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Homem é preso com arma, munições e drogas

CANELA – Na madrugada de hoje, domingo (27), a Brigada Militar. (BM), durante ações de policiamento ostensivo em Canela, prendeu um homem com um revólver, calibre 38 ,em sua cintura, carregado com seis munições intacta. O local não foi informado pela BM.

O suspeito ao perceber a presença da viatura tentou correr para dentro de uma residência. Foi apreendido também três balanças de precisão, oito porções de cocaína, pesando 220 gramas, e quatro porções de maconha, pesando 105 gramas.

O autor, de 40 anos, segundo a BM, possui diversos antecedentes por tráfico de drogas e roubo, foi preso em flagrante e encaminhado ao presídio de Canela.

Foto: Brigada Militar/ Divulgação

Apreendido artefatos utilizados em incêndios; drogas também foram encontradas

CANELA – A Polícia Civil (PC) realizou na sexta-feira (27), operação no bairro Distrito Industrial, resultando na apreensão de aproximadamente 2,5kg de maconha, porções de cocaína e artefatos incendiários utilizados em crimes de incêndio contra residências e veículos ocorridos recentemente no município.

“Essa atuação reflete o trabalho intenso e estratégico voltado ao enfrentamento dos crimes de homicídio e incêndio que têm afetado a cidade nos últimos dias, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a segurança pública e a repressão qualificada à criminalidade”, disse o delegado Vladimir Medeiros, titular da Delegacia de Polícia de Canela, que acrescentou: “A equipe tem se empenhado de forma incansável para apresentar resultados positivos à comunidade, especialmente na apuração e repressão de todos os crimes graves que impactam a nossa cidade”.

Segundo Medeiros, os materiais apreendidos irão reforçar as investigações em andamento e fornecerão subsídios para as próximas ações de combate aos delitos, colaborando diretamente para a responsabilização dos envolvidos e a garantia da ordem pública.

Fotos: Polícia Civil de Canela/Divulgação

Gramadense encara o Novo Hamburgo e busca ficar entre os quatro melhores

GRAMADO – O Centro Esportivo Gramadense (CEG), já garantiu de forma antecipada a classificação para a fase de quartas de final da Divisão de Acesso. Neste domingo (27), vai enfrentar o Novo Hamburgo, às 15h, no Estádio do Vale pela 15ª rodada, a última desta primeira fase.

A equipe do Vale dos Sinos também já está com vaga garantida, mas ambos estarão na briga para ficar entre os quatro melhores o que possibilita a vantagem de decidir em casa o segundo confronto da próxima fase.

Outros classificados são: Lajeadense, Veranópolis, Inter de Santa Maria, Passo Fundo, Aimoré e Bagé. Esta última rodada é somente para disputas de melhores colocações entre os classificados. A exceção é o Aimoré, líder com 31 pontos e não pode ser alcançado. A equipe de São Leopoldo folgará nesta rodada.

Terceiro colocado com 24 pontos, o Gramadense em caso de vitória se garante no G-4, mas pode até encerrar na vice-liderança, caso o Inter-SM não vença o Veranópolis, em Santa Maria. Caso o Trem da Serra empatar ou perder, torcerá por resultados paralelos para se manter entre os quatro melhores.

Com 13 jogos disputados até o momento, o Gramadense soma 6 vitórias, 6 empates e apenas 1 derrota, alcançando um aproveitamento de 62% na competição. O clube ocupa a 3ª colocação na tabela e está invicto há 9 partidas, números que refletem a consistência e o bom desempenho da equipe ao longo da campanha.

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Casal é encontrado sem vida dentro de casa

CANELA – Um mistério ainda ronda o motivo da morte de um casal, ocorrido na noite de ontem, sexta-feira (25), no bairro Leodoro de Azevedo.

Por volta das 23h, Brigada Militar e Corpo de Bombeiros foram chamados e encontraram as vítimas com perfurações de tiros.

As vítimas conforme apurada pela reportagem do Jornal Integração oram identificadas como Yasmin Schaefer e Bruno Luz. Ambos deixam um bebê. Ainda não tem informações sobre o motivo das mortes que estão sendo apuradas pela Polícia Civil.

