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Alunos da Escola Danton Corrêa da Silva se engajam em ação solidária

CANELA – Alunos do 3° ano do ensino médio da Escola Estadual de Ensino Médio Danton Corrêa da Silva protagonizaram uma bela ação de solidariedade ao se engajarem na triagem e separação de roupas doadas no Salão Paroquial.

A iniciativa que ocorreu na quinta-feira (19), foi idealizada pela coordenadora Marli, teve uma adesão imediata por parte dos estudantes, que se prontificaram a participar com entusiasmo.

“A coordenadora Marli mandou no nosso grupo se queríamos vir ajudar e o pessoal topou, eu fiquei com a parte de separar os pares dos calçados e está sendo muito legal de ajudar. O sentimento de ajudar as outras pessoas é muito bom, todos que estão aqui se dispuseram a ajudar na hora que foi solicitado” conta os alunos Gabriel Beling Cardoso e Carlos

Eduardo Gonzaga Durante a atividade, os alunos realizaram a triagem das roupas doadas, separando-as de acordo com o tamanho, tipo e estado de conservação. A ação não apenas contribuiu para a organização das doações, mas também proporcionou aos estudantes uma oportunidade de vivenciar e praticar a empatia e a solidariedade na prática.

“Estamos separando roupas masculinas, femininas, infantis, foi a maneira que encontramos de ajudar mesmo de longe” declara a aluna Raquel Tramontin Essa ação solidária não só reforça o compromisso social da escola, mas também fortalece nos alunos valores fundamentais de cidadania e responsabilidade social.

Foto: Fernanda Amaral/divulgação

Amistoso Solidário reunirá equipes neste final de semana em Canela e Gramado

Tiago Manique

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REGIÃO – A bola ainda não rolou, mas já pode ser dito que dois golaços já foram marcados com a realização de dois Amistosos Solidários neste final de semana em prol das pessoas atingidas pela catástrofe climática. O primeiro a ocorrer será neste sábado (18), a partir das 17h, no Perinão. Serão quatro jogos, sendo na sequência, Amigos x São José; As Guria x River Feminino; JA Futsal x Unidos do Copo e encerrando, Kikis x Panelão.

A entrada para acompanhar os jogos, em Gramado e Canela será de alimentos, itens de limpeza, higiene pessoal, absorventes e fraldas, roupas íntimas e infantis, agasalhos e cobertores e ração para cães e gatos. A expectativa é de um grande público, em virtude desta mobilização solidária da sociedade. As equipes em cada evento organizarão também em conjunto 100 kits de higiene.

O vice-presidente da Associação Kikis Artes Futsal (Akaf), Maico Martins, falou desta importante ação que está sendo organizada. “A iniciativa na verdade partiu do professor Marcondes Cansanção e como ele tem conhecimento que dos times que jogam os citadinos em Gramado independente de divisão ele nos convidou para organizarmos junto com ele. Passamos então a convidar outras equipes onde todas se mostraram interessadas em fazer, fomos procurados por outros times também, mas infelizmente não conseguimos encaixar”, disse Maico.

Além do Perinão, o ginásio da Ingool em Canela também estará sediando o Amistoso Solidário. Esta ação vai ocorrer domingo (19), a partir das 13h30. Vão entrar em quadra a gurizada do Educa Esportes x Olé Futsal; os veteranos com Amigos do Laje x São Cristóvão e encerrando JA Futsal x Guará Futsal.

Marcondes Cansanção é um dos organizadores dos dois amistosos. Ele citou que estava auxiliando como voluntários, mas admitiu que estava se sentindo incomodado de que poderia fazer ainda mais. “Estava com uma das minhas filhas no colo e no mesmo momento bateu o sentimento. Que eu tenho um teto sobre minha cabeça, minha filha tá em casa, quente, tem alimento, está protegida e tem tantas outras crianças na verdade aí hoje que não tem, que acabaram perdendo tudo. Já comecei a pensar no que fazer e ajudar e tentar melhorar um pouco a vida do povo”, descreveu.

O professor conta que começou a fazer os contatos e buscar agendas com as equipes e que teve a adesão positiva. “Entrei em contato com as equipes de Canela e Gramado e muitos eu conheço os dirigentes ou jogadores e de algum modo e ficou fácil fazer. Organizamos as agendas e conseguimos acertar as datas todos eles se disponibilizaram”, disse Marcondes que agradeceu a equipe da Secretaria de Esportes e Lazer de Gramado, pela cedência do Perinão e Dirceu Felippetti, pelo ginásio da Ingool.

