Feriadão

Tempo de leitura: < 1 minuto

Os servidores públicos trocaram o feriado de quarta-feira, dia 28, pelo dia de amanhã, sexta-feira. Assim, emendam o fim de semana com a data comemorativa e o feriado nacional de Finados, na segunda-feira, dia 2 de novembro.

Lotação

As redes de hotéis consultadas pelo Integração — SKY, Laghetto e Fioreze — registram boa ocupação para este feriadão, próxima da lotação.

Natal ainda se aproxima

Fora do feriadão, durante a semana, a ocupação média não chegou a 40%, índice que mal cobre os custos operacionais. No entanto, as reservas para dezembro e também para o período a partir da metade de novembro já são bem melhores.

Servidores públicos

Com a renovação do mandato da esquerda no Governo Federal, empreendimentos do setor de serviços voltados ao turismo e às férias devem ficar atentos ao nicho dos servidores públicos. Em geral, esses profissionais contam com bons salários, pagamentos em dia, férias garantidas e diversos feriadões ao longo do ano. Somadas todas as esferas, estima-se que representem cerca de 12% da população.

Receita sem escrúpulos

Como a esquerda virou a eleição do primeiro para o segundo turno, algo que parecia impossível?

Inicialmente criaram um exército de 4 milhões de alienados que se sujeitaram a espalhar as notícias falsas que os “coronéis” ficaram encarregados de criar.

Dali, encontraram uma autoridade com caneta para prender e soltar: o Xandão. Este foi e disse que todo aquele que inventasse, publicasse ou compartilhasse fake news seria preso. Assim, garantiram que as notícias falsas fossem exclusividade sua. Só eles poderiam inventar, e foram à fábrica.

Foram diversas notícias falsas que colaram no adversário, Flávio. Um bom exemplo é aquela de que seria ele o operador de uma conta bancária ligada a um empresário dono de bet, o tal de Willer Tomaz. E o da caneta, na sexta-feira da antevéspera, foi lá, decretou o bloqueio das contas bancárias desse empresário e escreveu: “até 6 bilhões de reais”. Um número aleatório, que em nada condiz com o tamanho do empresário, mas que chocava quem ia recebendo a “notícia” replicada em massa pelos meios de comunicação oficiais e, claro, pelo exército nas redes sociais.

Aí atribuíram a ele a morte de uma criança de cinco anos, ocorrida há anos, em uma troca de tiros da polícia com bandidos. E, pasmem, até a negociação de uma ilha entrou como notícia. Ou seja, os sem comida se importaram com um rico que comprou, segundo a fake, uma ilha por milhões de reais e depois a perdeu para outro ainda mais rico e poderoso.

E assim foram se sucedendo as fake news, até mesmo durante o dia da eleição, quando inventaram a falta de ônibus e o outro amigo da caneta forte decretou o adiamento da votação por duas horas.

O diábo dá seu jeito, mesmo que tenha de usar até uma santa para conseguir o que quer.

Chapéu alheio

Além desses ingredientes, o terceiro mais poderoso da turma, o candidato à reeleição, anunciava dia após dia benefícios que atingiam principalmente a população das classes B e C. A escala 5×2, o Bolsa Família, que seguia pagando o mesmo valor desde o governo passado, foi reajustado e pago antecipadamente na semana da eleição. Vieram subsídios ao diesel, perdão de dívidas e dinheiro vivo via Pix.

Mensagens de WhatsApp chegaram a toda a população, relatando os benefícios e informando de quem partiam, para que ninguém esquecesse. Só essas mensagenzinhas custaram R$ 230 milhões, pagos a uma empresa sem licitação.

No final, ao que se sabe, foi perto de meio trilhão de reais o valor oferecido em benefícios com vistas à reeleição.

Colou

É preciso lembrar que o candidato Flávio não foi suficiente, já que todas essas falsidades colavam, e tudo o que ele tentava jogar de volta não dava certo. Com tanta coisa ruim que aconteceu neste governo — o Master, o INSS, os Correios, a taxa de juros, o Bolsa Família sem reposição e tantos escândalos —, tudo foi sendo colado em Flávio como um adesivo. O eleitorado da esquerda parece que cegou: não avaliou nada, não lembrou de nada e não se importou.

