InícioNotíciasPolíticaLEGISLATIVO: Situação reage, mas não evita mal-estar

LEGISLATIVO: Situação reage, mas não evita mal-estar

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Esta semana foi bastante polêmica na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul. Apesar da mudança de postura por parte da bancada de situação, o prefeito Daniel Guerra/PRB teve um projeto arquivado, um veto derrubado e um pedido de informações, considerado estratégico pela oposição, aprovado em plenário.

A primeira sessão da semana, na terça (14), foi de casa cheia, com as galerias tomadas por mais de 200 pessoas, entre artistas, desportistas e estudantes, que foram assistir ao manifesto das lideranças das três categorias, que protestaram conta a suposta extinção das secretarias do Esporte e Lazer e de Cultura. Além disso, sobre os cortes na educação pública superior, adotado pelo governo federal, apoiado por Guerra.

Na sessão de terça-feira, Daniel Guerra teve derrubado, pelo plenário, o veto total ao projeto em que os vereadores Adiló Didomenico/PTB e Velocino Uez/PDT tentavam flexibilizar a liberação de alvará de licença, com a ausência de carta de habite-se. Na sessão de quinta (16), dois temas polemizaram o debate.

Os vereadores aprovaram, por unanimidade, o pedido de informações sobre a 32ª Festa Nacional da Uva, de autoria de Adiló Didomenico/PTB, Elói Frizzo/PSB, Paulo Périco/MDB e Rafael Bueno/PDT. Também arquivaram o projeto de lei do Executivo, que regulamentava a proibição de material sobre ideologia e identidade de gênero nas escolas da rede pública.

 

ATITUDE ELEITOREIRA

 

Como o líder de governo na Câmara, Elisandro Fiuza/PRB, possui um tom mais racional, sobrou para Renato Nunes/PR contrapor a oposição em meio a discursos acalorados. Segundo ele, o fechamento das secretarias nunca foi confirmado pelo Executivo, mas estaria sendo utilizado pela oposição para tirar proveito político. “Temos 20 e tantos partidos que estiveram 12 anos no poder e reclamam de muitas coisas hoje. Eles estão muito preocupados, porque estão divididos. Então, vou dizer aos senhores e senhoras que isso é uma baita de uma mentira. Isso é campanha eleitoreira. É um fake news”, gritou.

Durante a polêmica votação do projeto sobre a identidade de gênero, Nunes tentou justificar que o governo federal havia deixado para os estados e municípios definirem sobre a questão. Ele cobrou da oposição, o diálogo que pede ao prefeito. “Isso é diálogo? Nós não queremos nem papo, arquive e pronto. É isso o negócio. Olha que bacana, que legal, o parecer. Não, não queremos falar sobre isso, arquiva e tchau”, ironizou.

 

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