAMADO – As emendas impositivas são valores destinados pelos vereadores a projetos sociais e comunitários, fortalecendo ações que impactam diretamente a vida das pessoas. Um exemplo é o Lar de Idosos Maria de Nazaré, que anualmente recebe recursos para custear atividades e melhorias estruturais na instituição, que hoje acolhe cerca de 30 idosas.
Na tarde de ontem (14), a diretora do Lar, Sra. Regina Moretti, esteve na Câmara protocolando o novo plano de trabalho e destacou a importância da iniciativa: “As emendas impositivas são muito bem-vindas no nosso orçamento. Elas nos auxiliam tanto nos projetos internos quanto na infraestrutura do lar. Espero contar novamente com o apoio dos vereadores e reforço o convite para que outras entidades também façam seus cadastros até o dia 30 de outubro”, afirmou.
O presidente em exercício do Legislativo, vereador Rafael Ronsoni, lembrou que a Câmara tem se empenhado em oferecer suporte técnico às entidades interessadas. “Neste ano, disponibilizamos um material completo de orientação para o cadastramento dos projetos. Também promovemos um curso que teve excelente adesão e cujos conteúdos estão disponíveis no site da Câmara. Nosso objetivo é garantir que todas as entidades tenham acesso e preparo para participar”, destacou.
CANELA – Há cerca de um mês, após mediação da Prefeitura de Canela junto ao Governo do Rio Grande do Sul, a Assembleia Legislativa aprovou a doação do terreno onde está situado o Parque do Palácio ao Município de Canela. Novamente, a importância ambiental do local ficou em evidência. Para biólogos e outros estudiosos do tema, o principal motivo que faz o espaço de nove hectares ser tão especial é o fato de ser remanescente de dois ecossistemas frágeis – Mata de Araucárias e Campos de Cima da Serra – e possuir fauna silvestre e vegetação de regeneração lenta, que não se encontra mais em meio às cidades devido ao crescimento populacional.
O Parque do Palácio está localizado em uma porção do terreno que pertence ao Governo do Estado, em uma área total de 23 hectares, com um curso d’água que divide toda a extensão em duas partes. Na porção frontal, desde a Praça das Nações até o lago, está o Parque; e, na outra parte, o Palácio das Hortênsias – casa de veraneio do governador. De acordo com registros documentais e informações veiculadas pela imprensa canelense, após solicitações da comunidade, Secretaria de Meio Ambiente e intermediação do então secretário estadual de Turismo, Milton Zuanazzi, o terreno foi cedido à Canela para instalação de um parque urbano em 1999, em uma área de nove hectares.
De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo de Canela, após a cessão, foi desenvolvido projeto para transformar o terreno em um parque urbano, a fim de que a comunidade tivesse uma área para atividades físicas e de lazer. Com o tempo, ambientalistas passaram a observar a relevância ambiental daquele lugar, onde podem ser avistados animais raros e encontradas vegetações bastante sensíveis. “É o único parque linear urbano que existe em Canela e possui uma função biológica importantíssima de ser um reservatório e captar água da chuva, com potencial de impedir alagamentos como os que vimos no Rio Grande do Sul em 2024. Então, ter esse remanescente, um dos últimos núcleos dos Campos de Cima da Serra em zona urbana, é ter uma joia”, destaca o biólogo e secretário-adjunto de Meio Ambiente, Esthalin Moreira.
O secretário de Meio Ambiente e biólogo, Carlos Frozi, aponta, ainda, que a relevância do Parque do Palácio pode ser comparada ao Parque da Redenção, em Porto Alegre, devido à sua magnitude e por ser um refúgio em meio a um centro urbano. “Temos um centro urbano pulsante e um refúgio ainda ecologicamente equilibrado no centro da cidade. Poucas cidades têm essa possibilidade, e Canela é privilegiada”, garante.
Fauna no Parque do Palácio
Outro aspecto de grande relevância no Parque do Palácio é a presença da fauna. Ali podem ser encontrados animais ameaçados de extinção, como o papagaio-charão, a gralha-azul, o papagaio-de-peito-roxo (espécies importantes para a dispersão dos pinhões) e o grimpeiro. Há ainda registros de avistamento do puma (também conhecido como leão-baio), além de diversas espécies que utilizam a área tanto durante períodos migratórios quanto como corredor de passagem.
