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Empresário do comércio tem pessimismo recorde

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O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC-RS) registrou, em agosto, pessimismo recorde aos 73,5 pontos. A sondagem, realizada pela Confederação Nacional do Comércio nos últimos 10 dias de julho e divulgada na segunda (24) pela Fecomércio-RS, traz sinais de desaceleração das perdas de confiança. Apesar de grande quando comparada ao mesmo período do ano passado, a queda de 1,2% do ICEC-RS sobre julho, a quinta consecutiva, foi inferior ao recuo anterior de 2,3%. Esse resultado se refletiu de maneira distinta entre as três óticas de análise: condição atual, expectativas e investimentos.

Entre seus três componentes, a pior avaliação diz respeito às condições atuais (ICAEC), que alcançou o resultado ínfimo de 37,4 pontos com queda de 14,8% na margem, superior a contração do mês anterior. O prolongamento dos efeitos das medidas de combate à crise sanitária corroeu a percepção dos empresários acerca das condições atuais da economia, do setor e também da própria empresa, sublinhando a insatisfação da categoria.

O Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) teve a sexta queda consecutiva na margem, mas neste mês com a característica de desaceleração. Ao variar 5,1% negativos, o IIEC caiu menos que em julho, quando registrou perda de 7,1%. Dos componentes do IIEC, à exceção da situação atual dos estoques, todos se encontram no menor patamar desde o início da série histórica em março de 2011.

O único resultado positivo da edição de agosto do ICEC-RS foi relacionado às expectativas. Pelo segundo mês consecutivo, o Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC) teve alta na margem ao registrar variação de 7%, superior ao verificado no mês anterior, de 4,8%. Com isso, o IEEC atingiu 113,5 pontos, indicando que, embora a realidade enfrentada no dia a dia continue derrubando a confiança dos varejistas, a perspectiva de dias melhores continua ganhando força e reflete o caráter naturalmente mais otimista dos empreendedores. “A reversão desse quadro de baixa confiança somente ocorrerá quando houver menos incerteza quanto às condições de abertura dos negócios e da dinâmica da economia nos próximos meses”, avaliou o presidente Luis Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS.

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