GRAMADO – Membros da diretoria da SER Gramado, entidade que organiza a Super Copa Gramado de Futsal em parceria com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, estiveram em São Paulo na última segunda-feira (14), onde se reuniram com representantes da Liga Nacional de Futsal (LNF). Na pauta, os preparativos para a edição de 2026 do torneio.
A proposta discutida inclui a ampliação da competição para 10 equipes participantes e, de forma inédita, a confirmação de que a Super Copa Gramado de Futsal abrirá oficialmente o calendário da LNF até 2028. A medida reforça a relevância do evento no cenário esportivo nacional e amplia sua visibilidade no início de cada temporada.
Participaram das reuniões em São Paulo os diretores da SER Gramado, Jadir Schwingel e Djonatan Schwingel; o vice-presidente da LNF, Luiz Henrique Taveira; e o diretor executivo da Liga Nacional, Norberto Mello.
Para o presidente da SER Gramado, Jadir Schwingel, a expectativa é de que a cidade siga sendo protagonista no futsal brasileiro.
“Estamos trabalhando para entregar uma competição ainda maior, mais organizada e com visibilidade nacional. Essas reuniões fortalecem ainda mais a credibilidade da Super Copa Gramado no calendário da LNF”, projeta Jadir.
Já o secretário de Esporte e Lazer de Gramado, Lucas Roldo, destaca a importância do evento para o município.
“A Super Copa Gramado de Futsal é hoje uma das grandes vitrines esportivas da nossa cidade e também um atrativo que movimenta nossa economia no período de baixa temporada. Vamos seguir apoiando e fortalecendo esse projeto”, avalia Lucas.
CANELA – Na tarde desta segunda-feira (14), a Prefeitura reuniu imprensa, autoridades e entidades comunitárias para uma coletiva de imprensa no Parque do Palácio. O encontro marcou o anúncio oficial da aceitação, por parte do Governo do Estado, da proposta de doação definitiva da área ao município. O processo, no entanto, ainda depende da aprovação de um projeto de lei na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.
Durante a coletiva, o prefeito Gilberto Cezar, o vice-prefeito Gilberto Tegner, secretários, vereadores e representantes da Associação Amigos do Parque do Palácio explicaram os detalhes da negociação com o Estado, o novo modelo de uso proposto e os próximos passos jurídicos para garantir que a área permaneça sob domínio público e com finalidade comunitária.
A origem do gravame e a ameaça de reversão
O Parque do Palácio foi cedido ao município em 2010, por meio de uma escritura de doação com encargo — um tipo de acordo legal em que a posse só é consolidada mediante o cumprimento de uma condição. Neste caso, Canela manteria a posse da área apenas se construísse ali um centro de eventos.
A condição nunca foi cumprida pelas administrações seguintes. Na gestão anterior, sob responsabilidade do ex-prefeito Constantino Orsolin, nenhuma obra ou projeto efetivo chegou a ser implantado no local. Em dezembro de 2024, o Governo do Estado enviou um ofício ao governo Municipal, que passava pela transição pós-eleições, alertando que, sem resposta até o dia 31 daquele mês, a matrícula da área poderia ser revertida ao patrimônio estadual por inexecução da finalidade legal.
Segundo Gilberto Cezar, o alerta acendeu um sinal vermelho. “Nós recebemos, então, na transição, ofícios do Governo do Estado, que vieram para a Prefeitura Municipal de Canela, sugerindo que Canela tinha um prazo até o dia 31 de dezembro para apresentar um projeto para o Governo do Estado, sob pena de perder a concessão de uso do Parque do Palácio, inclusive reversão da matrícula em nome do Estado”, disse o prefeito durante a coletiva.
Nova proposta: parque público natural e comunitário
Diante do risco de perder definitivamente o espaço, a atual gestão municipal iniciou tratativas com o Estado para propor uma nova finalidade de uso. O plano elaborado pelo município passou por análise técnica e foi aprovado administrativamente pelo Governo Estadual: a área será doada definitivamente a Canela com a condição de ser transformada e mantida como parque público natural, aberto à comunidade.
