Você atingiu a métrica limite de leitura de artigos

Identifique-se para ganhar mais 1 artigos por mês!

Já sou assinante!

Lula livre

Tempo de leitura: < 1 minuto

Lula está livre das condenações que teve em razão das acusações da Lava Jato. O que um sem número de agentes públicos fez produzindo inquéritos e julgando os processos em duas instâncias do judiciário, ao mais alto custo imaginável à nação, foi colocado no lixo por um único cidadão, em uma única canetada. Um único ministro da mais alta corte judicial, o Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, encontrou um meio de livrar o petista das sentenças até aqui proferidas pelo então juiz federal da força tarefa montada especialmente para estes processos (da Lava Jato), em Curitiba, Sérgio Moro, e pelo colegiado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), segunda instância daquele juízo.

Bolsonaro X Lula

A questão eleitoral se resolverá do jeito certo, pelo voto. Se Lula for candidato, Bolsonaro ir à reeleição e quantos mais decidirem concorrer a presidente da República, isso é secundário nesta discussão. A questão é como querem que a gente entenda isso tudo. Todos esses anos, o homem foi preso, tolhido de participar da eleição de 2018, os demais envolvidos devolveram bilhões de reais dos desviados, o que é prova inconteste da culpa deles, e, de repente, encontram um jeito de derrubar tudo. E mais, entre tantos condenados da Lava Jato, só um teve tal sorte.

Fragilidade

A derrubada das sentenças contra Lula expõem a fragilidade do sistema jurídico nacional. À começar pelo modo de escolha dos ministros. Cada presidente trata de colocar na Suprema Corte pessoas que, quando ele precisar, façam exatamente isso, o livrem e protejam de todos os males. Quem não lembra do julgamento de impeachment da ‘presidenta’ Dilma, quando o então presidente do STF, liderando a sessão de cassação propôs, de pronto, salvaguardar os direitos políticos dela?

Contra-ataque

O vereador Jerônimo Terra Rolin, de Canela, queixou na sessão de segunda-feira, que foi violentamente atacado pelo seu pronunciamento na sessão anterior, em relação à vacinação de professores, da volta às aulas, de que escolas não são “depósitos” de crianças, que os pais que precisa “trabalhar, trabalhar, trabalhar”, não deveriam ter filho e da sua sugestão de controle de natalidade (onde o governo decido se e quantos filhos um casal pode ter).

Como eu mesmo dediquei um bom espaço para o assunto na coluna Direto da Redação da edição passada, que hoje volta a ser assinada pelo titular, Fernando Gusen, claro, que usei o chapéu. Certamente mais pessoas “atacaram” o edil, mas eu é certo que sim. Quero deixar claro ao Jerônimo que quanto a sua atuação como parlamentar não sou um crítico incondicional, mas de pontos específicos, como esse, com o qual discordo completamente. Ademais Rolim, você sempre é contundente e, um atacante nato e estratégico deve estar preparado para eventual contra-ataque. Ademais, também, sempre tiveste e sempre terás espaço da parte do JI e deste colunista, para suas boas ações.

Aviso aos governos

Os movimentos desta semana por parte dos comerciantes são um claro aviso aos governos, das três esferas, que o saco está cheio. O empresariado não tem mais espaço para discussões e medidas que lhes tolhem o direito de trabalhar. Semana que vem completaremos um ano de abre e fecha com prejuízos incalculáveis e irreparáveis para alguns em detrimento de outros e agora a paciência terminou.

Negra previsão

Além de nenhuma medida de fechamento da economia até aqui ter se mostrado eficiente no combate ao vírus, que notoriamente se prolifera melhor em ambientes familiares do que no comércio, o que se tem de medidas previstas não melhoram a situação. O governador disse quarta-feira, no mesmo dia dos protestos dos comerciantes, que até o dia 21 nada será mudado. Dali em diante abriu a ‘possibilidade’ de voltar a aceitar a cogestão, mas que antes disso vai endurecer ainda mais o protocolo da bandeira vermelha. Ou seja, bandeira vermelha asseverada vai seguir inviabilizando a maior parte da cadeia produtiva, de forma especial o pequeno comércio e a engrenagem turística, como os restaurantes, hotéis e parques. Logo, a Páscoa já era!

Auxílio emergencial

Se por um lado nós todos estamos com o saco cheio deste negócio de abre e fecha que vivemos há um ano, por outro lado o governo também não tem mais espaço para estender a mão aos necessitados, atingidos pela retração da economia em razão da pandemia. Há um ano o valor para uma mãe com filhos podia chegar a R$ 1.200, agora, nesta nova fase, aprovada ontem pelo Congresso e que deve iniciar a ser paga semana que vem, não vai passar de R$ 375, menos da metade.

Sem comparação

Nestas questões de auxílio, compra de vacinas e o trancamento da economia, quando o brasileiro opina, força a barra fazendo comparações com países totalmente diferentes do nosso. Temos de levar em conta que somos uma nação pobre. Sexta passada publiquei aqui na coluna a participação no PIB das quinze maiores economias do mundo. Isso precisa ser levado em conta: A Alemanha tem 83 milhões de habitantes (bocas) e 4,5% do PIB mundial; Estados Unidos (EUA) tem 330 milhões de bocas e 22,8% do PIB. É claro que estes países desenvolvidos podem oferecer melhores auxílios e por isso se manter fechados por mais tempo do que nós. Os EUA aprovaram esta semana 1,9 trilhão de dólares para auxiliar sua população e o nosso novo projeto de socorro não chega a 40 bilhões de reais. Aqui, nesta pobreza o efeito recai diretamente nas pessoas físicas, nos pais e mães e assim cria uma diferenciação gravíssima entre os que têm o seu rendimento garantido em detrimentos aqueles todos que têm de buscar o seu no dia a dia.

No limite

A pandemia está deixando todos nós atordoados, por um ou outro motivo. As redes sociais estão absolutamente malucas. Percebo que as pessoas estão no limite, cada um defendendo cada vez com mais convicção a sua opinião sobre tudo isso. A minha sugestão é que cada um só se manifeste de acordo com a sua própria condição. Logo, quem está recebendo seu salário integral ao fim do mês, não deve opinar sobre o fechamento do comércio. Lembremos que pimenta nos olhos dos outros não arde.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

error: Conteúdo protegido