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Mísia Hoerlle de Castilhos Pimel

ENTREVISTA PUBLICADA NO JI EM 25.09.2020

Quem é ela?                                                     

Mísia Hoerlle de Castilhos Pimel

Diretora na Escola Municipal de Educação Infantil Paulina Benetti, de Gramado.

Como se define?

Responsável, sonhadora, guerreira, com um enorme coração e uma grande vontade de aprender e vencer na vida!

RELATO PESSOAL:

Mísia é natural de Gramado e nasceu em 13 de Julho de 1985. É filha de Moacir Braga de Castilhos e de Ione Hoerlle de Castilhos e tem três irmãos: Ismael, Moisés e Yoseph.

Sua trajetória escolar iniciou na Escola Santos Dumont, onde permaneceu até a conclusão do Ensino Médio e, dando sequência aos estudos, cursou Pedagogia, iniciando na UNISINOS e concluindo na UNOPAR Gramado. Também é Pós-Graduada em Gestão Escolar pela Faculdade UNINA/São Braz.

Mísia mora em Gramado, é casada com Luís Francisco Pimel e eles têm dois filhos: Rebeca de 12 anos e José Luís com 4 anos.

Seu sonho de menina e o que marcou sua infância?

Desde pequena gostava de brincar de professora, reunia os vizinhos, os amigos e dava “aulinha” para eles, também gostava de brincar de escritório, tinha uma máquina de escrever, eu digitava, amava fingir que estava escrevendo textos, assinava papéis, carimbava, atendia telefone, me sentia importante fazendo aquilo. Sempre fui muito responsável, ajudei a cuidar dos meus dois irmãos mais novos, em períodos que minha mãe precisou trabalhar fora (naquele tempo, quase não se levava as crianças para “creche”); aprendi com 12 anos a cozinhar, a fazer as tarefas da casa e sempre fiz com alegria, estudava, brincava muito na rua, tendo três irmãos meninos e sendo a única menina da casa acabava brincando com eles, de pega-pega, jogava futebol, andava de carrinho de rolimã, subia em árvores, ia tomar banho de cachoeira na Linha 28… nós voltávamos para casa quase ao anoitecer, sujos de tanto brincar e cansados, não tinha Internet, televisão quase não se via, dormíamos cedo, após o banho e o jantar e, no outro dia, acordávamos dispostos, prontos para mais um dia de aventuras… que tempo bom!

RELATO PROFISSIONAL:

Quando e como você descobriu que tinha vocação para ser uma líder, uma administradora?

Quando chegou o momento de escolher uma profissão. Lembro que pedi a Deus uma direção, desde pequena sempre tive um relacionamento de intimidade com Deus, eu já pensava em ser professora, precisava de uma confirmação, queria cumprir meu propósito, fazer a diferença na profissão que eu fosse exercer. Lembro que, na semana de inscrição para o vestibular, sonhei que com minha profissão teria a possibilidade de contribuir na formação do caráter das crianças e acordei com a certeza em meu coração que estava no caminho certo. Iniciei o trabalho em de sala de aula, almejando um dia poder estar na Gestão da escola, cumprir meus objetivos e fazer a diferença na vida das crianças.

O início de tudo

Iniciei minha carreira profissional aos 19 anos, trabalhando como estagiária na Escola de Educação Infantil Branca de Neve 2, hoje chamada Jardim Encantado. Lembro que trabalhava de manhã bem cedo e, à noite, viajava até a UNISINOS para estudar; chegava em casa tarde da noite e, no dia seguinte, seguia a rotina, assim foram meus primeiros três anos de aprendizado como Educadora Infantil. Então, conheci meu esposo, casei, parei os estudos e, neste período, fui secretária no Colégio Santos Dumont; durante quatro anos, conciliando família, trabalho e estudos, consegui concluir a faculdade e, no ano de 2014, assumi o concurso municipal, trabalhando em algumas escolinhas até chegar ao meu alvo, minha escola do coração, a EMEI Paulina Benetti.

Os seus maiores desafios:

Minha mãe sempre dizia “não casa sem antes terminar os estudos”, mas não teve jeito, o coração falou mais alto e um dos grandes desafios foi trabalhar fora, cuidar da família, da casa e deixar minha filha pequena para estudar à noite. Quando somos solteiros, estudar é bem mais fácil, não temos tantas responsabilidades… sempre digo que, quando alguém comenta que temos sorte, na verdade não sabe tudo o que passamos para chegar onde estamos hoje. Assumi a direção da escola esse ano, junto com minha vice (que me ajuda muito), cheia de ideias e expectativas, querendo colocar todos os planos em prática e, com apenas dois meses de gestão, tudo parou, veio a pandemia, tive que aprender a gerir a escola de uma forma diferente, sem as crianças e sem a equipe de forma presencial, com reuniões online, grupos de WhatsApp, gravações de vídeo e, assim, precisamos nos reinventar desde então.

A responsabilidade:

Uma Liderança com envolvimento: acredito que ser um gestor vai muito além de estar apenas dentro de sua sala, atrás de sua mesa, distante e inacessível a sua comunidade, pelo contrário, além de cumprir as demandas burocráticas, ele deve ser acessível e se relacionar com essa comunidade, ter interesse em saber a opinião dos integrantes desse contexto e valorizá-los. Estar consciente de que presença e proximidade são meios de perceber as necessidades de forma mais profunda e ser, assim, um agente de transformação.

Como você consegue conciliar a vida pessoal com a profissional?

Estou em constante aprendizado, quando estou em casa procuro me desligar do serviço, me ocupar com as tarefas do lar, fazer um almoço gostoso para a família, sentar à mesa e conversar, ouvir, aconselhar, assistir um filme juntos, ter tempo de qualidade. Quando estou no serviço, foco e concentração no que precisa ser feito, responsabilidade… mas, nem sempre é fácil, às vezes me pego respondendo mensagens no celular tarde da noite e aí, logo meus filhos reclamam, “mãe, não é hora de trabalhar”. É preciso saber que cada coisa tem seu tempo e seu lugar.

Suas maiores conquistas:

Conhecer a Deus e poder chamá-lo de Pai, contar tudo a Ele e poder contar com Ele, saber que Ele se alegra com as minhas conquistas. Meu Lar… amo a família que formei, meu esposo e meus filhos são minha base, ao chegar em casa, já no portão, minha cachorrinha vem correndo me receber pulando, os gatos vem na porta, as crianças correm felizes para me abraçar, poder tomar um chimarrão com meu esposo, contar como foi meu dia, fazer planos para o futuro, é um sentimento maravilhoso. Minha profissão… pois me sinto realizada por conseguir alcançar meus objetivos, realizar meu sonho, eu trabalho feliz, amo o que faço, tenho uma equipe maravilhosa com quem posso contar, que pega junto. Maturidade… aprendi muito em todos os lugares pelos quais passei, com todas as pessoas que convivi e continuo aprendendo e evoluindo.

Sua mensagem:

Não existe sorte, existe a oportunidade e precisamos nos capacitar para quando a oportunidade chegar estarmos preparados para assumir. A vida é um constante aprendizado, não podemos parar… tenham metas, sonhem alto, lutem pelos seus ideais, por aquilo que acreditam, deixem sua marca na história, façam a diferença!

“Seja você a mudança que quer ver no mundo” Mahatma Gandhi

Rita Valentini Berti

ENTREVISTA PUBLICADA NO JI EM 18.06.2021

Quem é ela?

Rita Valentini Berti

Diretora da Villa Bertti

Como se define?

Uma mulher abençoada por Deus.

Feliz, realizada e grata por tudo que conquistei até hoje mas principalmente por quem me tornei, e isso me faz sonhar ainda mais e crer sempre que o melhor esta por vir.

RELATO PESSOAL:

RITA é natural de Canela. Nasceu em 19 de outubro de 1981. É filha de Francisco Valentini e de Ines Mary Valentini e tem 1 irmã: Denise Valentini.

Sua trajetória escolar iniciou na Escola Cenecista Visconde de Maua,onde concluiu o ensino médio e dando seqüência aos estudos cursou Turismo e Hotelaria pela UCS de Caxias do Sul.

Rita mora em Gramado, trabalha na Villa Bertti, é casada com Cristiano Berti e eles têm 3 filhos: Lorenzo de 10 anos, Enrico de 7, e Vicenzo de 5.

Seu sonho de menina e o que marcou sua infância?

Meu sonho de menina e adolescente sempre foi casar e ter filhos, construir uma grande família. Deus realizou esse meu sonho e além da minha expectativa, pois Deus sempre surpreende!

As minhas melhores memórias de infância são do tempo de qualidade em família. Nossas férias, viagens, foram momentos marcantes, pois sempre amei estar junto das pessoas mais importantes da minha vida, isso aprendi com meus pais que são minha inspiração.

Nossa família é o bem mais precioso e precisamos curtir ao máximo.

RELATO PESSOAL:

Vocação Profissional:

Quando e como você descobriu que tinha vocação para ser uma líder?

Descobri que tinha vocação de ser líder de verdade quando meus filhos nasceram. Creio que quando nascem os filhos, Deus faz despertar algo sobrenatural dentro de nós para cumprir esse maravilhoso papel de ser mãe. Com isso nasceu também uma líder, pois acredito muito na liderança através do exemplo, por inspiração e não por imposição. E nada melhor que os filhos, que a nossa família, para apreendermos e exercermos a liderança de forma verdadeira, pois esse é o maior legado que deixaremos, ter a graça de educar e formar filhos fortes emocionalmente e espiritualmente com o nosso exemplo.

O início de tudo:

Minha jornada profissional começou no antigo Hotel Cavalo Branco, hotel que era da minha família, mas trabalhar mesmo comecei quando casei, (o Cristiano me enganou rsrsrs), logo que casamos iniciei na Villa Bertti, em 2006, sempre fomos muito parceiros nos novos projetos, tão parceiros que realmente quando amamos o que fazemos não é trabalho, é prazer, e juntos aprendemos a enfrentar os desafios e superá-los, para nós viver juntos 24h por dia é o que potencializa tudo na nossa vida.

Hoje além dos projetos para a Villa temos vivido nosso maior proposito que é falar sobre fé e família, o que para nós é a verdadeira base de tudo e base para todo o sucesso!

Os seus maiores desafios:

A cada nova fase novos desafios. Se os desafios forem os mesmos de sempre, mesmos problemas, é sinal que paramos no tempo, algo que realmente tenho pavor é a tal da zona de conforto, inquieta de plantão preciso sempre realizar algo novo.

Como nossos filhos ainda são crianças entendo a minha responsabilidade como mãe e prioridade, é o tempo precioso e único de preparar eles para enfrentar o mundo, formando caráter, ensinando princípios e valores, ensinando sobre fé e a serem amigos de Deus, isso tenho certeza que é a base para eles crescerem em força e sabedoria.

Além disso, que já é um grande e o mais lindo desafio tenho outros projetos a lançar em breve, a expansão da Villa Bertti e outros projetos maravilhosos que são direcionados ao chamado de Deus, com base na fé e na família.

 A responsabilidade:

A minha maior responsabilidade é deixar um legado não para as pessoas mas sim nas pessoas. Para mim esta bem claro o sentido da vida, em primeiro lugar amar e servir a Deus, servindo e fazendo com excelência todas as coisas, começando pela minha família, depois equipe, clientes, e por aí vai. Desde casa até o trabalho, nosso sucesso está em ser solução, inspiração e criar experiências incríveis.

Enfim, como filha de Deus quero ser e fazer a diferença onde quer que eu esteja.

Como você consegue conciliar a vida pessoal com a profissional?

Definindo prioridades e organizando o tempo é possível se viver uma vida maravilhosa, profissionalmente fazendo o que se ama e cuidando do que é mais importante que é a família.