Perdas em São Francisco de Paula beiram R$ 280 milhões

São Francisco de Paula já calcula o impacto econômico resultado da tragédia climática que assola o Rio Grande do Sul: o prejuízo já chega a R$ 280 milhões. Os principais atingidos são os agricultores, silvicultores e a população que mora no interior do 15º maior município do Estado, com mais de 3 mil quilômetros de estradas municipais não pavimentadas.

Em 20 dias, a Secretaria de Agricultura registrou 853mm de chuva, a responsável pelo caos que se instaurou desde então com famílias ilhadas, pessoas desalojadas, estradas intransitáveis, rotas escolares suspensas, escola sob risco de desabamento, pontes destruídas e perdas inestimáveis na agricultura.

Perda de R$ 233 milhões na agricultura

A agricultura, silvicultura e pecuária são as maiores fontes de receita de São Francisco de Paula. Em 2024, a Secretaria Municipal de Agricultura calcula os seguintes dados sobre a produção local: são 3 mil hectares de milho, 9 mil hectares de soja, 3,5 mil hectares de batata inglesa, 1,3 mil hectares de maça, 100 hectares de uva, 1,5 mil hectares de olerícolas, além de um rebanho de 127 mil bovinos e 12 mil ovinos. Além disso, 35 mil hectares de silvicultura são cultivados no município.

As perdas calculadas chegam a quase 50% da produção na maioria das culturas, chegando a perto de 100% de perdas na olericultura (hortaliças). A precipitação registrada no interior chegou a 853mm de chuva entre os dias 22 de abril e 13 de maio. Em relatório enviado para a Defesa Civil do Estado, o Município calculou uma perda de 233 milhões de reais neste setor em 2024.

Estradas interrompidas deixaram cerca de 2 mil pessoas ilhadas no interior

Com mais de 3 mil quilômetros de estradas municipais não pavimentadas, São Francisco de Paula estima um gasto de R$ 30 milhões apenas para restabelecer acesso em 22 pontos interrompidos na área rural e em outros 14 pontos, tão danificados, que o Executivo não recomenda o tráfego no trecho. Cerca de 2,5 mil quilômetros precisarão de reparo total. Outros R$ 20 milhões são estimados para refazer pontes que foram totalmente danificadas pelas cheias nos rios. A Prefeitura disponibilizou um mapa em tempo real para acompanhar os trechos municipais interrompidos, que pode ser acessado em bit.ly/estradassaochico

Em razão do dano extenso nessas estradas não pavimentadas, cerca de 2 mil pessoas que moram nesses trechos estão impedidas de acessar a Sede de São Francisco de Paula e de acessar atenção básica como escolas, hospitais e medicamentos. Das cerca de 60 linhas de transporte escolar, 30% não estão operando por causa da interrupção de estradas. Agricultores, silvicultores e olericultores estão sem conseguir escoar o pouco que restou da produção. A Secretaria de Obras, que conta atualmente com 9 equipes fazendo a manutenção de trechos no interior, estima que este número precisaria chegar no mínimo a 15 para garantir a prestação completa do serviço. Isto significa ainda muitos milhões em investimento em maquinário.

Caixa municipal estrangulado

Com contratações emergenciais em todos os setores para atuar nas situações mais críticas, o prefeito Marcos Aguzzolli já anuncia: o caixa municipal não dará conta de suprir todas essas perdas.

“As soluções neste momento precisam ser muitas e todas exigem valores muito acima da capacidade financeira de São Francisco de Paula, com seus 21 mil habitantes. Já contratamos equipes extras e maquinários para tentar solucionar alguns pontos no interior, mas a perna ainda está curta. Só em manutenção de estradas e pontes, nosso gasto está estimado em 30 milhões de reais. A estimativa é que percamos mais 8 milhões de reais do caixa que viriam de ICMS. Sem ajuda Estadual e Federal não conseguiremos restabelecer a normalidade por aqui”, afirmou.

“Com pequenas ações podemos transformar essa realidade”, aponta voluntária

Grupo de voluntários conta experiência de ajuda aos afetados e pede para que auxílio continue

Leonardo Santos[email protected]

CANELA – Um grupo de jovens voluntários se uniu para ajudar as pessoas afetadas pelas enchentes e deslizamentos de terra que atingiram o Rio Grande do Sul. Comovidos com a situação das famílias que perderam tudo, os voluntários se mobilizaram para arrecadar fundos e doações, levando esperança e auxílio às comunidades mais afetadas, em especial a cidade de Três Coroas.

A principal motivação que os levou a se envolver nessa causa foi a compaixão e empatia que sentiram ao presenciar a situação das pessoas atingidas pelas enchentes. Ao verem que algumas pessoas já estavam ajudando, sentiram que também poderiam se unir e fazer a diferença de alguma forma.

