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Instituições de ensino superior procuram se adaptar as necessidades dos alunos

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REGIÃO – Os impactos causados pela pandemia afetaram praticamente todos os setores e para o ensino superior não foi diferente. Muitas instituições foram obrigadas a se adequarem às novas tendências. Margarete Lucca, diretora da Universidade de Caxias do Sul (UCS) Campus Hortênsias, falou destas modificações e das adaptações necessárias para seguir atendendo os acadêmicos.

Sem quantificar o reflexo da pandemia no número de acadêmicos matriculados, ela revelou que a instituição possui 25 mil alunos no núcleo canelense. Nesta entrevista, Margarete comentou sobre a situação financeira que levou muitos alunos a ter perdas e sobre as negociações com cada um deles, no intuito de seguirem dentro de cada realidade cursando as aulas.

Além disso, a educadora admitiu que o ambiente virtual está cada vez mais latente, mas ponderou que a universidade segue oferecendo com a mesma qualidade o ensino a distância com o presencial. Ela ainda citou que a universidade já trabalha com o retorno assim, que for viável com os alunos presencialmente nas salas de aula.

Jornal Integração: Como a instituição está administrando a situação com os alunos, pois muitos tiveram perdas financeiras?

Margarete Lucca: Estamos atendendo cada acadêmico, especificamente, para ver quem sofreu perda de renda ou ficou desempregado. A partir disso, fazemos propostas sob medida – com desconto ou maior parcelamento -, a fim de que cada um possa cursar ao menos uma disciplina, além de buscar todas as alternativas para ele não parar de estudar. Esse ajuste, essa sensibilidade, faz parte da missão da Universidade como instituição comunitária.

Com a pandemia, muitas atividades se tornaram remotas. Existe possibilidade ou é uma tendência de ampliar os cursos EaD, até para oportunizar que mais pessoas ingressem no curso superior?

A Universidade atua há muitos anos em duas modalidades de graduação: tanto presencial como EaD, disponibilizando vários cursos. O nosso curso de Pedagogia, por exemplo, foi um dos primeiros do país em EaD e, à medida que o tempo passa, temos oferecido mais cursos nessa modalidade. Independentemente do formato, nós primamos pela excelência e pela qualidade do ensino e da formação acadêmica. Temos ofertas de bacharelados, licenciaturas e tecnólogos, que são os superiores de curta duração, nas duas modalidades: presencial e EaD. Há demanda para ambas, segundo o perfil de cada acadêmico. Depende como cada um se adapta. Não há dúvida que a virtualidade está entrando cada vez mais como meio didático. Contudo, há estudantes que preferem as aulas presenciais e nós, como campus, temos que atender a ambos os públicos.

Para o acadêmico é opcional ir até a universidade? Como está o cronograma das atividades?

Os acadêmicos podem ir ao campus utilizar a biblioteca, os laboratórios de informática ou sanar dúvidas na Central de Atendimento, podem ir. Os que tem aula prática também, com todos os agendamentos e cuidados protocolares, e os com aulas síncronas, on-line e em tempo real, seguem assim. Até o fim deste semestre será assim. A partir de agosto, estamos definindo internamente a retomada presencial para os cursos de graduação. Estamos em conversação, mas ainda sem posição consolidada. As disciplinas práticas dos cursos de graduação acontecerão e, no caso das salas de aula, certamente estaremos preparados para as mudanças do quadro pandêmico. Ao que tudo indica, à medida que a população for sedo vacinada, as aulas presenciais poderão ser retomadas gradativamente.

Texto: Tiago Manique – [email protected]

Foto: Arquivo Pessoal

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