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Atleta de Canela busca apoio para representar o Brasil nas Surdolimpíadas de Tóquio

João Pedro Boch

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CANELA – Em uma região reconhecida pelas belezas naturais e pelo turismo, também florescem histórias de superação no esporte. Uma delas é a de Keuryn Gabriel Anelli, jovem nadador natural de Canela, que acaba de ser convocado para representar o Brasil nas Surdolimpíadas de Verão de 2025, em Tóquio, no Japão.

A relação de Keuryn com o esporte começou ainda na adolescência. Aos 15 anos, durante as atividades propostas pela Escola Helen Keller, em Caxias do Sul, ele foi incentivado a experimentar diferentes modalidades, mas não se identificou com futebol, basquete ou atletismo. A natação surgiu como opção sugerida pela Secretaria de Esporte e Lazer de Caxias do Sul. No início, a resistência foi grande: “Ele chegou a ir três vezes, mas não gostou. Insisti, porque logo ele estaria entrando no ensino médio e precisava de uma atividade no contraturno”, conta Rafaela Anelli, mãe do jovem.

Com o tempo, a insistência se transformou em paixão. Dotado de características físicas favoráveis, como mãos e pés grandes, Keuryn passou a se destacar rapidamente. Ainda no início da carreira, precisou lidar com a pandemia de Covid-19, período em que enfrentou dificuldades emocionais. No entanto, o retorno às piscinas trouxe também uma certeza: aquele seria o caminho a seguir.

Vieram então as competições, medalhas e, entre os destaques, a conquista no Panamericano, que confirmou o talento e abriu portas para voos maiores. A convocação para as Surdolimpíadas chegou como uma surpresa. “Ficamos chocados no momento, pois Keuryn ainda é um ‘bebê’ na natação. Mas sua evolução foi tão rápida que, quando vimos, ele já não era mais um amador, e sim um atleta de alta performance”, relata a mãe.

Hoje, a rotina do jovem é intensa. Os treinos diários começam às 6h da manhã e são acompanhados por cuidados clínicos, acompanhamento nutricional e alimentação regrada. À noite, ele cursa Educação Física, motivado pelo desejo de, no futuro, auxiliar outros surdos a ingressarem no esporte e a levarem a bandeira do Brasil ao mundo.

Apesar do apoio parcial recebido como bolsista, os custos da participação no mundial, passagens aéreas, hospedagem, alimentação, uniforme e taxas, ficam sob responsabilidade da família. A viagem até Tóquio terá 29 horas de duração e exige um planejamento minucioso. Para viabilizar a ida, estão sendo organizados eventos em Canela e Caxias do Sul, além da busca por patrocinadores.

“Pedimos encarecidamente que Canela, sua cidade natal, e Caxias do Sul, sua cidade atual, se mobilizem. Essa é uma conquista que vai muito além do esporte, é um exemplo de superação e de orgulho para todos nós”, reforça Rafaela.

A família acredita que esta é apenas a primeira de muitas conquistas na carreira do jovem atleta. Determinado, Keuryn segue treinando e se preparando para representar o Brasil em Tóquio, com o sonho de inspirar outros surdos a acreditarem no esporte como ferramenta de transformação.

Como ajudar

  • Quem quiser apoiar a viagem pode contribuir pela vaquinha online: vakinha.com.br/5676681.
  • Também é possível colaborar via PIX, pelo CPF 020.390.460-54 ou pelo e-mail [email protected].
  • Em Canela, no dia 13 de setembro, às 19h30, acontece um almoço beneficente na sede Leodoro de Azevedo. O cardápio inclui massa, galeto, maionese e salada verde. Os ingressos custam R$ 50 para adultos e R$ 25 para crianças de 5 a 12 anos, com reservas pelo WhatsApp (54) 9 9901-2966.

Expositores de Canela se destacam na Expointer com produtos artesanais e inovação

Tiago Manique

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CANELA – A 48ª edição da Expointer, realizada no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, mais uma vez serve como vitrine para o talento, a dedicação e a inovação dos produtores da agricultura familiar. Entre os destaques deste ano estão três agroindústrias do município de Canela, que trouxeram à feira o sabor autêntico da Serra Gaúcha, aliado à criatividade e ao empreendedorismo típico do campo.

