InícioGeralGramado e CanelaModos de fazer do interior de Gramado serão reconhecidos como Patrimônio Imaterial

Modos de fazer do interior de Gramado serão reconhecidos como Patrimônio Imaterial

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GRAMADO – Os pães de linguiça, as cucas e toda a cultura envolvida nessa produção já são um patrimônio da cidade de Gramado. Mas agora, um projeto visa inventariar o modo de fazer relacionado a essa expressão cultural alimentar e tornar esses processos um patrimônio imaterial reconhecido oficialmente pelos governos Estadual e Federal. A iniciativa foi apresentada nesta terça-feira (3), na sede da Secretaria da Agricultura de Gramado, em encontro que reuniu agricultores e produtores locais.

Intitulado “Inventário das referências culturais da área rural das cidades de Gramado, Canela e São Francisco de Paula”, o projeto é realizado pela empresa Clic e tem como objetivo mapear práticas alimentares tradicionais que são preservadas por famílias descendentes de imigrantes italianos e alemães. A ação também prevê a produção de cartilhas de educação patrimonial, que serão distribuídas em escolas públicas e entidades locais, além de oficinas educativas voltadas à valorização dessa herança cultural. “Vamos inventariar as famílias que são descendentes de imigrantes italianos e alemães para investigar práticas culturais que eles desenvolvem vinculadas à comida”, explica a especialista de patrimônio cultural, Fernanda Pereira.

Produtores locais celebraram a iniciativa, que reconhece a importância da tradição no campo e valoriza o saber-fazer transmitido entre gerações. “Estamos contentes com esse apoio que a gente está recebendo da Prefeitura, do Governo do Estado, porque esse projeto é muito importante”, afirmou Severino Ecker, vice-presidente dos Fornos de Gramado. “Mais gente vai conhecer os produtos que fazem parte da nossa história”, acrescentou Valdir Calhiari, vice-presidente dos Fornos da Várzea Grande.

A iniciativa foi selecionada no Edital de Concurso SEDAC PNAB RS nº 31/2024 – Memória e Patrimônio, e recebe apoio do instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), das Secretarias da Agricultura, Cultura e Turismo de Gramado e da Emater. O secretário da Agricultura de Gramado, Eliézer Lima, destacou a relevância do projeto para o fortalecimento das comunidades rurais. “Preservar esses saberes é preservar a história viva das nossas famílias do interior. Esse reconhecimento valoriza quem mantém viva essa tradição todos os dias”, afirmou o secretário. “Prontamente apoiamos essa iniciativa porque queremos que essa cultura e esse modo de fazer dos pães, cucas e toda a culinária sejam reconhecidos e documentados”, completa Janete Basso, extensionista da Emater de Gramado.

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