Como trabalho com o Cris, meu marido, pra nós fica mais fácil, aprendemos juntos, sonhamos, nos desafiamos, realizamos e nos divertimos juntos, para nós isso é perfeito. Quando abandonamos a desculpa da falta de tempo e nos organizamos a gente descobre que aquilo que realmente é importante vai ser bem cuidado, e assim é com nossos projetos, filhos e casamento.

Suas maiores conquistas:

O que mais vale da vida é quem nos TORNAMOS em quanto realizamos nossos sonhos. Quando olho para a minha vida o que mais me realiza é que a cada dia me torno uma pessoa melhor, com mais fé, mais coragem, acreditando mais na vida, nas pessoas e aproveitando o máximo a cada fase do que é mais precioso pra mim, do que mais me faz feliz, Deus e a minha família.

Sua mensagem:

Creio que as maiores transformações da nossa vida sempre vão acontecer de dentro para fora, primeiro em nós, depois em nossa casa e depois através do nosso trabalho, enfim….

Como diz Gandhi: Seja a mudança que quer ver no mundo.

Aprendi que antes de viver a vida que sonhei precisei me transformar e me tornar a pessoa que deveria ser. (Processo continuo) Sempre quis mudança mas nem sempre quis mudar, até que um dia me encontrei com o único que pode mudar a nossa vida de dentro para fora, Jesus, especialista em mudar nosso coração e mentalidade, me fez enxergar além das circunstancias, voltar a sonhar e a realizar, para resumir, descobri que tudo que eu precisava para ser feliz estava disponível para mim começando por Deus e tudo o mais que eu precisava era questão de querer, querer de verdade, lutar por, até conseguir. A mensagem que eu deixo é: Desistir jamais, fracassos acontecem durante a vida, deles e do passado tiramos os aprendizados, mas é preciso sempre viver o presente e sonhar com um futuro maravilhoso, para quem não desiste e faz sua  base em Deus nada é impossível.

Rita Daniela Oliveira de Souza

ENTREVISTA PUBLICADA NO JI EM 30.07.2021

Quem é ela?

Rita Daniela Oliveira de Souza

Diretora de Comunicação da Prefeitura de Canela

Como se define?

Sou capricorniana, amiga, parceira, profissional, mãe, confidente e atualmente resiliente, muitas em uma só. Essa multiplicidade no formato de uma é o que me define para os outros e para mim mesma. Para cada momento uma delas se mostra, abrindo espaço para todas se apresentarem. O momento e a situação determinarão qual se fará presente. Alguma deixará sua marca e me tornará diferente das demais, mas todas estarão em mim, para que siga um dia bem, outros nem tanto, mas seguindo e tentando viver.

RELATO PESSOAL:

Rita Souza é natural de Canela. Nasceu em 29 de dezembro de 1978. É filha de Luiz Auri de Souza (in memoriam ) e de Eliana Oliveira de Souza e tem três irmãos: Aloísio (Fejão), Sidnei e Gabriella.

Sua trajetória escolar iniciou na Escola Municipal Ernesto Dornelles, no bairro Boeira. Depois seguiu seus estudos na Escola Estadual de Educação Básica Neusa Mari Pacheco – CIEP, onde concluiu o ensino médio e, dando seqüência cursou Relações Públicas pela FACCAT, de Taquara.

Rita mora em Canela, e trabalha na Prefeitura Municipal de Canela e tem uma filha, Anne, de 19 anos.

Seu sonho de menina e o que marcou sua infância?

Quando eu era criança e vivia com meus pais, as coisas eram muito difíceis, meu pai trabalhava na fábrica de Celulose e Papel (Rio Jordão atualmente). Durante muito tempo moramos numa casa de duas peças, até meu pai conseguir comprar um terreno no Distrito Industrial, local onde resido até hoje.

Naquele tempo eu não sabia o que queria da vida, mas percebia que meu pai trabalhava muito para sustentar a nossa família. Porém, mesmo ele trabalhando muito, sempre tinha um sorriso em seus lábios e uma coragem imensa.

O que eu gostava mesmo era ir passar as férias nas casas de parentes na localidade de Muniz, interior de São Francisco de Paula, a viagem já era uma aventura em estrada de chão, se chovia então, virava festa para mim e meus dois irmãos. Naquela época não tínhamos carro, mas um amigo do meu pai (Osmar Pereira) era quase que nosso segundo pai, nos levava e buscava, sempre fazendo com que a nossa viagem fosse muito divertida.

Chegando na localidade do Muniz, brincávamos muito. Brincávamos de carrinho, nadávamos em açudes, brincávamos debaixo das árvores, corríamos atrás do gado e nos divertíamos com muitas brincadeiras daquela época. Ao anoitecer, por ser uma localidade muito distante, não tinha energia elétrica, então ficar a luz de velas já era outra farra para mim, meus irmãos e meus primos, que eram muitos, rsrsrsrs.

Algum tempo depois, minha mãe foi trabalhar e eu assumi a casa, todos os afazeres e também cuidava dos meus irmãos.

Com meus 15 anos, fui trabalhar de estagiária num jornal local para ajudar a aumentar a renda da família. Dessa forma ajudaria nas despesas de casa.

Hoje, estou terminando o estudo que meu pai não conseguiu me dar para ajudá-lo nas tarefas da família e, essa é “minha vida, minha história”.

Vocação Profissional:

Quando e como você descobriu que tinha vocação para ser uma líder?

Nunca imaginei que teria um perfil de uma líder, era e sou tímida, brava, falo o que penso – doa a quem doer. E a quem brinque comigo que sou a “Gina Sincera”, e isso me prejudicou e prejudica até hoje no campo profissional.

Quando assumi o Departamento de Comunicação da Prefeitura, o prefeito Constantino Orsolin disse, a missão é tua e te virá e foi o que fiz.

Sou líder de uma equipe que mais parece a minha segunda família, forneço um caminho e dou orientações para que todos trabalhamos juntos na busca de um objetivo em comum. Acredito que sou responsável por monitorar o progresso da equipe, incentivar e envolver as pessoas no projeto, apontar falhas e também saber lidar com possíveis conflitos ou problemas.

O início de tudo:

Durante minha adolescência fiz estágio como telefonista num jornal local, onde me apaixonei pela comunicação, virei repórter, me dediquei a empresa jornalística por 13 anos e logo depois fui para a Prefeitura de Canela em 2009, ocasião que o prefeito Constantino Orsolin me deu o desafio de assumir a comunicação do poder público, saí em 2012, fui trabalhar como repórter e depois editora do Jornal Integração, até 2017, depois voltei pra prefeitura onde estou até hoje.

Agora me ponho a pensar em tudo que vivi, nas dificuldades de se fazer um jornal local, em uma cidade do interior, eu sou da época da máquina de escrever, da lauda, da máquina de filme, de andar a pé por toda a cidade, de sair a noite pra registrar acidentes, desastres, eventos, enfim, tempo bom que não volta mais.

No momento, só uma imensa saudade e uma grande vontade de chorar. Sinto saudade também dos amigos que me ajudaram a chegar aqui, dos que ficaram distantes e que nunca mais nos encontramos.

A responsabilidade:

É através da Assessoria de Comunicação que o Governo Municipal canelense se comunica com a comunidade, construindo as informações sobre as ações que são realizadas no dia a dia em todas as secretarias.

Tenho a responsabilidade de trabalhar com a equipe para prestar o serviço de comunicação pública, dando a devida e total transparência à gestão, sempre atuando com ética e humildade.

Temos que unificar a linguagem do governo de maneira integrada, fácil e popular, além de criar conteúdo para o site do Governo Municipal, para as redes sociais e também para a imprensa local, regional e nacional, sempre com respeito à população.

Os seus maiores desafios:
Sou mãe solteira e não me envergonho disso, criei a minha filha Anne, hoje com 19 anos, com todo o amor e carinho. Apesar das dificuldades da figura paterna, meu pai e meu irmão desempenharam bem esse papel e por isso consegui enfrentar o preconceito da sociedade e seguir meu caminho. Foi muito importante contar com o apoio da família, de amigos e do ambiente da faculdade. Isso me fez evitar uma solidão de ser mãe solteira e, como consequência, o convívio com as pessoas que nos queriam bem me fez melhor em todos os sentidos possíveis.

Em agosto de 2020, perdi meu pai pro covid, meu ponto de equilíbrio, de admiração e amor. Foi um momento muito delicado para toda a família, mas com uma tristeza imensa fomos seguindo. Como perdi a figura paterna, me aproximei ainda mais do meu noivo, tínhamos planos para a realização de grandes sonhos, como ir morar em Santa Catarina, seguir carreira solo e muito mais. Em março, os sonhos acabaram, Marcos faleceu também de covid e o meu pesadelo voltou.

Não consigo descrever minha dor, decepção e tristeza, mas com o apoio da família e amigos, sigo, um dia bem, outros nem tanto, mas seguindo e tentando viver e me adaptar as novas realidades.

No campo profissional, sigo a frente da assessoria de comunicação da Prefeitura, e o meu desafio diário é levantar da cama, deixar a minha tristeza de lado, e ir trabalhar. Meus colegas são minha fortaleza, quando estou mal, me ajudam a levar o departamento adiante e também conto com a compreensão do prefeito, vice-prefeito e secretários, pois eles entendem e admiram minha coragem de seguir em frente.

Como você consegue conciliar a vida pessoal com a profissional?

No passado era mais fácil, quando minha filha era pequena, meus pais sempre me ajudavam, mas como sempre trabalhei na área da comunicação, desde pequena levava ela em tudo que podia. Ela às vezes até se impressiona da quantidade de pessoas que conhecem “a filha da Rita”.

Com a perda do meu pai e do meu noivo o trabalho tem sido a forma que encontrei de não viver a minha tristeza. Me dedico o máximo do tempo as atividades da assessoria de imprensa, levo trabalho para casa para ocupar a cabeça, porque lidar com o psicológico confesso, não é tarefa fácil, é uma dedicação diária de querer seguir adiante e planejar uma nova fase em que me encontro.

Suas maiores conquistas:

Sou apenas uma canelense que dedica a vida por sua comunidade, família e amigos. A minha maior conquista é o reconhecimento que meu trabalho e minha dedicação têm para a comunidade e isso faz a diferença.

Para atingir meus objetivos, muitas vezes foi preciso estabelecer prioridades. Abri mão de pontos importantes, como um final de semana de folga com a família, a companhia e o carinho de pessoas queridas. Mas quando penso em quem sou hoje e o quanto tive de batalhar pra chegar até aqui, vejo que é uma conquista prazerosa que no meio de tanta tristeza, ainda sinto um pouco de felicidade.

Atualmente minhas sensações e sentimentos extrapolam o prazer da verdadeira superação. A vida me impôs dificuldades, tenho que ultrapassar meus próprios limites e derrubar barreiras físicas e mentais para alcançar novas conquistas que ainda não sei quais são ou serão.

Sua mensagem:

Paulo Coelho escreveu “Podemos acreditar que tudo que a vida nos oferecerá no futuro é repetir o que fizemos ontem e hoje. Mas, se prestarmos atenção, vamos nos dar conta de que nenhum dia é igual a outro. Cada manhã traz uma bênção escondida; uma bênção que só serve para esse dia e que não se pode guardar nem desaproveitar. Se não usamos este milagre hoje, ele vai se perder. Este milagre está nos detalhes do cotidiano; é preciso viver cada minuto porque ali encontramos a saída de nossas confusões, a alegria de nossos bons momentos, a pista correta para a decisão que tomaremos. Nunca podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque todos os dias são diferentes, porque estamos em constante processo de mudança”.

Rochele Munaretti de Oliveira

ENTREVISTA PUBLICADA NO JI EM 28.06.2019

Quem é ela?