“Acredito que o que mais motivou a todos do meu grupo foi a compaixão e empatia que sentimos ao ver a situação que todas as pessoas atingidas pelas enchentes se encontravam. Quando vimos que algumas pessoas estavam ajudando, isso nos mostrou que nós também poderíamos nos unir para ajudar de alguma forma”, destacou Isadora Desimon, 22 anos, uma das integrantes.

Durante as ações de voluntariado, eles notaram que as pessoas ainda precisam de diversos itens essenciais, como água, alimentos, itens de higiene, roupas íntimas, cobertores, travesseiros e brinquedos para as crianças. Com base nessa percepção, o grupo planeja continuar ajudando e se organizando para retornar às comunidades afetadas com maior frequência.

“Qualquer ajuda é muito bem vinda. Os itens que apontamos que são mais necessários são água, alimentos, itens de higiene, roupas íntimas, cobertores, travesseiros, brinquedos para as crianças, ração para os animais, entre outras doações. As pessoas perderam tudo, então o mais importante é ajudar. Sim, continuaremos indo e ajudando. Estamos nos organizando para conseguir ir com a maior frequência possível”, projetou ela

O grupo de voluntários é composto por 12 integrantes, de 17 a 25 anos, que se dedicam de forma comprometida e solidária a essa causa. Eles desempenharam diversas atividades durante a campanha de doações, incluindo a arrecadação de fundos, a produção e distribuição de 600 sanduíches, além da entrega de água, kits de higiene, brinquedos e cobertores diretamente nas casas das famílias afetadas. Além disso, estão organizando uma campanha de doação de materiais escolares para o Colégio Estadual 12 de Maio de Três Coroas.

Emoção + Motivação

Ao ver o impacto positivo que suas doações tiveram na vida das pessoas afetadas, os voluntários se sentiram gratificados e emocionados. O olhar de gratidão, os abraços e a sensação de poder fazer a diferença na vida de alguém foram momentos marcantes e inesquecíveis. Pedro Cardoso,  que também faz parte do grupo canelense, citou o brilho no olhar dos necessitados quando recebiam auxílio para perceber que o que estava fazendo poderia mudar a vida daquelas pessoas.

“O trabalho todo emocionante, ver o brilho no olhar das pessoas quando tu entregavas um sanduíche, um cobertor ou até mesmo um brinquedo pra eles e ver como faz diferença ajudar mesmo que seja fazendo o simples. Pra eles isso já é muito!”, comentou ele.

Apesar dos desafios enfrentados durante o processo de arrecadação e distribuição, os voluntários não desistiram e seguiram em frente. O cenário de tristeza e a sensação de impotência diante da magnitude da tragédia foram superados pelo sentimento de união e pelo entendimento de que, mesmo com pequenas ações, é possível transformar a realidade.

“É um sentimento que não consigo descrever (vendo a situação dos afetados) e, ao mesmo tempo, temos que ter motivação pra continuar sempre fazendo mais pra ajudar o povo que tanto precisa”, frisou Pedro.

“É só isso que a gente precisa”

Histórias emocionantes surgiram durante o trabalho voluntário, como o momento em que uma senhora abraçou Isadora e disse que “é só isso que a gente precisa”. Para a voluntária, a honestidade e a preocupação das pessoas em não pegar mais do que realmente precisavam também foram inspiradoras.

“Um momento que me marcou muito foi quando abracei uma senhora em uma das casas que levamos doações e ela me olhou nos olhos e disse “é só isso que a gente precisa”. Foi muito emocionante. Todas as famílias que ajudamos ficaram muito gratas, principalmente as crianças. É muito lindo ver quantas pessoas estão se disponibilizando para ajudar. Algo que também me chamou atenção foi que apesar da situação que as pessoas se encontravam, ninguém pegou nada além do que precisava. Todos foram muito honestos e se preocupavam com as outras famílias que precisavam também”, relatou.

Essa experiência como voluntário ensinou aos participantes a gratidão, o valor do amor ao próximo e a importância de pequenas ações. A comunidade pode continuar ajudando os afetados pelas enchentes e deslizamentos a longo prazo, seja por meio de doações, auxílio psicológico, apoio nos abrigos ou qualquer outra forma de ajuda que estiver ao alcance de cada indivíduo.

“Se todos continuarmos assim, juntando de pouquinho em pouquinho, vai fazer uma diferença absurda nessa causa que estamos unidos. Todos podemos ajudar indo até lá seja limpando as casas, fazendo um levantamento em cada rua do que eles mais precisam e motivar mais gente pra entrar junto nessa”, apontou Pedro.

DOAÇÕES

TRÊS COROAS  –As doações podem ser encaminhadas ao Ginásio Municipal. A Prefeitura realizou um mapeamento nas áreas onde os voluntários não tem condição de buscar os donativos no ginásio e um grupo de voluntários está responsável para destinar donativos para estas pessoas.

