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Imunidade de ITBI na integralização de capital

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Coluna publicada no dia 20/06

Por Phillip Handow Krauspenhar – Advogado tributarista

É difícil imaginar algo mais contraditório do que o Estado criar um benefício fiscal e, logo em seguida, tentar restringi-lo pela porta dos fundos. Mas é exatamente isso que vem ocorrendo com a imunidade do ITBI nas operações de integralização de capital social com bens imóveis — especialmente no caso de holdings imobiliárias.

A Constituição é clara: não incide ITBI quando o bem imóvel é utilizado para integralizar o capital social de pessoa jurídica (art. 156, §2º, I da CF/88). É uma imunidade objetiva, com respaldo no princípio da livre iniciativa e da função social da empresa. O objetivo sempre foi facilitar a formação e o fortalecimento de sociedades, fomentando o empreendedorismo e a economia formal.

Mas como já virou tradição no Brasil, o que é dado com uma mão, o Fisco tenta tirar com a outra.

O problema começa quando os municípios — sedentos por arrecadação — passaram a interpretar que a imunidade não se aplica se a empresa que recebe o imóvel tiver como “atividade preponderante” a gestão ou a exploração imobiliária. E mais: em alguns casos, passaram a exigir ITBI sobre qualquer valor que supere o capital social integralizado, ainda que esse “excedente” decorra apenas de uma avaliação contábil ou atualização patrimonial. Ora, onde está escrito isso na Constituição?

Agora o Supremo Tribunal Federal (STF) promete colocar ordem nessa bagunça. Em repercussão geral (Tema 1.243), a Corte vai decidir se há ou não limite para a imunidade do ITBI nas operações de integralização, e se pode haver incidência sobre valores “excedentes” transformados em reserva de capital. O pano de fundo é claro: até onde vai o poder do município de tributar sem afrontar a lógica e a segurança jurídica?

Enquanto o STF não decide, o contribuinte vive uma verdadeira loteria fiscal. A mesma operação que é reconhecida como imune em um município pode ser tributada em outro. É como jogar um jogo em que as regras mudam conforme o humor do adversário — e o contribuinte sempre perde.

Resta-nos torcer para que o STF cumpra seu papel de guardião da Constituição e proteja o contribuinte das armadilhas criadas por interpretações criativas que só visam arrecadar mais, sem se preocupar com a legalidade.

Se a Constituição garante imunidade, então que se respeite. O contribuinte não pode ser culpado pela criatividade arrecadatória dos fiscos municipais.

A ONU vai bem, obrigado!

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Coluna publicada no dia 20/06.

Guilherme Dettmer Drago. Sócio de Reimann & Drago Advogados Associados. Professor Universitário.

A fumaça das explosões ainda sobe no céu de Gaza, os tratores blindados avançando nas planícies ucranianas e os satélites registrando drones iranianos ziguezagueando sobre  Israel!

E a ONU? Bem, a ONU redige! Redige muito! Redige comunicados, resoluções, apelos e notas de repúdio! Há décadas, é mais conhecida por suas declarações do que por seus atos — e, sejamos justos, que belas declarações!

Se fosse pelo vocabulário pacificador, o planeta já teria sido canonizado.

Desde 1945, a Organização das Nações Unidas nos promete que jamais viveremos outra grande guerra. E de fato, ao menos a III Guerra Mundial não foi oficialmente declarada.

O que temos é um festival de pequenos apocalipses, guerras por procuração, operações “especiais” e bombardeios com hora marcada. O espetáculo da barbárie segue em cartaz, e a ONU assiste da plateia VIP, emitindo alertas humanitários entre um café e outro em Genebra e Nova Iorque.

Quando a Rússia resolveu brincar de Império e adentrou a Ucrânia com tanques e bandeiras de nostalgia soviética, muitos olharam para Nova Iorque esperando algo mais do que indignação polida.

Mas o Conselho de Segurança é uma espécie de clube em que cada grande potência tem direito de calar as outras — o tal “poder de veto” que transforma qualquer tentativa de ação em pantomima. O agressor, vejam só, tem a chave do cadeado. É como pedir a um lobo para votar sobre o direito de ovelhas existirem.

