Justiça revoga prisão preventiva e empresário Márcio Colombo é solto
A Justiça determinou a revogação da prisão preventiva do empresário Márcio Vandir Colombo, que havia sido preso em 11 de dezembro de 2025 no âmbito de uma ação penal que tramita na 2ª Vara Judicial da Comarca de Canela. A decisão é da juíza Simone Ribeiro Chalela e foi proferida na tarde de terça-feira (11). Colombo foi solto ainda na noite de ontem.
O empresário é réu em ação movida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, que aponta a existência de uma série de crimes ligados a atividades empresariais no setor da construção civil. A denúncia descreve 24 fatos que teriam ocorrido entre 2015 e 2025 e envolve também os réus Michele Moraes Boch e Anderson de Medeiros Pontes.
Segundo a acusação, Colombo teria cometido crimes como apropriação indébita, estelionato, associação criminosa, ameaça e fraude à execução, relacionados principalmente às atividades das empresas KMV Construtora e Incorporadora Ltda. e do grupo empresarial MWC, formado pelas empresas MWC Construtora Ltda., MWC Empreendimentos Ltda. e MWC Construtora e Incorporadora Ltda.
Na decisão, a magistrada rejeitou o pedido da defesa para o trancamento da ação penal e determinou o prosseguimento do processo. A juíza entendeu que as alegações da defesa — de que os fatos seriam apenas conflitos empresariais ou inadimplementos contratuais — precisam ser analisadas durante a fase de instrução, com produção de provas e depoimentos.
Por outro lado, a Justiça considerou que houve um fato novo relevante desde a decretação da prisão preventiva: o deferimento do processamento da recuperação judicial do Grupo MWC, ocorrido em dezembro de 2025 na Vara Regional Empresarial de Caxias do Sul.
De acordo com a decisão, a recuperação judicial colocou as empresas sob supervisão judicial e fiscalização de uma administradora judicial, o que reduz o risco de novas irregularidades empresariais que haviam sido apontadas como fundamento para a prisão preventiva.
Diante desse novo cenário, a juíza concluiu que a prisão poderia ser substituída por medidas cautelares, consideradas suficientes para garantir o andamento do processo.
Entre as determinações impostas ao empresário estão a proibição de deixar a comarca sem autorização judicial, a proibição de contato com vítimas e testemunhas, a proibição de exercer gestão direta nas empresas do Grupo MWC e recolhimento domiciliar noturno, das 20h às 5h.
A magistrada também advertiu que o descumprimento de qualquer dessas medidas poderá resultar na nova decretação da prisão preventiva.
Com a decisão, foi expedido alvará de soltura, e Colombo deixou a prisão na noite de ontem, terça-feira. O processo segue em tramitação na Justiça de Canela, aguardando ainda a apresentação de defesa dos demais réus.