“Esse parque aqui, daqui 20, 30 anos, talvez 40 anos, vai ser talvez a única área grande, verde, preservada do centro da cidade para uso comunitário. As famílias daqui 20, 30, 40, 50 anos vão agradecer o ato que a gente está fazendo aqui hoje. E o governador que repassou esse parque para ser da comunidade, para não virar pedra, concreto, cimento, para ser esse espaço aberto de uso coletivo natural para a população, para respirar o ar puro, para ter um espaço em meio à natureza dentro da cidade que não para de crescer”, afirmou Gilberto Cezar.
Encargo ambiental e nova cláusula de reversão
Com a nova proposta, a condição jurídica (ou gravame) original — construção de um centro de eventos — será substituída por um encargo ambiental e comunitário: o município só manterá a posse da área se ela permanecer como parque público.
“A única forma, nessa lei sendo aprovada pela Assembleia, de a gente perder o parque é fazer o diverso disso. A lei, ela destaca isso: que o parque tem que ser um parque público, aberto, com espaço para cultura e esporte, para a comunidade”, explicou o prefeito Gilberto Cezar.
E completou: “Se quiser construir um shopping aqui, um hotel, aí tu perde o parque para o Estado, o Estado retoma o parque. Mas, enquanto parque público, ele é do município de Canela, para essa finalidade que a lei agora predispõe”.
A Prefeitura terá um prazo de 15 anos para implantar uma série de melhorias previstas na escritura, que incluem:
• Revitalização das trilhas;
• Modernização da infraestrutura de acesso;
• Implantação de mirantes, ciclovias, bicicletários e espaços pet;
• Criação de áreas esportivas, parquinhos infantis, quiosques e espaços multiuso;
• Um centro de interpretação ambiental e uma biblioteca interativa.
“O município tem 15 anos para implantar esses equipamentos, que não são equipamentos que prejudicam o parque para ele ser um parque público”, explicou Gilberto Cezar. “A gente pode construir com os Amigos do Parque, com a comunidade, quais as áreas que a gente vai implantar, qual área vai ficar para contemplação, qual área vai ficar mais sendo parque público.”
Financiamento, segurança e uso comunitário
Com a posse definitiva, o município poderá incluir o parque em leis orçamentárias como a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o Plano Plurianual (PPA), além de buscar financiamento com bancos de desenvolvimento e recursos de outras esferas de governo. A segurança do local também poderá ser reforçada com iluminação e videomonitoramento.
“A Prefeitura pode incluir ele em projetos para captação de recursos. Pode buscar recursos com BRDE, com Caixa Econômica Federal, com o Governo do Estado, com o Governo Federal. A gente pode implantar câmeras aqui de vigilância, que é uma coisa que possivelmente vamos ter que fazer”, pontuou Gilberto Cezar.
Para ele, a presença da comunidade será essencial para preservar o espaço: “São coisas que a gente vai poder fazer com o uso da comunidade, com essa, vou dizer assim, apropriação das pessoas de bem. O parque vai se tornar mais seguro. Isso é uma consequência do uso dele.”
Modelo aberto e sem cercas
Durante a coletiva, foi reforçada a intenção de que o parque seja totalmente aberto, sem muros ou cercas, como já ocorre em espaços públicos de grandes cidades.
“A ideia é ser um parque aberto, sem muro, sem cerca. O Parque Moinhos de Vento não tem cerca, a Redenção em Porto Alegre não tem cerca. Se tu pegar todos os parques públicos, são abertos para as pessoas poderem entrar e sair do parque. Mas tem que ter segurança, tem que ter iluminação, tem que ter um investimento básico e uma capacidade de manter isso”, disse o prefeito.
