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“Eu cheguei na sala e me deparei com todas as crianças chorando”, diz professora

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CANELA – A professora Elisabete Godoy esteve na Rádio Integração Digital, na tarde de segunda-feira (11) e falou sobre o vídeo de sua autoria, que originou a denúncia de maus-tratos na escola Serafina Saibt, bairro São José. O assunto foi pautado pelo vereador Jerônimo Terra Rolim (PDT), na sessão da Câmara Municipal, no dia 4 de abril, ocasião em que foi reproduzido o vídeo mostrando algumas crianças chorando.

“Eu sou professora há mais de 20 anos só da educação infantil, mas também trabalhei nove anos no fundamental. Nesse dia que gravei o vídeo, eu fui substituir uma professora que estava de atestado. Eu cheguei na sala e me deparei com todas as crianças chorando. Aí eu fiz o vídeo com a intenção de saber o que estava acontecendo. Acabei enviando o vídeo para a colega da sala, ‘brincando’ e dizendo, olha profe, os teus filhos tudo chorando’. Eu não gravaria um vídeo para me acusar. Eu mostrei para a diretora, nos exaltamos e naquele dia mesmo ela mandou eu procurar a Secretaria de Educação. Fui transferida de escola”, contou Elisabete.

O advogado Vilson Rosa, que defende Elisabete, disse que a professora estava se precavendo quando gravou o vídeo, pois a intenção era de mostrar o que estava acontecendo quando ela chegou na sala. “O nosso caso é pontual de uma escola de Canela. Um vídeo veiculou nas redes sociais. Em tese, este vídeo teria a acusação de maus-tratos. Algumas pessoas postaram isso na internet e tomou uma proporção totalmente desnecessária. Houveram ameaças contra a professora. O perfil dela foi divulgado nas redes sociais. A professora teve que se manter isolado, não foi trabalhar por uma semana. Nós entendemos o que os pais das crianças querem, mas precisamos que os fatos sejam esclarecidos. A Elisabete não teve intenção de causar mal algum”, disse o defensor.

O caso está com a Delegacia de Polícia Civil de Canela e conforme o delegado Vladimir Medeiros, o inquérito foi instaurado, a investigação está sendo realizada sob sigilo, por orientação do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) e testemunhas estão sendo ouvidas.

A Prefeitura de Canela abriu processo administrativo para apurar o ocorrido. O Executivo declarou em nota que repudia qualquer ato de violência dentro e fora do ambiente escolar.

A entrevista

A entrevista completa com a professora Elisabete Godoy e o advogado Vilson Rosa pode ser conferida no Facebook do JI, na aba de vídeos ou acessando o site www.leiafacil.com/podcasts clicando no link Entrevista professora Elisabete Godoy e advogado Vilson Rosa 12/04.

Texto: Lucas Brito | [email protected]

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