Ainda, a Prefeitura informa que precisa de voluntários para carga e descarga de mantimentos e móveis que serão levados para residências afetadas.

IGREJINHA – Para os afetados em Igrejinha, as pessoas podem entregar donativos (produtos de higiene, artigos de casa, mesa e banho, alimentos não perecíveis) no  Parque de Eventos Almiro Grings. A doação de roupas deve ser destinada aos Centro de Eventos Prefeito Selson Flesch.

Os necessitados podem retirar no local. A prefeitura realiza a entrega para os que não podem se locomover. O contato pode ser feito por meio do (51) 3549-8600, no WhatsApp.

A ajuda de 60 toneladas vinda do Nordeste que está chegando em Gramado

GRAMADO – A carreta bitrem da Velocargas com mais de 60 toneladas de doações do povo piauiense para o Rio Grande do Sul chegará em Gramado neste sábado (18), por volta das 8h. O caminhão partiu de Teresina na segunda-feira (13), por volta das 13h e percorrerá aproximadamente 5 mil quilômetros.

A equipe de voluntários Todos pelo RS irá receber o caminhão e organizar as doações no galpão da Famastil Ferramentas que foi preparado e de onde farão as distribuições para cidades como Alvorada, Canoas, Igrejinha e Triunfo. “Essa doação chega em boa hora, pois nosso povo está precisando muito. Temos trabalhado incansavelmente na distribuição, indo de casa em casa. Obrigada Piauí e Velocargas!”, disse a voluntária Frida Diedrich.

Após a doação da primeira carreta, o voluntário piauiense Felipe Vasconcelos disse que outras empresas e entidades procuraram para oferecer seus caminhões para fazer essa logística de levar as doações para o povo gaúcho. “Ainda temos mais de 80 toneladas de doações no aeroporto e nos Correios paradas e a cada momento chegam mais doações aqui no Teresina Shopping. O mais incrível é que o exemplo da Velocargas inspirou outras empresas e pessoas a serem voluntários, mas ainda precisamos de mais ajuda.”, enfatizou.

Nessa corrente solidária, cada um pode ajudar do seu jeito, seja doando lanches e refeições para os voluntários como estão fazendo os restaurantes do Teresina Shopping ou doando seu tempo e amor como centenas de pessoas que vão diariamente ajudar na triagem das doações.

Segundo reportagem da TV Brasil veiculada no dia 15 de maio, o centro de triagem do Teresina Shopping é o maior do Nordeste e segundo maior do país, depois do Rio de Janeiro. “A maioria dos centros de triagens ficam em academias, igrejas e escolas. Dispomos de um espaço enorme no Teresina Shopping para organizar e dar destino as doações. Agora é importante que essa ajuda chegue o quanto antes, mas mais importante ainda é que ela continue por um bom tempo até as pessoas se estabilizarem desse baque forte. O Piauí tá junto com o RS”, afirma Ingrid Resende que começou as ações dos voluntários ainda no aeroporto de Teresina.

A coordenadora do projeto social Transportando Amor da Velocargas, Karla Nery Reis, ressaltou o quanto os piauienses estão felizes com essa ação de solidariedade.

“Recebemos muito carinho dos familiares e amigos por causa dessa ação. Essa carreta levando doações é um sonho que realizamos. Nosso diretor foi muito sensível a esse chamado e todos vestimos a camisa. Tenho muitos amigos da época que fiz mestrado em Porto Alegre, que sempre me chamaram de piúcha e que daqui acompanhamos com o coração apertado tudo o que estão passando. Desejamos que essa carreta leve força e esperança para recomeçar! Abraços dos amigos piúchos!”

Para mais informações

Karla Nery Reis – (86) 99804.8998

Frida Diedrich – (54) 98166.5025

Ingrid Resende – Voluntária PI (86) 9991.22107

Bruce Cordão – Voluntário PI (86) 99481.2554

Sindicato dos Trabalhadores Rurais avalia perda dos produtores

Tiago Manique

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CANELA – A catástrofe climática passou com uma força devastadora, causando estragos da cidade e no campo. No município, a zona rural foi umas das regiões mais atingidas, tanto que infelizmente os dois óbitos registrados em Canela foram de moradores da localidade de Rancho Grande, o casal José Alzemiro de Moraes, o Mirinho e sua esposa Marina Moraes.

“O que mais lamentamos é a perda da vida dos nossos associados, eles participavam das nossas ações, a Marina era ativa nas reuniões da comissão de mulheres, ela sempre participava. Tivemos juntos na segunda e terça-feia-feira em reunião da comissão de mulheres e festa colonial e na quarta-feira isso aconteceu, então a gente ficou bem impactado”, disse a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Canela, Ana Carolina Benetti.