Participação da comunidade e legado para o futuro
A presidente da Associação Amigos do Parque do Palácio, Isabel Scheidt, destacou o valor simbólico e histórico da conquista para a cidade.
“O que podemos dizer? São 14 anos que acreditamos e não desistimos. Tenho certeza que teremos o Parque definitivamente para a cidade. Mais do que isso, como um Parque Natural, de extremo valor para Canela e todos nós.”
Assembleia Legislativa é o próximo passo
A senhora é Isabel Scheidt, representante do Amigos do Parque do Palácio
Apesar do aval técnico e político do Governo do Estado, a doação definitiva da área ainda depende de um trâmite legal. O Estado já protocolou o projeto de lei na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, alterando a legislação vigente e oficializando a nova destinação do bem.
A expectativa é de que o texto seja aprovado nas próximas sessões. Após aprovado, o município poderá então lavrar a escritura definitiva em cartório e atualizar a matrícula do imóvel, formalizando a posse.
Enquanto isso, a Prefeitura inicia os estudos preliminares para planejar as intervenções previstas e ampliar o diálogo com a comunidade para definir, coletivamente, os próximos passos do projeto.
GRAMADO – A Secretaria de Esporte e Lazer de Gramado realiza no próximo dia 23 de julho, às 18h30, o congresso técnico para as equipes interessadas em participar das disputas do futebol de campo de Gramado. O encontro será na sede da Secretaria, junto ao Ginásio Perinão.
O congresso é voltado para as equipes que desejam disputar a 1ª e 2ª Divisão do Futebol de Campo. Na oportunidade, serão discutidos pontos importantes para a organização da temporada, entre eles a definição se as competições serão realizadas de forma separada, com duas divisões, ou unificadas em um único campeonato. A decisão dependerá diretamente do número de equipes que participarem do congresso.
A Secretaria de Esporte reforça que a presença das equipes interessadas é fundamental para garantir a participação e colaborar na construção de uma competição bem-organizada e atrativa para atletas e torcedores.
CANELA – O CTG Querência promoveu baile para comemorar os 71 anos da entidade, no sábado (12), na sede no Parque de Rodeios Saiqui, com a posse da nova gestão de peões e prendas e do novo patrão da entidade. Luiz Kerchner e sua esposa Gilsa assumiram a patronagem da entidade, após renúncia do até então patrão Jeferson Lodea.
O patrão Luiz enfatizou em seu discurso que “o CTG Querência é muito mais do que salões, arenas e canchas de laço. Ele é feito de pessoas: das invernadas artísticas, do conselho de vaqueanos, da campeira. É a união de todos que fortalece essa gestão, com o apoio e o espírito de família que só o CTG Querência tem”, disse.
Os próximos eventos promovidos pelo CTG também foram divulgados no evento: de 7 a 12 de setembro, a Ronda Crioula, que neste ano terá como guardião da Chama Crioula o casal Bela e Marco Pereira; 13 e 14 de setembro, o 28⁰ Campeonato Municipal de Laço, que neste ano homenageará o Piquete de Laçadores Recanto dos Amigos; e, o 41º Rodeio Crioulo Nacional de Canela, será de 8 a 11 de janeiro de 2026.
CTG Querência
O CTG foi fundado em 22 de julho do ano de 1954, quando reuniram-se no Esporte Clube Serrano, 25 cidadãos, para fundar um centro de tradições gaúchas em Canela. Foi aclamado patrão dos trabalhos Antônino Boeira dos Reis e para secretariar as reuniões Guilherme Oscar Bauer. Sylvio Hoffmann foi o coordenador e mentor deste movimento tradicionalista. O nome Querência foi escolhido por significar muito para os gaúchos que assim chama a terra natal, o lugar onde se vive. Desde a fundação, o lema adotado foi “Longe ou perto do pago, sempre Gaúcho”, uma expressão da ligação inquebrável com as tradições. A primeira patronagem do CTG Querência ficou marcada por Pedro Sander como patrão.