Rochele Munaretti de Oliveira

Socia-Proprietária da empresa Vidrosul

Como se define?

Uma pessoa pra frente, trabalhadora, guerreira, bom caráter e muito família: vista como uma “mãezona”, por estar sempre preocupada em ajudar os outros. 

RELATO PESSOAL:

Rochele é natural de Canela. Nasceu em 02 de agosto de 1975. É filha de Zaira Munaretti de Oliveira e Eduardo de Oliveira e tem duas irmãs: Melissa e Sabrina. Sua trajetória escolar iniciou no colégio Marista em Canela. Depois seguiu seus estudos na escola Danton e em seguida foi para o Cenecista em Gramado onde fez o curso Técnico em Contabilidade.

Rochele mora em Canela, é casada com Álvaro Neto (Zizi) e eles têm um filho: Álvaro Eduardo, de 17 anos.  

Seu sonho de menina e o que marcou sua infância

Quando eu era criança o meu sonho era ser marinheira. Eu era apaixonada pelo mar, pela água. Mas meu pai sempre dizia tenha mais idéias, uma segunda opção!

Aí decidi que queria ser médica veterinária, porque gostava de animaizinhos, mas não adianta o que é pra ser pra gente as vezes vem naturalmente. Como minha família sempre teve comércio, acabei crescendo e me envolvendo nos negócios. Meus pais tinham o deposito da Antártica e meu pai era caminhoneiro, viajava bastante transportando bebida e muitas vezes eu ia junto. E uma das coisas que mais marcou pra mim aquela fase, foi um fato bem legal que seguidamente eu comento aqui na empresa é que a minha nona Ana, tinha um balaio de vime o qual ela usava para preparar o lanche dos funcionários. Eu tinha uns seis anos e todos os dias minha nona fazia aquele pão gostoso, no forno, cortava queijo e salame e preparava os sanduíches, colocava no sexto e lá íamos eu e minha irmã, às vezes com nossos primos, levar aquele saboroso lanche com café para o pessoal do depósito e claro, lanchar junto com eles, era uma delicia! E também uma forma de diversão para nós.

Minha nona e meus pais sempre foram muito família, e eles nos ensinaram a mantermos unidos e ensinaram também, que família, são todas as pessoas que estão conosco! E essa mentalidade eu preservo até hoje.

RELATO PROFISSIONAL:

Vocação:

Quando e como você descobriu que tinha vocação pra liderar?

 Eu e o Álvaro sempre fomos colegas de aula. Estudamos no Marista desde o primeiro ano, nos conhecemos lá, depois ele foi pra Escola Danton, eu fui também, e por fim estudamos juntos no Cenecista em Gramado. Começamos a namorar em 94 e em 99 decidimos que iríamos ficar juntos de verdade, mas o pai dele abriu uma vidraçaria em São Chico e o Álvaro foi trabalhar com ele, assim ficamos longe, aí paramos pra conversar: Vamos morar juntos, batalhar juntos ou paramos por aqui. Eu estava com 24 anos e então decidi ir com ele pra São Chico, comecei trabalhar lá, e foi quando descobri que era isso que eu queria, porque o meu marido me incentivou e eu comecei gostar e sentir que despertava em mim um grande interesse em conduzir os negócios. Mas trabalhar com vidros era um ramo totalmente diferente do qual eu era acostumada. Minha mãe tinha farmácia e eu trabalhei vários anos com ela, mas a partir de quando eu entrei naquela vidraçaria…é como eu sempre digo: “o pó do vidro entrou em minhas veias”!

O início de tudo:

Como foi o inicio de sua atuação na empresa?

Em 2001 voltamos pra Canela trabalhar na Vidraçaria Gaúcha que era de meu sogro, após um ano, ele vendeu a vidraçaria. Aí nos perguntamos e agora, o que nós vamos fazer?

Mas logo encontramos a resposta: Vamos continuar fazendo aquilo que a gente gosta! E assim começamos nossa vidraçaria em casa.

Os desafios:

Quais foram os maiores desafios encontrados ao assumir sua função?

O inicio não foi fácil nós começamos do zero. Os desafios foram grandes, batalhamos bastante! Éramos nós dois trabalhando na juntos, não tínhamos outra renda, precisávamos tirar nosso sustento dali. Eu tomava conta dos trabalhos internos na vidraçaria e o Álvaro saía atrás de clientes, oferecendo nossos produtos.

Recordo que na época nós tínhamos um fusca, hoje brincamos que éramos nós dois, um filho e um fusca (rsrsrs)

E em 2014, começamos a evoluir, abrimos a primeira sede exclusiva de nossa empresa, a Vidrosul, na Rua Dona Carlinda em frente á Prefeitura de Canela, e conseguimos comprar uma caminhonete. Ali, iniciamos, eu e meu marido com dois funcionários. E como nosso filho era pequeno então eu levava berço e tudo mais e ele ficava o dia todo comigo no trabalho. Mas sei que a partir dali graças a Deus só fomos crescendo.

A responsabilidade:

Como se sentiu ao assumir tamanha responsabilidade

Quando caiu a ficha, que estávamos trabalhando com uma equipe, e que nós seríamos responsáveis por cuidar destas pessoas, porque elas dependem da empresa para manter suas famílias…passou a ser grande a minha preocupação e eu senti o peso da responsabilidade!

Senti que todas aquelas pessoas precisavam que a empresa fosse  bem sucedida, porque se desse alguma zebra todos poderiam serem afetados.

Hoje temos oito colaboradores, são oito famílias que dependem da Vidrosul. Mas sempre nos esforçamos ao máximo, procuramos trabalhar de forma mais correta possível, sem mentir, sem omitir. Porém muitas pessoas percebem isso e são muito agradecidas e queridas conosco, mas sempre tem aquelas que não conseguimos agradar, sendo que prestamos um atendimento igual a todos, mas existem as mais difíceis e eu sempre digo que é ali que temos que ter mais serenidade e carinho ao atendê-la, pois não sabemos os motivos que leva ela a agir assim, às vezes de forma indelicada.

– Como você consegue conciliar a vida pessoal com a profissional?

Sempre tivemos tudo muito misturado. Nosso filho desde cedo vem participando direto da rotina da empresa. Mas sempre tivemos em mente que casa é uma coisa e empresa é outra. Fechou as portas da vidraçaria deu, acabou o serviço, agora vamos curtir nosso filho, curtir a casa… Eu tenho meus compromissos em casa que não abro mão, de ser mãe, esposa, dona de casa, e eu adoro isso! Tenho um marido maravilhoso que me ajuda bastante, compartilhamos todas as obrigações com a casa e com o filho. Ele faz café, faz almoço… Pela manhã nos acorda às 6:30 com o café prontinho na mesa!

Então, por ele me ajudar em tudo não é difícil conciliar, não se torna pesado e nem estressante, pelo contrario, a gente faz tudo com prazer e alegria.

 Suas maiores conquistas:

A minha maior conquista é o meu filho!

Eu não pensava em ter filhos, não estava em meus planos. Mas depois que casamos passou um tempo e eu comecei a sentir o desejo de ser mãe e então veio o nosso menino, que é o nosso projeto de vida! Claro, tenho muitas conquistas maravilhosas, como a nossa casa, a empresa que estamos comemorando quinze anos de atividades e continuamos crescendo, isso pra nós é um orgulho. Todas as conquistas são de grande importância em nossas vidas, porque são fruto de muito esforço, trabalho e dedicação, mas ter meu filho, conseguir levar uma vida tranqüila com saúde, conviver bem com a família, ter meu marido ao meu lado já há vinte anos…não tem preço! Com certeza estas são as minhas mais preciosas conquistas!

Lembro que no ano passado eu perdi uma grande amiga minha, que estava doente. Ocorreu que por ocasião de meu aniversário no dia 02 de agosto, fui a casa dela visitá-la no dia 03, passar a tarde com ela e convidar ela para a festa de aniversario que eu ia fazer no outro dia na minha casa. Porém estávamos somente eu e ela quando repentinamente minha amiga que era uma pessoa, forte otimista, começou a passar mal, tendo uma crise de insuficiência respiratória então me aproximei dela tentando acalmá-la, foi quando ela me abraçou e assim e faleceu. Fiquei desesperada liguei pro meu marido que chamou os bombeiros e imediatamente eles chegaram, mas não teve como reverter a situação.

A partir deste momento, passei a pensar sobre a vida, lembrando que muitas vezes a gente se apega em bobagens, em picuinhas e em coisas que não vale a pena perder tempo. E deixamos de aproveitar os momentos, curtir as melhores coisas que a vida nos oferece. Trabalhar, precisamos trabalhar, mas conquistamos tantas coisas boas, a vida é tão bonita, tão boa, que se olharmos pelo que temos e somos, todos os dias devíamos agradecer e agradecer a Deus.

Sua mensagem:

O caminho para a realização profissional não chega sem obstáculos. É preciso fazer escolhas inteligentes, alinhadas com os valores da tua vida – fundamental para a profissão, a educação dos filhos e a vida pessoal.

Acredito que me permitindo ser uma boa profissional, compreendo que a minha satisfação deve estar ligada à realização das tarefas, alcance dos meus objetivos e principalmente dos meus sonhos (que não são poucos).O sucesso não tem a ver com o lugar de onde viemos e sim a confiança e o esforço que estamos dispostos a investir.

Então vamos firmes na direção de nossas mentes, porque o pensamento cria, o desejo atrai e a fé realiza.

Rosane Assunção Cordova

ENTREVISTA PUBLICADA NO JI EM 12.12.2019

Quem é ela?

Rosane Assunção Cordova

Sócia-proprietária da empresa SOS Segurança

Como se define?

Uma pessoa feliz e que acredita na vida.

RELATO PESSOAL:

Rosane é natural de Cruz Alta – RS. Nasceu em 26 de março de 1965. É filha de Ana Maria Assunção e Vilson Flores Assunção e tem três irmãos: Eduardo, Andrea e Cristine.

Sua trajetória escolar iniciou na Escola Antônio Seppe, de Cruz Alta, onde cursou o ensino fundamental, o ensino médio e inclusive fez o curso técnico em Química. Mudando-se para Canela aos 32 anos, devido à transferência de seu marido que atuava na Brigada Militar, Rosane que estava habilitada a lecionar começou a exercer o Magistério, iniciando na Escola João Corrêa e depois na Danton Corrêa da Silva, onde foi professora por 11 anos. No entanto, paralelamente ao desempenho da função, voltou a estudar, cursando licenciatura em Química pela Ulbra. Após esse período deixou a área da educação para trabalhar com a empresa SOS Segurança, que é de propriedade sua e de seu marido.  

Rosane mora em Gramado, é casada com Rodinei Cordova e eles têm dois filhos: Suelen de 37 anos e Eduardo com 22.

Qual o seu sonho de menina e o que marcou sua infância?

Quando eu era menina o meu sonho principal era ser pediatra. Eu gostava de brincar de médica com as bonecas e com meus irmãos mais novos. Porém, fui crescendo e a vida tomou outro rumo. Marcaram muito a minha infância as brincadeiras saudáveis da época, como brincar na rua, andar de bicicleta e tomar banho de chuva. Também lembro de uma situação marcante e complicada que vivi junto aos meus amiguinhos e irmãos, numa ocasião em que meus pais não estavam em casa e nós estávamos brincando na garagem, quando minha irmã de sete anos puxou um pedaço de tábua, que caiu contra ela e acabou furando um de seus olhos porque havia um prego na madeira. Eu estava com 12 anos, sendo a mais velha entre os irmãos, e fiquei apavorada, minha irmãzinha chorava e eu acabei tendo que puxar com a mão o prego que estava no olho dela. Eu estava sem saber o que fazer, e uma coisa que me faz rir até hoje foi que logo em seguida tive a idéia de pedir pra um de meus irmãos tapar o outro olho da pequena enquanto eu ficava fazendo testes pra ver se ela estaria enxergando com o olho atingido e percebemos que ela não estava enxergando bem, mas não estávamos entendendo porque aparecia apenas uma manchinha. E no momento não parecia grave, mas depois começou a sangrar. Entramos em pânico e chamamos minha mãe que veio e levou minha irmã para o hospital. Ela teve uns problemas, mas depois recuperou totalmente a visão.

