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É necessário uma nesga de “frescura”

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Por Eno Weber

Lembro da definição de amigo meu, que defende a necessidade da existência de uma dose de “frescura” na condução das coisas da vida. Sua tese tem como pilar básico a passagem efêmera pelo dom da nossa vida. Defendia que as pessoas podem se dar ao prazer de fazer um evento de aniversário com requintes, por exemplo, ou inventar um cardápio sofisticado fora dos seus padrões normais, usar um traje diferenciado, ou seja acrescentar algo diferenciado ao trivial. Coisas assim. Sem confundir com soberba evidentemente. Lembrei destas posições de meu amigo, das quais até divergi em outros tempos, ao acompanhar alguns flashes das cenas dos festejos de homenagem a rainha Elizabeth ll da Inglaterra por completar 70 anos de reinado e atingir 96 anos de idade com plena lucidez. Esta colorida festança do povo inglês para sua rainha, tempos atrás seria por mim também classificada como “frescura”. Hoje não. Moldei minha compreensão. Aceito como normal estes gestos espontâneos de um povo. Tenho outros conceitos e nenhum preconceito.

No caso da rainha da Inglaterra, vejo a revelação da cultura de um povo, uma misto de civilidade associada com educação, de respeito por quem soube se fazer respeitar no transcorrer de sua longa vida. O viés patriótico e a beleza estética que também estão embutidos no evento, revelam uma face alegre e festeira, mesmo sendo os ingleses considerados um povo frio e pouco suscetível à emoções.

A VIDA É COMO UM LIVRO

Cada dia uma página nova, cada hora uma vírgula. Mas, nem o lápis pode escrever o futuro. E nem a borracha pode apagar o passado. De repente chega um momento em que Deus nos tira o lápis e escreve FIM! Por este motivo aproveite bem o hoje. Pois cada momento é único, o passado não volta e o futuro pode não chegar. Não desperdice o tempo com mágoas e brigas. Busque a felicidade e simplesmente seja feliz!

Autor desconhecido

RÁPIDAS E SELECIONADAS

  • São consistentes os murmúrios de criação de um memorial de Canela – espécie de museu. Uma ideia que me agrada, que sendo concretizada virá com certo atraso. Será a chance do resgate do pessoal raiz, o verdadeiro construtor da história desta terra, acontecida no tempo das vacas magras.
  • A Prefeitura do simpático e hospitaleiro município de Bom Jesus, terra do conjunto musical Os Serranos, contratou a dupla sertaneja Simone e Simaria para um show durante a Festa da Gila por R$ 380 mil. Como não havia verba suficiente no turismo o valor foi suplementado com recursos de obras e de educação. Resultado: o Ministério Público entrou no jogo e entornou o caldo. Como justificativa a Prefeitura afirma que o espetáculo terá cobrança de ingressos para cobrir os custos. Ora, ora, Bom Jesus com 11 mil habitantes, com boa parte morando no interior, isolada no mapa, conseguirá uma receita de R$ 380 mil (só de cachê) neste show? Só acontecendo um milagre, como nos tempos bíblicos.
  • A direção de Zero Hora decidiu pelo escritor Fabrício Carpinejar, para ocupar o consagrado espaço de penúltima página, por onde parte dos leitores iniciavam a leitura do jornal no tempo dos falecidos Paulo Santana e do David Coimbra. Pessoalmente e como fanático leitor de jornais torcia pelo aproveitamento do médico e cronista J. J. Camargo que escreve somente nos finais de semana em Zero Hora. O tempo dirá se haverá uma nova revelação da crônica ou não.
  • Belisquei-me de novo para acreditar. Contrário ao uso de recursos públicos nas campanhas eleitorais, o Partido Novo devolveu aos cofres públicos semana passada R$ 87,7 milhões do fundão eleitoral. Por princípios estatutários, o Novo se recusa a utilizar este dinheiro. Prega e pratica de fato. Pena que por aqui não se formou, poderia ser o embrião de novas práticas políticas partindo de exemplos concretos.
  • Ao empatar com o Internacional no Beira Rio no dia 07/06/98, portanto há 24 anos o E. C. Juventude de Caxias do Sul sagrou-se campeão gaúcho, pela primeira vez. Um feito esportivo gigantesco considerando as fortalezas econômicas representadas pela dupla Gre-Nal no RS.
  • Há 14 anos completados neste dia 10 faleceu dona Elody Alves da Silveira aos 97 anos. Criou 10 filhos e foi a primeira agente do correio local por 35 anos. Era a esposa de seu Archimimo Alves da Silveira, subprefeito do então Distrito de Canela.

“Não há justo, nem um sequer”.

Romanos 3:10.

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