Um dos motivos apontados para essa movimentação de animais, principalmente de pássaros, no Parque, está nos dois ecossistemas que podem ser vistos – os Campos de Cima da Serra e a Mata de Araucárias.
“Temos espécies que ficam pelos capinzais, na parte mais baixa do relevo, como o coleiro”, destaca Frozi. “Também há aqueles pássaros maiores que ficam nas partes mais altas, nas árvores, como o tucano-de-bico-verde, e também os que estão totalmente associados à copa das Araucárias, como o grimpeiro”, complementa Esthalin.
Sala de aula em meio à natureza
O projeto de retomada do Parque do Palácio, que prevê áreas de lazer e prática esportiva, trilhas e mirantes, ciclovia, bicicletário, além de melhorias na iluminação do local e na segurança, também considera que o espaço poderá ser usado em ações de educação ambiental e até mesmo como sala de aula.
“Imagine uma aula de biologia em meio ao Parque, tendo à disposição dois ecossistemas e uma imensidão de plantas e animais. Os estudantes poderiam ver tudo de perto, a vida acontecendo. Seria um grande incentivo para o cuidado com o meio ambiente”, finaliza o secretário adjunto Esthalin.
A ideia é que o programa Ecocidadania, da Prefeitura de Canela, também possa desenvolver ações no Parque do Palácio, como estímulo à preservação do meio ambiente, e que as escolas possam promover excursões para que os estudantes conheçam a área, com as vegetações e os animais que podem ser observados nela.
GRAMADO – A Prefeitura de Gramado informa que estará aberta neste sábado, dia 13, para atendimento ao público. O horário de funcionamento será das 7h às 13h, sem fechar ao meio-dia.
A iniciativa visa compensar as horas referentes ao recesso de final de ano, permitindo que a população tenha acesso aos serviços das secretarias municipais e demais departamentos.
É só por dois dias, mas é o cargo máximo de um município, e se trata de Gramado, que, em que pese tenha menos de 50 mil habitantes, tem repercussão nacional. Além disso, tem um orçamento fabuloso, que ultrapassa meio milhão de reais. O Ike é uma pessoa do bem, e aparenta de bem com a vida. Merece!
Visita
Os vereadores foram prestigiar seu presidente na cadeira de prefeito. O encontro contou com a presença do presidente em exercício do Legislativo, vereador Rafael Ronsoni, das vereadoras Vivi Cardoso, Dra. Maria de Fátima, Fernanda Pereira Dias e Prof.ª Denise, além dos vereadores Neri da Farmácia e Roberto Cavallin.
Bate-rebate
O vereador Rafael Ronsoni retrucou o vice Luia novamente na sessão de ontem, que foi no CAIC – Bairro Moura –, em homenagem ao Dia do Professor, que é amanhã, 15 de outubro. Como o presidente Ike assumiu como prefeito, Rafael ficou como presidente da Câmara nestes dois dias, hoje e amanhã, e aproveitou a presença do Luia assistindo à sessão para dizer que, ao assumir a presidência, recebeu junto plena autonomia para assinar o que quiser. Isso porque Luia explicou, na entrevista ao Integração, sexta-feira, que não faria nenhuma reviravolta na ausência do prefeito, e ainda chamou Ronsoni de ignorante. Neste ponto, eu estou com Luia. Até acredito que o Rafael também não faria, ou não fará, nenhuma grande reforma na ausência do titular, Ike. Outra coisa: ainda está longe a próxima eleição, e estes dois terão de atenuar o embate, pois, muito provavelmente, estarão no mesmo palanque — e aí, a oposição é que vai usar estes recortes.
Outra coisa
Quinta volta o prefeito Nestor. Este terá de cuidar um pouco melhor da parte política. A coisa está igual um terreiro cheio de galo batendo um no outro para assim descobrir quem é o mais forte, o novo mandão. ‘Terreiro que não tem galo, quem canta é frango e franguinha’. A frase é um trecho da música “A Vaca Já Foi pro Brejo” de Tião Carreiro e Pardinho, e significa que, quando a figura de autoridade (o galo) não está presente ou é ineficaz, os subalternos (o frango e a franguinha) assumem o comando. A expressão, comumente utilizada hoje, sugere que a ordem natural foi invertida, e a casa ou organização está desorganizada, sem liderança clara.