E o que dizer de Irã e Israel? Um eterno duelo de sombras, foguetes e comunicados. De tempos em tempos, a ONU pede “moderação”. Sim, moderação! E o mais surpreendente é que ainda há quem se impressione com a ineficácia da instituição — como se sua inutilidade já não fosse uma tradição.

O internacionalista Hans Morgenthau, um dos pais do realismo nas relações internacionais, já dizia que “a política internacional é uma luta constante por poder”. A ONU, nesse contexto, parece uma trupe de teatro experimental tentando atuar no Coliseu romano.

Sua boa vontade é genuína, mas irrelevante. Seu idealismo é bonito, mas desarmado. E suas reuniões são longas, muito longas — o que talvez explique por que tantas crises terminam antes de qualquer resolução prática.

No fim das contas, talvez a ONU funcione melhor como espelho moral do que como ferramenta política. Uma espécie de confessionário diplomático, onde os Estados vão lavar as mãos e dizer, entre uma hipocrisia e outra, que “estão profundamente preocupados”. Mas preocupação não estanca sangue, e solidariedade não derruba drones. A paz, ao que tudo indica, continua sendo negociada por fora — nas sombras, nos arsenais, nos gabinetes que não usam bandeira azul.

Mas vamos reconhecer: se o mundo acabar amanhã, haverá um último comunicado da ONU pedindo calma, equilíbrio e diálogo. Provavelmente em PDF. Com selo institucional. E tradução simultânea.

Grandes empreendimentos e quais as contrapartidas?

Coluna publicada no dia 20/06.

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Quando se anuncia a chegada de um grande empreendimento em Canela ou Gramado, a cena costuma se repetir: discursos otimistas, cortes de fita simbólicos, holofotes da imprensa e promessas de geração de empregos que, em teoria, trarão progresso para a região. Os números são lançados ao ar — “serão geradas 100 vagas diretas!” — e a empolgação toma conta. Mas, passado o impacto inicial, é hora de olhar com mais cautela para o que realmente fica para a comunidade.

Geração de empregos

A promessa de geração de empregos, muitas vezes, não se cumpre como anunciado. Na prática, costuma-se ver um número bem menor de vagas efetivamente criadas. Em alguns casos, não chega nem a 60% do que foi prometido. Além disso, muitas dessas vagas são temporárias, com baixos salários ou condições de trabalho que não refletem o entusiasmo inicial.

E as contrapartidas?

Mas o ponto dessa discussão está nas contrapartidas— ou às vezes, na ausência delas. Os impactos de um empreendimento de grande porte em uma cidade como Canela ou Gramado são diversos: aumento na circulação de veículos, maior pressão sobre a infraestrutura urbana, crescimento da demanda por moradia, saúde e educação. E o que se recebe em troca? Um pequeno espaço verde revitalizado? Uma praça mantida? Um ponto de ônibus reformado?

Compensações de verdade

Essas compensações, em muitos casos, são paliativas. Não dialogam com o real impacto que o empreendimento traz. Uma comunidade que acolhe um projeto grandioso deveria, no mínimo, ter assegurada uma contrapartida igualmente significativa: investimentos em habitação popular, ampliação da rede de saúde, construção de escolas, melhoria da mobilidade urbana, reforço da infraestrutura básica. Medidas que efetivamente melhorem a vida dos moradores.

Poder Público e os empreendimentos

É preciso repensar de aplaudir toda novidade como se fosse uma dádiva. O desenvolvimento econômico é necessário, e empreendimentos podem, e devem, fazer parte disso. Mas não pode ser um processo passivo, onde o Poder Público apenas autoriza e celebra. A administração municipal precisa ser firme ao negociar com investidores. Precisa exigir, de forma transparente e estratégica, que os ganhos privados também se revertam em ganhos públicos. A comunidade também tem seu papel: cobrar, fiscalizar, participar dos debates, perguntar quais são as reais contrapartidas, como estão sendo aplicadas e quem está sendo beneficiado. Só assim deixaremos de ser meros espectadores do “progresso” para nos tornarmos protagonistas de um desenvolvimento mais justo, equilibrado e sustentável.

