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Público LGBT reclama da falta de políticas públicas

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Na luta para garantir mais segurança em todos os sentidos à comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais ou transgêneros), a ONG Construindo Igualdade atua para tornar Caxias do Sul mais humana. Uma das demandas mais antigas é a criação de um conselho municipal para discutir políticas públicas favoráveis a este público.

De acordo com a coordenadora do movimento, Cleonice Araujo, a segunda maior cidade do estado ainda carece destas iniciativas. “No que tange a ações municipais, estamos totalmente desamparados. Precisamos urgentemente de políticas que nos garantam segurança e apoio diante das tantas dificuldades que enfrentamos diariamente”, cobrou.

Uma das principais conquistas que a comunidade LGBT obteve em Caxias foi a criação do Centro de Referência, braço da ONG Construindo Igualdade. O espaço, que iniciou suas atividades em julho de 2018, oferece apoio e encaminhamento em casos de violação de direitos da população LGBT. Também, acolhe quem tem HIV, incluindo heterossexuais, além de promover ações de prevenção à doença. “Por se tratar de um projeto piloto, recebemos para os 10 primeiros meses verba federal de R$ 100 mil, que usamos para contratar advogado, psicólogo e assistente social, além desenvolver diversas ações de conscientização e capacitação. Desde então, estes serviços, assim como as despesas do espaço, são mantidos por meio da união de voluntários e parcerias”, salientou.

Na sede do Centro, na Rua Pedro Tomasi, 1031, Bairro Exposição, com atendimentos de quartas a sextas, também foi estruturada uma biblioteca com livros sobre as questões LGBT; montados um grupo de teatro e um projeto de desenvolvimento de aulas públicas a fim de disseminar informações sobre direitos, deveres e respeito, entre outros temas. Ainda são oferecidos cursos de técnicas de redação para o Enem e de auxiliar de cabeleireira.

 

Falta interesse aos parlamentares

 

Cleonice Araujo também coordena a Rede Nacional de Travestis, Transexuais e Homens Trans que vivem e convivem com HIV e AIDS. Por isso, uma vez por mês vai à Brasília para tratar dessas demandas. “Circulando por estes ambientes, descobri que existem possibilidades de se trazer para Caxias ou qualquer outra região recursos por meio de emendas que beneficiem a comunidade LGBT. No entanto, o grande entrave é o conservadorismo que existe na nossa bancada de deputados”, lamentou.

Situação que, segundo Cleonice, propicia o aumento da violência contra a população LGBT em todo o Brasil. Conforme os registros do Centro de Referência, já foram contabilizados 239 atendimentos pelos mais diversos motivos. Mas predominam violação dos direitos humanos, discriminação e agressão. O maior índice de violência tem acontecido nos bairros Reolon e 1º de Maio.

Em razão disso, uma das metas da entidade é implantar e fortalecer ações de conscientização e capacitação nestes locais. “Essa é uma das razões por termos apoio público, com políticas que contemplem o respeito às diferenças. O que nos resta é a união para a manutenção de um espaço que conquistamos com muito esforço e que, de maneira alguma, pode acabar. O Centro de Referência é essencial para lutarmos e defendermos as causas LGBTs. É um espaço em que as nossas demandas são ouvidas e encaminhadas para os órgãos competentes, os quais cobramos”.

 

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