A gestão de prendas e peões, que seguirá até julho 2026
CANELA – A Prefeitura de Canela convida a comunidade a participar da audiência pública para a elaboração do Plano Plurianual (PPA), que acontecerá nesta quarta-feira, 16, às 18 horas, na Câmara de Vereadores de Canela.
O PPA é elaborado a cada quatro anos e serve como instrumento de planejamento governamental realizado a médio prazo para definir procedimentos, objetivos e metas para cada ente federativo, ou seja, para municípios, estados e União.
Tem como propósito estabelecer diretrizes, metas e objetivos da gestão pública através de propostas apresentadas pela população e pelos poderes legislativo e executivo visando o desenvolvimento da cidade. O encontro será aberto a toda a comunidade.
GRAMADO – A Associação Gramadense de Taekwondo, em parceria com os projetos sociais de contraturno escolar de Gramado, brilhou no último final de semana na Copa Fênix, realizada na cidade de Campo Bom. A delegação contou com a participação de 24 atletas, que representaram com excelência o município em uma competição de nível estadual.
Na categoria Poonse (formas), os atletas garantiram oito medalhas de ouro e quatro de prata, assegurando o título de 2ª melhor equipe do estado na modalidade. Já na categoria Kiorugui (lutas), foram nove medalhas de ouro e cinco de prata, conquistando o reconhecimento como terceira melhor equipe do Rio Grande do Sul.
Um dos grandes destaques da competição foi o desafio TK3, que reúne os três melhores atletas de cada equipe em confrontos diretos. A equipe gramadense, formada pelos atletas Igor, Gabriel e Vinicius, sagrou-se campeã na categoria faixas pretas. Além disso, o atleta Igor Longaretti foi eleito o destaque geral da competição, trazendo mais um troféu especial para Gramado.
O próximo compromisso da equipe acontece nos dias 19 e 20 de julho, com a realização do exame de faixas coloridas. Logo depois, entre os dias 2 e 3 de agosto, os gramadenses encaram mais um importante desafio, desta vez na cidade de Jaquirana, em um evento que reunirá mais de 600 atletas e representantes de seis países da América Latina.
O secretário de Esporte e Lazer de Gramado, Lucas Roldo, destacou a importância da conquista. “O esporte transforma vidas e ver nossos jovens levando o nome de Gramado com tanto orgulho e resultados tão expressivos nos enche de motivação para seguir investindo e acreditando no potencial dos nossos atletas”, avalia Lucas.
Na semana passada alguém comentou que essa poderia ser “a melhor Festa Colonial de todos os tempos”. Eu ouvi, guardei a frase e, sinceramente, depois de passar por lá nesse primeiro final de semana, acho que ela faz sentido. A estrutura montada, o movimento do público, a diversidade dos produtos, a programação cultural… tudo está funcionando. Mas o que mais chama atenção não é só o tamanho da festa. É o jeito como ela está sendo feita: com muitas mãos. Com colaboração verdadeira.
Na sexta-feira da abertura oficial, a Praça João Corrêa virou um ponto de encontro de autoridades. Tinha governador, deputados estaduais e federais, prefeitos de várias cidades vizinhas, secretários de governo e lideranças regionais. Esse tipo de mobilização não acontece por acaso. Isso é fruto de articulação, de convite direto, de telefonema, de construção de rede. E esse trabalho, nesse caso, tem sim o dedo do prefeito Gilberto Cezar, que conseguiu colocar Canela no centro do mapa político do Estado ao menos por um dia.
Independente de posição política, é preciso reconhecer: isso é importante pra cidade. Porque uma festa desse porte também é um espaço de articulação, de mostrar o que a cidade tem, o que está fazendo e onde quer chegar. Quem esteve ali não saiu de mãos abanando. Levou uma impressão positiva — e, em muitos casos, levou compromissos, contatos, possibilidades. E isso, lá na frente, pode virar apoio, investimento, parceria. Política se faz também com esse tipo de palco.