O início do fim do comércio irregular?

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Leonardo Santos

Quem passou ali pelo entorno da Igreja Matriz, no Centro de Canela, viu que tinha movimento diferente na tarde desta sexta-feira (25). Era a Prefeitura reunida com o grupo de indígenas que costuma trabalhar ali, vendendo produtos de forma irregular.

A coluna confirmou que estavam presentes o secretário de Fiscalização, Adriel Buss, e o diretor do Departamento de Fiscalização, Márcio Sauer Dias. Eles conversavam diretamente com os indígenas que atuam há anos naquele ponto de comércio informal, o que é proibido de acordo com a Lei de Publicidade e Propaganda de Canela.

Notificação entregue

O que se apurou é que a ação teve um motivo bem claro: as lideranças indígenas foram notificadas oficialmente sobre a situação do comércio irregular que ocorre no entorno da Igreja Matriz.

Segundo as informações obtidas pela coluna, o documento entregue estipula um prazo improrrogável de 30 dias — a contar de hoje — para que seja feito o encerramento voluntário da atividade comercial no local.

Comunicações oficiais

Além da notificação às lideranças, também foi informada a Coordenação Regional da Funai, em Passo Fundo, e a Federal, em Brasília, sobre o procedimento adotado pela Prefeitura. O Ministério Público Federal também foi comunicado, conforme estabelece o rito legal para esse tipo de situação envolvendo povos indígenas.

O que acontece depois dos 30 dias?

A partir do fim do prazo estipulado — ou seja, dentro de um mês —, a Prefeitura deverá “tomar as medidas legais cabíveis”. Isso inclui desde fiscalizações mais rígidas até a apreensão de mercadorias, caso o comércio irregular permaneça sendo praticado na área pública.

Tentamos contato

A coluna entrou em contato com o secretário de Trânsito e Fiscalização, Adriel Buss, e com o diretor do Departamento, Márcio Sauer Dias, para ouvir as explicações diretamente dos dois. No entanto, não houve retorno até o fechamento da coluna.

Gramado investe no esporte com novas quadras de basquete 3×3

GRAMADO – A cidade de Gramado segue avançando em sua política de incentivo ao esporte e à ocupação qualificada dos espaços públicos. Como parte desse compromisso, o município está implantando duas novas quadras de basquete 3×3, modalidade olímpica que cresce em todo o país. As estruturas serão instaladas nas praças dos bairros Moura e Piratini, reforçando o acesso gratuito ao esporte e promovendo mais lazer e bem-estar para a comunidade.

O investimento conta com apoio da emenda impositiva do deputado federal Márcio Biolchi, viabilizada a partir da articulação do ex-vereador Rodrigo Paim, que auxiliou na captação dos recursos para o projeto.

Para o secretário de Esporte e Lazer de Gramado, Lucas Roldo, a iniciativa representa mais um passo na valorização do esporte como ferramenta de transformação social. “Investir em espaços esportivos de qualidade é investir em saúde, segurança e cidadania. O basquete 3×3 é uma modalidade democrática, dinâmica e inclusiva, que vai aproximar ainda mais os jovens das práticas esportivas”, destaca o secretário.

As obras estão em fase inicial e a expectativa é que as quadras estejam à disposição da população nos próximos meses.

Futsal Feminino de Canela é marcado por goleadas

CANELA – A segunda rodada do Campeonato Municipal de Futsal Feminino, promovido, agitou o cenário esportivo local com partidas empolgantes e resultados expressivos, consolidando o protagonismo das equipes na competição.

No primeiro confronto da rodada ocorrido na noite de ontem, quinta-feira (24), no ginásio Carlinhos da Vila, o time Blackout demonstrou superioridade e venceu a Clínica Futsal por 4 a 2. A partida foi marcada por um ritmo intenso e disputado, com a equipe vencedora aproveitando melhor as oportunidades e garantindo três pontos importantes.

Já o segundo jogo foi dominado pelo Donna Futsal, que protagonizou a maior goleada da rodada. A equipe mostrou entrosamento e precisão ofensiva ao superar o União Gramado Feminino Futsal pelo placar elástico de 8 a 1.