Outro fato que marcou minha infância foi acompanhar a trajetória da minha mãe. Porque ela, assim como eu, foi mãe aos 16 anos. A mesma diferença de idade entre minha mãe e eu, é a diferença entre eu e a minha filha. Sempre admirei a coragem de minha mãe, pois ao engravidar ela teve que parar de estudar e em meio a grandes dificuldades ainda conseguiu retomar a vida e ainda com os filhos pequenos voltou a estudar, lembro que eu tinha sete anos quando ela reiniciou lá no ensino fundamental, fez o ensino médio e a faculdade e foi professora. Porém ainda trabalhando, antes de se aposentar, ela faleceu. Mas minha mãe foi muito guerreira, foi meu exemplo, me ensinando que nós mulheres precisamos ser corajosas.

RELATO PROFISSIONAL:

Quando e como você descobriu que tinha vocação para liderar?

Antes de atuar na área da educação eu fui bancária, ali peguei o gosto pela administração financeira. Depois, exercer a função de professora me fez fortalecer e despertar essa liderança, mas eu não percebia isso. Como eu lecionava para o ensino médio eu tinha muitas turmas, e quando decidi deixar de ser professora para ingressar no ramo empresarial eu estava ministrando para cerca de 800 alunos. Ao assumir a empresa, eu naturalmente consegui colocar em prática tudo o que eu havia aprendido com o Magistério, fazendo planejamento, motivando as pessoas…

Porém, ali eu senti fluir em mim o espírito de liderança, e lembro que eu já carregava isso comigo, pois desde os meus primeiros anos de escola sempre fui uma ‘liderzinha’, era eu quem determinava os grupos e apresentava os trabalhos.  

Como foi o início de sua atuação na empresa?

Fundamos a empresa em 2002. Iniciamos pela necessidade de aumentar a renda familiar devido a sermos, os dois, funcionarmos públicos, eu professora e meu marido policial militar. Foi quando um amigo de meu marido, que tinha uma empresa de segurança, convidou ele pra ser sócio. Então ele entrou na sociedade e eu me encaixei automaticamente, já fazendo parte da equipe ao ser contratados eventos como feiras de roupas, onde eram necessários em torno de cinco seguranças, então íamos eu, meu marido e mais três pessoas. E segui por um tempo fazendo parte da equipe de seguranças e também fazíamos a limpeza do local após o evento, comecei pegando no pesado mesmo! Hoje eu acompanho nossa equipe nos eventos de maior porte que cobrimos como o Planeta Atlântida, ali realmente eu atuo, ajudo, usando toda a minha experiência. Mas no dia a dia eu estou mais na parte administrativa.

No caso a vigilância, iniciamos no momento em que nosso sócio decidiu sair da empresa. Aí meu marido decidiu ir de casa em casa propondo o serviço de vigia, e deu certo, começou fazer ronda à noite, de bicicleta, porém o valor cobrado era quase insignificante, se um morador só podia pagar dez reais tudo bem, outro pagava vinte e assim por diante, mas todos podiam contar com o serviço da mesma forma. Nunca esqueço que na hora que íamos fazer a cobrança, éramos recebidos com respeito e carinho pelas pessoas. Depois conseguimos comprar uma moto, fortalecemos a parte da vigilância como ronda e fomos crescendo na área de eventos, sempre eu e meu marido à frente de tudo, sendo os personagens principais na história. Aí fomos felizes em conhecer diversas pessoas que somaram para o nosso crescimento. Um dos amigos foi o Pepeu Gonçalves, que trabalhava na Secretaria de Turismo de Gramado na época e conseguiu nos encaminhar para a realização de trabalhos em muitos eventos. O outro foi o Afonso, proprietário da antiga Cult, em Canela, que nos contratou para fazer a segurança de todos os eventos da noite na casa. E na verdade quem nos colocou no mercado de eventos em Gramado foi o Afonso, lembro que na época ele realizou um show com a banda Reação em Cadeia na Expogramado, e colocou nossa equipe para fazer toda a segurança. A partir dali começamos a ficar conhecidos, fizemos a Festa da Colônia e fomos crescendo. Mas o up mesmo foi quando começamos a fazer o Natal Luz, iniciamos contando com o apoio do sr. Luciano Peccin, uma pessoa inspiradora, que nos inspira até hoje, que nos ensinou muito como trabalhar, uma personalidade que mantém sempre uma posição firme, aprendemos com ele que “se as coisas tem que ser assim, tem que assim. As coisas não podem ficar no meio do caminho”!

Assim, através do Natal Luz começamos a ser mais reconhecidos e fomos assumindo eventos em Porto Alegre e na região, inclusive o Planeta Atlântida. Além disso, nos expandimos para a área da segurança privada, hoje atendemos muitas empresas na região. É uma trajetória linda que foi crescendo aos poucos. Hoje estamos com 17 anos de atividades e temos 160 colaboradores com carteira assinada.

Quais foram os seus maiores desafios?

O meu primeiro maior desafio foi ser mãe aos 16 anos. Eu era uma menina inexperiente, que não trabalhava fora, só estudava e ajudava nos afazeres de casa. Mas entendo que foi algo que veio pra mim de uma forma com que conseguisse aceitar naturalmente. Foi complicado porque aconteceu uma mudança repentina na minha vida, tive que mudar meus planos… Por exemplo: meu sonho era estudar até me formar médica, inclusive eu pensava que nunca iria casar! Neste aspecto considero um desafio, porque foi ali que tudo mudou e meu foco passou a ser trabalhar e criar minha filha. Mas a impressão que ficou depois foi como se eu tivesse esquecido daquilo que eu sonhava antes. Além do mais, pude contar com o apoio de meus pais, o que transformou esta fase que poderíamos chamar de difícil, em momentos lindos, que contribuíram para o meu amadurecimento.

Outro desafio, que foi a grande virada na minha vida, foi ao conhecer o Rodinei. Na época eu estava separada há um tempo do pai da minha filha, com quem fiquei casada oito anos.

E logo que conheci o Rodinei, percebi que ele era uma pessoa parecida comigo, assim começamos a fazer planos juntos. Então casamos e sempre nos demos muito bem, temos uma convivência ótima em família.

E eu acho que o meu maior desafio mesmo foi em 2006, quando sobrevivi a um assalto em Gramado. Isto foi algo que mais me desestabilizou até hoje, inclusive fui capa do jornal. Nós já tínhamos a empresa, e tudo aconteceu num dia em que eu e meu marido estacionamos o carro próximo ao Banrisul e meu marido entrou no banco para chamar um vigilante para trabalhar. Eu fiquei no carro, quando de repente houve o assalto ao Banrisul e iniciou um tiroteio entre policiais e bandidos que durou cerca de 8 minutos. Nosso carro, que estava personalizado pela SOS Segurança, foi atingido por 17 tiros. Eu estava no lugar do carona e naquele momento tentei me abaixar o máximo e cheguei a pensar que seria meu fim, foi horrível!

Mas Deus me protegeu não permitindo que eu fosse alvejada, pois a maioria dos disparos atingiu o carro no lugar do motorista onde estaria meu marido, que estava dentro do banco.

Além de tudo, teve fatos que marcaram muito pra mim por conta deste acontecimento. Lembro com muito carinho de um senhor, que estava no andar de cima do Banco do Brasil que fica em frente e percebeu que eu estava dentro do carro, e ao finalizar o tiroteio, desceu pra me socorrer, se surpreendendo muito por eu não ter sido atingida.

Outro fato foi ao visualizar, no início do tiroteio, um homem que trajava roupa de vigilante de carro-forte, sendo ele um dos assaltantes. Isso marcou tanto que ainda hoje ao ver um carro-forte, relembro a cena e fico tensa, com medo.

O trauma foi enorme. Levei em torno de seis meses com acompanhamento psicológico pra me recuperar.

Na área profissional também foram muitos os desafios, e o principal foi o de sermos uma empresa familiar e termos que nos adequar à profissional. Crescemos muito rápido e à medida que fomos expandindo também sentia-se necessidade de evoluirmos, de nos profissionalizarmos tendo que nos desapegar de algumas coisas, o que às vezes nos dói, mas  se faz necessário para melhorar a qualidade de atendimento aos nossos clientes.

Suas maiores conquistas:

Minhas primeiras grandes conquistas foi o nascimento de meus filhos: Suelen e Eduardo. Depois veio a formatura de minha filha pela Universidade Federal. Ela que se formou em Matemática, depois fez doutorado em Educação Matemática e em Coordenação de Cursos. Hoje leciona na UFRGS – polo de Tramandaí.

Outra grande realização minha foi ver o meu filho crescer e se tornar uma pessoa maravilhosa, muito querida. Tem um relacionamento muito bom com a mana e com toda a família. É responsável, dedicado no que faz, sempre lutou por seus objetivos, e hoje, está cursando a faculdade de Direito.

E a empresa também é umas das grandes realizações na minha vida. Às vezes fico pensando no passado, até pelas dificuldades que enfrentei, e hoje temos uma empresa forte e consolidada. Enfim, acho que minhas maiores conquistas foram realizações de sonhos que vieram surgindo e aos poucos juntos fomos concretizando!


Suas mensagem:

Eu, como mulher e empresária, tenho muito em comum com a luta das mulheres por um espaço no mercado de trabalho, que no meu caso, foi conquistado com muito esforço e dedicação.

Por conta dessas várias mulheres que sou e que somos, aprendemos a ser fortes, resilientes e corajosas, mas ao mesmo tempo não perdemos a gentileza, a generosidade e a solidariedade com o outro.

Meus objetivos de vida foram fontes de inspiração para traçar estratégias a fim de alcançar as metas e sonhos almejados. Acredito que a força pessoal seja indispensável para isso, sem esquecer da força coletiva que também me impulsionou – junto aos meus familiares, colaboradores, parceiros de trabalho e a sociedade gramadense que me acolheu.

Devemos entender que o lugar onde nascemos e a nossa condição social são relevantes para o nosso desenvolvimento, mas não são determinantes, pois minha experiência mostrou que persistindo e trabalhando com dignidade há possibilidades de vencermos na vida. Nós, mulheres, podemos o que quisermos!

Rutchele Medeiros da Silveira

ENTREVISTA PUBLICADA NO JI EM 26.03.2021

Quem é ela?

Rutchele Medeiros da Silveira

Diretora de Comunicação e Mídias da Igreja Quadrangular de Gramado

Como se define?

Uma pessoa sonhadora, corajosa, tranqüila e muito família!

RELATO PESSOAL:

Rutchele é natural de Caxias do Sul. Nasceu em 08 de fevereiro de 1998. É filha de Flavio Fagundes da Silveira e Jane Maria Medeiros da Silveira. Ela tem três irmãos: Mairon, Maiquel e Mitiel, sendo a irmã mais nova e a única menina.

Sua trajetória escolar iniciou na Escola Municipal Senador Salgado Filho e prosseguiu na Escola Estadual Boaventura Ramos Pacheco, onde concluiu o ensino médio. Dando seqüência aos estudos optou pela área da saúde e iniciou o cursou de Biomedicina pela Feevale, mas após um período decidiu dar uma pausa e hoje analisa sua retomada ao curso.