A manhã antes da festa
Na sexta pela manhã, ainda antes da abertura oficial, eu consegui dar uma passada na praça. A estrutura estava praticamente pronta, com alguns ajustes sendo feitos ali e aqui. Ainda tinha martelo batendo, cabos sendo testados, flores sendo arrumadas nas entradas dos pavilhões. Mas o clima já era de expectativa boa. O pessoal da organização, mesmo cansado, parecia animado. Os produtores, com aquele brilho no olhar de quem trabalhou muito, mas está prestes a ver tudo acontecer. E quem passava por ali já parava, perguntava, elogiava.
Era como se todo mundo soubesse que a festa ia ser um sucesso, mesmo antes de começar.
Todo mundo ajudando, cada um com seu papel
Talvez esse seja o ponto mais forte da edição deste ano. Todo mundo participou. Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Prefeitura, produtores, voluntários, equipes técnicas etc. Cada um fez sua parte — e quando isso acontece, o resultado costuma aparecer. A Festa Colonial é um evento coletivo, e quando a cidade entende isso, tudo anda melhor.
Não é só uma feira. É um evento que representa o jeito de viver, produzir e celebrar de muitas famílias de Canela. Tem gente ali que planta, colhe, cozinha, embala e vende. Tem gente que se organiza durante meses, que investe, que aposta. E quando vê a praça cheia, o estande movimentado, a fila pra comprar cuca ou salame… isso tudo tem valor. Tem retorno. E tem motivo pra orgulho.
A praça como palco principal
Desde o ano passado, a Festa voltou a acontecer na Praça João Corrêa, bem no centro da cidade. É uma escolha que, apesar dos desafios, tem se mostrado acertada. Primeiro porque aproxima o evento da comunidade. Quem mora em Canela passa pela praça todos os dias. Ver a cidade viva, cheia, colorida, com música, movimento e cheiros bons, traz um sentimento diferente. A praça vira um símbolo — e nesse caso, vira também palco principal.
Segundo porque, neste momento, não há outro espaço disponível com as condições necessárias para receber um evento desse tamanho. O antigo Centro de Feiras está desativado, e por enquanto não há alternativa pronta. É claro que a cidade precisa, sim, de um novo espaço. Um centro de eventos bem estruturado, acessível, com infraestrutura adequada pra feiras, congressos, shows, encontros culturais. Isso é urgente. Mas até lá, a praça cumpre bem seu papel.
Aliás, talvez ela tenha virado mais do que palco. Talvez hoje ela seja o pulmão da cidade. Porque, se a igreja matriz ali ao lado é o coração — o símbolo da fé, da história e da identidade local — a Praça João Corrêa é o espaço onde a cidade respira, onde as coisas acontecem, onde o cotidiano vira celebração.
Turismo, sim. Mas também identidade
Muito se fala da Festa Colonial como evento turístico — e é verdade. Ela atrai visitantes, movimenta a economia local, coloca Canela na rota de quem busca experiências autênticas. Mas também é um evento de identidade. De quem mora aqui. De quem vive da agricultura. De quem cresceu com o cheiro de cuca no forno e com o som da bandinha nos finais de semana.
Esse é o grande mérito da festa: conseguir unir tradição com movimento, cultura com comércio, turismo com pertencimento. E isso só acontece quando todos os lados se envolvem. Quando os produtores confiam. Quando a Prefeitura organiza. Quando o Sindicato puxa junto. Quando a comunidade abraça. Quando a cidade acredita.
E ainda tem muito pela frente
A Festa Colonial segue até o dia 27 de julho. Ainda tem muita coisa pra acontecer. Tem mais atrações culturais, mais oficinas, mais produtos pra experimentar. E o melhor de tudo: ainda tem espaço pra encontrar pessoas, pra conversar com os produtores, pra ouvir histórias, pra olhar nos olhos de quem faz.
