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Polícia Civil prende integrantes de facção criminosa e apreende grande quantidade de drogas

GRAMADO – Foi uma semana intensa de combate a criminalidade realizada pela Polícia Civil (PC) principalmente quanto a atuação de traficantes e respectivamente apreensão de drogas. A primeira ação ocorreu sexta-feira (5) quando foram apreendidos mais de dois quilos de maconha em uma mochila, que estava às margens de uma estrada vicinal na Linha Tapera.

Na ocasião, após informação anônima, indicando que dois homens, em uma motocicleta, haviam deixado uma mochila no local, equipe policial se dirigiu ao endereço, onde encontrou as drogas escondidas entre a vegetação, às margens da estrada. Não havia ninguém no local e a investigação agora concentra-se na identificação dos tripulantes da moto, bem como em saber se a droga foi deixada no local para ser buscada por um terceiro envolvido na atividade criminosa.


Já na segunda-feira (8) pela manhã, a PC prendeu um homem em flagrante por tráfico de drogas, apreendendo relevante quantidade de cocaína, maconha e ecstasy, além de um revólver calibre 38, munição do mesmo calibre, balanças de precisão, valores em espécie e smartphones.

A ação ocorreu na Viação Férrea, bairro Várzea Grande, em local que já vinha sendo monitorando há meses pela Polícia Civil. Apurou-se que, recentemente, facção criminosa com forte presença na cidade se apropriou do imóvel onde residia um integrante do grupo, o qual tinha dívidas e por isso foi espancado e fugiu do local. A casa continuou sendo usada pela organização criminosa para o tráfico de drogas.

Já nesta terça-feira (9) em cumprimento a mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça, foi preso em flagrante por tráfico de drogas um homem suspeito de atuar para a mesma facção criminosa na venda de entorpecentes na modalidade de tele entrega.

Conforme as investigações, o suspeito preso era um dos entregadores de drogas mais atuantes na cidade, agindo em todos os bairros e na área central do município. No imóvel que residia, no bairro Mato Queimado, no local conhecido como Toca da Onça, foram apreendidas porções de maconha e cocaína, além de balanças de precisão, dinheiro, smartphones, petrechos usados no fracionamento/acondicionamento de drogas, agendas com anotações de contabilidade do tráfico e o veículo usado nas entregas de drogas.

As ações e prisões, realizadas pela Delegacia de Polícia de Gramado, fazem parte do monitoramento permanente da atuação das facções criminosas na cidade, bem como integram a Operação Anjos da Lei, da 2ª Delegacia de Polícia Regional, com sede em Gramado, que objetiva reprimir permanente o tráfico de drogas nas imediações de escolas e estabelecimentos destinados a esportes e lazer. Após os trâmites legais, os suspeitos foram recolhidos ao sistema prisional.

Polícia Civil ganha reforço para intensificar investigações e outras ações

REGIÃO – Na manhã desta terça-feira (9) a Segunda Região Policial, com atribuição nas áreas do Vale do Paranhana , Hortênsias e Campos de Cima da Serra recebeu o reforço de 52 agentes e três delegados.

O efetivo foi recepcionado na Expogramado pelo delegado Regional Heliomar Franco e recebeu orientações para atuação pelos próximos 30 dias na região. Foram contempladas com reforço de efetivo as cidades de Gramado, Canela, São Francisco de Paula, Cambará do Sul, Taquara e Riozinho.

Os novos policiais ficarão responsáveis pela agilização de inquéritos, realização de investigações prioritárias, composição de volantes ostensivas e demais atividades de atribuição da polícia judiciária.

O aumento do efetivo se da em razão do acréscimo de circulação de turistas na região, em razão dos eventos de Natal e dos feriados de final de ano que se aproximam. Além disso, estes profissionais da segurança, estarão presentes no Encontro Nacional dos Chefes de Polícia que ocorrerá em Gramado, e no Seminário da Polícia Civil que ocorrerá em Canela, no início de dezembro.

Uma nova equipe de agentes e esperada para os meses de dezembro e janeiro. “Com a chamada “Operação Serra”, esperamos atender com excelência as demandas da região, que se ampliam fortemente nessa época do ano”, afirmou Heliomar.

Andresa da Conceição será convocada para assumir como vereadora

CANELA – Nesta segunda-feira (8), a Polícia Civil, no âmbito da investigação que culminou com a Operação Caritas, prendeu preventivamente o vereador presidente da Câmara de Vereadores, Alberi Dias (MDB). O parlamentar, por estar recluso na segunda à noite, não participou da sessão ordinária do Poder Legislativo.

Nesta terça-feira, o Poder Judiciário concedeu liberdade para Alberi e aos demais investigados e determinou o afastamento das funções públicas pelo prazo inicial de 60 dias.

O afastamento cautelar do presidente provoca uma alteração na composição da Mesa Diretora e também no plenário. Conforme o regimento interno da Câmara, por conta do impedimento judicial de Alberi, a vereadora Emília Guedes Fulcher (Republicanos) é quem assume a presidência da Casa. O posto de vice-presidente passa para a vereadora Carla Reis (MDB), enquanto que Alfredo Schaffer (PSDB) passa para 1º secretário.

Também por conta do afastamento de Alberi, será necessário convocar um suplente para assumir a função legislativa neste período. A convocação ocorrerá nesta quarta-feira (10), pela presidente da Câmara, Emília Fulcher.

A suplente que será convocada é Andresa da Conceição, a Mana, que ficou como 5ª suplente do partido na eleição ao somar 441 votos.

DEMAIS SUPLENTES – O MDB elegeu cinco vereadores e duas dessas cadeiras já estão ocupadas por suplentes. Leandro Gralha (1º suplente) e Roberto Grulke (4º suplente) assumiram as vagas de Marcelo Savi e Luciano Melo, que fazem parte da Administração como secretários de Governança e da Fazenda, respectivamente.

Os 2º e 3º suplentes, Artur Pacheco e Mário Weirich também fazem parte do governo como secretários-adjuntos de Assistência e Saúde, respectivamente.

Se Andresa não assumir o cargo, o 6º suplente é João Alessandro Port Silveira, o Joãozinho.

Texto: Fernando Gusen | [email protected]

Denise Santos da Rosa Capelin

ENTREVISTA PUBLICADA NO JI EM 27.08.2021

Quem é ela?

Denise Santos da Rosa Capelin

Sócia proprietária da loja Arôme de Capelin

Como se define?

Uma mulher que vive intensamente, curte cada momento e de todos tira um aprendizado.

RELATO PESSOAL:

Denise é natural de Coronel Vivida – Paraná. Nasceu em 06 de fevereiro de 1975. É filha de Adão e Cleunice da Rosa e tem dois irmãos: Dilomar e Marines.

Sua trajetória escolar iniciou na Escola Municipal Nilo Peçanha, em Coronel Vivida, depois prosseguiu no Colégio Estadual Castelo Branco onde cursou também o ensino médio.

Denise passou sua infância, juventude e parte da vida adulta morando no interior e trabalhando na lavoura, mas sempre pensando em ir mais além.

Hoje mora em Gramado há três anos. É casada com Edson Capelin e eles tem 2 filhos: Alisson, com 23, e Eduardo com 22 anos.

Seu sonho de menina e o que marcou sua infância?

Meu sonho de criança era ser professora, mas não cheguei a levar em frente. Tive uma infância normal dentro das condições possíveis de uma família simples que sempre viveu da roça. E o que marcou minha infância além de acompanhar o trabalho pesado, a difícil rotina de meus pais na lavoura, um fato foi algo comovente pra mim. Eu tinha uns sete anos, quando numa certa tarde desci até o porão da casa onde morávamos e ali estava minha mãe lavando roupas e chorando. Isso me chocou muito mas fiquei calada, não entendendo o porquê que ela chorava. Lembro que isso se repetiu outras vezes, do nada ela começava a chorar.

Algum tempo depois fui entender que minha mãe estava com depressão.

Ela sentia-se fraca, sem forças e muitas vezes não tinha vontade nem de fazer a comida pra família. Chegou ao ponto de ser internada em um centro de tratamento para pessoas depressivas e quando ela voltou pra casa, estava muito magra e debilitada, fiquei preocupada, achei até que ia perder minha mãe. Porém aos poucos ela foi recuperando a saúde física. Na época, ainda não existia tratamento como nos dias de hoje.

Mas o que mais me doía, ao vivenciar aquela situação era a falta de compreensão das pessoas o julgamento que faziam! Mais tarde, depois de adulta entendi que o amor cura tudo.