Rutchele reside em Gramado, é solteira, mora com os pais, trabalha na Intelimagem e paralelamente desenvolve os projetos sociais da Igreja.

Seu sonho de menina e o que marcou sua infância:

Quando eu era criança o meu sonho era ser veterinária. Eu tinha um cachorrinho e gostava muito dele então pensava em ter uma ONG e poder cuidar de todos os cachorros que eu conhecesse (risos)! Mas com passar do tempo fui pensando em outras profissões, e na verdade como jovens, somos bastante abrangentes e vamos adquirindo experiências em diversas áreas. Por isso, mesmo hoje aos 23 anos, eu ainda não posso dizer que tenho uma definição profissional pra vida toda. Mas sei que tenho muitas possibilidades e aquela que eu escolher com certeza vou ter capacidade de desempenhar.

E o que marcou minha infância foram os momentos em família, momentos musicais! Sou de uma família onde todos têm algum dom para musica. Lembro que desde os meus 10 anos e até hoje, quando nos reunimos, como cada um de meus irmãos aprendeu a tocar um instrumento, ainda criança, devido ao envolvimento com a igreja nossos encontros são festivos. É muito legal! Eles tocam e eu canto!

Marcou também a minha infância as orientações recebidas dos meus pais. Crescemos num ambiente muito família e eles sempre foram bem claros conosco na questão dos valores, em questão religiosa também eles sempre nos orientaram muito bem, tanto que todos os meus irmãos hoje são pessoas excelentes e eu tenho certeza de que somos assim devido aos valores que trazemos ao longo de nossas vidas. A base que tivemos em casa, nos tornou pessoas fortes e seguras!   

Vocação:

Quando e como você descobriu que tinha vocação para ser uma líder?

Há tempos atrás, não se via a necessidade de ter alguém direto na comunicação de uma entidade como a nossa. Hoje se entende que a Igreja não é somente um templo com pessoas lá dentro, é muito mais, ela assume além da responsabilidade espiritual também a responsabilidade social, é todo um contexto onde a igreja está inserida. Este trabalho precisa ser feito, a comunicação e o ato de tirar o que está lá dentro e levar para fora de maneira que as pessoas entendam claramente, tanto nas redes sociais como em outros meios de comunicação, levar mensagens que fortaleçam as pessoas, falando também, da importância de nós participarmos ativamente da comunidade na qual nós estamos inseridos. Foi presenciando esta necessidade, participando daquilo que eu via que precisava ser feito, que senti despertar em mim o interesse em participar ativamente, ajudando a levar o nome da igreja e o nosso trabalho para as pessoas conhecerem melhor e participarem também. E como isso já era o meu propósito eu despertei naquele momento, assumi e deu tudo certo. Este é um trabalho que nos deixa muito feliz!  E como jovem, a gente aprende tudo rápido, sendo que hoje eu tenho muita facilidade em lidar com as redes sociais.

O início de tudo

Iniciei minha trajetória na Igreja de Gramado junto com o Pastor Marcio, isso já fazem em torno de ……..anos. E teve uma pessoa que me influenciou muito a atuar nesta área de mídias sociais, que foi a Marina Agiberti que na época trabalhava no marketing da Snowland e ela participava da igreja.

 Como uma profissional de Marketing, a Marina tinha  muito conhecimento na área de mídias. Então ela criou a página da igreja no facebook, e acho que ela viu que eu poderia me encaixar ali e me convidou para ajudar a gerenciar a página. Depois ela foi embora de Gramado e a responsabilidade de continuar o trabalho que iniciamos juntas ficou toda comigo. Hoje eu participo de todos os projetos internos e para cada um deles é feito antes um planejamento. Temos um projeto com casais, temos a “Casa da Provisão”, através da qual trabalhamos com a arrecadação de alimentos e roupas para atender aos mais necessitados. Desenvolvemos o trabalho de “Discipulado” direcionado aos novos participantes da igreja. Tivemos também outro projeto muito importante que foi um curso chamado “Mulher Que Prospera” que é um trabalho muito importante de auto-avaliação. E estamos sempre procurando criar algum evento com relação a questões sociais. E assim a gente acaba abrindo espaço para que mais pessoas tenham acesso ao nosso trabalho. Além de falar da Bíblia, de Jesus que é o nosso inspirador maior, hoje entendemos que a igreja tem o papel de estar atenta a área psicológica e social, procurando ajudar as pessoas também nestas questões.

Os seus maiores desafios:

O inicio é sempre desafiador. A gente sai da zona de conforto e precisa se especializar, tem que correr atrás pra saber qual é a melhor forma para desenvolver o trabalho. Então eu fui buscar recursos de mídia social pra entender como eu poderia levar a nossa comunicação de maneira mais clara e objetiva, criando um planejamento para que pudéssemos alcançar as pessoas de forma eficaz. Mas esse é um trabalho continuo, e exigiu de mim um preparo, porque eu tinha conhecimento em lidar com as minhas coisas nas redes sociais, mas para administrar as coisas públicas é preciso ter um cuidado maior porque é uma grande responsabilidade.

 A responsabilidade:

Senti o peso da responsabilidade logo no começo, porque tudo tem prazo e tem hora pra entregar. Em alguns momentos até pensei: Meu Deus! Será que eu vou dar conta de tudo? Teve ocasiões que cheguei a me questionar se eu estava fazendo a coisa certa, se realmente seria ali que eu iria desenvolver o meu melhor…Mas, hoje ao refletir sobre toda a minha trajetória, eu penso que estou no lugar correto, que as coisas não teriam dado certo se não fosse ali. E que a partir dali eu acabo fazendo contato com tantas outras pessoas e conhecendo outras áreas nas quais talvez eu também possa me inserir.

No entanto, uma das coisas que eu valorizo bastante, é que sempre tive o apoio do pastor Marcio, ele é uma inspiração pra mim e sempre me auxiliou e me encorajou muito no sentido de ir fazendo, ir buscando conhecimento cada vez mais e me aperfeiçoando. Então mesmo sendo grande a responsabilidade eu me sentia segura pra desenvolver aquilo que eu tinha que fazer, pela confiança que ele me transmitia. E até hoje é assim, ele confia muito em meu trabalho, então ele diz o que ele quer que eu faça, e só espera.

Um exemplo de um importante trabalho que desenvolvemos durante a pandemia foi o projeto da bíblia “Vencendo o Medo”.  Foi quando criamos um projeto em conjunto, fizemos vários vídeos procurando promover, buscamos apoio de patrocinadores, fizemos a divulgação nas mídias, inclusive divulgamos bastante no programa Kairós, que apresentamos nas quintas-feiras na Rádio Integração Digital. E, foi um dos maiores trabalhos desenvolvidos pela nossa Igreja, que tinha como objetivo fortalecer as pessoas, visando o encorajamento para enfrentar esse período tão difícil que é a Pandemia. Esta ação ocorreu entre os meses de…. e….. quando foram distribuídas….bíblias gratuitamente para comunidade de Gramado.

Sua maiore conquista:

Ter uma família unida e abençoada!                                                                

Sua mensagem:

Nossa trajetória segue os passos de grandes mulheres que vieram à nossa frente. São mães, avós, figuras históricas que nos inspiram e encorajam a traçar nosso próprio caminho. Assim como elas, nós também estamos abrindo caminhos para àquelas que fazem parte da nossa história ou que de alguma forma serão encorajadas através do nosso exemplo.

Quero dizer que você é uma “Supermulher”, não baseada nas coisas que você faz ou tem, mas naquilo que você é, na sua essência, na busca por ser o melhor que você puder e na sua importância no contexto ao qual você está inserida. Se veja como uma mulher grandiosa nas pequenas coisas do seu dia, pois são essas coisas que compõem as grandes histórias. Viva de forma plena tudo que o Criador tem pra você e seja feliz!  

Valorize as mulheres ao seu redor, exalte as qualidades e olhe com admiração para tantas histórias incríveis que ensinam a não ter medo de usar toda a força e potencial da mulher para liderar e principalmente alcançar sonhos! Você é uma grande mulher!

Susiane Riffel

ENTREVISTA PUBLICADA NO JI EM 24.04.2020

Quem é ela?

Susiane Riffel

Fisioterapeuta, proprietária de duas clínicas, uma localizada no Bairro Planalto e a outra localizada na Várzea Grande.

Como se define?

“Sou um ser em evolução!” Uma pessoa determinada e dedicada a tudo que me proponho a fazer, estou constante mudança e aprendizado buscando sempre ser uma pessoa melhor, e também sempre buscando excelência na profissão.

Rotina:

Bem, nossa rotina aqui em casa mudou muito. Primeiramente, nossos horáriosde trabalho, fico em casa pela manhã com as crianças e isso está me oportunizando passar mais tempo com meus filhos! E a tarde vou para a clínica e meu esposo fica com eles, pois estão sem frequentar a escola.

Além disso, estamos evitando ao máximo receber visitas, além de uso de máscaras sempre que precisamos sair. E cuidado redobrado com a higiene pessoal, principalmente ao retornar da rua.

Quanto à clínica, voltamos a atender utilizando EPI, como jaleco e máscara, os atendimentos são apenas individuais e com duração de 50 minutos para que não haja aglomeração de pessoas dentro da clínica. Sempre utilizamos lençol descartável sobre a maca e, além disso, agora estamos higienizando a cada troca de pacientes nossos equipamentos com álcool à 70% e disponibilizando o álcool gel para os alunos.

RELATO PESSOAL:

Susi, é natural de Saudades/SC Nasceu em 21 de Agosto de 1986.

É filha deAloisio Riffele de Maria Marlene LehnenRiffele tem apenas um irmão, Douglas Riffel.

Sua trajetória escolar iniciou na Escola Pedro Zucolotto, no Bairro Três Pinheiros de Gramado, local onde sempre viveu com seus pais.Depois seguiu seus estudos no colégioCaramuru na Várzea Grande, daí o desejo de ter um empreendimento lá, econcluiu o ensino médio no Colégio Estadual Santos Dumont,dando seqüência aos estudoscursou Fisioterapia pela Universidade Feevale em Novo Hamburgo/RS, se formou no ano de 2009.

Susimora em Gramado,é casada com Wagner Luís Fernandes dos Santos e eles tem dois filhos: João Pedro de cinco anos e Davi Luís de um ano e 10 meses.

Seu sonho de menina e o que marcou sua infância?

Tive uma infância muito feliz e sempre fui muito espoleta, quando criança adorava correr e brincar, e estava sempre junto do meu irmão. Sonhava em ser jogadora de futebol ou bancária, pois sempre adorei matemática. Como sempre fui muito ativa, meus professores acham que seria uma Educadora Física.

Sempre tive um lar feliz, pais trabalhadores e presentes em minha vida! Eles estavam empenhados em nos educar e nos ensinar a sermos corretos. Começamos a trabalhar cedo, aos 12 anos fazia extras com meu pai no Café Colonial Bela Vista, lavando copos.

Sempre tivemos que trabalhar muito, mas isso sempre foi um motivo de orgulho em minha vida!!

Acho que deu certo!!!

RELATO PROFISSIONAL:

Quando e como você descobriu que tinha vocação para ser uma profissional desta área?

Aos 15 anos quando estava cursando o ensino médio comecei a trabalhar com a Dra. Magali Knorst. Foi trabalhando como sua secretária que vi que gostaria de ser uma profissional da área da Saúde e poder ajudar a promover a melhora na vida das pessoas.

Ela sempre foi uma grande inspiração como profissional, estudiosa, dedicada e empenhada a oferecer o melhor aos seus clientes. Ela nunca parou de estudar, e estuda até hoje, ela sempre nos dizia que primeiro deveríamos investir nos estudos e o restante viria por consequência. E ela tinha razão!!!