Expostos
Alguns motivos os vereadores têm para se rebelarem. Projetos encaminhados à Câmara têm exposto os vereadores. E, como o prefeito sabe, a população não compreende certo a função de vereador, atribuindo a eles, culpa que não tem. Aí eles se atrapalham e acabam reagindo por instinto, e assim, misturando tudo.
Lula
Dá dó de ouvir essa ameba. Lá em Roma, chegou à conclusão de que 2% do que se gasta com armas seria suficiente para garantir três refeições diárias para cada ser humano. Com o papa Leão III, disse que teve boa química, parafraseando seu novo ídolo, Donald Trump. Ora, mal sabe ele que a Europa está em plena campanha pelo rearmamento. Há muitos anos, com maioria de esquerda no poder (es), muito se falava igual ao Lula: “Vamos dar livros, não armas.” Hoje, toda a Europa fabrica o equivalente a 10% da pólvora que a Rússia sozinha produz, e estão apertando o rabo de medo do Putin. Por isso, ficam lá rezando para que o Trump não vá para a praia e se afoguem todos.
É isso que acontece com idiotas iguais ao Lula, que falam só bobagem o dia inteiro. Enquanto desarmam a população, a bandidagem festeja. Ontem, mais uma apreensão de dezenas de fuzis nas mãos de bandidos, no RJ. Em relação à nação, o Brasil hoje não poderia se defender nem mesmo da Venezuela. Os EUA dizem que Maduro, presidente da Venezuela, é chefe do tráfico. Então, imaginem se quisessem nos invadir, já que aqui também estamos cada vez mais dominados pelas organizações criminosas.
Na inauguração da Villa dei Troni, em Caxias do Sul, sexta passada:
O prefeito de Nova Petrópolis, Daniel Michaelsen e o fundador da Rede SKY de Hotéis, Hilário Krauspenhar
No Jantar Supermulheres, na Recreio Gramadense, sábado à noite:
Marta Rossi encontra sua professora, Maria Loreci Kich e trocam um apertado abraço
GRAMADO – A culinária gramadense e as raízes culturais da cidade estão sendo celebradas em grande estilo durante o 17º Festival de Gastronomia de Gramado, com aulas-show de gastronomia que unem tradição, educação e sabor. A iniciativa é uma parceria entre a Câmara Municipal de Gramado, a ABRASEL Região das Hortênsias e o Senac Gramado, e tem como objetivo aproximar os estudantes da história e dos sabores que fazem parte da identidade local.
As aulas reúnem alunos das escolas municipais e estaduais de Gramado com professores e chefs da área, que compartilham técnicas, histórias e experiências sobre os pratos e produtos da região. Os encontros, realizados nos dias 10, 13 e 14 de outubro, já envolveram mais de 180 estudantes, proporcionando momentos de aprendizado e valorização da cultura gramadense.
Participaram alunos das escolas Vicente Casagrande, Pedro Zucolotto, Ramos Pacheco, Davi Canabarro, Presidente Vargas, Senador Salgado Filho e Gentil Bonato, todas selecionadas por sorteio, em ação conjunta da Escola do Legislativo Ivo Bezzi e da ABRASEL.
Mais do que uma experiência gastronômica, as aulas-show fortalecem o sentimento de pertencimento e ressaltam a importância da gastronomia como elemento de identidade, sustentabilidade e desenvolvimento criativo. Gramado reafirma, assim, sua posição de destaque como destino turístico, cultural e gastronômico no país.
Para o diretor da Escola do Legislativo Ivo Bezzi, Fábio Schmatz, a ação vai muito além de uma mostra de sabores: “A aula-show é um espaço onde a gastronomia dialoga com a cultura e a tradição, revelando uma Gramado viva, criativa e cheia de pertencimento. Esse é o espírito do festival: celebrar quem somos e projetar a nossa gastronomia para o futuro.”
GRAMADO – Tradicional há mais de 45 anos, a Casa da Velha Bruxa reabre suas portas em Gramado após 40 dias de obras, em uma reforma que amplia seus espaços e potencializa a experiência dos visitantes.
Localizada na avenida Borges de Medeiros, a casa mantém sua essência clássica, mas agora convida o público a vivenciar um ambiente mais lúdico e sensorial.