Hoje ela ainda toma uma medicação forte, antidepressivos, mas sempre será minha mãe e eu sou muito grata a ela pela vida, pelos ensinamentos que me passou. Amo ela do jeito que ela é, independentemente da situação em que ela se encontra.

 Profissional:

Quando e como você descobriu que tinha vocação para ser uma líder?

Sempre participei na comunidade onde morava, como catequista e fazendo parte do conselho comunitário. Ao ir aprimorando meus estudos passei a sentir algo que quase gritava dentro de mim. Eu precisava muito mostrar pra mim mesma que eu era capaz de ir mais além, conduzir um negócio próprio, liderar uma empresa ou algo semelhante. Eu tinha um enorme desejo de evoluir e crescer profissionalmente.

O início de tudo:

Eu sempre pensava em mudar, pois não estava satisfeita com a vida no interior, precisava progredir nem que para isso tivesse que me submeter a grandes mudanças.

E, no entanto, estávamos vivendo uma fase que exigia muito de mim e de meu marido, pois nossos filhos queriam estudar e seguir outras profissões. O Edson já estava com problemas de saúde (coluna), então tudo estava dificultando pra nós.

Foi quando comecei a pesquisar sobre um possível ramo de negócio na cidade, e me interessei por uma franquia da L’acqua di Fiori.

Num certo dia ao conversar com nossos filhos a respeito da franquia, o Alisson falou: “mãe, se é tão bom esse negócio porque você não abre pra você? ” aí questionei: mas vou abrir aonde? Aqui não é lugar para esse tipo de negócio! E ele imediatamente sugeriu: em Gramado, no Rio Grande do Sul. Isso me impulsionou na hora! 

Lembro que era numa sexta-feira e meu marido logo no sábado levou o carro pra fazer balanceamento e na segunda partimos…do interior do Paraná rumo a Gramado com planos de abrir um negócio. Chegando em Gramado já fomos procurar sala para alugar.

Assim participei de tudo como decidir sobre a localização, escolher os móveis, cores e etc.

Inauguramos a loja dia 03 de setembro de 2018 como franquia L’acqua di Fiori perfumes e cosméticos nacionais. Em 10 de outubro de 2019 praticamente foi feito uma reinauguração já com nossa marca própria Arôme de Capelin.

E passamos a trabalhar com a venda das principais marcas de perfumes importados, como Carolina Herrera, Paco Rabanne, Lancôme, Giorgio Armani, Chanel, Dolce Gabanna e outras.

Também temos cosméticos da serra Gaúcha, aromas para ambiente e pra fechar com o luxo da perfumaria importada temos também semi jóias de excelente qualidade.

A nossa loja está localizada na Avenida das Hortências número 2040, sala 13. No Centro Comercial das Hortênsias. Atendemos na loja eu e meu sócio que é o

Edson, meu esposo, e contamos com uma colaboradora extra, Cristiane Rodrigues Wrasse, que toma conta da loja pra nós quando viajamos.

Também somos gratos por poder contar com pessoas especiais para nos auxiliar no trabalho, como a Thaís Zanella que faz o marketing nas redes sociais e o Luciano Capelin responsavel pelo tráfego para o Site: www.aromedecapelin.com.br

E agradecemos aos nossos filhos, ao Alisson, pela criação do site e ao Eduardo, por todo o apoio e suporte gráfico.

 A responsabilidade ao conduzir uma empresa:

A responsabilidade é grande. A tomada de decisão é muito importante, saber escolher o produto ideal para o público certo. Estar com os tributos em dia.

Prestar um atendimento de excelência ao cliente. E também separar a parte financeira da empresa do seu gasto pessoal.

E enfim, manter tudo organizado para facilitar a gestão da empresa. Mas tudo isso aprendi em cursos que frequentei e hoje procuro praticar com muita seriedade.

Os seus maiores desafios:

Como até pouco tempo atrás morei no campo (na roça) lá fiz muitas coisas como acordar de madrugada para ordenhar as vacas, ir para lavoura com o meu esposo capinar, e também fazer outras tarefas em épocas de plantio e colheita.

Nossos filhos quando cresceram já demonstraram que não pretendiam seguir com o plantio de grãos como o pai, não queriam ter a profissão de agricultor. Por isso, logo foram morar fora para estudar e então ficamos só nós dois para o trabalho do dia a dia.

Gosto da vida no campo, mas tem que ter boa saúde e ser forte para encarar o trabalho. Quando descobrimos que meu marido estava com problemas na saúde já nos preocupamos e imaginamos que não poderíamos mais prosseguir como vinha sendo, na época estávamos trabalhando somente com o cultivo de soja. Foi quando decidimos comprar uma franquia, até mesmo por já ter uma marca para irmos trabalhando e adquirindo experiência em um novo ramo.

Porque não é nada fácil para um agricultor se tornar lojista!

Mas não demorou muito e começaram os desafios. Depois de oito meses de loja aberta, nos surpreendemos ao receber a informação de que a franquia não estava bem financeiramente. E então, analisamos a situação e para evitar problemas, decidimos sair fora da franquia e criarmos nossa própria marca

Arôme de Capelin.

Outro desafio foi encontrar distribuidor dos produtos principalmente do importado. Foi complicado, mas conseguimos!

Também tivemos que buscar informações e conhecimento sobre os novos produtos escolhidos para expor na nova loja e assim dar um atendimento de qualidade para os nossos clientes.

Mas tudo valeu a pena, hoje estou realizada e amo o que faço!

Como você consegue conciliar a vida pessoal com a profissional?

Quando eu morava na roça era bem complicado. Lavar bastante roupas, muitas vezes sujas de graxa das maquinas, a casa também sujava demais devido ao barro vermelho (naquele lugar), tinha que estar sempre limpando, até dava dor nas costas…e eu fazia tudo aquilo sabendo que não teria remuneração alguma por trabalhar tanto! Não ia ganhar um dinheiro pra fazer uma viagem, comprar uma roupa ou sair jantar com amigas…era só trabalhar, e tudo muito sofrido!

Hoje levo uma vida boa. Moro em apartamento, é bem mais fácil, estamos só eu e meu marido em casa e ele me ajuda em todas as tarefas.

Posso dizer que consigo conciliar com facilidade e estou bem feliz com a minha rotina.

 

Suas maiores conquistas:

Como morava em uma pequena cidade do Estado do Paraná, meu sonho era conhecer Gramado.

Hoje não só conheço mas tenho o privilégio de morar e ter a minha empresa nesta linda cidade.

Outra conquista foi viver a experiência de viajar de avião, foram viagens curtas mas foi maravilhosa a sensação! Fui uma vez de Porto Alegre a Foz do Iguaçu, e outra de Porto Alegre a Florianópolis. Nessa última também para realizar outro sonho que foi participar do Protagon, uma imersão com o Wendel Carvalho, foram três dias muito bem aproveitados. Outra coisa foi o meu crescimento nos últimos anos, como pessoa e como profissional. São estas as minhas maiores conquistas!

Sua mensagem:

O importante é ser feliz, a felicidade é algo que não se deixa pra depois.

Nem que pra isso tenhamos que fechar ciclos e abrir outros caminhos. Não podemos se sentir vítimas de determinadas situações e sim construir nossa própria história, sem medo, sem insegurança, confiar em nós mesmas.

Somos mais capazes do que pensamos!

Não deixe o medo te paralisar e se for fazer comparação, só se for consigo mesma.


Luciana Ferreira Laranjeira

ENTREVISTA PUBLICADA NO JI EM 20.03.2020

Quem é ela?

Luciana Ferreira Laranjeira

Médica pediatra

Como se define?

Uma pessoa afetiva e forte. Que adora a profissão, a família e faz de tudo por todos.

RELATO PESSOAL:

A Dra. Luciana é natural de Porto Alegre-RS. Nasceu em 14 de julho de 1956.

Durante sua trajetória escolar estudou em 13 colégios e morou em 17 cidades devido à profissão de seu pai, que seguidamente era transferido de município. Formou-se pela faculdade de Pelotas em 1979 e fez residência em Pediatria no Hospital Conceição e mestrado em Pneumologia na Santa Casa, ambos em Porto Alegre. Luciana mora em Canela desde 1984, é casada com o Dr. Roberto Laranjeira e eles têm três filhos: Andréia, Laura e Felipe e os netos Ricardo, Manuela, Lara e Samira.

Qual seu sonho de menina e o que marcou sua infância?