Informações sobre contrapartidas

Buscando este link acima citado quero citar aqui uma solicitação de informações sobre contrapartidas para implantação da terceira pista na entrada de Canela. O Pedido de Informações partiu do vereador Nene Abreu (MDB), ao secretário de Meio Ambiente, Carlos Frozi, referente aos Termos de Compromisso e contrapartidas firmadas entre o Município de Canela e empreendedores privados para a implantação da terceira pista de acesso à cidade, no que diz referência ao empreendimento de três empresas e suas devidas contrapartidas.

Câmara de Vereadores de Canela/Divulgação

Quais os locais?

A solicitação abrange especificamente os trechos da avenida Don Luiz Guanella e ruas Danton Corrêa da Silva e Rodolfo Schlieper, em frente ao Parque do Palácio e na sequência da pista, que são locais que concentram crescente fluxo de veículos e onde já se observa a presença de empreendimentos em operação ou em fase final de execução.

De acordo com Nene Abreu, a iniciativa busca garantir a transparência dos atos públicos e colaborar para que obras consideradas fundamentais para que a mobilidade urbana avance com mais agilidade.

Mobilidade urbana

O vereador pontuou preocupação com os constantes problemas enfrentados pela comunidade de Canela no trânsito, especialmente nos horários de pico e nos acessos principais da cidade. Segundo ele, a mobilidade urbana tem se tornado um desafio cada vez maior, impactando diretamente a qualidade de vida da população e o desenvolvimento do município.

Frase do vereador

“O trânsito em Canela precisa de soluções urgentes. A entrada da cidade, por exemplo, já não comporta mais o volume de veículos, e isso afeta moradores, trabalhadores e turistas todos os dias”.

Israel x Irã

Coluna publicada no dia 20/06.

Por ora, aparentemente, não nos afeta a guerra entre esses dois países. Mas, como dependemos de muita importação para os nossos combustíveis, é bom prestar atenção nesse conflito. Cem mil barris por dia passam pelo Golfo Pérsico, no Estreito de Hormuz, rumo ao Brasil. Vinte milhões para abastecer o mundo.

Lula candidato

Lula disse ontem que, quando olha para a Faixa de Gaza, lembra de como recebeu o Brasil após o governo da direita, com Bolsonaro. Citou a Cultura, os ministérios da Mulher, Direitos Raciais – Indígenas – do Trabalho e disse que, guardadas as condições que ele tem hoje, será candidato à reeleição para evitar a volta da direita. Cabe-nos orar muito desde já, para que esse irmão do frei não se perpetue.

Selic 15%

Nossa economia está em trapos. Essa é a verdade. O aumento da taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 15%, anunciado nesta quarta-feira (19) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, preocupa demais. Assim, está mantida a paralisação geral da economia. Como disse o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier: “O governo federal precisa assumir imediatamente suas responsabilidades, deixando de transferir os custos de sua má gestão fiscal.” Mas Lula diz que este monte de ministérios é que garante um bom governo.

Caxias do Sul, 135 anos hoje

Em 1890, a Freguesia de Santa Teresa de Caxias já possuía 38 casas comerciais, 120 pequenas indústrias e 16 mil habitantes. Queriam melhorias de infraestrutura e independência. A emancipação da condição de colônia da Coroa Imperial Brasileira para distrito de São Sebastião do Caí, em 1884, não havia melhorado as condições da população. Além dos problemas de escoamento da produção, os colonos continuavam pagando suas dívidas à Comissão de Terras e, como distrito de São Sebastião do Caí, também pagavam imposto sobre a propriedade. Insatisfeitos com a situação, comerciantes se organizaram e reivindicaram a emancipação junto ao governo estadual.

Em ofício de 1º de maio de 1890, direcionado ao governador do Estado, a Junta Municipal de São Sebastião do Caí posicionou-se favorável à emancipação. Assim, em 20 de junho de 1890, pelo Ato Estadual nº 257, a Freguesia de Santa Teresa de Caxias foi elevada à categoria de município, sendo denominada Vila de Santa Teresa de Caxias. A emancipação foi comemorada com festejos por três dias, inauguração dos sinos da Catedral Diocesana e uma exposição de produtos coloniais. (Fonte: livro Palavra e Poder: 120 anos do Poder Legislativo em Caxias do Sul.)