Esse contato direto, aliás, é uma das coisas mais bonitas da festa. Saber quem plantou a batata que virou o pão que tu tá comendo. Saber de onde veio o queijo, como foi feito o doce, quem bordou o pano de prato. Isso tudo cria valor. Cria relação. E valor e relação são coisas que nenhuma embalagem de mercado substitui.
E pra onde a gente vai daqui pra frente?
A pergunta que fica olhando pra tudo isso, é: onde essa festa deve acontecer no futuro? A Praça João Corrêa vai continuar sendo o palco ideal? Ou, se tivermos um novo centro de eventos, a festa deve migrar?
Minha opinião, por enquanto, é clara: hoje, a praça é o melhor lugar. Porque ela dá visibilidade, acessibilidade, e principalmente, proximidade com as pessoas. Mas isso não anula a necessidade de um espaço novo. Canela precisa de um centro de eventos. Precisa de um local à altura da força que tem — não só pra abrigar a Festa Colonial, mas tantos outros eventos que poderiam acontecer por aqui.
Quando esse espaço existir — e esperamos que não demore — aí sim será possível discutir com mais calma se a festa deve mudar de endereço. Mas até lá, a praça segue sendo o pulmão da cidade. E a Festa Colonial, uma vitrine que mostra tudo que Canela tem de bom.
Começou mais uma edição da Festa Colonial de Canela, e junto com ela, algo ainda mais valioso: o resgate da autoestima da nossa gente. Muito mais do que uma celebração das tradições e do trabalho rural, a festa se consolida como símbolo da força, da identidade e da importância de Canela no cenário regional e estadual. A abertura do evento falou por si. Autoridades dos mais diversos cantos da região prestigiaram o momento, com destaque para a presença de prefeitos vizinhos e parlamentares estaduais, federais — entre eles, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Pepe Vargas (PT). Esse prestígio institucional é mais do que uma formalidade: é um reconhecimento claro da pujança de Canela, da sua capacidade de mobilização e do seu valor cultural e econômico.
Gilberto Cezar/Facebook/Divulgação
Sentimento de pertencimento
Mas o ponto alto da Festa Colonial não está apenas no palco ou nos estandes. Está, principalmente, na reafirmação do pertencimento. Esse evento não é feito apenas para os turistas — embora eles sejam bem-vindos e tem uma grande importância. É feito, para o canelense. Para o agricultor, o produtor de geleia, o artesão e o cidadão.
Inclusão do povo
A criação dos Jogos Coloniais, com uma cancha montada na praça, é um exemplo claro disso. A valorização do esporte rural, da brincadeira simples, do encontro entre vizinhos, é uma demonstração prática de que Canela está redescobrindo a si mesma. Está reencontrando suas raízes sem perder de vista o futuro.
Acreditar e cobrar
Claro que nem tudo em uma cidade são flores, nem Nova Petrópolis conhecida como o Jardim da Serra. Tem muito o que fazer. A questão habitacional é urgente e exige um projeto robusto que garanta moradia digna para todos. A carência de um ginásio poliesportivo também é sentida — mas há esperanças no horizonte, com o anúncio do prefeito Gilberto Cezar de que um novo ginásio municipal será construído, conforme compromisso assumido nos primeiros 100 dias da atual gestão.
Simbologias existentes
Outras estruturas públicas fazem parte da nossa história, tem simbologia e identidade. Todos sabem que estes patrimônios têm a marca Canela. Falo do Parque do Palácio, o Centro de Feiras, a Casa de Pedra e o Teatrão — estão no radar da recuperação. São espaços que, restaurados, reforçarão ainda mais o sentimento de orgulho e pertencimento.