Sou a filha mais velha de um general de exército e de uma assistente social. Tivemos muita sorte, pois meu paiapesar de ter uma profissão exaustiva, cursou Psicologia aperfeiçoando seus conhecimentos para poder dar o melhor pra mim e minha irmã Liliane. Minha mãe cuidava de nós com muita dedicação.  E eles nos ensinaram a  sermos humildes, nos colocarmos no lugar do outro e ajudar a todos. Com onze anos o meu sonho era ser freira.

RELATO PROFISSIONAL:

Quando e como você descobriu que tinha vocação para ser uma profissional desta área?

Com quinze anos fui fazer intercâmbio em Detroit, nos EUA, e ia com meus colegas que faziam trabalho voluntário num hospital infantil. Lá eu vivi muitos momentos que marcaram minha vida, me emocionei, chorei, senti e vi que sendo pediatra era a minha chance de ajudar.

Com a ideia fixa em ser médica, saí de casa cedo a fim de estudar. Tive que ficar no Sul, enquanto minha família foi morar em Brasília. Foi um período bem complicado, eu sentia muita saudade da família, porém estudava muito, morava em pensionato e era uma aluna brilhante, focada.

O início de tudo:

Após me formar e me sentir preparada para atender, dei início a minha carreira profissional. O meu primeiro trabalho foi na UTI pediátrica do Hospital da Criança Conceição, onde atuei por três anos.

Em janeiro de 1984 comecei a trabalhar na Clínica Cardiocor e no Hospital de Canela. Na época, os colegas médicos da cidade fizeram muita pressão para que não ficássemos aqui (eu e meu marido que também é médico), mas a população nos apoiou e com o tempo tudo se acomodou. E mesmo fixando meu trabalho em Canela, continuei indo fazer plantões na UTI pediátrica.

Em 1997 eu e meu marido abrimos nossa primeira clínica, na rua Augusto Pestana, a Clínica Médica Laranjeira. Iniciamos com três consultórios e uma sala de procedimentos atendendo clínica, cirurgia e pediatria. Com a chegada dos nossos filhos e genros, inauguramos a Clínica CEM – Centro de Especialidades Médicas, com bloco cirúrgico para cirurgias oftalmológicas, dermatológicas, cirurgias de pequeno porte, endoscopia e colonoscopia. Agregamos outro colega a nossa família médica e felizes aguardamos em breve a atuação do novo cirurgião plástico, nosso filho, Felipe.

Além disso, contamos também com a Clínica de Vacinas, que funciona junto à Clínica Médica Laranjeira.

Os seus maiores desafios:

Trabalhar no hospital de Canela na época que iniciamos foi um período desafiador e ao mesmo tempo feliz e gratificante. Além de atender como pediatra, eu também auxiliei meu marido nas cirurgias, durante 28 anos. Lembro que o hospital não tinha plantonista, nós éramos chamados a toda hora para prestar atendimentos. Porém, meu marido e meus filhos sempre foram exemplares, quando tocava o telefone, já saiam correndo pegar a bolsa de atendimento.

Nossos filhos conheceram as antessalas cirúrgicas e todas as camas da pediatria do Hospital de Canela, de tantos dias que tiveram que nos esperar encerrar o atendimento pra irmos pra casa. E na idade escolar de meus filhos, sempre adquiri muitos livros pedagógicos e antes de sair de casa para o trabalho, deixava a eles questões para interpretação de texto e matemática, como uma preparação para as aulas, e cobrava o tema feito quando voltava.Um dia cheguei em casa a 1h30min da manhã e encontrei o Felipe na escada me aguardando, dizendo que não podia dormir sem me mostrar os temas.

A responsabilidade:

Minha capacidade de doação sempre foi enorme. Tinha muita responsabilidade com meus pacientes. Não me lembro de ter dito: “Não posso atender!” para alguém.

Acho que afeto, limites e exemplo de amor ao próximo foram a minha fórmula.

Suas maiores conquistas:

Me sinto realizada de ter meus três filhos agora, nossos colegas, responsáveis profissionalmente e com suas famílias. Me sinto muito feliz por ter participado do nascimento, sonhos, doenças, angústias e conquistas da maior parte da população dessa terra. Agradeço a minha família, que sendo como são, me deixaram livre para trabalhar!

Sua mensagem:

Mulheres batalhadoras, determinadas, de coragem e fé.

Na vida é necessário sonhar e lutar pelos sonhos.

Admiro as mulheres que trabalham, que lutam, que transmitem o seu melhor para todos.

Minha mensagem de admiração e força para as mães que têm filhos com problemas graves físicos ou emocionais. Mães que lutam e abrem mão da própria vida para dar um acalento para seus filhos, estamos juntas!

Tudo passa.Vamos nos cuidar. O coronavírus também vai passar.

Juliane Cristine Drumm

ENTREVISTA PUBLICADA NO JI EM 29.03.2019

Quem é ela?

Juliane Cristine Drumm

Empresária

Como se define?

Uma pessoa humilde, batalhadora, em constante aprendizado e evolução, que ama a família e as coisas simples da vida… e adora o que faz! 

RELATO PESSOAL:

Juliane é natural de Gramado. Nasceu em 2 de abril de 1982. É filha de Inge Drumm e de Edio Drumm (in memoriam), e tem dois irmãos: Jorge e Nice. Sua trajetória escolar iniciou na Escola Senador Salgado Filho do bairro Piratini. Depois cursou o ensino médio na Escola Cenecista e estudou na UCS- Universidade de Caxias do Sul, formando-se em Administração.

Juliane mora em Gramado, é casada com Marcelo Secco Neumann e eles têm um filho: Theodoro, de três anos.

Seu sonho de menina e o que marcou sua infância:

Meu principal sonho de menina era ser atriz. Depois tive muitos outros sonhos (risos…), ser professora, bancária, jogadora de vôlei (com toda essa altura…). Lembro-me de visualizar um dia eu assinando muitos documentos, como se fosse uma grande empresária e como se a empresária só assinasse documentos (risos…).

Tenho em minha memória ótimas lembranças da infância. Lembro-me das minhas brincadeiras de ‘moleque’, eu parecia um menino… E uma das coisas que eu mais adorava eram as idas com meu querido pai ao nosso sítio nos dias de folga dele, passear na vizinhança, livremente!  Marcou pra mim os dias que íamos à casa de meus avós no interior e meu avô me levava visitar a escolinha da localidade que ficava bem próxima da casa de dele. Na época, todas as crianças de 1ª a 4ª séries estudavam na mesma sala, e eu fazia de conta que também era uma das alunas e achava o máximo!

E algo que também marcou a minha infância e minha vida, foi o valor dado ao trabalho que tive que desenvolver desde cedo, ajudando minha mãe nas tarefas tanto de casa quanto da malharia.

RELATO PROFISSIONAL:

Vocação:

Quando e como você descobriu que tinha vocação para liderar?

Na verdade desde criança, na escola, fui líder de turma, eu era bem fluente e gostava de representar os colegas. Porém às vezes na vida acontecem algumas coisas que nos deixam um pouco retraídas. No entanto, teve uma etapa na minha vida que eu me desliguei um período da empresa familiar, mas, nos finais de semana eu auxiliava nas lojas e comecei a perceber que quando eu estava na loja as gurias precisavam da minha opinião, me procuravam e valorizavam as minhas sugestões. Eu tinha uns 16 anos, e foi assim que eu senti que começava a despertar em mim novamente essa tendência pela liderança e por motivar pessoas.   

O início de tudo:

Como foi o início de sua atuação na empresa?

Quem fundou a Drumm Malhas foi o Jorge, meu irmão, e dona Inge, minha mãe, em 15 de julho de 1991. Eu estava com nove anos. De início trabalhávamos com fabricação e atacado, vendíamos somente para lojistas. Eu com apenas 12 anos já estava trabalhando com eles, colocando etiquetas e organizando as mercadorias a serem despachadas. Depois, o Jorge me promoveu ao escritório para auxiliar nas tarefas administrativas. Após um período, eu tive muita vontade de adquirir experiências e conhecimentos fora da empresa familiar, foi assim que, aos 15 anos, tive meu primeiro emprego fora, em um cartório e mais tarde trabalhei em duas agências bancárias. Neste meio tempo, o Jorge teve a ideia de abrir uma loja, depois expandindo para a segunda, mudando para o ramo do varejo. Até que num certo dia, o Jorge me falou: “Vou entrar na política Juli, e tu sabe que quando assumo alguma coisa eu entro de cabeça, então vou querer dar o meu melhor! E por isso, vou precisar de ajuda!”. Foi quando ele concorreu a vereador pela primeira vez e se elegeu. Então pedi demissão no banco e voltei para os negócios da família, até porque neste período eu já sentia uma forte afinidade com o mundo da moda e do comércio e podia perceber fortemente isso ao ajudar nas lojas.  Mas o varejo é diferente do que estávamos habituados, na época, vendíamos na loja apenas as peças de produção própria e algumas parcerias, mas eu sentia a necessidade de diversificar. Neste período fiquei à frente do comercial das lojas e na compra de mercadorias. Mais tarde o Jorge concorreu a deputado estadual e foi chamado para atuar no Governo do Estado em Porto Alegre, por isso, teve que morar lá e deixou para que eu administrasse a empresa.