Um exemplo é o Sítio das Goiabeiras, comandado por Estevão Lopes Biz e sua esposa Clair, que há mais de sete anos participam da feira pelo estado – com exceção do ano de 2020, por conta da pandemia. A agroindústria familiar produz cerca de 95% de tudo o que comercializa: frutas, pimentas, biscoitos e produtos cristalizados. A cada feira, fazem questão de lançar um ou dois novos sabores. Na Expointer deste ano, os visitantes foram surpreendidos com delícias como “laranjinha quincã com hibisco de jardim e alecrim” e “limão siciliano com pétalas de três-marias”.

Além dos sabores exóticos e artesanais, o Sítio das Goiabeiras também busca atender demandas específicas dos consumidores, como opções sem glúten, sem lactose e com baixo teor de açúcar, voltadas especialmente para diabéticos e pessoas com restrições alimentares. “Estamos sempre tentando inovar, mesmo com uma estrutura pequena – somos só eu, minha esposa e um sobrinho que ajuda na lavoura e na poda. Mas fazemos tudo com carinho e queremos manter esse contato com o público, que é o que nos move”, afirma Estevão.

Sítio das Goiabeiras, comandado por Estevão Lopes Biz e sua esposa Clair

Outro exemplo de dedicação vem da Queijaria Alvorada Missioneira, de Vanderlei Kaefer. Pela quarta vez participando da Expointer, Vanderlei destaca o orgulho de estar presente em um evento dessa magnitude. “Além da comercialização, a feira é uma excelente oportunidade de fechar parcerias. Dos nossos sete parceiros em Porto Alegre, seis surgiram de contatos feitos aqui na Expointer”, revela.

Com produção própria de queijos, leites e derivados e com uma administração familiar dividida entre loja e fábrica, a Queijaria conta com uma equipe de colaboradores experientes, alguns com mais de oito anos de casa. Segundo Vanderlei, um dos grandes desafios é justamente equilibrar a vida no campo com as exigências do mercado. “É preciso que o agricultor se transforme também em empresário. E essa transição nem sempre é fácil. A gente acorda pensando em plantar, colher… e não em gerir. Mas é isso que a Expointer exige: preparo, estratégia e paixão pelo que se faz.”

Queijaria Alvorada Missioneira destaca as parcerias realizadas durante a feira

Estreante na Expointer, a agroindústria Canela Sabor Rural de Valtair Carlos Schillreff, levou para o seu estande no Parque Assis Brasil, em Esteio farináceos em geral, massas frescas, pães, cucas além das bolachas coloniais. Satisfeito com as vendas, o produtor mencionou que além da comercialização a exposição é válida para troca de experiência e divulgar os produtos.

Canela Sabor Rural está estreando na Expointer com destaque para os biscoitos coloniais

“Primeiro ano de exposição aqui no parque, as vendas estão fluindo como esperávamos, já havíamos conversado com expositores mais antigos e estávamos com as expectativas bem elevadas volume de vendas bem bom, além de termos a experiência de trazer os produtos coloniais da cidade de Canela. A Expointer sendo a maior feira agropecuária da América Latina também é a maior vitrine para nosso produto”, disse ele, destacando os biscoitos coloniais de natal, entre outros, além do sucesso de vendas que está sendo o biscoito de gengibre. A 48ª Expointer segue até o próximo domingo (7), celebrando a união entre tradição, inovação e o protagonismo dos agricultores.

Ginásio municipal: comunidade esportiva e lideranças divergem sobre a decisão

Leonardo Santos

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CANELA – A Câmara de Vereadores aprovou, na sessão de segunda-feira (1º), o projeto de lei que autoriza o Executivo a alterar o endereço originalmente cogitado para a construção do ginásio municipal. Na prática, a Prefeitura está autorizada a deslocar a obra da área conhecida como Celulose para o bairro Canelinha — especificamente às margens da avenida Cônego João Marchesi, ao lado do posto de saúde do Canelinha. A reportagem do Jornal Integração ouviu o prefeito Gilberto Cezar, o ex-prefeito Constantino Orsolin e desportistas que acompanham o tema há anos, com opiniões divergentes sobre a melhor localização. Segundo o Município, há cerca de R$ 9 milhões reservados para a obra, provenientes da contrapartida da Corsan.

