REGIÃO – A instabilidade no preço dos combustíveis segue impactando o bolso dos consumidores em Canela e Gramado. A escalada do conflito no Oriente Médio, intensificada após ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã no final de fevereiro, tem provocado reflexos diretos nas bombas, com reajustes frequentes e cenário de incerteza.
A reportagem do Jornal Integração realizou um levantamento dos preços no dia 13 de março e, novamente, ontem, segunda-feira (23), utilizando como base o aplicativo Menor Preço Nota Gaúcha, que atualiza os valores em tempo real a partir das notas fiscais emitidas nos abastecimentos.
Os números confirmam a tendência de alta. A gasolina, que apresentava preço médio de R$ 6,57 no último dia 13, passou para R$ 6,70, um aumento de R$ 0,13 por litro em cerca de 10 dias. Já o diesel, mais sensível às oscilações do petróleo, registrou a maior elevação: de R$ 6,68 para R$ 7,49, um acréscimo de R$ 0,81 por litro.
Apesar de não haver registros de desabastecimento na região, o momento é de cautela. A cada nova carga recebida pelos postos, os valores podem sofrer alterações, gerando apreensão entre consumidores e empresários.
No Posto Santa Lúcia, a movimentação aumentou significativamente nos últimos dias. A gerente Aline Stanck relata que a procura cresceu e que a rotina de abastecimento mudou drasticamente. Segundo ela, o fluxo de carros e caminhões aumentou consideravelmente.
“A semana que passou foi bem movimentada. Estou tendo que puxar um caminhão de combustível por dia, antes eu pegava mais ou menos em torno de uns três por semana. Agora estou com praticamente um por dia”, afirma.
A gerente destaca que, apesar do aumento na demanda, o abastecimento segue normal.
“A vinda do combustível está bem normal. O volume de vendas aumentou bastante, tanto na gasolina como no diesel”, explica.
No entanto, os reajustes são inevitáveis. “O preço atual hoje [segunda-feira, 23] foi trocado, porque o caminhão chegou pela manhã com um preço que eu já comprei mais caro”, relata.
Mesmo com o cenário de instabilidade, Aline reforça que o estabelecimento consegue atender à demanda. “A gente está com um movimento maior do que tinha há cerca de 15 dias, mas está muito bom. Estamos suprindo todos os clientes, não estamos deixando faltar gasolina”, garante.
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