No início, eu senti bastante dificuldade porque acabei tomando conta de áreas diferentes da empresa, ele administrava também de lá, mas a parte presencial, as decisões do dia a dia, gerenciar a equipe e setor de compras eram comigo e ele dizia: “Faz do teu jeito, tu vai aprender”, e me deu ‘carta branca’, confiando totalmente a mim o comando da empresa no período em que esteve fora. E esse aprendizado todo eu devo muito ao meu irmão, porque ele deixou que eu ‘voasse com minhas asas’… Eu errei bastante, testei meus limites e também acertei muito. Acredito que é na dificuldade que a gente mais cresce, naquela época eu incorporei bem a empresa. Sempre trabalhamos com o tricô, que ainda é o nosso foco, mas, neste período, percebendo a tendência do mercado, nós diversificamos bastante e ampliamos o mix de produtos. Meu marido também me dava várias dicas, devido ao conhecimento e vasta experiência que ele possui na área do varejo.

Depois de um tempo por questões pessoais o Jorge voltou a Gramado, assumindo novamente a administração da empresa em tempo integral. Foi quando unimos esforços e devido ao lado empreendedor dele, foi expandido o número de lojas. A partir dali, fiquei focada somente na área comercial, liderando as equipes das lojas e na área de compras, o que mais gosto de fazer.

Os desafios:

Quais foram os seus maiores desafios enfrentados?

A mudança sempre é um desafio, quando decidi sair da empresa ainda uma adolescente, foi um desafio, a volta para empresa, foi outro desafio. No período em que estive à frente da empresa, com a ida do Jorge a Porto Alegre mesmo tendo a ajuda dele a distância, foi um dos maiores desafios que enfrentei, porém foi quando mais aprendi e mais cresci.

Para mim a arte de liderar pessoas é um desafio diário. Manter a equipe motivada, realizada e feliz, porque as pessoas têm personalidades, sonhos e realidades diferentes, elas buscam coisas diferentes, e conseguir integrar isso, fazer com que todos se sintam parte do mesmo barco é algo a ser trabalhado diariamente.

Outro grande desafio, meu e de qualquer mulher que queira ser bem-sucedida no trabalho e no lar, é conciliar a vida profissional e pessoal, ter tempo disponível para filho, marido, casa e ainda tentar cuidar de si. Muitas vezes é preciso ter prioridades e fazer escolhas.  

A responsabilidade:

Como se sentiu ao assumir tamanha responsabilidade?

Nunca estive sozinha, minha mãe sempre esteve junto, ela cuidava da fábrica e ficava no caixa nas lojas nos finais de semana e o Jorge também me auxiliava bastante no administrativo e nas decisões mais importantes. Também tive o apoio moral e carinho da minha irmã que não trabalhava na empresa, mas estava presente, sempre fomos muito unidos. Só que a empresa começou a crescer, o Jorge sempre teve uma forte visão empreendedora, chegamos a ter cinco lojas. A expansão é algo maravilhoso, mas também apresenta muitos desafios e dificuldades, porque é preciso profissionalizar, e na empresa familiar isso nem sempre é fácil, requer delegar funções, e outras mudanças muito grandes de paradigmas. Hoje eu estou à frente da administração da Drumm Glanz, que fica na avenida Borges de Medeiros, 2433, no Centro de Gramado, e é nesta etapa que eu vejo o quanto é importante a união familiar, embora, muitas vezes, exista diferença de opiniões. Foram meus pais e meus irmãos que influenciaram decisivamente na pessoa que me tornei. Sou muito grata a minha família, onde a união sempre prevaleceu acima de qualquer conquista ou obstáculo. Confesso que em qualquer escolha e acima de qualquer coisa sempre priorizei a família, porque este é e sempre será o nosso porto seguro e nosso bem mais precioso.

Suas maiores conquistas:

Costumo dizer que o sucesso profissional está muito atrelado à realização pessoal, as conquistas são diárias. Pra mim, a realização não está no objetivo só de vender roupas, mas vai muito além!

A coisa mais gratificante que existe é quando uma cliente me chama no Whats  dizendo que foi em um evento e se sentiu linda, maravilhosa e feliz… Ou que ela se sentiu confortável e de bem consigo mesma e envia uma foto vestindo uma peça de roupa que adquiriu na Drumm. Pra mim, nada é mais gratificante profissionalmente, do que ouvir isso, ou seja, vender uma experiência!

E na vida pessoal a minha principal e maior realização foi o nascimento do meu filho, acredito ser um momento único e inexplicável na vida de uma mulher, o sentimento mais sublime e intenso que pode existir, o presente de ser mãe, não tem o que supere!

SUA MENSAGEM:

Nossa vida é repleta de desafios profissionais e pessoais, e estes são constantes.  Cada passo me oportuniza o autoconhecimento e reflexão de minhas atitudes e objetivos que almejo alcançar. Agradeço a Deus pelas infinitas bênçãos, pela caminhada e aprendizados.  Meu instrumento constante é a minha fé, minha vida familiar e a busca pela realização e sucesso através de uma vida com mais significado e propósito. Nenhuma conquista é possível, se não estivermos acompanhados de pessoas que sonhem com a gente os nossos sonhos!

Juliane Stalter Sapper

ENTREVISTA PUBLICADA NO JI EM 28.02.2020

Quem é ela?

Juliane Stalter Sapper

Proprietária do Salão de Beleza Juli BeautyHair 

Como se define?

Batalhadora, determinada, focada e grata.

RELATO PESSOAL:

Julianeé natural de Porto Xavier – RS (fronteira com a Argentina). Nasceu em 13 de julho de 1982. É filha deValdi e SidoniaSapper e tem dois irmãos: Jacson e Juarez.

Sua trajetória escolar iniciou em uma escola da mesma cidade, onde cursou o 1º e o 2º grau. Após concluir o ensino médio ingressou no Senac, em Santo Ângelo, a fim de se especializar para atuar no ramo da beleza, onde durante um período de nove meses frequentou um curso profissionalizante e completo, obtendo um aprendizadoabrangente nas áreas como:corte de cabelo, penteado, manicure, pedicure, maquiagem e depilação. Após o curso, aos 19 anos, Juli como é conhecida, com muita coragem decidiu abrir seu salão de beleza, sozinha. Dali em diante seguiu no ramo buscando se aperfeiçoar cada vez mais e, neste mês de fevereiro comemora cinco anos de atividades de sua empresa, o Salão de Beleza Juli BeautyHair. 

Juli mora e trabalha em Gramado há 16 anos, é casada com Alex Sandro Ludkee eles têm dois filhos:Gabrielyde 7 anos e Caio, com 1 ano.

Qual seu sonho de menina e o que marcou sua infância?

Quando eu era menina eu pensava em ser massoterapeuta. Mas quando tomei a iniciativa e fui a procura de fazer o curso de massoterapia foi tarde, porque o curso já estava em andamento. Então, para não perder o ano sem estudar, decidi fazer o curso de cabeleireira e fui pegando gosto pela profissão e deixando de lado meu pensamento inicial.

Fui criada no interior até os quatro anos, depois minha família mudou-se para a cidade. Lembro que durante a infância além de brincar muito com meus irmãos na terra, jogando bola na rua, de esconde-esconde, subindo em pés de goiabeira, também passeávamos bastante nos finais de semana com meus pais. Eu gostava quando íamos à casa de minha avó, de minhas tias no interior e de láa gente iaaté acampar na beira de um rio,era tudo muito divertido!

Uma passagem que marcou a fase de criança pra mim ocorreu numa ocasião em que meu pai chegou em casa com um pacotinho surpresa, parecia ser pipoca. Eu estava ansiosa para saber o que seria e ele falou que era uma merenda, mas que eu devia abrir somente no outro dia. No dia seguinte quando abri o pacotinho me surpreendi com uma linda bonequinha que eu queria ganhar. Fiquei muito feliz porque na época as crianças tinham poucos brinquedos e este, por mais simples que era, foi valorizado muito por mim e  marcou aquele momento.

