InícioEducaçãoGramado e CanelaLevantamento da Feevale demonstra aumento do custo com pedágio para estudantes

Levantamento da Feevale demonstra aumento do custo com pedágio para estudantes

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REGIÃO – A CPI dos Contratos de Concessão de Rodovias Estaduais, presidida pelo deputado Paparico Bacchi (PL), ouviu na reunião desta quarta-feira (13) o depoimento do reitor da Feevale, José Paulo da Rosa. Ele apresentou aos deputados um estudo sobre o impacto do Projeto do Bloco I sobre cerca de 1400 alunos da universidade, moradores 12 municípios das regiões do Vale do Sinos, Paranhana e Serra.


De acordo com o levantamento que envolveu estudantes oriundos de Araricá, Canela, Gramado, Igrejinha, Nova Hartz, Nova Petrópolis, Parobé, Riozinho, Rolante, Sapiranga, Taquara e Três Coroas, o aumento dos gastos com o pagamento de pedágios poderá ultrapassar 400% em alguns casos. Atualmente, esses estudantes precisam pagar em Campo Bom, onde a tarifa é de R$ 3,25, e entre Gramado e Três Coroas, onde o valor é de RS 7,10. Assim, quem se desloca três vezes por semana até a Feevale e passa pelo pedágio de Campo Bom gasta R$ 19,50. Já quem vem de Gramado desembolsa R$ 62,00 semanalmente.


Com o projeto do Bloco I, serão implantados 23 pórticos free flow na região, oito dos quais terão impacto direto nos gastos de quem estuda na universidade localizada em Novo Hamburgo. Estudantes que moram em Três Coroas, por exemplo, e pagam R$ 6.50 passarão a pagar R$ 33,36 por dia, representando um aumento de 413%. Já os estudantes de Canela passarão de R$ 20,70 por dia para R$ 42,00, e os de Araricá passarão de R$ 6,50 para R$ 18,64.


O projeto de pedagiamento que o governo pretende implantar na região, segundo o reitor, produzirá um impacto de 17% a 39% no custo mensal dos gastos com a universidade, que em média é de R$ 1400,00. Segundo ele, a proposta poderá reduzir o número de estudantes presenciais e afetar o ambiente de negócios no Rio Grande do Sul, que exige cada vez mais investimentos em educação e tecnologia.


O deputado Joel Wilhelm (PP) criticou a contratação do BNDES por R$ 14 milhões para elaborar um modelo de pedagiamento sem ouvir as lideranças e representantes de entidades da região. “O resultado é um projeto desestruturado, baseado em estimativas e sem incluir as obras necessárias numa região de intenso deslocamento de trabalhadores”, apontou.


Ele defendeu a realização das obras nas estradas da região pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) como os recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) que serão aportados no Bloco I pelo governo do estado. “Com R$ 1,5 bilhão, é possível fazer as obras pleiteadas pela comunidade”, assegurou.

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