CANELA – A forma de cobrança de água e esgoto praticado pela Aegea/Corsan para hotéis e pousadas do município entrou oficialmente em revisão. A medida ocorre após questionamentos levantados por empreendedores do setor e pela vereadora de Canela, Graziela Hoffmann (PDT), que levou o tema à ouvidoria feita na Câmara na semana passada.
Segundo a parlamentar, empresários têm relatado cobranças baseadas no número de unidades habitacionais, mesmo quando o empreendimento possui apenas um hidrômetro. “São valores exorbitantes, que não refletem o consumo real”, destacou.
Diante da situação, a Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (Agesan-RS) determinou a abertura de uma Análise de Impacto Regulatório (AIR), que irá avaliar qual o modelo mais adequado de cobrança para o setor hoteleiro, considerando aspectos econômicos, sociais e operacionais.
A resolução estabelece que o estudo deve analisar, entre outros pontos, a vinculação da tarifa ao número de unidades (quartos) e os impactos dessa metodologia sobre os usuários e o equilíbrio financeiro do sistema.
Enquanto a análise não for concluída, a agência determinou que permanece valendo o modelo atual de cobrança, ficando proibidas mudanças que gerem impacto financeiro sem avaliação prévia. Além disso, eventuais alterações feitas em 2026 devem ser revertidas ao padrão anterior até a definição final.
Graziela Hoffmann reforça que casos de cobrança considerados abusivos devem ser levados à Agesan, que é o órgão responsável pela regulação do serviço. A vereadora também se colocou à disposição para encaminhar demandas individuais.
O tema ganha relevância em cidades turísticas como Canela e Gramado, onde o setor hoteleiro tem peso significativo na economia e pode ser diretamente impactado por mudanças no modelo tarifário.









