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Com a temporada em risco, chocolateiros estão preocupados

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Por: Cláudio Scherer

Olha, a pandemia iniciou quando os chocolateiros estavam com o barraco montado para a Páscoa de 2020. Foi uma tristeza só. Demissões, atraso com os fornecedores, um desequilíbrio total. Se acontecer de novo tem mais um agravante, os empréstimos para a folha, na época, começam a ser debitados. Eu conversei com alguns destes empresários esta semana e pude perceber a angustia deles. Todos reforçaram as equipes contratando muitos trabalhadores, chegando praticamente aos patamares de antes da pandemia iniciada em março de 2020 e agora estão apreensivos.

Segunda safra consecutiva
“Fiz a roça, a safra não sei”, exemplificou Valdir Cardoso, da Florybal, lembrando que a safra em jogo agora já seria a segunda consecutiva totalmente perdia. Cardoso contratou muitos operários e está produzindo para a Páscoa. Como sempre se mostra otimista e daqueles que não desistem nunca, mas alerta que é preciso seguir com as atividades mesmo que respeitando as regras de distanciamento. “Não podemos parar, cada semana, cada dia, se perde uma fatia. Mas não podemos desanimar”, salientou.

“Foi um terror”
Essa foi a expressão do Maurício Brock, diretor da Prawer, descrevendo o anos 2020. Mas também ele encontrou formas de superar e está projetando um crescimento de 15% em relação ao que estava projetado para a Páscoa de 2020, mas que pelo fim não se concretizou. “Buscamos colocação no mercado nacional fora para não dependermos somente de Gramado”, explicou. Quanto a nova onda da pandemia se mostrou muito preocupado, pois a cada dia que passa a situação fica mais crítica. “Tenho programação para entregar semana que vem, mas não sei se carrego ou não carrego (o caminhão). A gente não sabe o que vai acontecer amanhã!”, comentou.

Lugano aposta em franquias
“Estamos com tudo produzido e com as franquias abastecidas até abril, mas se acontecer de novo, daí fica complicado, duas Páscoas seguidas é difícil (superar)”, explica Guilherme Luz. A aposta da marca é nas franquias. Entre próprias e terceirizadas já são 43 funcionando e mais 37 prontas, que estarão abertas até julho, atingindo 23 estados e o Distrito Federal, 20 capitais e 49 cidades. Só um mesmo grupo empresarial do Maranhão abriu sete lojas da marca. Em 2020, devido à pandemia, o montante não passou de 200 toneladas. Mas para 2021, a projeção é de atingir a marca de 422.750 kg na produção de chocolate premium e agora a empresa gramadense se prepara para ultrapassar a fronteira brasileira, pois desenvolveu linhas específicas para o paladar norte-americano, além do tradicional mix com mais de 500 itens.

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