O vereador Pedro Lazaretti trouxe à tribuna um tema de altíssima relevância: a preparação da sociedade para acolher, com estrutura adequada, pessoas com necessidades especiais.
Na tribuna, o edil relatou que, há seis anos, quando assumiu como diretor da Escola Senador Salgado Filho, no bairro Piratini, a instituição tinha quatro alunos autistas — número que hoje chega a 40.
Como reflexão, levantou uma questão inevitável: com o passar do tempo, muitos desses alunos poderão perder seus pais. “E então, quem vai cuidar dessas pessoas?”, questionou.
A pauta votada na sessão consta nesta edição do seu JI.
Os vereadores Roberto Cavalin e Professora Denise apresentaram atestado de saúde e não participaram da sessão.
Justificativas
Os vereadores Ike Koetz e Rafael Ronsoni descreveram com muita precisão as qualidades da grande Várzea Grande, que reúne 31 comunidades e que agora terá uma lei unindo-as como uma rota turística, de nome Vale das Montanhas. É uma cidade, um município completo!
Já a vereadora Vivi Cardoso lembrou, com detalhes e emoção, os feitos da falecida primeira-dama Susana Bertolucci, que agora dá nome à Casa de Vivência dessa comunidade, que acolherá mulheres em vulnerabilidade social. Ike Koetz também reviveu lembranças emocionantes vividas junto a Susana.
Maicon foi franco
O diretor do Padre Franco, Maicon Moura, foi claro na tribuna do povo ontem à noite, na câmara de Canela: se a grana não cair, a entidade fecha as portas. E deu prazo: 15 de abril.
A vereadora Graziela Hoffmann, que não é a líder de governo, mas aparentemente é a que mantém melhor diálogo com este, disse que o projeto destinando verba para lá deve entrar nos próximos dias.
Quem é o líder
O governo de Canela precisa definir melhor: se já escolheu, precisa manter azeitado seu líder na Câmara. Está igual àquela música: sem ninguém para apaziguar. Na eleição, elegeu só 5 dos 11 vereadores, mas ganhou a maioria de graça quando o prefeito trocou o PSDB pelo PSD, partido que estava na oposição e elegeu o Jonne Wulf. Porém, na Câmara, só se ouve uma voz, a do contra. Falta conversa, e quem não se sujeita a isso paga caro, costumeiramente.
Fiscalização
O presidente da Câmara de Canela, Felipe Caputo, trouxe à tribuna o resultado de três visitas a diferentes escolas do município na sessão de ontem. É um belo trabalho de fiscalização. Uma das coisas inadmissíveis que detectou é que muitas vezes são feitas obras nas escolas sem o conhecimento e ajuste com as direções.
A coluna sugere que, na medida do possível, os vereadores façam essas visitas em grupo, para que as professoras não precisem parar muitas vezes para recebê-los um a um.
Singular
Os vereadores de Canela voltaram a comentar sobre as condições singulares de precariedade do transporte coletivo do município. O que o colunista pode perceber é que a maioria deles percebeu que o furo é mais embaixo. Não é só reclamar que melhora. A empresa opera com um contrato precário, e uma mudança real passa por um processo longo e minucioso que culmina com uma licitação. O setor, por si só, enfrenta uma transformação que precisa ser respeitada e, além disso, no caso, passou por períodos longos de dificuldades, como foi a pandemia. E, quando muito já se fala sobre a gratuidade completa, em Canela, ao que se sabe, até aqui a empresa não foi sequer ouvida pelo poder público, que é o responsável por garantir o atendimento à população. Constantino nem os recebia; não sei se o Gilberto Cezar já fez isso.
Capa
Na capa desta edição, o tema mais preocupante da atualidade. A Aegea/Corsan tem o que precisamos, mas, aparentemente, vai nos custar muito caro. Água não é luxo e, como ao longo dos tempos não atentamos, o tratamento do esgoto também não é. É um tema que temos de acompanhar unidos, ou seremos fortemente impactados.
O vice-prefeito
Lula anunciou ontem que vai seguir contando com Alckmin como seu vice para a reeleição. É preciso aprender isso com esse velho politiqueiro. Desde sua primeira eleição, em 2002, conta sempre com alguém “aparentemente” mais alinhado à direita, como foi no primeiro e no segundo mandato com o empresário José Alencar. Lula faz qualquer coisa para ganhar a eleição; o resto resolve, ou não, depois. Observem também que a esquerda sempre se une, enquanto a direita tem enormes dificuldades com isso. Até aqui, a esquerda tem só um candidato, enquanto a direita tem três: Flávio Bolsonaro, Romeu Zema (que estará na CIC de Caxias para reunião-almoço no próximo dia 9 de abril) e Ronaldo Caiado.










