Cláudio Scherer
CANELA – O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJ-RS), por meio da 1ª Vara Judicial da Comarca de Canela, recebeu denúncia contra o vereador Leandro Gralha da Silva (MDB) em processo de ação penal ordinária. A decisão foi assinada pelo juiz Vancarlo Andre Anacleto no dia 30 de janeiro.
Segundo o despacho, a denúncia apresentada pelo Ministério Público (MP) atende aos requisitos do artigo 41 do Código de Processo Penal (CPP), havendo indícios suficientes para a instauração da ação. Com isso, o réu foi citado para responder à acusação por escrito no prazo de 10 dias, conforme previsto no artigo 396 do CPP. O mandado de citação também deverá conter as disposições do artigo 396-A, incluindo a advertência de que o acusado não pode mudar de residência sem comunicar previamente ao juízo.
Além disso, o magistrado deferiu pedido do Ministério Público para que cópia da denúncia e da decisão seja encaminhada ao presidente da Câmara de Vereadores de Canela, Felipe Caputo (PSDB), a fim de que sejam adotadas as medidas administrativas cabíveis, já que o denunciado exerce mandato parlamentar.
O Jornal Integração ainda não teve acesso ao inquérito da denúncia. O vereador Gralha, no entanto, em contato com a reportagem, reclamou de perseguição: “Estão tentando arrumar uma vexatória”. Ele sugeriu que a situação poderia ser usada como motivo para iniciar um processo de cassação de seu mandato. O inquérito que o tornou réu é o mesmo que havia originado uma tentativa anterior de abertura de processo na Câmara, quando um cidadão apresentou o pedido e o retirou no dia seguinte.
A acusação contra o vereador é de que ele teria ameaçado esse cidadão, intimidando-o a retirar a denúncia de ato vexatório. Por isso, no dia 4 dezembro de 2025, acabou preso por um dia, até que o TJ-RS o liberou. Gralha nega: “Como? Eu nem tenho tempo, como iria para a casa dos outros ameaçar?”, afirmou por telefone.
Desde a prisão de dezembro passado o parlamentar está ausente das sessões presenciais da Câmara, participando de forma remota e, posteriormente, por meio de atestado médico. Segundo ele, precisou se afastar totalmente dos assuntos políticos por motivos de saúde, devendo retornar na semana que vem, que será na quarta-feira, em virtude do feriadão de Carnaval.
Gralha também se queixou de que está tendo o nome prejudicado, o que, segundo ele, o impede de conseguir um bom emprego. Questionou ainda quem seria responsável por reparar os danos à sua imagem.
LEMBRA O CASO