O projeto foi pensado para proporcionar aconchego, memória afetiva e encantamento, preservando o legado da marca e sua identidade como referência na Serra Gaúcha.
Além do novo espaço, o cardápio foi revisitado, trazendo novidades nos lanches e dois lançamentos muito aguardados: os sorvetes sabor Pistache e Cheesecake de Pistache.
Conhecida por seus sorvetes e calda de chocolate artesanal, a Casa da Velha Bruxa segue escrevendo história em cada detalhe. Ao longo de mais de quatro décadas, a marca reafirma o que está em seu DNA: inovação, tradição e sabor – valores que sustentam seu legado e a tornam um ícone cultural e gastronômico de Gramado.
Reunindo tradição, afeto e sabor, a Casa segue sendo ponto de encontro de famílias, amigos e visitantes que querem viver a atmosfera única da Velha Bruxa em cada detalhe.
REGIÃO – A Aegea/Corsan está realizando obras em cinco ruas de Canela e 17 de Gramado. As intervenções começaram ontem, segunda-feira (13), e segue até sábado (18). O trabalho vai incluir implantação de redes de abastecimento de água e de coleta de esgoto, e repavimentação de trechos onde já foram concluídas obras.
Algumas vias poderão ter interdição parcial ou total. Os locais serão sinalizados para que os motoristas utilizem rotas alternativas. Dependendo das condições do tempo, a programação poderá ser alterada. A reportagem do Jornal Integração esteve hoje, terça-feira (14), acompanhando algumas obras, entre elas três somente no bairro Floresta: ruas Santo Antônio, Augusto Bordin e Santo Ângelo.
Enquanto os serviços estiverem ocorrendo, os moradores receberão a visita de profissionais do setor de responsabilidade social da Corsan, que darão informações gerais sobre os projetos e vão esclarecer dúvidas da população. Eles estarão usando uniformes da Companhia e crachás de identificação.
Universalização do saneamento
Todos os projetos da Corsan – tanto para abastecimento de água como para coleta e tratamento de esgoto – estão direcionados à universalização do saneamento básico previsto pelo Marco Legal do Saneamento, estabelecido por lei federal.
Até 2033, 99% da população deverá ter acesso à água potável e 90%, à coleta e ao tratamento de esgoto. Para alcançar esta meta nos 317 municípios que atende, a Corsan planeja investir R$ 1,5 bilhão por ano.
CANELA – O Parque do Lago vive dias de mudança. Máquinas trabalham sobre a água, retirando a vegetação que, por anos, tomou conta da superfície e escondeu parte da paisagem. A cada nova carga retirada, o reflexo do céu volta a aparecer e o lago começa a mostrar de novo a sua forma original. É o início de um processo de revitalização ambiental que vai muito além da limpeza. O que está em andamento é uma transformação planejada pela Secretaria do Meio Ambiente de Canela, unindo técnica, cuidado ecológico e um novo olhar sobre o espaço.
Os trabalhos começaram na segunda-feira, 13 de outubro, com a limpeza da lâmina d’água e o roçado do entorno. A retirada da vegetação aquática, que impedia a entrada de luz natural, ajuda a conter o processo de poluição e devolve visibilidade ao lago. Todo o material removido está sendo encaminhado para a Central de Recebimento do Banhado Grande, onde recebe destinação ambientalmente correta.
Enquanto uma máquina atuava na limpeza, a equipe do Jornal Integração acompanhou o serviço de perto e conversou com o secretário do Meio Ambiente, Carlos Frozi, e com o diretor de Meio Ambiente e biólogo, Alekos Elefthérios. A entrevista, realizada à beira do lago, revelou a dimensão ambiental e simbólica dessa transformação — uma verdadeira “entropé”, como define o secretário.
“Entropé”: o conceito de transformação
Secretário Carlos Frozi explica a reorganização do ambiente do lago
Logo na abertura da conversa, Frozi explicou que o processo vai muito além da limpeza aparente. “Nós chamamos de uma entropé. Entropé significa uma transformação”, disse. O secretário contextualizou que o lago, ao longo dos anos, acabou recebendo materiais de drenagem e até resquícios de esgoto cloacal — mesmo com parte da comunidade já adaptada ao uso de fossas e filtros sumidouros. “No passado, antes de 2001, a comunidade tinha fossa e sumidor. E todo sumidor, ou através da drenagem pluvial, ou pela percolação das águas pelo solo, desemboca no ponto mais baixo. E o ponto mais baixo é o lago”, explicou.