Agora é desmontar

É bem verdade que boa parte desses benefícios poderá, e será, desmontada, pelo menos em parte. Até mesmo a escala 5×2 parece que vai ser “relativizada”, como o reeleito já fez até com a democracia. Também o Pix aos MEIs parece que está sendo relativizado. Mas, enfim, se o eleitor deles comeu abóbora no lugar de picanha e nem percebeu, cabe mais.

Negociações

Como vocês viram, para se manter no poder vale a pena um sacrifício. E, como percebemos ultimamente, o presidente do Senado pode ser mais poderoso do que o próprio presidente da República. Se Lula não tivesse reconstruído a relação com o Alcolumbre, certamente não teria aprovado os pacotes de benefícios que o mantêm no poder.

E assim, agora, é hora de o próprio Alcolumbre fazer o seu jogo para permanecer na cadeira de onde decide se coloca ou não em votação, por sua própria decisão, até mesmo pautas relevantes, como a cassação ou a posse de um ministro do STF.

Pela emoção

Como trunfo para a reeleição, Alcolumbre vai usar os presos de 8 de janeiro, como ficaram conhecidos os que foram presos por “tentativa de golpe de Estado” após a invasão dos prédios dos três Poderes (STF, Câmara e Senado), naquela data, em 2023.

Davi pensa em negociar a liberdade de Jair Bolsonaro e a anistia para os presos de 8 de janeiro em troca de permanecer na presidência. Os senadores eleitos pela direita, com a promessa de cassar (e prender) ministros do STF, terão de tomar essa decisão: levar suas promessas adiante ou garantir, ainda neste ano, a liberdade desses presos, inclusive a de Jair Bolsonaro.

O certo, analisando aqui de fora do presídio, é manter o traçado correto, esperar o início da nova legislatura e, se for o caso, cassar ou impichar todo aquele que fizer ou tenha feito por merecer. E, claro, soltar todo e qualquer preso injustamente pelo caminho correto.

Exílio

Pelo fim, quem tem amigo tem tudo — ou boa parte, pelo menos.

Ainda no domingo da eleição, o banco encaminhou a Xandão o documento que, segundo a informação, demonstrava que Flávio nunca movimentou aquela conta da empresa de Willer Tomaz. Mas não foi suficiente. Sete minutos após o resultado da eleição, com a derrota de Flávio, Xandão decretou que ele deveria entregar seu passaporte. É claro que o prenderiam se estivesse aqui e, portanto, fez bem em buscar o exílio. O resto é papo de oposição.

Sobre as cartas de Flávio, não dá para aproveitar muita coisa. Fez rápido, afobado e certamente desorientado. E, muita coisa são jogadas que precisam serem feitas para despistar, assim como fez para sair do Brasil, driblando a Polícia Federal, que até hoje não entende como isso aconteceu.

Trunfo a menos

Dizem que Xandão e Alcolumbre pretendiam usar Flávio como moeda de troca em favor do impeachment do ministro. Se essa era a ideia, agora têm uma carta a menos na mão.

Tensão e turbulência

De qualquer forma, teremos muitos dias de notícias quentes pela frente, pelo menos até que o novo governo esteja instalado e, principalmente, até a posse do novo Congresso.

A direita tem senadores suficientes para eleger o presidente do Senado: seriam necessários 41 votos. Mas, para cassar um ministro do Supremo Tribunal Federal, são necessários 54 votos. PL, PP, Republicanos, Novo, União Brasil e Podemos somam 51 senadores. Além de evitar que alguns desses votos escapem, seria preciso convencer outros parlamentares a apoiar a iniciativa. Lembrando que PP e União Brasil já declaram apoio à reeleição de Alcolumbre e Hugo Motta, no Senado e na Câmara dos Deputados, respectivamente. 

Ícone

O jornalista e comentarista político Alexandre Garcia estará em Gramado no dia 3 de novembro, às 19h, para a palestra “Que Brasil sai das urnas?”, promovida pelo Instituto de Formação de Líderes (IFL Gramado). O encontro será no Bavária Sport Hotel, com participação de associados e público externo, mediante inscrição e vagas limitadas. O investimento é de R$ 60. A proposta é debater o cenário político brasileiro após as eleições de 2026 e as perspectivas institucionais, econômicas e políticas para o país. Segundo o presidente do IFL Gramado, Ederson Leite, a iniciativa integra o trabalho de formação de lideranças e aproximação da comunidade das atividades do Instituto. Inscrições: sympla.com.br/evento/que-brasil-sai-das-urnas/3629326.