Arena do Grêmio
O empresário Marcelo Marques, proprietário da empresa de pães Marquespan, surpreendeu na noite de sexta-feira (11), ao anunciar a compra da gestão da Arena do Grêmio. Ele é pré-candidato a presidente do tricolor, e em entrevista concedida a diversos veículos de comunicação havia dito que estava negociando. Os próximos passo agora é a transição e de que forma vai ocorrer e como será a partir de agora e quando oficialmente o Grêmio terá a gestão. O torcedor está em euforia. A esperança é que se resolvas questões de acesso e que o povo volte ao estádio, seja menos elitizado com preços de ingressos mais baratos.
Base do Gramadense na liderança
Se o profissional vai bem na Divisão de Acesso, a base segue na mesma toada. No sábado (12), três categorias do Centro Esportivo Gramadense (CEG) estiveram em campo pela Copa Rolante Sports, na cidade do Vale do Paranhana. Os confrontos foram diante dos donos da casa, que é o mesmo nome da competição. A categoria sub-15 empatou em 1 a 1 com o Rolante Sports. O gol do Gramadense foi anotado por Gustavo. Diante do mesmo adversário, o Trem da Serra venceu por 3 a 0 com gols de Pedro Lucas (2) e Matheus Cardoso, em jogo válido pela categoria sub-13. Já pelo sub-11 empate em 1 a 1, o gol da equipe de Gramado foi anotado por Kauã Braz. O CEG lidera as três categorias da competição. Na sub-15 são 5 pontos conquistados, com uma vitória e dois empates. Na categoria sub-13 100% de aproveitamento com três vitórias. E na sub-11 são 5 pontos conquistados com uma vitória e dois empates. Pela competição, o Gramadense voltará a campo no dia 6 de setembro, diante do Parobé.
A forte presença de lideranças regionais na abertura da Festa Colonial, sexta à noite, chama atenção para uma reviravolta no relacionamento de Canela para com os vizinhos. Estavam lá os prefeitos de Picada Café, Santa Maria do Herval, Nova Petrópolis, São Francisco de Paula e até o de Gramado, Nestor Tissot. Até o Nestor, sim, pois é caso raro Canela e Gramado se prestigiarem. O prefeito Gilberto Cezar comentou que Nestor disse que dependia só de convite. Ou seja, nem convidado era em outros tempos. Pelo contrário, Constantino era campeão em criar constrangimentos nos eventos regionais, sempre reclamando de Gramado como a grande privilegiada, favorecida sem merecer. É bem verdade que os prefeitos estavam na cidade para a reunião da associação, mas o fato de permanecerem para a solenidade é destacável, sim. Além do mais, de a reunião ter sido em Canela, sinaliza que já houve um planejamento.
Deputados
Também estiveram na abertura o presidente da Assembleia, Pepe Vargas, e os deputados estaduais Elton Weber, de Nova Petrópolis, e Neri, o Carteiro, caxiense igual a Pepe Vargas. O deputado federal Lucas Redecker também participou, ele que é o escolhido para ser uma espécie de embaixador do município na Câmara dos Deputados. Até aqui contávamos com o Alceu Moreira, mas que não deixou nenhuma marca relevante no município. Falta alguém que, de fato, nos valorize e nos represente. Vamos ver com Lucas se desabrocha alguma coisa mais importante com a sua influência na Bancada Gaúcha, que conta com 33 deputados. O governador Eduardo Leite também prestigiou Canela e a Festa Colonial neste fim de semana.
Bem movimentada
Quanto ao evento Festa Colonial em si, o primeiro final de semana foi bem movimentado. A integração está dando certo. O envolvimento daqueles que têm o interesse direto está sendo definitivo, como os produtores e o Sindicato. A liderança da presidente Carol Benetti está sendo notada.
Que sirva de exemplo. Tenho repetido aqui que, se os setores atingidos pelas iniciativas da prefeitura não demonstrarem interesse na participação, fica mais difícil. A prefeitura não pode ser uma empregada da sociedade, mas sim uma parceira, uma espécie de facilitadora. Logo, se o empresariado pretende ter um evento, como o Sonho de Natal, por exemplo, que faça algo em prol.