Essa condição fez com que o Parque do Lago se tornasse uma bacia de contenção natural, onde os nutrientes acumulados — especialmente nitrogênio, fósforo e potássio — favoreceram a proliferação da vegetação aquática. “Ela é bem verdinha porque tem muito nitrogênio, fósforo e potássio. Ela se alimenta desse esgoto decomposto. E, nesse processo, são gerados gases, que em alguns dias acabam causando odor e desconforto pra comunidade”, acrescentou Frozi.
O secretário resumiu o propósito do projeto: “Todo o trabalho aqui tem vários objetivos. Primeiro, tornar esse parque mais humano. Tornar ele mais ambiental, saudável pra comunidade. E não só pra população humana, mas também pras outras populações”, afirmou.
Equilíbrio ecológico e engenharia ambiental
A meta da Secretaria é buscar harmonia entre os elementos do ecossistema, conciliando o uso público do espaço e a recuperação ambiental. “O grande desafio nosso é buscar o equilíbrio dinâmico”, disse Frozi, destacando que a solução passa por tecnologia, manejo e consciência ecológica.
Entre as medidas estruturais, o secretário lembrou que a Corsan já está chegando com a rede separadora absoluta, o que vai eliminar grande parte do esgoto que ainda chega ao lago. “Com isso, vai diminuir a oferta de nutrientes, e automaticamente, vai diminuir essa vegetação. É um consenso que todos querem ver a lâmina d’água, e não só a vegetação”, explicou.
Os aeradores
Biólogo descreve o que será feito no local
Na segunda parte da entrevista, o biólogo Alekos Elefthérios detalhou a principal novidade prevista para o lago: a instalação de aeradores ascendentes com iluminação em LED, programada para o início de 2026. “Os aeradores parecem um chafariz. Muita gente vai acabar pensando que é só uma questão estética, mas não é. Ele tem a função de oxigenar a água do lago”, explicou Alekos. “A ideia é que ele vá despoluindo aos poucos o lago.”
O movimento da água provocado pelos aeradores também vai facilitar o manejo das plantas. “O fluxo da água vai acabar empurrando as vegetações para as bordas, e isso vai facilitar muito mais o manejo”, disse o biólogo.
Além disso, o vertedouro do lago será reformado, ganhando uma comporta direcionável que permitirá o controle do nível da água. “Vamos poder, antes de grandes chuvas, reduzir o nível do vertedouro. Quando chover, essa água vai ficar acumulada no lago, o que significa contribuição de água limpa e redução da probabilidade de inundações”, completou.
Investimento e inovação com o setor privado
Os recursos para essas melhorias virão de uma parceria inédita entre o poder público e a iniciativa privada, por meio do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). “Esse procedimento permite que empreendimentos do setor privado financiem atividades no município”, explicou Alekos. Segundo ele, a regulamentação recente desse mecanismo trouxe segurança e previsibilidade. “Hoje os empreendedores têm segurança do quanto vão pagar. Existem métricas e cálculos para definir os valores. E a atual comissão do EIV já planeja várias outras medidas pra Canela”, completou o diretor.
Tratamento natural e o papel das bactérias
Frozi reforçou que a transformação do lago seguirá um processo técnico dividido em fases, com tratamento biológico natural. “A primeira parte aqui vai ser praticamente um tratamento anaeróbico”, explicou. “Depois entra a segunda fase, com os aeradores. Pelo fato de oxigenar, outro grupo de bactérias passa a trabalhar. E nesse processo há maior produção de lodo, mas, por outro lado, vimos hoje de manhã peixes de couro — aqueles limpa-fundo — que vão fazer essa limpeza natural.”
Segundo ele, o lago está se tornando uma mini estação natural de tratamento de águas pluviais, que, aos poucos, vai eliminar o odor e melhorar a qualidade da água. “Essas plantas se alimentam da decomposição das bactérias anaeróbias, e com o tempo, os aeradores vão despoluir ainda mais o lago”, afirmou.