Preferência

O Diário Oficial da União desta quarta-feira, 18 de junho, traz a publicação do Decreto nº 12.516, que determina a exigência, em contratações públicas, de que um percentual igual ou superior a 8% das vagas seja reservado a mulheres vítimas de violência doméstica, incluindo mulheres trans, travestis e outras possibilidades do gênero feminino previstas na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), a legislação brasileira que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.

Segundo o decreto, as vagas serão destinadas prioritariamente a mulheres pretas e pardas, observada a proporção de pessoas pretas e pardas na unidade da Federação onde ocorrer a prestação do serviço, de acordo com o último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As contratações serão destinadas exclusivamente às mulheres que forem indicadas pelas unidades responsáveis pela política pública. Neste sentido, empresas contratadas e órgãos contratantes não poderão exigir das candidatas às vagas a apresentação de quaisquer outros documentos para fins de comprovação da situação de violência.

Mais perto de Floripa

A Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi), composta por mais de 200 parlamentares, apoia a implementação da BR-438, conhecida como Rota Caminhos da Neve, que interligará Florianópolis (SC) a Gramado (RS), por meio da integração da Serra Catarinense e da Serra Gaúcha. A nova rota encurtará em mais de 100 km a distância entre os dois polos indutores de turismo, oferecendo uma alternativa logística estratégica e impulsionando o turismo regional. Autoridades de SC e RS estão em São Joaquim para uma audiência pública sobre o tema.

Três ações fundamentais podem ser anunciadas no evento: a licitação do trecho gaúcho (40,7 km); a ordem de serviço para conclusão da SC-114 (10,3 km); e a inclusão da BR-438 no PAC Projetos.

O DNIT já finalizou o planejamento da BR-438. A expectativa da comunidade é de que, durante a audiência pública, seja anunciada a licitação do trecho gaúcho, que vai desde a BR-285 até a Ponte das Goiabeiras, totalizando cerca de 40,7 km.

Juntas, essas medidas promoverão a integração logística entre os estados, oferecendo uma alternativa viária à BR-101 e à BR-116. A audiência estava marcada para as 14 horas. A coluna fechou antes de sair o resultado do encontro.

Perguntinha:

Você reza muito?

Estado destina R$ 30 milhões para desobstrução emergencial de rodovias afetadas pelas chuvas

O governo do Estado anunciou, nesta sexta-feira (20/6), a liberação de R$ 30 milhões para execução de serviços emergenciais de desobstrução em rodovias estaduais atingidas pelas chuvas dos últimos dias. Os recursos estão sendo geridos pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), e as intervenções já estão sendo autorizadas a partir desta sexta.

As ações incluem limpeza de quedas de barreiras, contenção de taludes em áreas com erosão ou deslizamentos, recomposição de pavimentos, recuperação de cabeceiras de pontes e conserto de bueiros danificados, entre outras medidas.

“Estamos mobilizados para restabelecer a trafegabilidade com segurança nas regiões atingidas. Esse investimento emergencial reforça nossa prioridade em dar resposta rápida à população e assegurar o direito de ir e vir, especialmente em momentos críticos”, destaca o secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella.

A resposta ágil é possível graças aos contratos de conservação viária firmados previamente com empresas especializadas.

“As equipes do Daer estão em campo mapeando os trechos afetados, definindo as intervenções prioritárias e autorizando o início dos trabalhos conforme os levantamentos são concluídos”, explica o diretor-geral do Daer, Luciano Faustino.

Morre o tradicionalista Nelson José Vaccari

CANELA – O CTG Querência anunciou na manhã de hoje, sexta-feira (20), o falecimento de Nelson José Vaccari, aos 86 anos. O tradicionalista que atuou como patrão do CTG, entre os anos de 1973 e 1975, sofria de problemas relacionado a diabetes.

Durante seu mandato, Vaccari deixou um legado de compromisso e liderança, inspirando muitos a valorizar e preservar as tradições do nosso povo. Seu entusiasmo e paixão contagiaram todos ao seu redor, e sua memória permanecerá viva entre aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo.