A mudança agora chancelada pelo Legislativo aciona uma nova etapa de planejamento: estudos de viabilidade no novo endereço, abertura de uma rua de acesso, definição do projeto executivo e, mais adiante, os trâmites de licitação. O assunto, entretanto, permanece em debate público, especialmente quanto a critérios como centralidade, acesso viário, disponibilidade de estacionamento, impacto no entorno e a relação do equipamento com outros serviços públicos e espaços de convivência.

O que diz o prefeito Gilberto Cezar

Durante a apuração desta reportagem, o Jornal Integração consultou o prefeito Gilberto Cezar acerca da decisão e recebeu a seguinte manifestação, reproduzida integralmente:

“Tomamos essa medida responsável, com seriedade para poder fazer a obra. Pois mesmo sem ter projeto algum licenciado ou aprovado pra uma licitação, governo anterior falava em fazer no bairro Celulose, porém o ginásio teve seu local reavaliado após estudos técnicos que apontaram limitações que inviabilizariam a obra, pois na Celulose o terreno foi adquirido por meio de recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação (Fundeb). Com a mudança, a Prefeitura já conduz estudos de impacto no bairro Canelinha. Agora após a aprovação da lei de nossa autoria, com estudos e projetos para licenciamento, teremos enfim um projeto de verdade para poder fazer o tão sonhado Ginásio. Esse espaço irá garantir um lugar adequado para prática do esporte, para qualidade de vida e lazer da nossa comunidade. Tivemos que fazer um grande esforço orçamentário para poder manter estes recursos oriundos da Corsan para o esporte, pois frente ao déficit deixado pelo governo anterior foi quase impossível.”

A fala do chefe do Executivo combina três aspectos: (1) o entendimento de que, na Celulose, haveria entraves de natureza técnica e de vinculação de recursos (Fundeb) que complicariam a execução da obra; (2) a abertura de frente de estudos e licenciamento no Canelinha, agora respaldada por lei; e (3) a preservação dos recursos reservados para o investimento, em cenário fiscal descrito como desafiador.

Ainda, o prefeito apontou que a intenção é construir um ginásio com 1.500 lugares. O local também deverá receber a Academia Municipal.

O que diz o ex-prefeito Constantino Orsolin

A reportagem também consultou o ex-prefeito Constantino Orsolin, mandatário antes de Gilberto, responsável pela desapropriação da área da Celulose. Ele destacou que havia um projeto mais amplo previsto para o local, envolvendo não apenas o ginásio, mas um centro poliesportivo e cultural de grande porte.

“Na Celulose, até porque houve audiência pública e votação. Além do mais o nosso projeto é muito mais amplo, junto com o ginásio: campo de futebol, pistas de caminhada e atletismo, mais cinco quadras esportivas, praças, banheiros e vestiários, piscina térmica, recuperação do prédio antigo para a área cultural. Esta área foi desapropriada por mim para ser um centro de referência dos esportes e cultura. Deixamos R$ 9 milhões e hoje, com os juros, está em R$ 10 milhões.”

Constantino ainda afirmou que, para o ginásio sair na Celulose, é “só querer”. Ressaltou também que torce para que o projeto se concretize independentemente do local escolhido, por entender que a comunidade aguarda há anos por um equipamento esportivo de grande porte.

O que dizem os desportistas

A reportagem também ouviu praticantes e incentivadores do esporte local — pessoas que acompanham a pauta do ginásio há anos e que trouxeram, a partir de vivências distintas, pontos fortes e fragilidades percebidas nas alternativas estudadas. As manifestações a seguir são apresentadas na íntegra, tal como foram enviadas à reportagem.

Hélio Echer

“Teria que ser central… no caso, onde está localizado o Centro de Feiras ou no Parque do Lago, pois tem um espaço amplo e estacionamento. E sim, depois a Celulose. E onde foi dito que vai ser (Canelinha), sou totalmente contra. Mas, na nossa política, a nossa opinião é a que menos importa.”