Encerrando a rodada, o UNPF venceu com tranquilidade o time Antes do Bar/PFC por 5 a 0. As partidas reforçam o alto nível técnico das atletas e o engajamento do público com o futsal feminino em Canela. A competição segue movimentando a cidade e valorizando o esporte entre as mulheres.

A próxima rodada está programada para ocorrer somente no dia 14 de agosto. A partir das 19h30, entram em quadra: Blackout x Elite Futsal, Clínica Futsal x Antes do Bar/PFC e União Gramado Futsal x UNPF. O Donna folgará na rodada.

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Multa por parcelamento não homologado: quando a punição ignora o esforço de quem quer pagar

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Coluna publicada no dia 25/07.

Por Phillip Handow Krauspenhar, advogado tributarista

O CARF decidiu recentemente que não se pode aplicar multa de 75% contra o contribuinte apenas porque o parcelamento de sua dívida não foi homologado. E essa decisão, mais do que justa, ajuda a corrigir um erro recorrente na forma como o Fisco trata quem tenta acertar suas contas com o Estado.

No caso julgado, a empresa aderiu a um programa de parcelamento, iniciou os pagamentos e, com base nisso, considerou que sua situação estava regularizada. No entanto, como a Receita não concluiu a homologação, a fiscalização entendeu que a dívida continuava em aberto e lançou uma autuação por omissão de receita, com multa agravada. Ou seja, o contribuinte tentou pagar e, em vez de reconhecimento, recebeu uma penalidade severa como se tivesse agido com fraude.

Esse tipo de situação é mais comum do que deveria. Muitos empresários, pressionados por dificuldades financeiras, buscam parcelar seus débitos acreditando estar fazendo a coisa certa. Mas quando o processo é interrompido por questões técnicas ou burocráticas, a consequência é a aplicação automática de penalidades como se houvesse má-fé. E não houve. Houve tentativa legítima de regularização.

A decisão do CARF representa uma sinalização importante. Reconhece que há diferença entre o contribuinte que age com dolo e aquele que busca quitar suas dívidas, mesmo que encontre barreiras no caminho. Também reforça a necessidade de o Estado tratar com mais equilíbrio as situações em que há esforço real para manter a empresa em dia com suas obrigações.

Punir quem tenta pagar só aumenta o distanciamento entre o contribuinte e a Administração Tributária. Essa postura punitivista, comum na prática fiscal brasileira, alimenta o contencioso, desestimula a autorregularização e ignora a realidade de quem está do outro lado do balcão, lidando com fluxo de caixa apertado, alta carga tributária e um sistema que mais atrapalha do que ajuda.

Esse julgamento deve ser acompanhado de perto por contadores, advogados e empresários. Ele abre espaço para discutir outras autuações baseadas em fundamentos frágeis e reforça que não é razoável presumir fraude sempre que o parcelamento não é concluído por ato da própria Receita.

Não se trata de defender o inadimplemento, mas de reconhecer que há limites para o poder de punir do Estado. E que, quando o contribuinte tenta resolver sua situação, esse movimento precisa ser respeitado. A autuação deve ser exceção, não resposta automática.

Empresas precisam de previsibilidade e confiança para continuar gerando emprego e renda. Penalizar o contribuinte que tenta pagar, mesmo sem homologação formal, é mais um obstáculo num caminho que já é difícil demais. A decisão do CARF mostra que ainda há espaço para justiça no sistema tributário. Que esse entendimento se firme, para que o contribuinte que tenta fazer sua parte não seja tratado como infrator.

7 km de caos!

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Coluna publicada no dia 25/07.

Guilherme Dettmer Drago. Sócio de Reimann & Drago Advogados. Professor Universitário.

Há algo de místico entre Gramado e Canela: um trajeto de apenas 7 quilômetros se converte, nos meses de julho e nas semanas natalinas, em uma jornada épica de 1 hora — ou mais, dependendo do humor das rotatórias e da disposição das retroescavadeiras.