Neste momento de luto, expressamos nossas mais sinceras condolências à família e amigos do senhor Nelson. Que as boas lembranças e os ensinamentos deixados por ele sejam um conforto em nossos corações. Descanse em paz, senhor Vaccari. Sua contribuição à nossa comunidade será eternamente lembrada”, cita em nota a entidade tradicionalista.

O velório está ocorrendo na ACM, sala 02 e a cerimônia de despedida, será amanhã, sábado (21), às 9h30, no Cemitério Municipal de Canela. Seu Vaccari deixa a esposa Glaci, e os filhos Gerson, Heloísa, Sérgio, Carlos, Márcia, Hélio e Juliano, netos e bisnetos.

Roloff marca presença na Gramado Casa Show

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A Roloff Gramado está presente na Gramado Casa Show com um estande que destaca suas linhas de acabamentos e tintas, integrando um dos eventos mais relevantes de arquitetura, design e interiores da Serra Gaúcha. Localizado na tradicional Rua Coberta, o espaço foi cuidadosamente planejado para proporcionar uma experiência imersiva, que une beleza, funcionalidade e tendências do mercado.

O estande da Roloff reúne soluções pensadas para inspirar arquitetos, designers e o público visitante, em parceria com marcas de destaque como Portobello, VinilForte, Lexxa, Pratk, Lucendi, entre outras.

Um dos grandes atrativos do espaço é o Quarto da Branca de Neve, um ambiente lúdico e exclusivo criado em parceria com a Coral Tintas e a Disney. Pensado especialmente para o público infantil, o projeto traz o encantamento das histórias clássicas para dentro da feira, com design, cor e afeto.

“Estar na Gramado Casa Show é uma oportunidade de mostrar o quanto acreditamos na força das parcerias e na importância de entregar soluções que inspiram e transformam ambientes”, afirma a equipe da Roloff.

A participação da marca reforça seu compromisso com a inovação, o bom gosto e o diálogo constante com profissionais que ajudam a moldar o cenário do design na Serra Gaúcha.

A Gramado Casa Show segue até 3 de agosto de 2025, com entrada gratuita e uma curadoria que reúne mais de 30 marcas e estúdios criativos da região.

Em meio a enchentes, Sul do país vai enfrentar ciclone com ventos de 70 km/h

ESTADO – Uma frente fria clássica deve chegar no Sul do país nesta sexta-feira (20), reforçando as chuvas na região. Fortes rajadas de vento também devem atingir quase todo o Rio Grande do Sul e partes de Santa Catarina e do Paraná graças a um ciclone extratropical que se forma na costa sul.

Os ciclones extratropicais, muito comuns no Brasil, são sistemas de baixa pressão atmosférica – regiões causadoras de tempo adverso em grande escala – que surgem normalmente em latitudes médias. Eles são formados pelo contraste de temperaturas de diferentes massas de ar (quente e fria).

O Rio Grande do Sul vem sendo atingido por fortes chuvas ao longo da semana. 98 cidades já registram estragos e mais de 6 mil pessoas estão fora de casa. Alagamentos, deslizamentos, danos em residências, estradas e pontes também foram registrados, e centenas de pessoas estão desalojadas ou desabrigadas, de acordo com a Defesa Civil do estado.

César Soares, meteorologista da Climatempo, explica que esses fenômenos devem acontecer até a manhã de sábado (21).

Além da chuva, que pode chegar a 100 milímetros em alguns pontos do Rio Grande do Sul, como a metade sul do estado, e as áreas de serra em divisa com Santa Catarina — que podem ter volumes até superiores ao 100 mm — também há rajadas de vento em praticamente todo o estado que podem chegar na ordem dos 70 km/h.

— César Soares, meteorologista,

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) alerta para o risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

A frente fria deve avançar pelo Sudeste, mas chega com menos força em São Paulo, provocando aumento de nebulosidade e chuvas fracas e pontuais, com pouca queda na temperatura.

Quedas bruscas de temperatura no RS

Outro alerta para as regiões do RS atingidas pelas chuvas recentes é o risco de quedas bruscas de temperatura nos próximos dias.

“Depois da sequência tropical e da frente fria, vem uma massa de ar mais fria para as áreas do Rio Grande do Sul, favorecendo uma queda brusca de temperatura durante o fim de semana”, explica César Soares.