RELATO PROFISSIONAL:

Quando e como você descobriu que tinha vocação pra liderar, conduzir, administrar?

Quando decidi fazer o curso profissionalizante eu era bastante jovem, mas já fui determinada ame preparar para abrir meu próprio negócio.Tinha necessidade e vontade de trabalhar, e na época principalmente em cidade pequena como a minha, era difícil alguém contratar profissionais nesta área porque geralmente era a dona do salão quem fazia tudo.

O início de tudo:

Após concluir meu curso, abri minha primeira empresa: a Ousadia Salão de Beleza, na cidade de Porto Xavier, que mantive durante três anos. Aos 22, na expectativa de crescimento e em busca de uma melhor qualidade de vida, decidi vir embora para Gramado.

Chegando na cidade, em função de não conhecer o mercado de trabalho, nem as pessoas, achei melhor não abrir logo um salão e sim buscar maior conhecimento, adquirir mais experiências trabalhando em outros estabelecimentos do ramo. E assim logo consegui uma vaga de cabeleireira no Salão de Beleza Bernardete, onde fiquei por nove anos. Depois fui trabalhar no StudioLuzana por dois anos e meio.

De inicio, após uns dois anos morando em Gramado, eu não me encontrava feliz, passei por uma fase em que tudo levava a pensar em voltar para minha cidade natal. Não estava conseguindo me adaptarem Gramado, por estar me sentindo sozinha. No trabalho eu tinha a companhia das colegas, mas nos finais de semana cada uma tinha sua casa, sua família.Os clientes eram na maioria turistas, assim não era fácil criar um vínculode amizade com as pessoas. Por isso, estava demorando muito para eu me adaptar à nova realidade,ainda sem amigose distanteda minha família. Sendo que naquela época não existia comunicação tão acessível como hoje, como o WhatsApp, o Messenger… Lembro que eu colocava crédito no celular,começava falar com meus pais e logo caia a ligação.E para eu ir visitá-los com frequência não dava, porque a passagem era muito cara. Assim, comecei a me convencer de que não valia a pena persistir. Decidida a voltar pra Porto Xavier, fui fazer a devolução do apartamento onde morava, e naquele dia então, conheci o Alex (hoje meu marido), que na época trabalhava na imobiliária, motivo que fez com queeu mudasse meus planos, pois começamos namorar e casamos.

Após um tempo,concluímos que estaria na hora de colocar em prática a ideia de abrir um salão, pois eu já havia conhecido muita gente de Gramado e assim formado uma clientela própria. E além do mais eu sentia a necessidade de poder conduzir o trabalho do meu jeito, percebendo que em alguns casos eu faria diferente,o que poderia dar mais certo.Foi quando resolvi comprar um salão que estava à vendacomtodos os equipamentos. Assim não foi difícil dar início, porque o estabelecimento já estava montado, e eu vinha com bastante experiências, dedicação e credibilidade, então foi só abrir as portas e trabalhar! E a partir dali, passei a dar as minhas coordenadas, aplicar as minhas técnicas, fazer do meu próprio negócio minha identificação, minha cara!

Os seus maiores desafios:

O maior desafio que encarei foi durante o período em que estava frequentando o curso profissionalizante. Durante o dia eu fazia as tarefas de casa pra minha mãe, também cuidava de uma menininha e à tardinha percorria 120 quilômetros de ônibus até a cidade de Santo Ângelo, onde descia do ônibus em uma parada e tinha que caminhar dez quadrascarregando uma sacola com os materiais até o local do curso,todos os dias. Eu chegava sempre em torno de quinze minutos atrasada na aula. E pra voltar eu precisava sair uns quinze minutos antes de encerrar o curso, fazer novamente o mesmo trajeto indo até aquela parada,local que sempre causava em mim uma certa preocupação, pois ali passava um pessoal de uma vila próxima, e por ser sempre tarde da noite, em torno das onze horas, esse era um momento muito tenso, eu achava perigoso estar sozinha, sentia muito medo. Lembro que eu caminhava com a sacola grudada em mim e olhando para todos os lados até poder  entrar no ônibus.Este foi um períodobem desafiante e cansativo.

Outro desafio foi aoabrir o salão em Gramado, pela dificuldade de encontrar profissionaishabilitados para formar uma boa equipe.Porque muitas pessoas estão no mercado mas não estão preparadas para prestar um atendimento de qualidade. Mas eu, no entanto, fui feliz ao poder contar logo de início com a colaboração da RosemeryEckert (Nina) que já tinha experiência em unhas e depilação. E mais tarde, para fortalecer nossa equipe, veio a PatríciaStalterZimmer (Paty), minha prima, ela que havia adquirido um pouco de conhecimento na área, chegou determinada apôr a “mão na massa”, foi aprendendo cada vez mais e hojepodemos dizer que está especializada no ramo.

A responsabilidade:

Com certeza é grande a responsabilidade. Pois a gente quer que a pessoa se sinta bem e saia satisfeita. E além de me preocupar com o que eu faço, preciso também prestar atenção no trabalho dasmeninas. Um dos maiores compromissos é quando temos noivas pra atender. É um dia em que ficamos até ansiosas, muito atentas, torcendo desde antes para que estejamos bem de saúde, porque às vezes a gente vai trabalhar mesmo não se sentido bem, pra não deixar as pessoas na mão. Mas nestes dias de eventos, principalmente casamento, precisamos estar bem dispostas, pois muitas vezes além da noiva nos envolvemos com a família toda, então precisamos dar o melhor de nós e render, devido aos horários que são definidos, que agente se preocupa em cumprir.

Como você consegue conciliar a vida pessoal com a profissional?

É um pouco complicado, mas a mulher consegue! Precisamos focar no trabalho sem deixar de lado a família. Antes de ter filhos já era corrido pra mim e depois ficou muito mais. Mas a gente vai administrando, a mulher consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo e assim vamos agregando responsabilidades. Não sei nem como conseguimos tempo e energia para dar conta de tudo. Eu penso que tudo é questão de organização, criar um roteiro pra seguir, tanto em casa como no trabalho. Claro que nem sempre conseguimos fazer tudo cem por cento, mas procuramos dar o máximo de nós para que dê tudo certo.

Suas maiores conquistas:

Como mulher, minha grande conquista foi encontrar um companheiro, um grande parceiro com quem sou muito feliz e realizeimeu sonho de casar, usar um vestido de noiva, ter uma festa. Coisas que muitas meninas sonham e eu consegui e claro, com a pessoa que eu escolhi pra formar uma família, tendo já a nossa filha como aia na festa do nosso casamento, pra mim tudo isso foi uma realização emocionante!

E no lado profissional minha conquista foi adquirir o salão e conquistar a confiança dos clientes que gostam do meu trabalho. Pois acho que o desafio não é você atender o cliente, mas simmanter, fidelizar.Tentar prestar um atendimento com qualidade sempre, pois atendemos famílias, ocorre muito de mulheres que são nossas clientes engravidarem e passar a gestação toda frequentando o salão, e depois, trazerem seus bebês para cortarmos o cabelinho, e aí vem marido, vêmfilhas, vêm as vovós…e assim atendemos várias gerações. E eu sempre digo que o importante é agente manter a essência, lembrar de onde viemos, não achar que somos melhores que os outros e não tratar as pessoas com diferença. Atendendo bem a todos da mesma forma,sem distinção declasse porque o dinheiro é igual, tanto vindo de um como de outro.

Sua mensagem:

“Devemos ter fé, foco gratidão e não perder a nossa essência, humildade sempre. “

Lourdes Cristina Weber de Abreu

ENTREVISTA PUBLICADA NO JI EM 31.01.2020

Quem é ela?

Lourdes Cristina Weber de Abreu

Proprietária da empresa D’Lourdes Escritório Contábil

Como se define?

Sou uma mulher batalhadora e que procura sempre ajudar as pessoas.

RELATO PESSOAL:

Lourdes é natural de Nova Petrópolis. Nasceu em 21 de fevereiro de 1960. É filha de Pedro Canisio Weber (in memoriam) e Lucilla Grings Weber e tem três irmãos.

Começou trabalhar aos 10 anos auxiliando seus pais na lavoura. Aos 23 anos iniciou como professora, e após exercer a função por um período, ingressou na área da contabilidade. Lourdes formou-se em Ciências Contábeis e Licenciatura Curta em Esquema I e II. Também estudou Direito, mas não chegou a concluir o curso.

Morando em Gramado há 33 anos, Lourdes é casada com Gilberto Abreu e eles têm dois filhos: Liane, de 31 anos e Lúcio com 27.