Foi quando decidi fazer o vestibular para Fisioterapia!!

Mas para poder pagar a faculdade cheguei a trabalhar em três lugares, durante a semana trabalhava com a Magali no turno da tarde, pois o curso de Fisioterapia era Diurno. Nos finais de semana fazia extras em restaurantes, pela manhã num e a noite no Moscerino, restaurante do Muskito (Luís Carlos Moschen), um grande homem e me ensinou muito.

O início de tudo

Quando estava no ultimo ano da Universidade recebi o convite do Rodrigo Kilpp, esposo da Magali, para ser instrutora de Pilates no estúdio que ele estava montando. Trabalhamos juntos por 5 anos, quando decidi montar meu próprio negócio!

Formei-me em 2009, em Fisioterapia pela Universidade Feevale, e atuei exclusivamente com Pilates durante 2 anos. Em 2011 fiz uma nova formação, desta vez, do Método Reeducação Postural Global no instituto Philippe Souchard em SP.

Em 2013, montei minha primeira unidade de atendimento,no Bairro Planalto em Gramado. Em meu consultório oferecia os serviços de Pilates e Reeducação Postural Global, aos poucos o negócio foi crescendo e fui precisando contratar pessoas para me ajudar.

Em 2014, decidi que queria ser mãe e engravidei do meu primeiro filho, neste período precisei aumentar minha equipe, para preparar o espaço para minha ausência, e assim a equipe aumentou mais uma vez.

Em 2016 fiz uma nova formação no método Pilates, conhecendo o conceito de Pilates Clássico, aí mudamos o formato do nosso atendimento e a clínica foi ampliada.

Em 2018, nasceu meu segundo filho, Davi Luís e neste mesmo ano minha segunda unidade no Bairro Várzea Grande!

Os seus maiores desafios:

Bem, os maiores desafios que encontro é de conciliar a vida profissional e a maternidade. Como mencionei anteriormente, sou uma pessoa que gosta de desafios, e isso me impulsiona a crescer, é meu combustível para seguir em frente.

Porém com a chegada dos meus filhos, algumas mudanças na vida profissional foram necessárias para que eu pudesse me dedicar à maternidade. Meus filhos e meu esposo são meus tesouros, e preciso que eles estejam bem para que eu possa fazer aquilo que amo de forma plena.

Já na vida profissional meu maior desafio é manter a qualidade de nossos serviços, uma vez que não atuo sozinha, e sim tenho uma equipe. Minha equipe precisa me representar, estar preparada e treinada para oferecer aos nossos clientes um excelente atendimento. Penso que a clínica deve ser um ambiente agradável de trabalho e, além disso, proporcionar a troca e também o desenvolvimento de cada profissional respeitando suas individualidades!

A responsabilidade:

Nossa maior responsabilidade é promover qualidade de vida e saúde aos nossos clientes. Oferecendo sempre um trabalho honesto e de excelência, buscando estar sempre atualizados e desta forma atingir os resultados e objetivos daqueles que buscam pelo nosso serviço. A Clínica SusianeRiffeldeve ser um espaço de crescimento, trocas e desenvolvimento profissional a todos que passam por aqui.

Como você consegue conciliar a vida pessoal com a profissional?

Para que possamos ter equilíbrio, entre a vida profissional e pessoal, penso que primeiro minha família deve estar bem. E para isso tenho uma grande rede de apoio, pessoas e profissionais de minha confiança que cuidam dos meus filhos com amor, carinho e respeito!!! Não posso deixar de agradecer primeiramente ao meu esposo, Wagner, um pai amoroso e dedicado que me auxilia demais nas tarefas do lar e com nossos filhos.

Também conto com a ajuda de meus pais, que buscam meus filhos na escolinha no final do dia e, além disso, dão para eles muito amor e carinho! Além dos profissionais de Escola Canguru que são excelentes e muito amorosos com nossos pequenos.

Quando meus filhos estão bem, eu também fico bem, e desta forma consigo realizar minhas tarefas do trabalho de forma plena, podendo me dedicar a fazer aquilo que amo tanto, a Fisioterapia.

Suas maiores conquistas:

Durante minha trajetória de vida tive muitas conquistas, mas sempre pude contar com a ajuda de muitas pessoas boas em meu caminho, e sem elas talvez não tivesse realizado meus sonhos.

Minha mãe com seu trabalho digno de faxineira e meu pai comerciante me incentivaram a continuar meus estudos e investiram neste sonho junto comigo. Me formar em Fisioterapia foi minha primeira e, talvez, maior conquista!!

Depois o sonho de casar, de ter uma casa própria e construir uma família, estas conquistas tive ao lado do meu companheiro!! Que continua a me incentivar profissionalmente, e junto dele fui construindo meu próprio negócio e meu trabalho foi crescendo.

Mas continuamos a sonhar e planejar nosso futuro juntos e assim realizar novas consquistas!!!


Sua mensagem:

Na vida tudo é possível,não existem limites para nossos sonhos e que podemos realizar todos eles. Por isso, sonhe grande, voe alto!!!!

Respeite e valorize as pessoas que estão próximos de você, não realizamos nossas conquistas sozinhos, com certeza temos muitas pessoas boas a nossa volta, nossos pais, familiares, colaboradores, vizinhos, amigos. Pois o mundo é muito dinâmico, hoje podemos estar ajudando e talvez amanhã necessitar de ajuda.  Que possamos plantar coisas boas, bons sentimentos em qualquer lugar que estivermos e deixar no próximo sempre um sentimento bom a nosso respeito, uma saudade!!

Faça o seu melhor sempre!!! Viva e seja feliz!!!

Vicky Janice Simon

ENTREVISTA PUBLICADA NO JI EM 24.09.2021

Quem é ela?

Vicky Janice Simon

Diretora  da Vicky Simon Consultoria e Eventos

Como se define?

Sou muito exigente comigo e gosto de trabalhar com pessoas que tenham uma personalidade forte e não tenham medo do desconhecido. Com criatividade e bom senso conduzo sempre meus desafios.

RELATO PESSOAL:  

VICKY é natural de Porto Alegre. Nasceu em 16 de outubro de 1953. É filha de Lieselotte Auguste Simon e de Isfried Alfred Simon e tem duas irmãs: RITA SUSANNE SIMON e MIRIAM EMMY SIMON GITTER.

Sua trajetória escolar teve iniciou e conclusão na cidade de Porto Alegre, onde cursou os primeiros anos letivos no Colégio Americano, e depois seguiu seus estudos no colégio Israelita Brasileiro, onde concluiu o ensino médio. Dando sequência, cursou a Faculdade de Letras / tradutor e interprete na Pontifícia Universidade Católica (PUC).

Vicky morou em Porto Alegre até o ano de 2010, quando mudou-se definitivamente para Gramado. É solteira e tem sua empresa instalada em sua residência, na Rua Flamboyant número 80.

Seu sonho de menina e o que marcou sua infância:

Eu cresci sempre cercada pelos animais e pela natureza.  Aos treze anos eu ganhei um cavalo de presente do meu pai que se chamava Caracol. Um puro sangue árabe. A lição de vida que obtive na adolescência que até hoje me norteia foram os tombos que levei montando a cavalo. Meu pai sempre dizia: “levanta e monta novamente”. Fui campeã sênior e junior de salto em 1969, na Sociedade Hípica Porto Alegrense. Tenho muitas boas recordações desta fase.

Outro grande momento da minha vida foi a oportunidade de viver um ano em Israel apreendendo a língua e trabalhando em um kibutz. Com um grupo de 18 brasileiros vivi e apreendi a ter outra escala de valores.

Meus pais sempre me incentivaram a viajar. Nunca tive medo do desconhecido.   

Minha terceira fase a qual me trouxe o sonho que hoje considero realizado foi trabalhar com pessoas de todas as partes do mundo.

Trabalhei como recepcionista bilíngue. Viajei por todo o Brasil como guia acompanhante e com grupos artísticos e grandes cantores como o Sting.

Tudo isso me fez pensar em trabalhar na área de eventos.      

Profissional:

Quando e como você descobriu que tinha vocação para ser uma líder, coordenar um trabalho?

Na verdade, eu não sabia que tinha condições de liderar mas em 1977 minha então coordenadora na Bureau de Congressos, Suzana Medeiros me passou o bastão. Esta foi a primeira grande mudança na minha vida. Depois tive a oportunidade de trabalhar na Alemanha e na Inglaterra como recepcionista bilíngue em congressos.

Quando retornei eu tinha vivenciado todos os setores existentes em congressos o que me dava uma segurança de conhecimento e experiência, porém isso não era suficiente para coordenar uma equipe dentro de uma empresa. Trabalhei um ano como supervisora do CENTRO DE EVENTOS DO HOTEL SERRANO. Depois disso achei que era a hora certa de me desafiar e foi assim que abri minha empresa com o nome VJS ASSESSORIA DE EVENTOS.              

O início de tudo:

Inicialmente de forma impulsiva eu tentei dividir a liderança com outra profissional, mas por muito pouco tempo, pois ela não tinha a mesma visão que eu procurava e rapidamente nos demos conta que era melhor parar antes de jogarmos fora a nossa amizade e respeito. Foi neste momento que comecei a VJS Assessoria de Eventos e segui sozinha durante alguns anos buscando sempre trabalhar com poucos clientes e trazer o melhor resultado possível. Buscava fazer a diferença.

Tive uma sócia durante três anos mas como ela queria multiplicar os eventos eu pedi para ela criar a sua empresa e segui sola em diante buscando sempre primar pela qualidade das minhas realizações.

Meu primeiro grande evento foi indicado pelos meus ex-diretores que era a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, que até hoje são meus clientes.

Eu sempre contei com grandes colaboradoras que junto comigo faziam de tudo para o sucesso dos eventos.   

A responsabilidade:

Nunca deixei de pensar na responsabilidade que tinha nas minhas mãos ao aceitar um desafio a mais, sendo ele a organização de uma simples conferência ou um congresso. Para mim responsabilidade tem a ver com lealdade, pontualidade e cumplicidade. A confiança depositada na empresa quando de sua contratação, para mim, é um compromisso muito importante e só acaba quando a empresa entrega o relatório financeiro positivo, pois esta é uma das principais razões do sucesso de uma empreendedora neste ramo.  

Os seus maiores desafios:

O primeiro grande desafio da minha vida foi o ano que vivi longe da minha família. Eu era muito tímida e ingênua. Foi um aprendizado para toda a vida. Trabalhei muito e apreendi a não criar problema em cima de coisas pequenas.

Outro desafio foi apreender a lidar com a doença da minha mãe que com 75 anos foi diagnosticada com ALZEIMER. Foram oito anos de muitas emoções.

Eu trabalhava muito com congressos e eventos em geral. Apreendi que o amor faz milagres, que a doação, sensibilidade, paciência, criatividade fazem a diferença.

Profissionalmente o maior desafio foi abrir a minha empresa em 1987. Maioria da área médica. Em1997 construí um dos primeiros sistemas para eventos, com um funcionário, integrando as informações de todas as áreas envolvidas num evento. O meu maior desafio e também um sonho foi a criação e realização de um evento próprio educacional para a cidade de Gramado “ GRAMADO CRIANÇA “. Que ocorreu em outubro de 2011, com duração de dez dias. Foram duzentas pessoas envolvidas na organização e dez mil participantes. A abertura foi no Palácio dos Festivais e o evento no Perinão.       

Como você consegue conciliar a vida pessoal com a profissional?

Como sou solteira e minha responsabilidade hoje principal são meus dois cachorros que foram adotados não tenho muitos problemas em conciliar o trabalho. Trabalho em home office e não tenho mais funcionários efetivos na empresa pois hoje tudo pode ser realizado com colaboradores. O importante é você ter o controle de todas as pontas. 