É o tipo de fenômeno que desafia as leis da física e da paciência humana. Tudo em nome do turismo, claro! E sim, sejamos justos: ele é vital! Os turistas são essenciais para a economia local. São eles que sustentam o comércio, lotam restaurantes e aquecem até mesmo o coração mais rabugento dos moradores. Mas o caos, esse, ninguém pediu!

Enquanto famílias inteiras tentam curtir o charme da Serra Gaúcha, são recebidas por um balé macabro de buzinas, freadas e aplicativos de trânsito apontando rotas mirabolantes por ruas que, adivinhe, também estão bloqueadas!

Aparentemente, o planejamento urbano foi substituído por uma roleta russa de obras públicas, onde todos os setores — concessionárias de água, luz, gás e as terceirizadas que pavimentam as ruas – e talvez até a empresa de pipoca da esquina — decidem intervir ao mesmo tempo. É quase comovente a união entre os prestadores de serviço público……. para atrapalhar.

A comunicação entre eles? Um boato! Planejamento escalonado? Ficção científica! Em Gramado e Canela, parece que cada órgão trabalha como se estivesse sozinho no planeta, sem saber da existência do vizinho — ou fingindo não saber, o que é ainda pior.

Falar que a situação é inaceitável soa quase como um eufemismo! Porque o mínimo que se espera de gestões públicas — especialmente em regiões cuja vocação turística é alardeada com tanto orgulho — é que pensem! Planejem! Coordenem! Antecipem os efeitos colaterais do próprio progresso.

O fluxo de visitantes deve ser motivo de celebração, nunca de colapso. Se a presença de turistas — algo previsível, recorrente e desejável — se transforma em sinônimo de engarrafamento, então temos um problema estrutural sério.

Sim, as atrações de inverno encantam! Mas não há espetáculo que resista ao cansaço de quem levou 1 hora para percorrer 7 km e perdeu o compromisso preso atrás de um caminhão de obra que decidiu atravessar a Avenida das Hortênsias às 18h de uma sexta-feira – e em julho!!

Portanto, fica o apelo: que os responsáveis por nossas cidades finalmente se falem. E que entendam que o sucesso do turismo exige, antes de tudo, respeito pelo tempo das pessoas — sejam elas visitantes ou moradores.

O que tu larga fora, alguém precisa triar

Coluna publicada no dia 25/07.

Leonardo Santos

A primeira vez que pisei na Central de Triagem de Canela foi em janeiro de 2024. E olha, o cenário era de virar o estômago de qualquer um. Resíduos misturados, desorganização e gente tentando tirar dignidade de um monte de coisa que ninguém mais queria ver. Mas eu vi. E desde então, esse lugar voltou pra essa coluna muitas vezes — porque é ali que mora uma das maiores verdades que a gente insiste em ignorar: o lixo é nosso. E é nossa a responsabilidade também.

Revolução silenciosa

Agora, mais de um ano depois daquela visita, eu voltei lá algumas vezes. A última foi nesta quinta-feira (24), e o que vi foi quase outro lugar. Um espaço diferente, organizado, cheio de gente trabalhando sério, vivendo disso, com orgulho e suor no rosto. A cooperativa COOCAMARH, que começou com 11 pessoas enfrentando montanha de resíduo fedendo, agora tem 34. Isso mesmo, TRINTA E QUATRO. Trinta e quatro famílias que hoje pagam as contas com o que antes ia pra vala. Isso é revolução, minha gente. Silenciosa, invisível pra quem nunca passou de carro pela frente. Mas é revolução.

Fralda e PET

Mesmo com esse avanço todo, tem gente que segue achando que lixo seletivo é tudo igual. Que dá pra jogar fralda suja no mesmo saco da garrafa PET. Pois não dá. Dá nojo. Dá vergonha. E dá prejuízo pra quem tá ali separando, pegando naquilo com as mãos, com o rosto perto, no calor da esteira. Como o Frozi disse lá na entrevista, “tu não tá pensando no ser humano que vai lidar com isso”. E não tá mesmo. A gente ainda precisa aprender a se colocar no lugar do outro. Tá faltando empatia na sacola de muita gente.