Seu sonho de menina e o que marcou sua infância:

Quando eu era criança o meu sonho era ser freira. Na época, morávamos no interior e a cultura da região possibilitava uma aproximação maior com a vida religiosa. Ver um membro na família se tornar um padre ou uma freira era o desejo de muitas pessoas, porém com o passar do tempo as coisas mudaram.

Minha infância foi registrada por saudosas brincadeiras, uma delas era de esconde-esconde, geralmente à noite eu e meus irmãos curtíamos muito brincar no pátio entre o clarão da luz e as sombras dos arbustos e árvores… Ah! Era uma delícia!

E uma situação complicada que também marcou a fase de criança pra mim, entre outros pequenos incidentes que ocorriam entre nós, foi quando eu estava com uns 12 anos de idade. Um dia, quando estávamos com nossos pais dentro de um galpão, onde eles estavam executando algumas tarefas internas, meu irmão mais novo foi mexer numa máquina de misturar a ração para os animais, quando por um descuido, a máquina puxou uma das mãos dele chegando a amputar três dedos. Isso me abalou, porque a partir dali meu irmão teve que aprender a conviver com a sequela daquele acidente.

RELATO PROFISSIONAL:

 Como você descobriu que tinha vocação pra liderar?

Lembro quequando eu estava cursando ciências contábeis, minha avó, que morava conosco, um dia me disse: “Ah eu gosto quando tu levanta de manhã com tudo planejado para o nosso dia. O que vai ter de almoço, o que tu vai fazer, o que eu vou fazer… Tu é a única que acorda com o dia pronto, e tu manda e eu faço!” 

Mas senti mesmo o despertar de um interesse pela liderança mais tarde quando estava lecionando. Percebi que eu não servia para ser funcionária, que eu tinha muito mais visão do que simplesmente para obedecer ordens… Isso era muito pouco pra mim, eu precisava crescer, disparar rsrsr… Sou bastante elétrica!

Depois trabalhei num escritório de contabilidade durante dois anos até que um dia eu falei: “Agora chega, quero ter meu escritório próprio, eu quero ser patroa!”

Eu sentia uma grande necessidade de evoluir sem ser limitada, sem ficar estagnada. Sempre digo que as pessoas já nascem pré-destinadas ao que vão ser na vida.

O início de tudo:

A empresa foi fundada em 02 de janeiro de 1989. Na verdade, tudo começou na garagem do prédio onde fui morar quando casei e decidi abrir meu próprio escritório. Ali dei início ao atendimento e o meu primeiro cliente foi a empresa de meu pai, que trabalhava na área de transporte de hortifrutigranjeiros. Porém, logo em seguida fui procurada por mais clientes, fechando o meu primeiro mês de atividades com cinco empresas. Inclusive uma destas empresas, que é a  Vidraçaria PD, ainda hoje é minha cliente. Após um período minha estrutura inicial se tornou pequena, então mudamos para a sala da frente, no mesmo prédio, local onde meu escritório está instalado até hoje.

Os maiores desafios da profissão:

O maior desafio na minha profissão é fazer com que os clientes entendam o que diz a lei. O desafio é estarmos sempre atualizados com a legislação e fazermos com que os empresários entendam que a lei deve ser cumprida. Eu sempre procuro orientá-los ao máximo, deixando bem claro o que é certo e o que é errado, para que fiquem sempre por dentro da lei. Às vezes é complicado, porque as pessoas falam que os “lá de cima” roubam tanto, quando aqui “embaixo” tem pessoas que sacam o seguro-desemprego sem sequer ter sido demitido, sendo feito o chamado acordo, isso é a mesma coisa que roubar. Se todos fizessem certinho, nós teríamos um país muito mais rico!

A responsabilidade:

São duas coisas diferentes: uma é eu ser proprietária da empresa, ter meus funcionários que são onze, ter colaboradores antigos com 23, 24 anos de empresa, como é o caso da Rejane e outro que iniciou como Office boy, foi evoluindo e está conosco até hoje. Só temos duas que estão na empresa há um ano ou dois, os demais já estão há mais de dez anos. Inclusive dois tentaram ir embora, mas voltaram rsrs, eles gostam de trabalhar comigo!

É uma responsabilidade grande coordenar a equipe, ter o valor dos salários disponível sempre dentro do vencimento, e às vezes, a empresa que depende de receber dos clientes para pagar os empregados, não recebe em dia, mas eles precisam receber.

A outra grande responsabilidade é com os clientes, eu tenho que entrar na vida de cada um deles, preciso fazer sempre algo para que eles cresçam com sua empresa. Eu sempre falo que a empresa é como uma gestação, nove meses. E assim leva em torno de dois anos para que o empresário possa dizer: “Eu consegui, está dando retorno, estou começando a ter lucros”.

Na verdade, a gente já percebe que se a empresa sobreviver os primeiros dois anos, deslancha e vai embora!

Por isso, cada empresa eu considero uma vida que está começando. E isto é muito gratificante pra mim.

Um fato marcante na vida de sua empresa:

Uma fase que me marcou foi quando fiquei doente, eu sofria por não poder estar na empresa para ajudar as pessoas. Porque programar o que teria que ser feito eu sempre tinha programado tudo, mas eu queria estar junto. Então o que me marcou nesta trajetória foram as minhas fases debilitadas. Isso ocorreu por três ocasiões e na realidade o que eu mais me preocupava sempre era com os clientes, para que eles não fossem prejudicados com a minha ausência.

Como você concilia a vida pessoal com a profissional?

Com muito planejamento. Tenho família, pais e irmãos, tenho a minha família, marido e filhos, tem a empresa e cada um dos colaboradores, tem meus clientes, e também tenho a minha vida e ainda participo de muitos trabalhos voluntários. Então acredito que tem que ter uma boa organização sempre! Eu costumo acordar pela manhã e planejar tudo o que vou fazer, organizo minha agenda pessoal e profissional para aquele dia, para a semana e para o mês. Faço isso todos os dias, a vida toda!

Sua maior conquista:

Minha maior conquista é a satisfação dos clientes. Atender um cliente novo que quer começar seu negócio próprio, esclarecer como tudo funciona e no final ouvir ele dizer: “Eu vou fechar contigo porque tu é muito simpática, adorei a tua explicação e é contigo que eu quero trabalhar!” Isso pra mim não tem preço!

Colaboradores felizes revelam seu tempo de serviço e manifestam seu carinho pela empresa:

Trabalho com responsabilidade, empenho, capacitação e amor nos direciona para a fidelização dos nossos clientes e para a conquista de novos, isso mostra os 31 anos do D’ Lourdes Escritório Contábil.

Marlise – 5 anos

O sucesso só pode ser alcançado com muito suor, esforço, dedicação, conhecimento e trabalho árduo! E quem faz as coisas dessa maneira merece cada vitória conquistada.

Parabéns aos 31 anos do D’ Lourdes Escritório Contábil.

Felipe – 17 anos

São 31 anos de dedicação e respeito ao cliente. Sempre buscando aprimoramento profissional para melhor atender o cliente e crescimento da equipe.

Enivaldo – 4 anos

É uma satisfação trabalhar aqui e poder festejar os 31 anos, por se tratar de uma empresa que oferece a seus clientes o que há de melhor em matéria de serviço e atendimento. Acreditou e investiu em meu potencial, o que me proporcionou grande desenvolvimento e crescimento profissional.

Fábio – 16 anos

Minha motivação por trabalhar no Escritório D’Lourdes é o acolhimento e a oportunidade de trabalho.

Seura – 20 anos

Meus parabéns pelos 31 anos do D’Lourdes Escritório Contábil. Sinto-me satisfeita em ser colaboradora desta empresa de anos no mercado que promove o crescimento e satisfação de seus clientes.

Tamara – 9 anos

Gratidão pela oportunidade de trabalhar aqui, tudo que aprendi sobre a profissão foi aqui.

É um orgulho compartilhar um local de trabalho com profissionais tão capazes e dedicados.

Fabiana – 10 anos

Parabéns ao escritório D’ Lourdes, onde o que me motiva a trabalhar é a busca constante pelo aprendizado e pelo crescimento pessoal e profissional.

Katia – 2 anos

Agradeço a oportunidade de pertencer à equipe D’ Lourdes, onde procuro assimilar o máximo de informações, conhecimentos e vivência, para aperfeiçoar a minha futura formação.

Sabrina – 1 ano

Com maior prazer e satisfação faço parte da equipe do D’ Lourdes. Sempre focada em crescimento profissional e progresso para os clientes. Parabéns a todos.