Suas maiores conquistas:

Acredito que minhas maiores conquistas nestes trinta e cinco anos foi o reconhecimento, o respeito e a alegria de dizer que nunca deixei de concluir com êxito algum desafio.

Minha maior conquista é hoje trabalhar com eventos internacionais. Desde 2014 assessoro o Instituto Roberto Giugliani para o Desenvolvimento da Genética na Medicina. A cada dois anos temos um encontro em outro país da América Latina com professores de todo o mundo.

No momento fazemos um Fórum Online mensal que reúne todos os professores e interessados. Minhas atribuições são desde a busca do melhor destino para o evento, infraestrutura, hospedagem, passagens, alimentação, transfers, material, equipamentos técnicos e controle financeiro. Este desafio já me trouxe muitas conquistas profissionais.

Hoje com sessenta e sete anos sinto que construí uma empresa sólida e que sempre despertou bons exemplos.             

Sua mensagem:

Não tenha medo de se desafiar. Seja humilde e aprenda a ouvir e receber críticas construtivas. Saiba separar sempre o profissional do pessoal. Faça sempre uma projeção de gastos e controle como se fosse sua bíblia. Seja sempre comprometido com o seu trabalho e saiba valorizar seus colaboradores. Nunca esqueça de agradecer a todos que lhe ajudaram a conquistar o sucesso. Jamais deixe de prospectar trabalho para no mínimo um ano a frente. Acredite em si e tenha autoestima. Você consegue. Nunca desista do seu sonho. Nunca esqueça de si mesma. Cuide-se, a aprenda a cuidar. Procure seu equilíbrio financeiro pois ele é vital para você poder ser independente. Não seja egoísta e aprenda a doar. Não viva de lembranças mas sim de desafios. 

Wanda Terezinha Fagundes Werlang

ENTREVISTA PUBLICADA NO JI EM 20.08.20

Quem é ela?

Wanda Terezinha Fagundes Werlang

Rotariana e idealizadora do Chá da Solidariedade

Como se define?

Uma pessoa de princípios éticos mais rígidos. Que estudou muito, é bem determinada e sempre esteve a frente de projetos que beneficiam a sociedade onde vive.

RELATO PESSOAL:

Wanda é natural de Caxias do Sul. Nasceu em 08 de fevereiro de 1932. Morou nas cidades de Esteio,Três Coroas, Taquara e desde 2007 reside em Gramado. Formada em letras com pós-graduação em Literatura Brasileira e Gaúcha. Wanda também cursou Direito e chegou a advogar por um período. Porém ser professora foi a sua principal profissão, sendo que desde criança já sonhava em desempenhar a atividade. Em Três Coroas Wanda chegou a lecionar durante vinte anos, e mais dez em outros municípios, totalizando trinta anos como educadora. Aposentada a aproximadamente trinta anos, Wanda dedica grande parte de seu tempo às ações do Rotary Club de Gramado,sendo ela a coordenadora do Chá da Solidariedade, um dos maiores eventos beneficentes da região, que ocorre todos os anos na Recreio Gramadense.

Wanda é casada com Ary João Werlang e eles têm 4 filhos:

Paulo Iran, Stella Maris, Luís Augusto e Marcelo.

12 netos: Paula Cecília, Juliana, Roberta, Cássio, Priscila, Aline, Caio, Felipe Iran, Ana Luísa, Luise, Augusto, Lucca.

E 4 bisnetos: Arthur, com 13 anos ,Vinicius, de 3, Allegra, que mora na Austrália, 1 ano e 8 meses e Júlia,  com 1 ano .

Seu sonho de menina e o que marcou sua infância

Quando eu era criança meus pais tinham farmácia. Eram donos da primeira farmácia que teve em Esteio. Mas, no entanto o meu sonho era ser professora. Sempre gostei de repassar aquilo que eu aprendia para os outros. E o que mais marcou minha infância foram os encontros com minhas amiguinhas em minha casa. Eram crianças da vizinhança e algumas mais novas que eu, que tinha sete pra oito anos. E sempre que elas vinham lá em casa eu queria brincar de escolinha, sendo eu a professora. Hoje acredito que foi ali que começou a despertar em mim o interesse pela liderança. E meus pais, percebendo este desejo em mim, compraram umas cadeirinhas e um quadro negro e instalaram num canto do quintal para que eu pudesse dar as minhas aulinhas. Aí quando chegavam as crianças, eu vistoriava um por um, se as mãozinhas estavam sujas eu lavava. E depois eles sentavam nas cadeirinhas e eu ia ensinando a eles tudo o que eu havia aprendido na escola, números, letrinhas e mandava fazerem desenhos. Também os hábitos de higiene que eu havia aprendido ia ensinando a eles, como escovar os dentinhos por exemplo.Esse pra mim foi um período bem agradável!

Lembro também das brincadeiras da minha época, que eram lindas. Brincávamos de cabra-cega, ovo podre, ciranda, tudo ao ar livre, e também fazíamos casinha, fogãozinho de tijolos e então minha mãe nos dava um pouquinho de tudo, arroz, carne e outros alimentos e nós cozinhávamos de verdade e comíamos nossas comidinhas, era tudo muito bom! Hoje em dia é bem diferente, ah eu acho muito triste, as crianças se afastam das pessoas, vivem só em computadores, não conversam mais…acho triste também que muitos pais vivem no celular e os filhos ficam esquecidos!

RELATO GERAL:

Quando e como você descobriu que tinha vocação pra liderar?

A primeira ocasião em que senti que tinha vocação para ser uma líder, foi quanto assumi como diretora de uma escola em Esteio. Ali eu tinha que liderar o corpo docente e administrar a escola, então senti que precisava fazer o melhor que eu pudesse. Precisava ser exigente no que se referia ao ensino e ao mesmo tempo manter um contato amigável com os professores. Antes disso, eu havia lecionado já a um bom tempo em Três Coroas. Na época, meus pais haviam fechado a farmácia em Esteio e meu pai que era político, foi convidado a assumir o cargo de sub-prefeito da cidade. E como o colégio de lá estava fechado por falta de professores eu e uma amiga minha fizemos um curso pedagógico e abrimos a escola, onde lecionamos cinco anos, ali foi muito legal, dávamos inclusive aulas de dança e coreografia. Mas a sensação de liderança eu realmente senti quando fui diretora.

Quais foram os seus maiores desafios ao assumir a função de líder?

O meu maior desafio foi quando meu marido foi nomeado governador do Rotary, no distrito 4670 no período 1995/1996. Como participávamos de todas as convenções rotárias eu fique sabendo do Programa de Prevenção ao Abuso de Drogas, que estava sendo desenvolvido no Paraná, onde tínhamos amigos no mesmo ano de governadoria. Me interessei pelo assunto porque a gente se preocupava muito com o uso de drogas em nossa cidade e então fui em busca de orientações, para aplicar no município deTaquara, onde morávamos . O programa era patrocinado pela Universidade Santa Úrsula, do Rio de Janeiro, lá tinha os professores e psicólogos que iam nas localidades para dar palestra sobre o assunto. Em contato com o doutor Amadeu Cruz, que era o psicólogo principal da Universidade ele me deu muitas dicas. Aí nas nossas visitas aos clubes, como sempre o governador fala nas reuniões, o Ari abria um espaço para que eu falasse sobre o programa. Porém eu era muito tímida, mas com a ajuda de uma psicóloga consegui me soltar mais para falar em publico. Então eu falava sobre o projeto e incentivava os presidentes dos clubes a procurar pela administração de seu município para que fosse implantado o programa naquele lugar. Com isso, implantei a idéia em todos os clubes do distrito aí fui nomeada Coordenadora do Programa de Prevenção ao Abuso de Drogas no Estado.

 E a partir dali, comecei a ser chamada pelos municípios para implantar o programa, aí eu convidava o Dr. Amadeu ou uma professora da Universidade que era especialista no assunto e íamos até lá para conversar com o pessoal da Secretaria de Educação afim de formar o grupo que iria atuar no projeto. E o trabalho sempre era feito com os pais e professores, nunca com os alunos. Começávamos dando palestras e orientando os pais a observar o comportamento de seus filhos, e aos professores alertar no sentido de que os alunos entendessem que a droga não é algo saudável, porque não adianta dizer que a droga é ruim, para eles é boa no momento que usam, mas faz muito estrago!

Assim implantamos o programa em 20 cidades e o primeiro núcleo foi fundado em Taquara, onde tínhamos um forte grupo do qual eu fazia parte e coordenava juntamente com minha grande colaboradora Linei Dreher.

 Depois, com o passar do tempo, fui me sentindo cansada, por ter que viajar muito e aí foi nomeada uma colega para dar prosseguimento ao trabalho. Mas este com certeza foi pra mim um grande desafio.

E aí quando mudamos para Gramado vim com novas idéias, pois sempre que participava de programações de outros clubes eu observava o que eles faziam que pudéssemos aproveitar.

E entre outros projetos como feirinhas, chá da xícara, veio a idéia de implantar o Chá da Solidariedade que era realizado em Taquara pelo Lions Club. Em Gramado na época, o Rotary desenvolvia projetos lindos, mas sentíamos falta de algo mais popular. Por isso pensei em fazer um projeto assim em Gramado e o Rotary apoiou.

 Então mostrei a proposta para uma grande amiga, a Irma Peccin, e ela que era uma pessoa bem conhecida na cidade, me ajudou muito, me apresentando várias pessoas da sociedade gramadense. Íamos de casa em casa convidando as mulheres para serem patronesses, fizemos um trabalho de formiguinha. E assim, no dia 25 de agosto de 2011 realizamos o primeiro chá com 27 patronesses! E já o primeiro chá foi maravilhoso, um sucesso, com mesas muito bem decoradas! A gente nem sabia se íamos fazer mais de um, mas gostaram tanto que pediram para repetirmos no ano seguinte, aí ficou mais fácil. Pedimos para cada uma delas indicar uma nova patronesse como sucessora para fazer a edição seguinte e o evento foi crescendo. Isso também ajudou o Rotary a ser mais divulgado e conhecido na cidade.

Como se sentiu ao assumir tamanha responsabilidade?

No início foi bastante trabalhoso, a responsabilidade foi grande porque tinham poucas mulheres no Rotary, tivemos uma época em que éramos apenas quatro mulheres, hoje isso se inverteu, existem mais mulheres que homens, risos.

Então no inicio praticamente tudo era comigo e a Irma. Mas no quinto ano a Irma faleceu aí passei a contar somente com auxilio das demais rotarianas, mas todas trabalhavam, não tinham muita disponibilidade de tempo. Nos primeiros anos sempre que ]iniciávamos os preparativos eu ficava muito preocupada, nervosa, vivia pendurada no telefone, porque não tinha o whatsapp, mas agora tem e isso facilitou bastante os contatos. E agente sempre busca trazer muita alegria e entusiasmo no decorrer da organização de cada evento. Sempre fui de me dedicar muito ao Rotary. Tenho 87 anos, mas minha cabeça é bem mais jovem. Participei de todas as edições do Chá da Solidariedade que sempre fizemos no mês de agosto e numa quinta-feira e todos os anos a renda é destinada à Liga Feminina de Combate ao Câncer.

Este foi mais um desafio que encarei, mas me sinto plenamente realizada porque que tem sido muito gratificante!

Suas maiores conquistas:

Uma das minhas grandes conquistas foi poder fazer o trabalho dePrevenção ao Abuso de Drogas durante nossa governadoria. Sendo que a Universidade Santa Úrsula gostou tanto do trabalho que convidou a mim e a meu marido, a passarmos uma semana numa fazenda no Rio, onde fizemos um curso bem aperfeiçoado e recebemos o diploma de conclusão do Curso de Prevenção ao Abuso de Drogas. Foi quando fui nomeada Coordenadora do Programa no Distrito e no município de Taquara. E, devido a esse trabalho a Câmara de Vereadores me concedeu o título Cidadã Taquarense.