Separar o lixo é o mínimo

Não é nem mais questão de boa vontade. Em Canela, separar o lixo é lei. A tal da separação absoluta já vale. Papel no papel, vidro no vidro, plástico no plástico, orgânico no orgânico. E não, tu não precisa saber separar tipo de plástico — quem faz isso é a galera da cooperativa. O que tu tem que fazer é o básico. O mínimo. Separar e colocar no dia certo. Porque até isso o povo confunde. Segunda-feira é dia de orgânico e tem gente largando o seletivo. Aí entope tudo. Aí perde material. Aí quem paga o pato é o pessoal da triagem.

A criança cobra, o adulto reluta

Teve mais de 3 mil alunos que passaram pela Central de Triagem no ano passado. Criança que foi lá, viu o que acontece com o lixo, e voltou pra casa ensinando pai e mãe. E sabe por que isso é tão importante? Porque a gurizada muda. O adulto, não. O adulto justifica, tergiversa, acha desculpa, joga o sofá no mato e depois reclama do mosquito. Já a criança vê, entende e aplica. A escola, hoje, tá fazendo o papel que a casa deixou de fazer. A educação ambiental tá vindo de fora pra dentro. Porque de dentro, tá difícil sair alguma coisa.

O vidro que fura pneu e o óleo que mata o rio

O tanto de coisa errada que a gente faz sem perceber é assustador. Teve pneu da patrola da cooperativa furado por vidro jogado errado. Teve óleo de cozinha despejado direto na boca de lobo no centro da cidade — 40 litros. E aí tu me pergunta: e o que tem demais? Tem que entope cano, suja a água, estraga estação de tratamento, custa mais pra quem faz o tratamento e mais pra ti depois. Tem gente que acha que sumiu da vista, tá resolvido. Pois não tá. O planeta é um só. A cidade também.

E os móveis? E os eletrônicos? E o colchão largado na estrada?

Outro assunto que volta e meia pinga aqui na coluna: o descarte dos grandões. Colchão, armário, sofá, TV velha. Tudo jogado no barranco, na beira da rua, na calçada alheia. Pois agora não tem mais desculpa. Tem o Bota Fora, tem agendamento, tem lugar certo. E se tiver carro, pode levar direto pra Central — de preferência nas terças e quintas. Tu não quer esperar? Leva lá. Mas não larga no meio do caminho. Isso não é limpar tua casa. É sujar a cidade.

E a meta? E os 50%?

A meta é clara: 50% de reaproveitamento dos resíduos. Hoje tá em 36%. Tá longe ainda. Mas só de lembrar que já teve gente que saiu correndo da triagem por causa do cheiro, e hoje tem fila pra entrar, dá pra ter esperança. Esperança de que dá pra mudar. De que o lixo pode ser menos problema e mais solução. Mas depende de mim. E de ti também. Porque a melhor triagem do mundo não dá conta da ignorância que sai lá da nossa cozinha.

Te olha no espelho

Essa coluna não é só pra contar o que tá acontecendo. É pra fazer tu te olhar no espelho da sacola. Tu separa teu lixo? Tu sabe que dia passa o caminhão? Tu joga fora como se ninguém mais fosse tocar naquilo? Porque alguém vai. E esse alguém é um trabalhador. Um cidadão. Alguém que quer criar o filho com dignidade, como tu também quer. Então antes de jogar, pensa. Antes de fechar o saco, pensa. E se coloca no lugar de quem vai abrir.

Até logo

Na semana que vem, essa coluna dá uma pausa. Um tempinho pra descansar, olhar o céu e, quem sabe, pensar nas mesmas coisas por outros ângulos. Mas a pauta do lixo — essa não sai de férias. Essa pauta tá em tudo que tu compra e em tudo que tu larga fora depois.

Então, já que eu vou parar por uns dias, faça o favor de continuar tu pensando nisso por mim. E se puder, visita a Central de Triagem. Vai lá, sente o cheiro, vê o rosto de quem trabalha. E depois me conta se tu ainda joga fralda junto com PET.

Até breve.

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