As ilhas flutuantes e a fauna
O projeto das ilhas flutuantes, que já havia sido estudado em 2023, também será retomado. “Essas ilhas são pra aumentar o resquício pra fauna. Elas vão compor junto dos aeradores”, explicou Alekos. Segundo ele, o conceito foi aprimorado: “Foi pega uma ideia e ela foi adaptada, melhorada, e a gente chegou nesse ponto de início dessa atividade aqui.”
Alekos completou dizendo que o cuidado com a fauna é prioridade. O cronograma prevê pausas nos trabalhos durante períodos de nidificação das aves, para que o ambiente natural não seja comprometido. “Planejávamos colocar os aeradores ainda este ano, mas devido à proteção da fauna talvez não consigamos. Assim que fechar o período de nidificação, vamos instalar o sistema e reformar o vertedouro”, afirmou.
Um parque vivo e educativo
O Parque do Lago é hoje um dos locais mais frequentados pela comunidade de Canela. O secretário Frozi vê nesse espaço um símbolo da convivência entre natureza e cidade. “Feliz a comunidade que tem um espaço físico como esse. Seja pra caminhar, praticar esportes ou simplesmente passar o dia. A gente viaja por muitas cidades e não existe um espaço assim. Feliz o cidadão de Canela que tem o Parque do Lago — e também o Parque do Palácio, que vai ser, com certeza, futuramente, abraçado pela comunidade”, disse.
Para Alekos, a valorização passa também pela educação ambiental e pela informação. “O Parque do Lago é lindo com todos os seus defeitos. Se o turista pudesse saber o que tem aqui, mesmo reclamando do odor, ele ainda ia falar bem. O que eu quero pro Parque do Lago é um local de convívio, de lazer ao ar livre, de esportes e contemplação”, afirmou.
O biólogo ainda citou a equipe da Secretaria de Meio Ambiente, destacando o trabalho técnico coletivo. “Temos agrônomos, biólogos, arquitetos, todos moradores daqui, todos envolvidos na mesma ideia: mostrar o que o Parque do Lago tem de melhor”, disse.
Conscientização e pertencimento
Durante a entrevista, tanto Frozi quanto Alekos ressaltaram que o maior desafio não é técnico, mas cultural. Frozi reforçou que o parque precisa ser entendido como patrimônio coletivo. “Todos nós somos da região. Todos nós queremos ver o Parque do Lago valorizado e vivido pela comunidade. Ele tem beleza natural, lazer, esporte e tranquilidade. É disso que a cidade precisa”, afirmou.
Ecopontos: novo hábito sustentável
No fechamento da entrevista, Frozi adiantou uma novidade: o Parque do Lago vai receber ecopontos para reforçar a coleta seletiva. “A ideia é começar com um protótipo e depois expandir. Serão pontos estratégicos pra entrega de papel, plástico, vidro, lata. O morador do entorno vai poder deixar o material ali, em vez de esperar o caminhão da coleta seletiva”, explicou.
A medida também deve fortalecer o trabalho da cooperativa de reciclagem, que receberá os resíduos já triados.
O futuro de um cartão-postal
Os próximos meses prometem um novo ciclo para o Parque do Lago — um ciclo em que tecnologia e natureza caminham juntas. No primeiro trimestre de 2026, os aeradores iluminados e a reforma do vertedouro com comportas devem estar concluídos, ampliando a capacidade de reservação e evitando alagamentos.
Para o secretário Frozi, a meta é transformar o parque num ambiente ainda mais acolhedor e simbólico. “À medida que o parque vai se tornando mais belo aos olhos da comunidade, ela vai se apropriando, vai passar a cuidar. Isso eu já vi acontecer em outros lugares, como o Parque Marinha e o Parque da Redenção, em Porto Alegre. Tenho certeza que o mesmo vai acontecer aqui”, concluiu.
O Parque do Lago está mudando. E não é só a paisagem que está diferente — é o próprio espírito do lugar. Quem passa por ali agora vê a máquina em ação, tirando aquela camada espessa de vegetação que cobria a água há anos. É o lago voltando a respirar, voltando a se mostrar. E, junto com ele, parece que a cidade também respira um pouco melhor.