A sindicalista mencionou também de problemas enfrentados como a falta de energia elétrica com comunidades ficando até 15 dias sem o abastecimento o que impactou principalmente quem atua com aviários, além das estradas que foram bloqueadas pela queda de barreiras o que dificultou a busca por mantimentos para alimentar os animais.

“O pessoal acabou quase ficando sem ração, então tiveram que racionar os alimentos das aves, então quando liberou algumas estradas o pessoal veio com ração. Mas tiveram muita perda financeira, porque aí os frangos emagreceram e deixaram de ganhar peso nesses dias, além de perdas em outras culturas”, comentou.

Para amenizar os prejuízos de diversas culturas, Aana que faz parte da diretoria da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), revelou que semana passada ocorreu uma reunião para tratar dos prejuízos e o que pode ser feito para amenizar as perdas dos agricultores, principalmente aquele familiar.

“Montamos uma pauta de reivindicações aos Governos do Estado e Federal e um dos itens já fomos atendidos que é a prorrogação das parcelas dos financiamentos, tanto de custeio como de investimento incluindo que tem parcela do financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) ou Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronampe). Mas seguimos negociando com os governos outras pautas”, revelou.

A presidente do Sindicato destacou a contribuição de todos agricultores em ajudar um aos outros e da facilidade de comunicação nos grupos de aplicativo de celular das comunidades rurais. “Os grupos de WhatsApp das comunidades foram essenciais na comunicação entre moradores e nós como Sindicato não estamos medindo esforços para defender a agricultura familiar”, pontuou. Segundo a sindicalista, cerca de 900 famílias residem na zona rural de Canela, sendo que 200 tem vínculo direto com a agricultura e outros são aposentados que possuem propriedades ou que moram nestas localidades, mas trabalham na cidade.

FOTOS: Voluntários se revezam nos trabalhos na Central de Doações

Tiago Manique

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CANELA – Um novo QG foi montado para o recebimento e entrega das doações para famílias vítimas da catástrofe climática que assolou o Rio Grande do Sul. Até semana passada, o local era o São Paroquial ao lado da Catedral de Pedra e coordenado pela Prefeitura de Canela. Agora quem está administrando a Central de Doações é a Acic e parceiros, na sede da Paróquia da Comunidade da Vila Boeira.

Diariamente, inclusive aos finais de semana o espaço está aberto das 7h45 às 18h. Para quem for doar, é necessário fazer um cadastro do que está entregando e após passa por uma triagem de separação dos itens e uma terceira etapa da separação dos kits para serem entregues.

“Estamos recebendo [doações] tudo. Temos que reconstruir todo o estado. Qualquer doação, principalmente alimentos e cesta básica é necessária. Também pedimos brinquedos e utensílios de cozinha”, disse Lucas Dias, um dos voluntários. Um dos diferenciais citados por Lucas destas Central de Doações que o critério para entrega dos mantimentos é evitar ao máximo questões burocráticas e priorizar quem está precisando, seja em Canela ou em municípios que foram mais afetados.

“A logística e a entrega segue um critério, mas sem burocracia. Algumas pessoas de nossa confiança, chegam e solicitam que necessitam levar doações, liberamos para ser entregue de forma imediata estão levando para outros municípios também, uma rede de voluntários está nessa força tarefa para conseguir chegar em quem precisa. Muitas doações estão chegando Toda ajuda é bem-vinda independente da quantidade, se pode doar um litro de água ou de leite pode trazer que será bastante grandiosa”, disse Dias.

Coordenação

Quem organiza e faz toda a projeção dos voluntários que atuam no recolhimento e separação dos mantimentos, é a também voluntária Graziela Hoffmann. Coordenadora de Voluntários, ela mencionou que cerca de 350 voluntários já estão cadastrados, sendo responsável em organizar em três turnos as pessoas nesta ação, por meio de um grupo de WhatsApp. Atuam aproximadamente 14 voluntários em cada turno.

“Nós tivemos um volume muito grande de pessoas se solidarizando e querendo participar como voluntário. Toda e qualquer ajuda é bem-vinda, não tem nenhum tipo de limitação, de idade. Tem várias funções aqui e qualquer pessoa pode executar. Por exemplo, temos a função do recebimento de doações, onde é feito cadastro, então uma pessoa que tenha dificuldade motora pode ficar nesse setor. Tem a parte de triagem, e onde as pessoas têm que pegar cargas mais pesadas, tem atividades para diversos perfis aqui dentro. É muito emocionante trabalhar aqui todos os dias com os voluntários e ver o quanto as pessoas estão dispostas a ajudar quem sofreu com a catástrofe. É realmente muito comovente”, comentou.