Estacionamento rotativo
Eu sou cético em relação a isso. Serve somente para termos mais algo a nos ocupar e pagar. Não refresca nada. As interações às publicações que fizemos aqui no Jornal Integração também são nesta linha.
Mas a justificativa do Executivo, encaminhada aos vereadores junto ao projeto de ampliação de ruas taxadas, diz o contrário. É curioso até, por isso compartilho um trecho do documento com os estimados leitores:
“Após inúmeras solicitações de moradores das vias incluídas no mapa de expansão, tornou-se evidente a necessidade. A comunidade tem manifestado a dificuldade em encontrar vagas, impactando diretamente o acesso a serviços e a fluidez do trânsito local. Além disso, um estudo de viabilidade detalhado comprovou a urgência de ampliar a rotatividade em áreas chave, como a Rua Ernesto Volk, onde se localiza o posto de saúde central. A implementação do estacionamento rotativo nessas vias garantirá maior disponibilidade de vagas, especialmente para quem precisa acessar serviços essenciais, como exames e consultas médicas. Essa expansão beneficiará tanto os moradores quanto os visitantes de Gramado, otimizando o uso do espaço público e melhorando a experiência de todos.”
No verde
Também está na pauta dos vereadores para ser votado hoje o projeto de repasse de mais R$ 821.445,60 para a empresa do transporte coletivo de Gramado, para tapar o furo que a empresa diz ter tido para operar o serviço nos meses de dezembro do ano passado e os três primeiros de 2025.
Este sim é um projeto que coloca os vereadores em dificuldade, como para-choques da sociedade. No último projeto de repasse para este fim, teve vereador dizendo que vai votar contra. Veremos!
Troféu Seleção
Tivemos os jantares do Troféu Seleção, sexta e sábado à noite, no Clube Serrano, em Canela. Foram dois eventos muito legais que nos deixaram muito felizes. Ver a alegria, o brilho nos olhos das pessoas, a emoção à flor da pele é muito legal. É muito mais do que um troféu — é um momento de extrema felicidade, de confraternização, com sensação de conforto, um bem-estar inexplicável.
Parabéns a todos e muito obrigado!! O evento de Gramado será em setembro. Preparem-se…
GRAMADO – No último domingo (13), a Vila Joaquina, no complexo do Lago Joaquina Rita Bier, foi palco de uma das celebrações mais animadas de Gramado: o Arraiá da Comunidade, organizada pela Administração Municipal, por meio da Secretaria da Cultura e Economia Criativa. O evento reuniu moradores, turistas e famílias em um ambiente repleto de alegria, cultura e sabores típicos, consolidando-se como uma grande celebração popular.
A festa contou com uma variedade de atrações que agradaram a todos os gostos. Os visitantes puderam desfrutar de deliciosas comidas típicas, como quentão, pipoca e doces tradicionais, além de shows de forró que animaram o público ao longo de todo o dia. Apresentações artísticas também fizeram parte da programação, trazendo o melhor da cultura local.
Além disso, clubes de serviço do município participaram ativamente do evento, comercializando bebidas e comidas, o que contribuiu para a atmosfera de convivência e solidariedade. A Feira Criativa Joaquina também foi destaque, apresentando trabalhos de artesãos gramadenses e valorizando a cultura e o talento da comunidade.
Segundo o secretário da Cultura, Jonas da Silva, a estimativa é de que cerca de 2.000 pessoas tenham passado pelo evento durante o domingo. “O clima ajudou, a comunidade e os turistas compareceram em grande número, possibilitando essa grande festa popular. Agradeço a todos que colaboraram”, afirmou Jonas.
“O Arraiá da Comunidade demonstrou a força da cultura local e a capacidade de unir diferentes gerações em momentos de diversão e tradição. Com certeza, essa celebração ficará na memória de todos que participaram, reforçando o espírito acolhedor e festivo de Gramado”, complementa o secretário Jonas da Silva.