Outra conquista foi implantar o Chá da Solidariedade em Gramado e poder consolidar o evento . Porem este ano, trabalhei pouco, fiz uma cirurgia em fevereiro e fiquei um período fora. Mas quando chegou a época de iniciar os preparativos minhas companheiras deram conta. A Eliana Wazlawick que é muito determinada tomou a frente e praticamente assumiu a coordenação.

E por fim, uma conquista muito importante na minha vida foi que mesmo sendo casada, criando os filhos, eu consegui concluir meus cursos universitários.

Deizi Kist

ENTREVISTA PUBLICADA NO JI EM 31.07.2020

Quem é ela?

Deizi Nascimento Kist

Profissão: Cantora

Como se define?

Tenho muita fé nesta ordem das coisas:

Jeová Deus, família e trabalho.

Sou totalmente dependente de Deus e por isso estudo e medito muito no que a Bíblia diz, porque creio seriamente que seja um manual de como desfrutarmos a vida da melhor maneira, pois a vida é dádiva de Deus!

Determinada no que me proponho a fazer, coloco muito amor e dedicação em todos os projetos da vida pessoal e do trabalho.

E reconheço que nada conseguimos sozinhos, sempre dependemos do próximo, como uma engrenagem, seja familiar, amigos e sociedade.

RELATO PESSOAL:

Deizi é natural de Três Passos–RS e nasceu em 10 de setembro de 1980.

É filha de Elemar Nascimento e Evanilda Nascimento e tem dois irmãos:

Rodrigo e Mariana.

Sua trajetória escolar iniciou na Escola Érico Veríssimo em Três Passos e depois seguiu seus estudos no Colégio Científico de São Leopoldo.

Mora atualmente em Capela de Santana, mas no convívio e no coração também tem moradia em Gramado e Canela.

É casada com Nando Kist e tem dois filhos: Meynkâ de 17 anos e Kâmé com 16.

Qual o seu sonho de menina e o que marcou sua infância?

Meu pai era professor de música. Meu irmão aos 5 anos, tinha um timbre de voz muito bonito e meu pai se empenhava em ensiná-lo a cantar. Nessa época a forma com que meu pai ensinava meu irmão era muito rigorosa e enérgica.

Lembro que em meados de 1985, meu irmão estava com muita dificuldade de cantar uma música, devido à tonalidade ser bem alta. Foi então que pedi pro meu pai se eu poderia tentar alcançar a nota… fechei os olhos e comecei a cantar. A partir daquele ano, nosso pai decidiu treinar meu irmão e eu, que estava com 4 anos,  para nos profissionalizar como cantores e instrumentistas.

Naquele tempo os festivais nativistas estavam noauge. Começamos a viajar rumo aos festivais e atravessávamos o RS viajando de carona.

Nosso pai acreditava muito na gente, com certeza (determinação eu puxei dele). Nosso pai carregava o violão,eu carregava uma pequena mala com as roupas bonitas que minha mãe arrumava para nos apresentar nos festivais, e meu irmão carregava o bombo leguero. Todos os finais de semana cantávamos em festivais, rodeios, feiras e etc..Foram tempos marcantesna minha infância.Também lembro que na volta pra casa (de carona)eram aqueles sorrisos estampados nos rostos, um troféu em cada braço e as premiações em dinheiro que nosso pai administrava. Era uma grande felicidade ao chegar em casa e contar pra mãe que tínhamos ido muito bem em mais um festival!

O tempo passou e o pai conseguiu comprar com o dinheiro das apresentações nosso primeiro carro. A alegria de viajar naquele Opalão Comodoro quatro portas era gritante! (risos).

Ficamos muito conhecidos no meio artístico, na imprensa e as apresentações viraram shows em muitas cidades do RS e outros estados.

Embora Deizi Nascimento seja o meu nome, ele também era usado como o nome do show artístico. Deizi Nascimento era meu pai, meu irmão e eu.

Tivemos muitas alegrias, mas também houve muito choro…porque não era fácil!!!

No início quase não tínhamos dinheiro e por isso nosso pai só conseguia comprar um prato feito pra eu dividir com meu irmão durante as longas viagens. Ele sempre dizia que tava sem fome, mas hoje eu entendo que ele ficava sem comer e com certeza em situação similar eu faria o mesmo pra ver meus filhos bem alimentados.

Com o tempo as coisas mudaram muito financeiramente devido aos shows e vieram cada vez mais convites para programas na televisão e rádios.

Nessa fase nosso pai nos orientava muito pra não deixar que o deslumbre mexesse com nossa cabeça. Foi muito importante manter a cabeça no lugar…

Todo o dom vem de Deus, temos que valorizar esse presente e reconhecer que o mérito é de Jeová Deus!

Hoje são mais de 25 anos desde o início de tudo até aqui. E eu tenho muito carinho e respeito por tudo que passamos durante minha carreira.

RELATO PROFISSIONAL:

Quando e como você descobriu que tinha vocação para ser uma profissional desta área?

Como já relatado comecei a cantar com 4 anos. E em 1997 dei um tempo  como cantora para buscar outros objetivos em outras áreas. Mas não aguentei muito tempo e no ano 2000 voltei a cantar  profissionalmente com a certeza de que essa é a minha história e que não conseguiria ficar sem exercer o canto, definitivamente minha profissão pra vida toda. Amo e sou grata a Jeová pelo privilégio de poder cantar e viver desse dom.

O início de tudo

Minha carreira teve início junto com meu pai, professor de música e meu irmão que cantava e tocava junto comigo. Começamos participando em festivais da canção, depois tiveram início as pequenas apresentações e com o passar do tempo tive a oportunidade de junto com minha família construir uma carreira renomada de 1984 a 1997 como Deizi Nascimento, chegando a realizar shows para público estimado de 60.000 pessoas junto com artistas consagrados da época.

Os seus maiores desafios:

Talvez o maior desafio foi o pouco tempo que tinha para viver a infância… comecei cantando muito cedo, por isso meu Pai era muito focado no trabalho e isso na época foi difícil. Tivemos muito pouco tempo para brincar, não tivemos uma infância normal. Demorou até que eu conseguisse entender…eu sentia como se minha vida tivesse sido podada por causa do trabalho.

Naquela época eu não entendia o porquê meu pai era tão enérgico e isso me entristecia muito!

Hoje de forma madura, sou imensamente grata por cada desafio vencido. Hoje entendo que sem esforço não há resultado e que alcançarmos nossos objetivos, muitas vezes precisamos que renunciar algumas coisas.

Meu pai deu o que ele tinha pra dar de melhor pra gente, mais do que qualquer ganho material, ele nos deu o anzol e nos ensinou a pescar. Nos treinou para sermos cantores profissionais e para sempre cantarmos com o coração.

Essa é a minha profissão, cantar.

E hoje a garra continua a mesma. Atualmente como Deizi& Nando e os The Pandas (meu amado marido e nossos dois filhos que amamos muito Kâmé e Meynkâ).

A benção é grande, um presente de Jeová Deus poder trabalhar com minha família!

junto com meu marido Panda e nossos Pandinhas.

A responsabilidade:

A responsabilidade é tamanha..somente com ajuda de Jeová Deusconsigo me dividir como esposa, mãe, dona de casa, cantora, produtora, e como colega de trabalho de meu marido e de meus filhos e não esquecer dos nossos amigos, sendo uma boa amiga.

Com certeza ter consciência real do quanto é importante saber qual o papel de cada um na família e trabalho é fundamental para arcar com a responsabilidade de cada departamento.

Não é fácil conciliar a vida pessoal com a profissional, exige muita disciplina…porque a tendência é misturar tudo…mas a experiência ensinou que tudo deve ser muito bem organizado e que ocupar o lugar que me cabe na minha profissão é fundamental para conseguir concretizar os objetivos e manter a paz na família!

Suas maiores conquistas:

Foram muitas … graças a Jeová!

São mais de 25 anos na carreira de cantora…foram muitos prêmios e reconhecimentos conquistados como cantora. Mas a maior conquista está na vida pessoal. Nunca parei de trabalhar… quando meu primeiro filho Meynkâ nasceu…fiquei apenas 2 semanas fora dos shows! Meu filho Kâmé quase nasceu no palco…

Minha vida sempre foi muito corrida! Mas ver que o resultado de ter criado nossos filhos na orientação de Jeová, seguindo os princípios da Bíblia foi essencial para conseguir conquistar meu maior tesouro.. Filhos excelentes…maravilhosos que amo muito e que também são excelentes músicos e pessoas fora de sério! Meus melhores amigos! Nossos Pandinhas amados.

E o que dizer de meu marido lindo? Meu querido colega de trabalho, companheiro amado… batalhador junto comigo dia após dia…de modo amoroso superando cada desafio!

Amo muito meu Panda! (é assim que carinhosamente chamo meu marido)

Só tenho a agradecer!!!

Por todos os prêmios e reconhecimentos que já recebi como cantora, sou imensamente grata e me sinto imensamente lisonjeada…Valorizo muito.

Graças a Jeová Deus, é dele o mérito!

Cada pessoa que acompanha nosso trabalho…que gosta de nosso canto, pra mim é uma conquista imensa!

Minha maior conquista é minha família, que é o meu tesouro!

Cite alguns dos momentos mais emocionantes em sua carreira:

O primeiro festival nativista que ganhamos junto com meu pai, meu irmão e eu éramos crianças…viajamos mais de 500km de carona até a cidade do festival sem ninguém nos conhecer.

Um violão Tonante com captador (instrumentistas entendem), um bombo leguero e uma voz com muita emoção, concorrendo com bandas inteiras e profissionais bem estruturados.

Quem ganhou o festival? Nós…foi muito marcante!!! porque ali aprendi a primeira lição. “Nunca deixar se assustar pelo está na volta. Não é preciso entrar em espírito de competição. Devemos fazer o que sabemos e do melhor modo apresentar.”

Foi assim que ganhamos aquele festival!

Troféu Imagens do Sul em reconhecimento como cantora pela Assembléia Legislativa do RS. Premiação de melhor intérprete do RS.O primeiro Galpão Crioulo que participamos com o querido e saudoso Nico Fagundes, que me chamava carinhosamente de sucessora da saudosa Mercedes Sosa.Inúmeras gravações de TV, cantando as músicas missioneiras que contava a história dos 7 povos das Missões.Muitos Jornais do Almoço, Maria do Carmo, Lasier Martins, Paulo Santana, Lauro Quadros, são tantas pessoas especiais que convivemos. Artistas que estavam no início de sua carreira, batalhando na mesma época e nos encontrávamos quase todo o fim de semana nos festivais e rodeios… como o querido YamandúCosta,  (renomado instrumentista) e oLuis Marenco, renomado cantor nativista. Entre outros que já eram consagrados, Neto Fagundes, saudosos Rui Biriva, Heleno Gimenez, Leonardo, César Passarinho, a lista é grande! Pessoas e artistas especiais com quem tivemos a alegria de poder conviver. Cada momento foi muito especial!

E atualmente estar aqui … fazendo parte desta edição das

Supermulheres…Que título! Que convite maravilhoso!! Me sinto imensamente lisonjeada e grata por esse reconhecimento lindo.

Com certeza este é outro grande momento marcante de minha carreira. Muito obrigada!

Sua mensagem:

Para ter uma vida feliz minha base está nesses

3 pontos: 1 Jeová Deus 2 Família 3 Trabalho

Com Jeová Deus construímos uma família forte que é a base para sermos bem sucedidos em todas as outras coisas!