Há muito tempo se falava em fazer algo ali. Tinha projeto, tinha estudo, tinha vontade, mas faltava começar. E começou. E isso, por si só, já é uma notícia boa demais pra deixar passar batido. O que está acontecendo é o início de uma verdadeira revolução ambiental, que vai muito além de uma simples limpeza.
A ideia é transformar o Parque do Lago num espaço vivo, bonito, com estrutura, com propósito. Um lugar que una lazer, consciência ambiental e pertencimento. Como tivemos no último final de semana, por exemplo, com Feira Canela + Verde.
Mais do que limpeza
O que muita gente ainda não percebeu é que o trabalho que começou ali não se limita a tirar o mato de dentro da água, como já acontecia antes. O que está sendo feito é o começo de um novo ciclo. A limpeza é o primeiro passo de uma reorganização completa do lago, que envolve tecnologia, engenharia ambiental, cuidado ecológico e visão de futuro.
O plano é grande. E ambicioso. Além da limpeza da lâmina d’água e do roçado no entorno, o Parque do Lago vai receber equipamentos modernos para melhorar a qualidade da água — aeradores ascendentes com LED, que ajudam a oxigenar e dão um novo visual pro espaço, principalmente à noite.
A reforma do vertedouro vai permitir controlar melhor o nível da água e prevenir alagamentos, uma ação inteligente depois de tudo o que o Estado viveu nos últimos anos. E, no meio disso tudo, há uma preocupação que dá gosto de ver: o cuidado com a fauna, com as aves, com os pequenos seres que fazem parte daquele ecossistema.
A ideia é que o Lago volte a ser não só um cartão-postal, mas um organismo equilibrado — bonito, saudável e simbólico pra cidade.
Planos e futuro
Mas o que mais chama atenção é o que vem pela frente. O projeto deverá incluir a construção de uma ponte que vai atravessar o lago, ligando uma ponta à outra, e permitindo que as pessoas caminhem literalmente sobre a água. A ideia é que essa estrutura tenha um deck central, com bancos, espaço pra contemplar o lago e observadores com binóculos — daqueles que a gente vê em mirantes turísticos — pra olhar a paisagem e as aves que vivem ali.
Também estão previstos painéis informativos, com os nomes e características da avifauna local, pra que visitantes e moradores possam conhecer melhor as espécies que convivem naquele ambiente. Um jeito bonito e educativo de transformar o parque num espaço de lazer e aprendizado ao mesmo tempo.
E o mais importante: tudo isso está sendo feito com um olhar voltado pra comunidade. Porque não adianta nada revitalizar o espaço se o morador não se sentir parte dele. O Lago precisa ser da cidade — e a cidade precisa gostar dele.
A palavra comunidade
Talvez o que mais me chamou atenção, em toda a conversa que tive hoje no Parque, foi essa palavra: comunidade. Ela apareceu o tempo todo. A comunidade que vai aproveitar, a comunidade que precisa cuidar, a comunidade que precisa gostar do que está sendo feito.
E é exatamente aí que mora a beleza da coisa. Porque o Parque do Lago, assim como o Parque do Palácio, é um patrimônio coletivo. E se o canelense não tomar pra si esse sentimento de pertencimento, de cuidado, de amor pelo lugar, de nada vai adiantar a tecnologia, as luzes ou os aeradores.
A transformação só vai ser completa quando o povo sentir que o Lago também é dele. Quando cada morador entender que o parque é uma extensão da própria casa — e que cuidar dele é cuidar de si mesmo.
Máquina pública
Hoje de manhã, conversando com o Cláudio no Chimarrão & Atualidade, a gente comentava sobre a máquina pública. E chegamos à mesma conclusão: a prefeitura, como estrutura, é feita pra não dar certo. É um sistema tão cheio de etapas, papéis, autorizações e trâmites que, às vezes, destrói a energia de quem quer fazer as coisas acontecerem.
O cara entra cheio de vontade, cheio de ideias, e vai se desgastando, vai se perdendo na burocracia. É um desafio enorme conseguir transformar intenção em obra, desejo em realidade.
E é por isso que esse momento no Parque do Lago tem um valor ainda maior. Porque não é só a vegetação que está sendo tirada dali — é como se fosse arrancada também uma parte dessa inércia, dessa demora que trava os projetos públicos. O que está acontecendo ali mostra que, sim, é possível sair do papel.