Cinza

A semana mais cinzenta da história política recente do Brasil se encaminha para o final. É preciso deixar a poeira e a fumaça baixarem e tocar a vida. Se não o fizermos, outros o farão. Empresários, felizes ou não, seguem trabalhando com o mesmo foco.

Reação

Na verdade, com a reeleição do governo, as decisões que estavam por ser tomadas após a mudança já podem ser resolvidas hoje mesmo. Empresários e trabalhadores já sabem como será a partir de 2027. Portanto, é hora de começar a agir.

Retaliação

Outra coisa que não funciona é a tentativa de alguns grupos de WhatsApp de identificar empresas e empresários que votaram em Lula, numa espécie de lista de boicote para que quem votou pela mudança deixe de consumir, comprar ou fazer negócios com eles.

Embora as implicações jurídicas desse tipo de iniciativa dependam de cada caso, há quem defenda publicamente atitudes semelhantes contra empresários de direita, como mostram declarações atribuídas ao ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad.

O fato é que esse tipo de exposição só aumenta a tensão, gera denúncias e pode dar mais trabalho à Polícia Civil, sem contribuir para resolver os problemas do país. Divergências políticas não precisam se transformar em perseguição pessoal ou comercial. Cada um tem o direito de fazer suas escolhas, inclusive na hora de decidir onde comprar ou com quem negociar, mas sem transformar a política em instrumento de intimidação.

O melhor caminho é deixar as disputas para o campo democrático, tomar as próprias decisões com serenidade e preservar aquilo que realmente importa: a paz, o trabalho e o cuidado com a família.

Política

A essa hora era para estarmos falando da eleição de 2028, mas o rescaldo de domingo não permite.

Vorcaro

O banqueiro que comprou centenas, e não sentenças, está preso e por lá deverá permanecer por muito tempo. A notícia agora é de que ele foi indiciado. Esse vai pagar pela burrice de ter se metido com políticos. Parecia o galã alfa, dominador. Esqueceu que só tinha dinheiro, nada mais além disso. Aí comprou um, surgiu mais um, mais um, mais um e, assim, a fila só aumentava e agora não tem uma viva alma para defendê-lo. Quem não ganhou nada não se envolve por isso, e quem ganhou só assiste porque sozinho não consegue resolver. Que sirva de exemplo. Será que não acompanhou a Lava Jato, quando caso semelhante ocorreu com Marcelo Odebrecht. Esse só foi solto porque o STF acabou anulando o processo para salvar o Lula e acabou se favorecendo.

Perguntinha

A ressaca está passando?

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

FOTOS: Brigada Militar reúne em Canela coronéis para discutir estratégias operacionais

CANELA – O município foi palco na quarta-feira (24) e quinta-feira (25) da reunião mensal do Conselho Superior da Brigada Militar (BM). O encontro...

Escola Técnica Bom Pastor abre matrículas para o ano letivo de 2027

REGIÃO - A Escola Técnica Bom Pastor, de Nova Petrópolis, iniciou o processo de matrículas para o ano letivo de 2027. As vagas são...

UNPF conquista o título do Futsal Feminino de Canela

CANELA - A equipe UNPF, de Nova Petrópolis, é a grande campeã do Campeonato Municipal de Futsal Feminino. A decisão foi realizada na noite...

Fernando Gusen destaca contribuição do CTG Manotaço

GRAMADO - A Tribuna do Povo da Sessão Descentralizada da Câmara Municipal de Gramado, realizada na segunda-feira (14), no CTG Manotaço, foi ocupada pelo patrão da entidade, Fernando...

Sessão no CTG Manotaço recebe apresentação da Escola Paulina Benetti

GRAMADO - A Câmara Municipal recebeu, durante a Sessão Descentralizada de segunda-feira (14), realizada no CTG Manotaço, uma apresentação especial da Escola de Educação Infantil Paulina Benetti,...