Texto: Leonardo Santos – [email protected]
CANELA – Acolhimento, inclusão e busca pela extinção da vulnerabilidade social. OCentro Social Padre Franco completou38 anos na quarta-feira (1º) e reuniu autoridades e alunos para comemorar a data. De acordo com o presidente da instituição Maicon Moura, a solenidade só ocorreu após diversas contribuições de empresas e da comunidade. Na ocasião, orquestradas pelo pequeno João Vitor da Silva Pereira, 12 anos, os alunos cantaram a música Meu Abrigo, da banda Melim.
A reportagem do Jornal Integração entrevistou o presidente que já foi aluno, professor e parte da equipe administrativa do Padre Franco. Ele contou a história da instituição, explanou os objetivos para a retomada das aulas e as diversas atividades e oficinas que são oferecidas no local.
A narrativa da conta que a mantenedora doeducandário, a Associação Assistencial Dom Luiz Guanella, surgiu quando um grupo de voluntários se comprometeu, devido ao perceptível desamparo e drogadição que o bairro Santa Marta apresentava em 1983, para disponibilizar atividades de ensino com o objetivo de tirar as crianças das ruas no turno inverso da escola. Por um período, antes de ter cunho social, o local era chamado de Creche Reino Encantado. “Os pais dessas crianças puderam trabalhar e ficaram tranquilos, pois seus filhos estariam num local seguro, livre de exposição às drogas, que também ofertaria atividades pedagógicas e culturais”, conta.
Retomada e ações durante a pandemia
Após a interrupção no início da pandemia, as aulas retornaram, gradativamente, em maio com a adesão de 120 alunos. Conforme Moura, durante junho e julho, diversos pais e responsáveis procuraram introduzir crianças de forma presencial. “Em agosto mais 50 alunos retornaram, tendo assim, 170 alunos de forma presencial no mês. Logo depois tivemos mais algumas procuras, posteriormente, 12 novos alunos ingressaram nas atividades”, sublinhou. Atualmente 182 pessoas, entre crianças e adolescentes, retornaram para a escola, enquanto outras 30 ainda não foram liberadas pelos pais por conta do receio referente ao risco de contaminação pela Covid-19.
“Desde o início da pandemia a instituição paralisou suas atividades presenciais e diárias com os alunos, mas entendendo o momento de pandemia e de necessidade das famílias, projetamos e executamos várias ações para diminuir as necessidades da comunidade, distribuindo cestas básicas, produtos de higiene e limpeza, pães, cucas, bolachas, máscaras, álcool em gel e fazendo atendimento psicológico com os alunos e suas famílias”, destaca.
O Centro Social oferece para os atendidos, café da manhã, almoço e lanche da tarde, além de disponibilizar as oficinas de Musicalização, Educação Física, Reforço Escolar, Banda Marcial,Capoeira, Teatro, Artesanato, Dança, Violino, Hora do Conto, Violão e Jiu Jitsu. Direcionada aos adolescentes, o educandário também promove a atividade de Orientação e Preparação para o Mercado de Trabalho. “Além disto, todos os alunos e famílias são acompanhados pela equipe técnica, composta pela assistente social e psicóloga, bem como pela Coordenação Pedagógica, buscando sempre suprir as necessidades e dificuldades apresentadas”,
Oficinas para as mulheres do bairro
Visando a geração de renda para as famílias do bairro, o Centro Social promove com o CRAS Santa Marta uma oficina de artesanato para as mulheres da localidade. “Unindo o aprendizado e rodas de conversas, estas mulheres estão iniciando a confecção de produtos para comercialização e para poderem ter uma renda para se manterem. Além disso, outro principal objetivo da oficina é o empoderamento da Mulher, objetivando autoestima e autonomia junto a sociedade para tirar ou minimizar a situação de vulnerabilidade social e pessoal em que estas mulheres e suas famílias se encontram”, explicou Maicon