Débora – 11 anos

Dedicação e respeito aos nossos clientes e colegas fazem o sucesso desses 31 anos.

A verdadeira motivação vem da realização, desenvolvimento de pessoas, satisfação no trabalho e reconhecimento.

Rejane – 24 anos

Sou contadora de profissão e tenho muito orgulho em ser uma profissional mulher. Tenho muita satisfação e prazer em poder atender e ajudar os clientes em suas vidas pessoais e profissionais, auxiliando em tudo que a legislação exige. Ser mulher contadora, proprietária de um escritório contábil, fundado em 02/01/1989, há 31 anos, e ver o reconhecimento de todos: da família, funcionários, clientes e amigos durante todos esses anos, é uma imensa alegria e gratidão poder ser nesta vida uma mulher de coragem e isso me fez ser uma batalhadora e com muita fé e amor, para com todos.

Também preciso agradecer ao meu marido Gilberto Abreu, que sempre me incentivou a abrir a minha própria empresa contábil e também ao apoio dos filhos Liane e Lúcio.

D’ Lourdes Escritório Contábil agradece a todos por fazerem parte dessa minha história nesses 31 anos.

Marlene Gottschalk

ENTREVISTA PUBLICADA NO JI EM 30.04.2021

Quem é ela?

Marlene Gottschalk

Proprietária do Escritório Despachante Documentalista de Trânsito de Canela

Como se define?

Uma sobrevivente das lutas diárias. Uma mulher forte em busca constante do que há de melhor em seu interior!

RELATO PESSOAL:

Marlene é natural de Canela. Nasceu em 19 de novembrode 1966. É filha deManoel Orlando Gottschalke de Maria de Jesus Gottschalke tem 4 irmãos: Alzira, Orlando, Milto e Fladimir.

Sua trajetória escolar iniciou na Escola Luiza Correa. Depois seguiu seus estudos no ColégioMaristaeconcluiu o ensino médio na escola Neuza Mari Pacheco. Formou-se em designer de Móveis, exercendo a função por um período, ao mudar de profissão, cursou Técnico em Transito pela UCS em Caxias do Sul.Em seguida, fez a faculdade de Pedagogia, direcionada ao transito, pela ULBRA. E consolidando sua área profissional hoje está a oito anos no ramo de Despachante.

Morando sempre em Canela, hoje Marlene é separada judicialmente.É mãe de Régis de 34 anos e avó de Rafael, de 12, e de Lucas de 9.

Seu sonho de menina e o que marcou sua infância?

No entanto, Graças a Deus tive uma infância muito feliz, com meus pais sempre presentes. E o que mais marcou esta fase para mim foram com certeza as brincadeiras de infância, naturais e sem maldade, e em especial os pic-nics que fazíamos no Lago São Bernardo em São Chico, próximo de onde meus avós moravam. Lembro que durante as férias escolares eu e meus irmãos íamos passar alguns dias lá, e minha avó preparava uma cesta com quitutes e uns pãezinhos deliciosos que ela fazia na hora e lá íamos fazer pic-nic no lago. Eu tinha uns sete anos, e foi ali que meu avô me ensinou a pescar, com anzol. Digo que quando peguei o primeiro peixe foi uma grande comemoração!

Meu sonho de menina era ter um Aras quando crescesse, mas com o tempo fui fortalecendo outros planos. Sempre gostei de cavalos, e tinha com  amiga de infância chamada Bárbara, que vivíamos juntas, estudávamos juntas e dormíamos uma na casa da outra quase todos os dias. E uma das maiores diversões para nós era cavalgar. Várias vezes após a aula eu e ela passávamos na entrada do Lage de Pedra em Canela onde alugavam cavalos e então atravessávamos a cidade cavalgando, íamos até um local, hoje conhecido como antigo cassino, lá agente apostava em “carreiras”, era muito divertido pois os cavalos eram confiáveis e já estavam acostumado com nós. Na época tínhamos entre 11 ou 12 anos e precisávamos pedir dinheiro aos nossos pais para o aluguel dos cavalos sempre que queríamos cavalgar.. Cavalgar foi algo que eu sempre gostei muito mesmo depois de adulta, inclusive, participei por diversas vezes da Cavalgada das Prendas.

Vocação:

Quando e como você descobriu que tinha vocação para ser uma líder?

Sempre fui muito ativa em trabalho de grupos na escola. Quando tinha que fazer apresentações eu estava à frente e gostava disso. Nunca tive vergonha de falar em público. Acredito que o fato de ver meu pai sempre trabalhando com negócios, ter loja de veículos e  receber pessoas em casa, fazer contatos com clientes, praticamente junto com nós em volta, facilitou a minha desenvoltura. Conforme fui trabalhando e estudando , a vida me ensinando  e me moldando. Também passei por situações difíceis na vida, em que eu tive que exigir mais de mim, me tornar mais forte para tomar decisões sérias, e assim fui descobrindo o quanto eu era capaz! 

O início de tudo

Na verdade já estou hà 20 anos na área de trânsito. Iniciei trabalhando  em auto-escola como instrutora teórica e prática. Depois trabalhei na Prefeitura Municipal de Canela no cargo de Diretora do Departamento de Trânsito. Ao exercer estas funções, fui adquirindo experiências e pegando gosto por pela área. Assim fazendo cursos, me aperfeiçoando e me inteirando sobre todas as leis do trânsito e me credenciei no DETRAN como Despachante Documentalista de Trânsito.Mas eu estava ciente disso e tinha me preparado. Em 2013, decidi abrir o meu próprio escritório providenciei com antecedência toda a documentação, inclusive o alvará, trinta dias antes de abrir o escritório. Isso foi fundamental para o desempenho inicial do meu trabalho, que só fluiu. Dentro de três meses eu consegui recuperar todo o meu investimento em cursos de aperfeiçoamento que havia feito e 02 anos mais tarde, tendo como parceiros meu filho Régis e minha nora Gisele, completamos a equipe com mais duas colaboradoras e conseguimos oferecer aos nossos clientes um atendimento com eficiência e agilidade. Há um ano mudamos o endereço para um espaço maior na Rua João Pessoa,897, sala 01 , dando mais visibilidade ao escritório.

Os seus maiores desafios:

Um dos maiores desafios profissionais foi encarar a realidade de ser mulher a abrir um Escritório Despachante na cidade, ou até mesmo na região. Claro, de inicio enfrentei preconceitos.  Pois a legalização toda como vistoria e documentação de um veículo parecem ser determinadas para homens.Sentir segura para resolver todas as questões que surgirem pertinentes a sua profissão e, lidar com pessoas sempre é desafiante, porque temos que entender cada situação para cada cliente. Mas, no entanto, eu estava preparada e no momento que fazemos um trabalho sério, bem feito e com dedicação,  a recompensa vem e uma delas  é a satisfação do cliente.

Na vida pessoal, também tive muitos desafios, começando quandofui mãe muito jovem, tive que parar de estudar e assumir o papel de uma pessoa adulta muito cedo, para poder trabalhar que tive ajuda de meus pais que cuidavam do meu filho. Mais tarde voltei aos estudos, me  dividindo entre família ( filho), trabalho e estudos, ao qual hoje Graças á DEUS trabalho com o que gosto e na companhia do filho e parceiro Régis. Vivi por um período um relacionamento união estável ao qual não deu certo e hoje estou sozinha ,realizada como pessoa e profissional. Digo que foi uma árdua experiência, mas aprendi e cresci muito como mulher que me tornei.

A responsabilidade:

A responsabilidade é muito grande ao assumir um negócio nesta modalidade. Trabalho com diversos serviços, entre eles Recursos de multas, Suspensão e Cassação de CNH. Primeiro emplacamento e transferência de propriedade de  veículos , ao qual levamos o veículos para vistoria. Trabalhamos com dedicação, pois o cliente entrega sua documentação e nos deposita sua confiança.

Como você consegue conciliar a vida pessoal com a profissional?

Uma época que eu trabalhava aos sábados, domingos e feriados, não tinha vida pessoal!  Dedicava ao estudos e trabalho. Pois antes de entrar na área de trânsito, eu trabalhava numa loja de moveis em Gramado. Ali eu investia todo o meu tempo,  enquanto as pessoas estavam fazendo festa ou curtindo a família eu estava trabalhando, inclusive em grandes datas como Páscoa, Natal e Ano Novo. Até que um dia pensei: “isso eu não quero mais pra mim”. Aí passei a estudar para Instrutora de Auto escola e me preparar para uma mudança na minha vida.

