GRAMADO – A Serraria Municipal, vinculada à Secretaria de Obras, tem desempenhado um papel que vai além do apoio às demandas estruturais do município. O serviço também se consolida como uma importante ferramenta de assistência social, contribuindo diretamente para o atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade, especialmente por meio do fornecimento de madeira para reformas emergenciais e kit casas.
A reportagem do Jornal Integração esteve no local, na Várzea Grande, na quarta-feira (15), onde o secretário de Obras, William Camilo, destacou o impacto social do trabalho realizado. Segundo ele, parte da produção é destinada à Secretaria de Assistência Social, que encaminha os pedidos conforme critérios técnicos e legais. “Muitas vezes acontece um destelhamento ou alguma situação emergencial, e a gente faz essa doação de madeiramento. Esse material sai daqui justamente para atender essas famílias”, explicou.
O diretor da Serraria, Eni Branchini, reforça que o setor atua como suporte fundamental tanto para obras públicas quanto para demandas sociais. “Essa madeira também serve para recuperação de casas de pessoas menos favorecidas. É um trabalho que beneficia diretamente a comunidade”, afirmou.

Atendimento segue critérios sociais
O acesso ao chamado “kit casa” não ocorre de forma direta na Serraria. Conforme explica o secretário, todo o processo passa pela avaliação da Assistência Social. “Não é o morador que vem aqui solicitar. Existe um acompanhamento, um laudo técnico, muitas vezes com engenheiro e assistente social, e a partir disso é feito o encaminhamento para nós”, detalha William.
Esse fluxo garante que o material chegue a quem realmente precisa, respeitando critérios estabelecidos pelo poder público e priorizando situações emergenciais, como danos causados por intempéries.
Produção que gera economia e agilidade
Além do viés social, a Serraria também representa economia significativa aos cofres públicos. Com produção própria de madeira, o município reduz gastos com licitações e compras externas, além de ganhar agilidade no atendimento de demandas.
“Se tivéssemos que comprar toda a madeira que produzimos aqui, seriam milhões ao longo do ano”, destaca William. Ele ainda ressalta que o investimento recente em equipamentos modernizou o setor e aumentou a capacidade produtiva. “Hoje temos mais segurança, qualidade e muito mais rapidez na produção.”
Erni complementa que a modernização permitiu ampliar significativamente a produção. “Antes a gente serrava cerca de oito caminhões por mês. Hoje conseguimos chegar a 20 ou até 30 caminhões. Isso faz toda a diferença para atender tanto obras quanto demandas sociais”, pontua.