Além disso, as chuvas devem voltar a cair no domingo (22) no RS, principalmente no norte do estado e na região dos vales dos rios Caí e Taquari.

Previsão para os próximos dias

Porto Alegre (RS)

  • Sexta (20): máxima de 19ºC, mínima de 13ºC
  • Sábado (21): máxima de 15ºC, mínima de 9ºC
  • Domingo (22): máxima de 17ºC, mínima de 8ºC

Florianópolis (SC)

  • Sexta (20): máxima de 21ºC, mínima de 16ºC
  • Sábado (21): máxima de 20ºC, mínima de 16ºC
  • Domingo (22): máxima de 24ºC, mínima de 17ºC

Curitiba (PR)

  • Sexta (20): máxima de 22ºC, mínima de 12ºC
  • Sábado (21): máxima de 20ºC, mínima de 8ºC
  • Domingo (22): máxima de 23ºC, mínima de 14ºC

São Paulo

  • Sexta (20): máxima de 28ºC, mínima de 13ºC
  • Sábado (21): máxima de 26ºC, mínima de 16ºC
  • Domingo (22): máxima de 25ºC, mínima de 16ºC

Fonte: G1

UnidaSul é reconhecida como a maior atacadista e distribuidora do RS

REGIÃO – A UnidaSul, uma das principais empresas do setor atacadista e de distribuição no Rio Grande do Sul, acaba de conquistar um importante reconhecimento nacional. A companhia recebeu o prêmio de Maior Atacadista e Distribuidora do Estado do Rio Grande do Sul, concedido pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD) em parceria com a consultoria NielsenIQ.

O reconhecimento faz parte do Ranking ABAD/NielsenIQ, levantamento oficial do setor, que anualmente analisa o desempenho de empresas de todo o Brasil. A edição de 2025 é baseada no ano fiscal de 2024, com dados declarados pelas próprias empresas e validados pela NielsenIQ, referência global em inteligência de mercado. Desde 2018, a premiação destaca as maiores companhias de cada estado com base no faturamento.

A cerimônia de entrega do prêmio foi realizada terça-feira (17), durante a ABAD 2025 Atibaia – 44ª Convenção Nacional e Anual do Canal Indireto, que aconteceu no Bourbon Convention Resort, em Atibaia (SP). Na ocasião, o diretor da UnidaSul, Edson Cesaro, representou a companhia na solenidade de entrega do troféu.

“Este prêmio tem um significado muito especial para todos nós. É o reconhecimento de um trabalho coletivo, pautado na seriedade, na confiança dos nossos clientes e na credibilidade construída ao longo dos anos. Recebemos este resultado justamente em um ano muito simbólico para a UnidaSul, que vive um ciclo de forte expansão pelo Rio Grande do Sul, reafirmando nosso compromisso de gerar desenvolvimento, emprego e fortalecer a economia das regiões onde atuamos”, ressalta Cesaro.

A conquista reforça o protagonismo da UnidaSul no setor atacadista e distribuidor, consolidando a empresa como uma das maiores e mais respeitadas do estado e do país.

Com as vias liberadas Sindtur estima 85% de ocupação na rede hoteleira neste feriado de Corpus Christi

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O Sindtur Serra Gaúcha que monitora a ocupação hoteleira através da plataforma Flutua estima que este feriado de Corpus Christi deve fechar uma ocupação hoteleira média de 85% na Região das Hortênsias. Até esta quarta-feira (18) a ocupação média estava em 76% e é considerado positivo para o setor.

As principais vias de acesso estão todas liberadas e com trafegabilidade seguindo informou na Rede Social o Comandante do Pelotão Rodoviário da Região das Hortênsias, Tenente Cleu Minuzzo, “não existe bloqueio nos caminhos que levam à Região das Hortênsias, nossas equipes estão monitorando todos os pontos considerados mais sensíveis”, disse.

Pela plataforma já foi possível observar a origem dos visitantes neste feriado. A maioria dos visitantes estão vindo dos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina

O sistema Flutua é utilizado com sucesso pelo trade turístico associado do Sindtur Serra Gaúcha para monitorar com precisão os dados de hospedagem, sendo uma referência importante para o planejamento do setor.