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Confiança do varejo é a menor desde 2011

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O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC-RS) de julho reforçou o agravamento no pessimismo do setor. Divulgado pela Fecomércio-RS, o índice se encontra no patamar mais baixo desde o início da série histórica, iniciada em 2011, marcando 74,4 pontos. Em relação ao mesmo período do ano passado, as perdas seguem bastante consideráveis: a baixa mensal de 2,3% do ICEC-RS foi expressivamente menor que a dos meses anteriores, com desaceleração das quedas registradas nos subíndices de condição atual e de investimento, contrabalançadas pelo avanço no subíndice das expectativas, que teve aumento após três meses consecutivos de queda.


Na análise dos componentes do ICEC-RS, o subíndice de condições atuais teve recuo mensal de 9,5%, aos 43,9 pontos. O subíndice de condições atuais segue evidenciando o cenário desafiador para as vendas do setor com que se deparam os empresários. Além da deterioração das condições atuais da economia, já relatada em meses anteriores, o pessimismo avançou nos indicadores de condições atuais do setor do comércio e também da empresa, reforçando a dificuldade das vendas.

O subíndice de expectativas foi o único dos componentes do ICEC-RS a registrar alta no mês de julho, aos 106,1 pontos. O aumento de 4,8% na margem interrompeu três meses de quedas consecutivas na comparação mensal e, embora esteja em campo otimista, é o segundo pior nível do índice desde o início da série histórica. No que se refere a componente de investimentos houve queda de 7,1% na margem. “Os empresários do comércio nunca estiveram tão pessimistas desde que essa pesquisa começou a ser feita. Esse é o momento mais difícil que o varejo já enfrentou, com a sobrevivência de muitos negócios ameaçada. O período da sondagem coincidiu com as novas restrições impostas ao comércio na capital gaúcha, onde a pesquisa é feita. Operar com portas fechadas e diante de uma intermitência entre abre e fecha compromete a operação e a geração de receitas. Isto acaba por condenar muitos negócios a um caminho sem volta, em que não há condições para que as portas possam ser abertas novamente”, explicou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

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