Hoje a minha rotina é bem diferente. Aprendi a gostar dos finais de semana. Organizei-me para trabalhar de segunda a sexta. Chegando a tarde de sexta-feira “eu sumo e só volto no domingo a tarde”! Pego minha cachorrinha, a Luna, minha companheirinha e saímos no fim de semana vamos para algum lugar, tanto que mudo totalmente de ambiente. Isso pra mim é sagrado!

Suas maiores conquistas:

Fazer faculdade, se formar e abrir o Escritório é uma de minhas maiores conquistas, já vinha idealizando há bastante tempo, mas  ao abrir o escritório  tinha dúvidas se daria certo, mas enfim deu certo!! Conquistando também minha independência financeira. Acho que pra quem começou do zero, significa estar no caminho certo. E como profissional estou plenamente realizada pois conquistei a confiança e a credibilidade de nossos clientes.

Sua mensagem:

A mulher atual vem buscando ser a autora de seu próprio destino, conquistando seu território, ainda mais se for predominantemente masculino, exige que esse espaço seja construído por desafios, lutas e conquistas diárias. Tendo mais liberdade e sendo mais respeitada e valorizada em suas múltiplas funções, mesmo em tempos de crise criam mais possibilidades, pois o que eram antigamente considerados obstáculos, hoje são desafios que a mulher atual quer e está totalmente preparada para enfrentar. Verdadeira Fenix!

Mísia Hoerlle de Castilhos Pimel

ENTREVISTA PUBLICADA NO JI EM 25.09.2020

Quem é ela?                                                     

Mísia Hoerlle de Castilhos Pimel

Diretora na Escola Municipal de Educação Infantil Paulina Benetti, de Gramado.

Como se define?

Responsável, sonhadora, guerreira, com um enorme coração e uma grande vontade de aprender e vencer na vida!

RELATO PESSOAL:

Mísia é natural de Gramado e nasceu em 13 de Julho de 1985. É filha de Moacir Braga de Castilhos e de Ione Hoerlle de Castilhos e tem três irmãos: Ismael, Moisés e Yoseph.

Sua trajetória escolar iniciou na Escola Santos Dumont, onde permaneceu até a conclusão do Ensino Médio e, dando sequência aos estudos, cursou Pedagogia, iniciando na UNISINOS e concluindo na UNOPAR Gramado. Também é Pós-Graduada em Gestão Escolar pela Faculdade UNINA/São Braz.

Mísia mora em Gramado, é casada com Luís Francisco Pimel e eles têm dois filhos: Rebeca de 12 anos e José Luís com 4 anos.

Seu sonho de menina e o que marcou sua infância?

Desde pequena gostava de brincar de professora, reunia os vizinhos, os amigos e dava “aulinha” para eles, também gostava de brincar de escritório, tinha uma máquina de escrever, eu digitava, amava fingir que estava escrevendo textos, assinava papéis, carimbava, atendia telefone, me sentia importante fazendo aquilo. Sempre fui muito responsável, ajudei a cuidar dos meus dois irmãos mais novos, em períodos que minha mãe precisou trabalhar fora (naquele tempo, quase não se levava as crianças para “creche”); aprendi com 12 anos a cozinhar, a fazer as tarefas da casa e sempre fiz com alegria, estudava, brincava muito na rua, tendo três irmãos meninos e sendo a única menina da casa acabava brincando com eles, de pega-pega, jogava futebol, andava de carrinho de rolimã, subia em árvores, ia tomar banho de cachoeira na Linha 28… nós voltávamos para casa quase ao anoitecer, sujos de tanto brincar e cansados, não tinha Internet, televisão quase não se via, dormíamos cedo, após o banho e o jantar e, no outro dia, acordávamos dispostos, prontos para mais um dia de aventuras… que tempo bom!

RELATO PROFISSIONAL:

Quando e como você descobriu que tinha vocação para ser uma líder, uma administradora?

Quando chegou o momento de escolher uma profissão. Lembro que pedi a Deus uma direção, desde pequena sempre tive um relacionamento de intimidade com Deus, eu já pensava em ser professora, precisava de uma confirmação, queria cumprir meu propósito, fazer a diferença na profissão que eu fosse exercer. Lembro que, na semana de inscrição para o vestibular, sonhei que com minha profissão teria a possibilidade de contribuir na formação do caráter das crianças e acordei com a certeza em meu coração que estava no caminho certo. Iniciei o trabalho em de sala de aula, almejando um dia poder estar na Gestão da escola, cumprir meus objetivos e fazer a diferença na vida das crianças.

O início de tudo

Iniciei minha carreira profissional aos 19 anos, trabalhando como estagiária na Escola de Educação Infantil Branca de Neve 2, hoje chamada Jardim Encantado. Lembro que trabalhava de manhã bem cedo e, à noite, viajava até a UNISINOS para estudar; chegava em casa tarde da noite e, no dia seguinte, seguia a rotina, assim foram meus primeiros três anos de aprendizado como Educadora Infantil. Então, conheci meu esposo, casei, parei os estudos e, neste período, fui secretária no Colégio Santos Dumont; durante quatro anos, conciliando família, trabalho e estudos, consegui concluir a faculdade e, no ano de 2014, assumi o concurso municipal, trabalhando em algumas escolinhas até chegar ao meu alvo, minha escola do coração, a EMEI Paulina Benetti.

Os seus maiores desafios:

Minha mãe sempre dizia “não casa sem antes terminar os estudos”, mas não teve jeito, o coração falou mais alto e um dos grandes desafios foi trabalhar fora, cuidar da família, da casa e deixar minha filha pequena para estudar à noite. Quando somos solteiros, estudar é bem mais fácil, não temos tantas responsabilidades… sempre digo que, quando alguém comenta que temos sorte, na verdade não sabe tudo o que passamos para chegar onde estamos hoje. Assumi a direção da escola esse ano, junto com minha vice (que me ajuda muito), cheia de ideias e expectativas, querendo colocar todos os planos em prática e, com apenas dois meses de gestão, tudo parou, veio a pandemia, tive que aprender a gerir a escola de uma forma diferente, sem as crianças e sem a equipe de forma presencial, com reuniões online, grupos de WhatsApp, gravações de vídeo e, assim, precisamos nos reinventar desde então.

A responsabilidade:

Uma Liderança com envolvimento: acredito que ser um gestor vai muito além de estar apenas dentro de sua sala, atrás de sua mesa, distante e inacessível a sua comunidade, pelo contrário, além de cumprir as demandas burocráticas, ele deve ser acessível e se relacionar com essa comunidade, ter interesse em saber a opinião dos integrantes desse contexto e valorizá-los. Estar consciente de que presença e proximidade são meios de perceber as necessidades de forma mais profunda e ser, assim, um agente de transformação.

Como você consegue conciliar a vida pessoal com a profissional?

Estou em constante aprendizado, quando estou em casa procuro me desligar do serviço, me ocupar com as tarefas do lar, fazer um almoço gostoso para a família, sentar à mesa e conversar, ouvir, aconselhar, assistir um filme juntos, ter tempo de qualidade. Quando estou no serviço, foco e concentração no que precisa ser feito, responsabilidade… mas, nem sempre é fácil, às vezes me pego respondendo mensagens no celular tarde da noite e aí, logo meus filhos reclamam, “mãe, não é hora de trabalhar”. É preciso saber que cada coisa tem seu tempo e seu lugar.

Suas maiores conquistas:

Conhecer a Deus e poder chamá-lo de Pai, contar tudo a Ele e poder contar com Ele, saber que Ele se alegra com as minhas conquistas. Meu Lar… amo a família que formei, meu esposo e meus filhos são minha base, ao chegar em casa, já no portão, minha cachorrinha vem correndo me receber pulando, os gatos vem na porta, as crianças correm felizes para me abraçar, poder tomar um chimarrão com meu esposo, contar como foi meu dia, fazer planos para o futuro, é um sentimento maravilhoso. Minha profissão… pois me sinto realizada por conseguir alcançar meus objetivos, realizar meu sonho, eu trabalho feliz, amo o que faço, tenho uma equipe maravilhosa com quem posso contar, que pega junto. Maturidade… aprendi muito em todos os lugares pelos quais passei, com todas as pessoas que convivi e continuo aprendendo e evoluindo.

Sua mensagem:

Não existe sorte, existe a oportunidade e precisamos nos capacitar para quando a oportunidade chegar estarmos preparados para assumir. A vida é um constante aprendizado, não podemos parar… tenham metas, sonhem alto, lutem pelos seus ideais, por aquilo que acreditam, deixem sua marca na história, façam a diferença!

“Seja você a mudança que quer ver no mundo” Mahatma Gandhi