Rudimar Carasai (Rudão)

“Ao meu ver, nem Celulose nem Canelinha. Acho que teria que ser em um lugar mais centralizado. Acho que no Parque do Lago seria ideal: perto de tudo, com estacionamento amplo, tem hospital perto, delegacia, mercado, padaria. Ou mesmo no Centro de Feiras. Hoje, para quem mora no Canelinha, fica longe no Carlinhos da Vila (Santa Marta), amanhã (quando for no Canelinha), vai ficar longe para quem mora na Vila.”

Jeferson Machado

“Cara, na minha humilde opinião, o lugar mais próprio pro ginásio hoje, com certeza, é a Celulose, devido ao espaço e principalmente porque sairia dos bairros.”

Jair Assmann

“Como eu conheço toda a história e sei da área onde ia ser feito o ginásio, ou que poderia ser feito o ginásio, na Celulose, não teria como ser feito, cara. A infraestrutura é pequena, o acesso é pequeno, é uma área da educação, tem que ser feita uma compensação para usar aquela área ali. O melhor lugar… já devia ter sido feito esse ginásio ali atrás do Postão. A maior área ali é do município, não tem que ser feita compensação financeira. Quanto antes começar, melhor é para a galera do esporte. Ali tem opções de ampliar depois. A área é bem maior, bem mais fácil o acesso e estacionamento. Acredito que, pela primeira vez, vai sair, vai andar o ginásio agora. Já tem a verba e local. O que falta é só começar a licitar o projeto e dar andamento. Acredito que foi acertado o local (escolhido), pela primeira vez.”

Maurício Nogueira (Balu)

“A minha expectativa, e o que eu achava, era que ia ser na Celulose pelo espaço. Acho melhor ali, uma opinião minha, né, até para aproveitar aquele espaço todo: o campo, a estrutura e tudo ali que dá para ser aproveitado. Revitalizar aquele pavilhão que é histórico. Desde criança, nesse tempo da Trombini, ali, frequentava, isso foi um monumento histórico. Manter isso ali e, nisso, aproveitar para fazer praça para as crianças, trazer um futuro esportivo, alguma coisa interessante ali. A gente vê a cidade vizinha [Gramado], cada bairro fazendo coisas atrativas para as crianças, para as famílias sentarem e tomarem um chimarrão, tá tudo ali. Isso tem espaço para tudo isso aí, é só querer fazer. Acho que Canela tem como fazer. Então, o espaço já está ali. Está meio caminho andado.”

O que muda com a lei aprovada

Com a aprovação legislativa, a Prefeitura de Canela passa a ter respaldo para concluir estudos de impacto no bairro Canelinha, detalhar projetos para licenciamento ambiental e urbanístico, e, com base neles, formatar o projeto executivo. A partir daí, o passo seguinte é a abertura do processo licitatório para execução da obra, observando a legislação de compras públicas.

Em paralelo, a gestão diz ter preservado aproximadamente R$ 9 milhões oriundos da contrapartida da Corsan para o esporte. O valor funciona como alicerce financeiro inicial, mas a definição do escopo — dimensões do ginásio, número de quadras, arquibancadas, salas de apoio, estacionamento, acessibilidade universal, eficiência energética e demais itens — é que apontará o custo total e a eventual necessidade de complementações orçamentárias.

Julgamento Bolsonaro

Coluna publicada no dia 03/09.

Cláudio Scherer

Ontem assistindo o julgamento do Bolsonaro, vejam na foto, o comentário de um dos articulistas do canal, sobre o que disse um ex-assessor do Xandão. Gravíssimo, mas ninguém faz nada.

Anistia

Enquanto isso, as manchetes dos principais portais de notícias hoje são: Apoia a anistia cresce na Câmara (CNN); Projeto de lei da anistia voa na Câmara (G1). E o Lula disse: “Se for inocente, prove”. Ele não conseguiu na época.

A Rua Coberta

A Rua Coberta, há tempos, deixou de ser apenas uma rua. Hoje, é dominada por empreendimentos gastronômicos que ocupam praticamente todo o espaço. Se essa ocupação intensa é acertada ou não, só o tempo dirá. Por ora, o movimento é bom e os negócios estão vendendo bem.