Foto: Tiago Manique/JIH – Graziela Hoffmann, coordenadora dos voluntários

“Estou com saúde e podendo auxiliar quem está precisando”

A professora Mariane Velho, 33 anos, quando não está lecionando em Gramado, dedica-se seu tempo a Central de Doações para ajudar na triagem dos mantimentos que lá são entregues. Ela destaca este sentimento de estar conseguindo ajudar quem mais está necessitando. “É um momento bem difícil. Inclusive para todas as pessoas que perderam tudo e terão que recomeçar. Então eu acho que é o mínimo que a gente consegue fazer. Estou com saúde e podendo auxiliar quem está precisando”.

Foto: Tiago Manique/JIH – Professora Mariane Velho na separação das roupas

“O mínimo que puder ajudar é interessante, pois tem muitas pessoas passando por dificuldade”

Gustavo Neri, 36 anos e a família possuem uma pousada no Centro de Canela. Com o empreendimento da família fechado de forma temporária, sem turistas em virtude da catástrofe climática, ele e a mãe Hilda Suzana Veiga Settineri estão também engajados nesta missão de separar os mantimentos na Central de Doações da Acic. Sem poder trabalhar no momento, ele citou de neste período auxiliar quem está necessitando. “Acho muito gratificante poder fazer alguma coisa. O mínimo que puder ajudar é interessante, pois tem muitas pessoas passando por dificuldade. É um momento de união, não de discutir política ou futebol. Acredito que todo mundo que tem um tempo para se voluntariar, que possa comparecer, nem que seja uma meia hora, mas já está ajudando alguém”.

Foto: Tiago Manique/JIH – Gustavo e Hilda estão se dedicando ao voluntariado

“Teve muitos animais que encontramos perdidos, vários estão em lares temporários, os donos não apareceram ainda”

Além do ser humano, os animais também estão necessitando de auxílio neste momento. Como muitas pessoas tiveram que sair às pressas de suas casas, muitos cães e gatos ficaram perdidos e sem lar. Viviane Pelissari, 38 anos, é integrante da Associação Amor Sem Raça, ONG que cuida dos animais também está junto na Central Solidária. Ele pede que a comunidade dentro das possibilidades doação de casinhas e ração para alimentar os animais. Muitos que foram recolhidos, estão em lares temporários, outros, algumas pessoas conseguiram adotar, além de uma parcela também estão no Cempra.

“Teve muitos animais que encontramos perdidos, vários estão em lares temporários, os donos não apareceram ainda. Alguns encontramos acorrentados e eram extremamente agressivos na corrente, mas que agora eles estão sentindo seguros, dócil. Por tudo que aconteceu, longe das famílias agora estão recebendo carinho nesses lares temporário. Estamos conseguindo reestruturar vários animais nisso”.

Foto: Tiago Manique/JIH – Viviane carregou o carro com doações para os animais

Saiba como ser voluntário

(54) 99712.7420 (Graziela Hoffmann).

A última edição impressa

Já faz algum tempo que escrevi artigo com o título “somos todos digitais”, para exemplificar o avanço das tecnologias, principalmente através da Internet, que facilitam e transformam a nossa maneira de viver, nossos hábitos, rotina, tudo se move de acordo com essa realidade. Para ter um comparativo da velocidade desta evolução, há apenas 21 anos, quando o Integração nasceu, a Internet era discada, e ocupava a linha telefônica.

Também o modo de nos informar através das notícias foi se adaptando, a tal ponto que hoje podemos tomar a decisão de acabar com a edição impressa com muita tranquilidade. Um dado aos leitores que embasam esta decisão são os números de acesso que o Integração teve desde o início da atual crise climática, para não usar o termo catástrofe: mais de um milhão de leituras nas plataformas Faceboock e Instagram, em 18 dias. Nosso site www.leifacil.com recebe centenas de milhares de leituras todo mês. É a prova de que a celeridade, o imediatismo, a dinâmica, a multicomunicação já são indispensáveis para a população.

Agregado a isso tem a dificuldade que é fazer o jornal impresso. Nunca foi fácil, é verdade, mas os últimos anos foram ainda mais desafiadores. Vejam que o Brasil produz menos de 5% do papel jornal que consome, sendo o restante importado, tendo como principais fornecedores a Rússia e o Canadá. Desde o início do Integração, em março de 2003, algumas crises foram enfrentadas: a primeira foi econômica, em 2008, iniciada nos EUA, que foi superada normalmente porque o mundo digital ainda não estava preparado. Depois, de 2014 a 2016, a crise econômica brasileira, criada pelo governo Dilma Roussef. Quando veio a pandemia do Covid19, em 2020, foi a gota d’água, mas ainda tinha a guerra (Rússia/Ucrânia) para se associar.