Visionários
E quando a gente fala em sair do papel, é inevitável lembrar do prefeito Gilberto Cezar. Foi ele quem, tempos atrás, usou uma expressão que agora faz mais sentido do que nunca: a Revolução.
Eu me lembro bem de ter dito pra ele, numa das conversas que tivemos, que tomara que todas as ideias que ele tem saiam do papel. Porque ele é um cara que pensa à frente. Tem uma visão ampla da cidade, de cada espaço, de cada potencial. Ele imagina possibilidades onde muita gente só enxerga um terreno comum.
E não é exagero dizer que, se dentro da Prefeitura tivesse 10 ou 15 Gilbertos, muita coisa já estaria saindo do papel. Mas o curioso é que ele encontrou no secretário Carlos Frozi e no biólogo Alekos Elefthérios dois aliados que seguem o mesmo estilo: gente que não se acomoda, que pensa longe, que não mede esforço pra colocar uma ideia de pé.
Frozi é um caso à parte. Poderia estar tranquilo, aproveitando a vida depois de uma longa carreira, mas escolheu continuar trabalhando, servindo, acreditando que ainda dá pra fazer mais. E dá mesmo. É esse tipo de pessoa que faz diferença— aquelas que carregam uma mistura rara de experiência e inquietude.
O Centro de Formação de Atletas Rico (CFA Rico), apresentou na pessoa do diretor e treinador Augusto Rico, na manhã de hoje, terça-feira (14), o planejamento para 2026. Criado em 2018, o projeto atende crianças e adolescentes entre 9 e 15 anos, priorizando alunos da rede pública. A proposta para o próximo ano é ambiciosa e inspiradora: ampliar o número de beneficiados para mais de 400 jovens, distribuídos entre núcleos nos bairros Celulose/São Luís, Leodoro Azevedo, Santa Marta e Santa Terezinha. O plano inclui ainda calendário competitivo nas categorias sub-11, sub-13 e sub-15, parcerias com clubes como Grêmio, Inter, Atlético-MG e Chapecoense, e uma equipe multidisciplinar de profissionais de Educação Física, fisioterapia, nutrição e psicologia.
Projeto além do esporte
Mas o que mais chama atenção é a visão de futuro que o projeto representa. O CFA Rico mostra, que é possível unir esporte, educação, saúde e cidadania em uma proposta completa, que dá novas perspectivas a quem mais precisa. “Iniciativas como essa ocupam o contraturno, incentivam o estudo, criam hábitos saudáveis e abrem portas no esporte. A Câmara está aberta para apoiar e fortalecer projetos que geram impacto real na vida das nossas crianças e famílias”, disse durante o encontro o presidente da Câmara de Vereadores de Canela, Felipe Caputo (PSDB).
Atenção do poder público
Projetos como o CFA RICO merecem atenção e apoio do poder público. Mais do que elogios, precisam de investimentos, estrutura e parcerias. É isso que falta em Canela: transformar boas ideias em políticas permanentes, que envolvam escolas, associações, escolinhas de futebol e futsal, grupos de dança e teatro.
Apoio para cultura, arte, música…
Nem todas as escolas têm estrutura para oferecer turno integral, mas é perfeitamente possível suprir essa deficiência com integração entre poder público e entidades da comunidade. O esporte, a arte e a cultura são caminhos seguros para afastar crianças da vulnerabilidade, promover saúde e incentivar o aprendizado.
Inclusão em todas as áreas
Além do CFA Rico, temos outras escolinhas que podem ser inseridas em um projeto de parceria com o poder público. Cada um pode ofertar aquilo que tem capacidade. Exemplo: uma determinada escolinha de futsal pode ofertar 40 vagas, outra 20, e assim por diante. Isso pode ser expandido para outras áreas como escolas de teatro, música, dança, entre outras. Isso é inclusão e oportunidade andam de mãos dadas. O projeto forma atletas, sim — mas, acima de tudo, forma cidadãos conscientes e comprometidos com o futuro. Além disso, valoriza nossos profissionais canelenses. Está mais do que na hora de Canela entender que investir na infância e na juventude não é gasto — é o investimento mais inteligente que um município pode fazer. Porque quando se aposta em iniciativas como essa, o retorno vem em forma de vidas transformadas, famílias fortalecidas e uma comunidade mais justa e saudável.