Ainda é um ponto de atração para turistas que buscam comer e beber em um ambiente central e protegido. Mas até quando isso vai durar é a grande questão. A verdade é que, isoladamente, o espaço já não encanta como antes — a estrutura está visivelmente desgastada e carece de renovação.

É um alerta para os investidores e gestores do local: manter o apelo turístico exige mais do que bons restaurantes. É preciso cuidar da estética, da experiência e da identidade do espaço. Resta um pequeno corredor e um cantinho lá perto da Garibaldi para montar um palco, que obviamente fica ofuscado. Se por um lado o Desfile volta a rua, outro espaço está se perdendo. O Prefeito tornou o local numa espécie de centro de eventos, mas não resta espaço algum, quase nem para os pedestres irem e virem.

Perguntinha

Quantos mate dá pra tomar por dia?

O ginásio

Coluna publicada no dia 03/09.

Não foi só no papel, nas sessões da Câmara ou no protocolo da Prefeitura que o assunto do Ginásio Municipal apareceu. Eu mesmo conversei com várias pessoas, além das que estão na matéria desta edição do jornal. Liguei, recebi ligação — inclusive do ex-prefeito Constantino Orsolin, que fez questão de falar diretamente sobre isso. O tema mexe, cutuca, gera expectativa e certa frustração. O ginásio virou quase uma novela daquelas que parecem que nunca vão terminar.

O que todo mundo diz no fim

E aí tem um ponto curioso: cada um tem sua opinião sobre onde deveria ser construído. Celulose, Parque do Lago, Centro de Feiras, Canelinha. O mapa da cidade virou um tabuleiro de possibilidades. Mas no fim, quando a conversa se acalma, todos concordam numa coisa só: querem é que o ginásio saia. O lugar até divide, mas a ausência da obra une. Não é pouca coisa.

A política

Em meio a essas conversas, ouvi muito — e de gente que não aparece nas citações da matéria — que o ginásio só vai mesmo sair do papel se o prefeito Gilberto Cezar emplacar mais uma candidatura. Como se a obra dependesse não só de recurso, projeto ou licitação, mas também de continuidade política. Eu, particularmente, acho que dessa vez vai sair sim. Com ou sem nova candidatura, a Prefeitura tem dinheiro, local definido e agora a lei aprovada.

Esporte sem secretaria

Outra fala que escutei, repetida em tons diferentes, é que o esporte só vai andar em Canela quando tiver o peso de uma secretaria própria. Hoje é tratado como apêndice, meio de canto, e o ginásio acaba simbolizando isso: muita vontade, pouca prioridade. É quase um retrato da cidade que respira futebol amador, escolinhas, vôlei, futsal, mas não tem ainda a estrutura que deveria ter para sustentar tudo isso.

O “só querer”

Constantino Orsolin foi direto comigo: para o ginásio sair na Celulose era “só querer”. E nessa frase tem muito escondido. O “só querer” é ao mesmo tempo cobrança e uma leve provocaçãozinha. Mudar dali soa, para ele, como birra do governo atual. Tirando a parte política, eu acredito que, realmente, daria pra fazer na Celulose. Mas, eu acho que não é birra.

Entre birra e legado

Não construir na Celulose, para os que cercam o ex-prefeito, é quase um jeito de não dar continuidade ao que Orsolin tinha planejado. E, no meio disso, quem perde é a comunidade? Eu acho que não. Nesse caso, pensar em um local mais apropriado é pensar na comunidade. Quem lê a coluna sabe: eu acredito que o projeto no Canelinha será melhor do que seria na Celulose. Apesar de, o legado de um prefeito, às vezes, ser visto como obstáculo pelo sucessor, não é o caso de Gilberto sobre o ginásio. A convicção dele, me parece, que é uma visão mais ampla sobre o que cerca o esporte, além do ginásio. Eu acho que não sairá só um ginásio ali, coisas bem maiores virão.

E agora?

O local está definido: será no Canelinha. O prefeito Gilberto fala em projeto verdadeiro, licenciamento, recursos preservados da Corsan. Os desportistas dividem opiniões, Orsolin faria na Celulose, a Câmara autorizou no Canelinha. Mas o que importa de verdade é que a cidade está cansada de promessa. O ginásio precisa sair, e sair logo. Porque Canela não pode continuar esperando indefinidamente por algo que já poderia estar pronto há muito tempo.