A crise atual se restringe ao Rio Grande do Sul, mas exerce pressão fenomenal ao setor produtivo, de ponta a ponta: comércio, indústria, agricultura, turismo, ninguém passa ileso. No caso especial da Região das Hortênsias, movida a turismo, tivemos ainda duas sérias crises climáticas em 2023, setembro e novembro, que ainda nem tinham sido superadas completamente. Recém estávamos nos reconstituindo. E qualquer ação governamental será sempre, apenas, paliativa. Quem resolve, como estamos vendo, é o povo, ou seja, os empregadores e empregados. Convém destacar que até aqui nenhuma medida de proteção aos trabalhadores foi anunciada, no sentido de reerguer as empresas e garantir os empregos. Adiar o vencimento dos impostos não refresca.

Sobrevivência

Com este prognóstico, preparemo-nos, pois, a questão primordial é ficar vivo. Sem empregadores não há empregados e como um depende do outro, todos precisam dar as mãos e fazer o possível para não sucumbir. É preciso muito foco e tomada de decisão correta. Não se pode errar em momentos vitais, como o que estamos vivendo. Sabemos que isso tudo vai passar, dias melhores virão e precisamos estar fortes para aproveitar o momento. É certo que alguns ficarão para trás e abrirão espaços largos a quem estiver preparado.

A crise ensina

É nos momentos de crise que se cria. Gosto muito da frase, “não adira à crise, crie”. Estas criações, porém, precisam aliviar e facilitar a vida do consumidor. Não adianta ideias revolucionárias se estiverem fora do alcance.

Neste sentido o Jornal Integração não precisa mais ser impresso. Podemos ser muito mais ágeis, dinâmicos e relevantes para a vida dos nossos leitores, sem onerar tanto quanto custa o papel. Também por isso alcançamos um maior número de pessoas. Além dos números citados acima que dimensionam a nossa audiência, acrescento que estamos com mais de 120 mil seguidores nas redes sociais, superando em muito o próprio número total de habitantes de Canela e Gramados.

Se analisar o conteúdo que oferecemos com informações cruciais a população, no ínterim de uma sexta-feira à outra, periodicidade do jornal impresso, certamente seria necessária mais de uma edição por dia. Além disso, nestes momentos especiais o cenário muda de minuto a minuto.

Na questão econômica vejo muita gente tentando traçar um comparativo com a Pandemia.  Para início da conversa, o ano inteiro de 2024, não será normal, mas dá para se salvar, se manter vivo. Agora, diferentemente do que na Pandemia, estamos livres para trabalhar. Passados mais alguns dias muita coisa vai ter aparência de normal, e isso nos mantém ativos. E tem a diferença colossal de que agora o afetado é apenas o RS, quando aquela era mundial.

Para o leitor se organizar sugiro considerar os números que temos. As pesquisas dizem que 50% do nosso visitante é gaúcho, é local, do RS. Deste percentual, perderemos 60% para 2024. Ou seja, de 4 milhões que passaram por aqui em 2023, teremos 1,5, no máximo dois milhões este ano. Os demais visitantes virão normalmente. Descontados estes dois meses iniciais, desde o início da crise, dia 29 de abril, devido a afetação da nossa infraestrutura com estradas e aeroporto, não tem porque não vir. Todos terão férias, décimo terceiro, tudo normal, e, claro, muita vontade, desejo, de vir a Gramado e Canela passear e ser atendido com todo o carinho e presteza que só nós oferecemos.

Estamos, portanto, mudando de fase. Focando no futuro. Poderíamos seguir por mais algum tempo com o impresso, mas o momento exige e por isso preferimos focar, direcionar toda a nossa energia naquilo que nos conduz para mais perto do leitor, com qualificação, maior alcance e barateamento.

Seguiremos, no entanto, firmes ao nosso propósito de unir Gramado e Canela pela informação.  São estas duas cidades que nos movem, nos tiram do conforto e nos acolhem, nos alteram os batimentos. Sempre faremos de tudo para ajudar, especialmente nos momentos difíceis, como na pandemia e nas crises climáticas, como a atual, maior catástrofe climática do RS, que já chega ao 19° dia.

Portanto, o Jornal Integração está mudando de fase. A partir de hoje vai ser muito mais dinâmico, moderno e adaptado a você. Vai ter muito mais páginas, vai ser muito mais fácil de folhear e vai continuar sempre perto de você, especialmente no café da manhã.

Aos assinantes que precisam de ajuda para completarem a transição e acessar a edição digital, podem chamar no WhatsApp 54 9 8439 8331. Nós faremos contato oferecendo o reembolso e esta ajuda, mas se isso demorar, podem chamar que daremos a devida atenção.

Foram 1.814 edições de parceria, de amizade, que jamais serão esquecidas. A todos os assinantes deste período, vai meu carinho e admiração. Aos companheiros de jornada, vendedores, entregadores, editores, diagramadores e tantos mais, meu muito obrigado. Convido todos para seguirmos juntos, afinal de contas, somos todos digitais!

A todos os diretamente afetados pelas enchentes o meu fraterno abraço e solidariedade. Pessoalmente já descrevi centenas de histórias de empresas e estou muito convencido que cada uma delas carrega muita vida, muita energia positiva. São famílias inteiras focando toda a energia para dar certo e quando finalmente parece ‘que agora vai’, surge algo intangível e totalmente estranho, que exige esforço sobre-humano para ser enfrentado. De mãos dadas com o Criador, venceremos!

Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria e Gastronomia revela as negociações acertadas com a classe patronal

GRAMADO – Após quase uma semana de intensas negociações, o Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria e Gastronomia de Gramado (Sintrahg), revelou o acordo selado que é um Termo Aditivo com o Sindtur, sindicato que representa a classe patronal.

Em nota, o Sintrahg revela que conseguiu melhorar vários itens que estavam sendo colocados inicialmente pelo segmento patronal. O acordo coletivo seguiu as orientações do Ministério Público do Trabalho (MPT), e tem validade por 90 dias.

Para o presidente do Sintrahg, Rodrigo Callais, foi fundamental a persistência do Sindicato ao buscar melhorar os itens do acordo, sempre primando pelo diálogo e a negociação junto aos patrões. “Foi uma vitória ter melhorado os principais itens do acordo; agora vamos fiscalizar para evitar que existam demissões indevidas no nosso segmento. Não podemos aceitar que tenham como razão a situação da calamidade. Se há calamidade, mais se justifica manter as pessoas nos seus empregos, porque isso vai passar e a economia precisa voltar ao normal o mais rápido possível”, disse.

Veja como ficou:

Previsão do empregado, diretamente atingido pela calamidade, solicitar suas férias antecipadas, mesmo que ainda não tenha direito a férias, recebendo conforme previsto neste acordo.

Não havia essa previsão na proposta patronal

Pagamento de 25 % como adiantamento de férias (deve ser pago no início do gozo das férias). O restante será pago no retorno.

Não havia essa previsão na proposta patronal. O que havia seria conceder férias sem nenhum pagamento antecipado

1/3 de férias pago em parcela única (até 60 dias após o retorno das férias)

Proposta patronal era de parcelamento em 4 vezes após o retorno das férias.

Antecipação de feriados (prática mais benéfica para o empregado do que antecipação de férias ou suspensão de contrato)

Não havia essa previsão na proposta patronal.

Máximo de 60 dias para suspensão do contrato para qualificação profissional, mediante concordância formal do empregado.

Proposta patronal era de suspensão de até 90 dias.

Não existe previsão de mutirão de limpeza para os empregados

Essa exigência constava na proposta original do setor patronal.

Fonte: Sintrahg

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Gramado apresenta relatório do município à Casa Civil do Estado

GRAMADO – O secretário Adjunto da Casa Civil do Estado, Gustavo Paim, e o subchefe para Assuntos do Interior, Gilberto Cezar, estiveram na Prefeitura de Gramado no início da tarde desta quarta-feira (15) participando de uma reunião com o vice-prefeito Luia Barbacovi e com integrantes do Gabinete de Crise do Poder Executivo gramadense. Na pauta do encontro estavam os estragos provocados pelo evento climático que atingiu o Rio Grande do Sul, as ações de atendimentos aos afetados e os trabalhos para recuperação da cidade e da economia.

Na ocasião, o vice-prefeito Luia Barbacovi apresentou um relatório contendo dados sobre os danos registrados no município, ressaltando a necessidade de apoio do Governo Estadual para a retomada imediata da economia local. Já a Procuradora-Geral do Município, Mariana Melara Reis, tratou sobre a homologação junto ao Estado do decreto que declara ‘Estado de Calamidade Pública’ em Gramado, recebendo sinalização positiva em relação a documentação já entregue.

Por fim, acompanhados por técnicos das Secretarias Municipais de Meio Ambiente, Planejamento e Assistência Social, os representantes da Casa Civil visitaram pontos do município que sofreram consequências estruturais pelas fortes chuvas. “Estamos mobilizando todas nossas forças no atendimento à população atingida, na reestruturação da cidade e na articulação com os governos Estadual e Federal, em busca de recursos que possam nos auxiliar neste trabalho”, ressalta o vice-prefeito Luia Barbacovi.