Canela lança Startup Lab para empresas locais

CANELA – Empresas e empresários de Canela têm até o dia 8 de setembro para se inscrever no Startup Lab, programa que busca conectar os desafios do setor produtivo com soluções desenvolvidas por startups e instituições acadêmicas de todo o Brasil.

A iniciativa é promovida pela Prefeitura de Canela, por meio do Centro Integrado de Desenvolvimento e Inovação de Canela, em parceria com a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Governo do Estado (SICT), e conta com apoio da Associação Comercial e Industrial de Canela (Acic).

Podem participar pequenas, médias e grandes empresas interessadas em adotar práticas de inovação aberta, ampliando competitividade e eficiência. As inscrições devem ser realizadas por este link.

“O programa é gratuito e as empresas interessadas em participar poderão apresentar suas dores e desafios internos, abrindo suas portas para startups, que poderão propor soluções. É uma ação pensada justamente para fomentar e apoiar empresas e empresários locais, ouvir e gerar oportunidades reais para os negócios”, destaca Gilberto Cezar, prefeito de Canela.

PROGRAMAÇÃO

Os encontros ocorrerão sempre às 17 horas, no Cidica, localizado na Rua São Francisco, 199, bairro Boeira:

11/09/2025 – Ativação e Adesão: mobilização, apresentação do programa pelo Governo do Estado e cases de sucesso;

25/09/2025 – Workshop de Mapeamento;

13/11/2025 (prevista) – Aproximação: pitch day e rodadas de negócios com startups.

Canela inicia programação do Setembro Amarelo 2025

CANELA – A Prefeitura de Canela, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está realizando uma ampla programação alusiva ao Setembro Amarelo: mês de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Em 2025, o Centro de Valorização da Vida (CVV), apresenta a campanha com o tema “Conversar pode mudar vidas”.

SOBRE O SETEMBRO AMARELO

Setembro Amarelo é um movimento, uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Idealizada ainda no final de 2014 por diversas entidades, entre elas o CVV, teve sua primeira edição em 2015. A cor “amarela” é usada mundialmente como referência direta ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, comemorado em 10 de setembro.

DICAS PARA CUIDAR DA SAÚDE MENTAL

Conforme especialistas, entre as estratégias e práticas eficazes para melhorar a saúde mental, está a prática de exercício que libera endorfinas, hormônios que ajudam a melhorar o humor e reduzir o estresse. Por isso, priorizar o autocuidado, reservando tempo para atividades que proporcionem prazer e relaxamento, como hobbies, exercícios físicos, meditação ou momentos de lazer, são fundamentais para uma boa saúde mental, além de outros hábitos. Confira algumas dicas essenciais:

– Adote uma alimentação saudável: Uma alimentação balanceada, rica em vegetais, frutas, grãos integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis, fornece os nutrientes essenciais para o cérebro funcionar bem.

– Tenha boas noites de sono: Dormir o suficiente e com qualidade é fundamental para a saúde mental. É durante o sono que o organismo se recupera do estresse diário e faz ajustes essenciais no cérebro, consolidando memórias e regulando emoções.

– Pratique exercícios físicos regularmente: A atividade física é uma das práticas mais simples e eficazes para melhorar a saúde mental. Exercitar-se libera neurotransmissores e hormônios do bem-estar (como endorfinas e serotonina) que atuam diretamente no humor, reduzindo o estresse e a ansiedade.

– Experimente meditação e técnicas de mindfulness: Meditação, mindfulness (atenção plena) e outras técnicas de relaxamento mental são práticas simples que trazem grandes benefícios para a saúde emocional.

– Cultive conexões sociais e apoio emocional: Relacionamentos saudáveis são um ingrediente essencial para a saúde mental. Reservar tempo para conviver com família, amigos e comunidade traz um senso de pertencimento, apoio e propósito que nos ajuda a enfrentar melhor o estresse.

– Pratique a gratidão e o pensamento positivo: Pode parecer simples, mas adotar uma atitude de gratidão no dia a dia traz benefícios reais e mensuráveis para a saúde mental. A ideia não é ignorar problemas e, sim, dedicar alguns minutos para reconhecer coisas boas (por mais simples que sejam) e valorizar aspectos positivos da vida.

– Evite o abuso de álcool e outras substâncias: Cuidar da saúde mental também envolve evitar hábitos que possam prejudicá-la, e aqui entra o alerta sobre álcool e drogas. O consumo exagerado de álcool pode ter efeitos nocivos sobre o equilíbrio emocional.

ACADEMIA MUNICIPAL

Atualmente, a Academia Municipal de Canela, atende um público de 18 a 89 anos, que são encaminhados pelos profissionais de saúde do SUS. De acordo com um levantamento realizado em 2024, a maioria dos atendimentos ocorrem em pessoas com doenças como ansiedade e depressão, reforçando a importância da atividade física para melhorar a saúde mental. Conforme os profissionais, os treinos são individualizados e acontecem duas vezes por semana em dias alternados. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (54) 3282-5108 ou pelo Whatsapp: (54) 9 9125-8462. O serviço é totalmente gratuito à população e ofertado somente por encaminhamento.

CONTATOS DOS SERVIÇOS DE SAÚDE MENTAL EM CANELA

Caps: Rua São Francisco, nº 180, Canela · Horário de atendimento: 7h às 17h. Telefones: (54) 3282 5159 / (54) 9 9112-8691 (WhatsApp). E-mail: [email protected]

UBSs:  São Luiz: 3282-5115; Canelinha: 3282-5116; Santa Marta: 3282-5112; Leodoro: 3282-5117 e Central: 3282-5119.

CVV: telefone 188 ou pelo site: www.cvv.org.br

Acesse aqui a programação completa do Setembro Amarelo no município.

Mais de 200 jovens participam da seleção militar em Canela

CANELA – Após o encerramento do prazo de alistamento em 30 de junho de 2025, a fase de seleção geral para o serviço militar obrigatório foi realizada entre os dias 27 e 29 de agosto, na sede da Junta de Serviço de Militar de Canela, anexada ao Centro Integrado de Desenvolvimento e Inovação de Canela (Cidica).

Conforme o secretário da Junta de Serviço Militar, Tiago Scain, 246 jovens participaram das avaliações médicas, testes físicos e entrevistas. Aqueles que forem aprovados seguirão para as etapas complementares, com a incorporação prevista para o primeiro semestre de 2026.

A Comissão de Seleção foi realizada pelo 10º Batalhão Logístico do Exército, sendo composta por 12 militares, incluindo entrevistadores, médicos e dentistas. Sob o comando do Capitão Paulo Ricardo Marques do Carmo, a equipe forneceu orientações e esclareceu dúvidas aos jovens.

Os jovens convocados que não compareceram na data agendada devem procurar a Junta de Serviço Militar o mais breve possível para regularizar sua situação e evitar débitos com o serviço militar. Para aqueles nascidos em 2007 ou anos anteriores que não se alistaram, o departamento informa que o alistamento continua durante todo o ano, mas com a cobrança de multa por atraso.

A Junta de Serviço Militar de Canela fica na Rua São Francisco, 199. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e das 13h às 16h30. Para esclarecer dúvidas, você pode ligar para o telefone (54) 3282-5156 ou acessar o site oficial do Exército: alistamento.eb.mil.br.

Por que não municipalizar o estacionamento rotativo?

Coluna publicada no dia 03/09.

Tiago Manique

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Em tempos em que se discute com cada vez mais intensidade, a qualidade da gestão pública e o papel do setor privado em serviços essenciais, vale levantar uma questão que toca diretamente o cotidiano da população e o caixa das Prefeituras: o estacionamento rotativo. Tanto em Canela quanto em Gramado, o sistema de estacionamento rotativo é explorado por uma empresa privada, por meio de concessões firmadas com os municípios. A empresa administra os espaços públicos destinados ao estacionamento, lucra com a cobrança aos usuários e repassa uma pequena parte da arrecadação aos cofres públicos. Mas é justamente aí que devemos parar e refletir: por que apenas uma parte? Por que não municipalizar esse serviço e garantir que a maior parte dos recursos fique com o povo?

Lucro privado x interesse público

É evidente que empresas privadas visam o lucro — e não há nada de errado nisso. No entanto, serviços públicos não devem ter o lucro como prioridade, e sim o atendimento às necessidades da população. Quando uma empresa assume um serviço público, como o estacionamento rotativo, ela não o faz por amor à cidade ou por se importar com os moradores. Ela o faz porque há retorno financeiro.

Retorno público

Em contrapartida, o setor público não é um banco, nem deve agir como uma empresa. Sua função é cuidar das pessoas, investir em infraestrutura, saúde, educação e qualidade de vida e sim atender a demanda da população.

Municipalizar: mais eficiência e mais retorno social

A municipalização do estacionamento rotativo não exigiria grandes investimentos. O sistema já está estruturado. Seria necessário apenas contar com uma equipe de colaboradores municipais — o que, perto da receita gerada, representa um custo relativamente baixo. Com isso, praticamente 100% da arrecadação poderia ser revertida para o município. Além disso, uma gestão pública direta do sistema traria maior transparência e controle social. A arrecadação deixaria de ser um lucro para poucos e se tornaria um benefício para todos.

Um exemplo que merece ser ampliado

Há poucos casos positivos de concessões que realmente beneficiaram Canela e Gramado. Um exemplo que pode ser citado é o da Estação Campos de Canella, que trouxe revitalização e movimento ao centro histórico. Mas esse é um ponto fora da curva. O caso do estacionamento rotativo mostra exatamente o oposto: muito se arrecada, pouco retorna para o povo.

Um chamado à reflexão

Este é um debate que precisa chegar às Câmaras de Vereadores e às Prefeituras de Canela e Gramado. A municipalização do estacionamento rotativo é uma pauta legítima. Não se trata de ser contra a iniciativa privada, mas de colocar os interesses da população em primeiro lugar. Afinal, cidades como as nossas, que recebem milhões de turistas por ano e movimentam a economia regional, precisam transformar essa riqueza em qualidade de vida para quem vive aqui todos os dias. E isso só será possível quando o dinheiro público — inclusive aquele vindo de serviços como o estacionamento — for tratado com a responsabilidade que ele merece.

Exemplos concretos

Já citei aqui neste espaço de exemplos de privatizações e concessões, na maioria que deram errado ou não estão satisfazendo a população. Pontuo casos da energia elétrica e mais recentemente a Aegea/Corsan. Estas são as mais evidentes. Mas temos perdas irreparáveis como por exemplo o Parque do Caracol que por decisão da antiga gestão da Prefeitura de Canela, decidiram por não assumir o espaço perdendo uma importante fonte de renda.

Setembro de festas

Para nós gaúchos o mês de setembro é de festança. Estamos na Semana da Pátria onde estão ocorrendo algumas comemorações e as preparações principalmente das escolas para o Desfile Cívico programado para ocorrer domingo (7). Mas assim que ocorrer o encerramento dos desfiles em Canela e Gramado, a chama crioula vai clarear por estes rincões para dar início a Semana Farroupilha, que se findará somente no dia 20.

Gramado inicia construção do pórtico de acesso ao Parque da Gruta

GRAMADO – O Projeto Parques Naturais de Gramado, realizado pela Secretaria de Meio Ambiente (SMMA), segue avançando. A construção do pórtico de acesso ao Parque Natural da Gruta, no bairro Carniel, é um exemplo disso. A obra representa um passo significativo para a requalificação da área e marca o início da estruturação do espaço, que passará a abrigar trilhas ecológicas e ações voltadas à educação ambiental.

A iniciativa atende a um dos objetivos estabelecidos nas ações previstos do Programa Parques Naturais, lançado em junho deste ano, e integra os esforços da SMMA para promover o uso consciente e sustentável do espaço, preservando seus recursos naturais e oferecendo novas opções de lazer e aprendizado para a comunidade, integradas aos ecossistemas locais.

Segundo a secretária do Meio Ambiente, Cristiane Bandeira, o objetivo é transformar a área de 7,5 hectares correspondente ao Parque Natural da Gruta em um local que promove atividades de ecoturismo, conservação e educação ambiental. “Para isso, estão previstas a implantação de trilhas e espaços para atividades e ações voltadas para preservação do ambiente e da qualidade de vida dos cidadãos, objetivando o desenvolvimento sustentável”, afirma.

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