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Intenção de consumo das famílias gaúchas segue em queda, aponta Fecomércio-RS

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ESTADO – A Fecomércio-RS divulgou os resultados da pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias Gaúchas (ICF-RS) referente a novembro. O levantamento, realizado em Porto Alegre ao longo dos dez dias que antecederam o mês de referência, é conduzido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O ICF é composto por sete indicadores: dois relacionados ao mercado de trabalho, três vinculados ao consumo e dois ligados às perspectivas. Os resultados variam de 0 a 200 pontos, sendo que valores abaixo de 100 indicam percepção pessimista, mais intensa quanto mais próxima de zero.

Em novembro, o ICF registrou 47,9 pontos, com queda de 1,0% em relação a outubro de 2025 e retração de 22,1% frente ao mesmo mês de 2024. Na margem, dos sete componentes, quatro tiveram queda, com destaque para as contrações de maior peso: -3,0% em Acesso a Crédito (72,0 pontos; -14,2% ante novembro de 2024), -2,8% em Renda Atual (77,8 pontos; -11,7% ante novembro de 2024) e -1,3% Situação do Emprego (75,0 pontos; -10,9% ante novembro de 2024). Apesar da queda, os três se mantêm com os patamares menos negativos em relação a todos componentes do ICF.

O componente de Perspectiva de Consumo, aos 54,0 pontos, também contribuiu negativamente (-1,2% ante outubro de 2025; -30,7% ante novembro de 2024). Consumo Atual, por sua vez, ficou estável aos 38,4 pontos (0,0% ante outubro de 2025; -27,6% ante novembro de 2024). O recuo do ICF ante out/25 apenas não foi maior pelo avanço de dois indicadores que, mesmo com duas altas na margem, seguem em patamares extremamente deprimidos: Momentos para Duráveis, que registrou 7,5 pontos (14,5% ante outubro de 2025; -65,8% ante novembro de 2024) e Perspectiva Profissional, com 10,9 pontos (18,1% ante outubro de 2025; -48,3% ante novembro de 2024).

“Tanto pelo patamar muito aquém do ano passado quanto pelo movimento na margem, fica clara a continuidade da deterioração da confiança das famílias para consumir. As famílias parecem perceber de forma perene e pouco reversível condições mais difíceis não apenas de manter o poder de compra, apesar da sustentação do emprego e da renda e de um alívio recente na inflação sobretudo de alimentos. E diante de uma conjuntura que não aponta para uma mudança de ares no curto prazo, por mais que haja consumo, a cautela deve seguir pautando as decisões de compra dos indivíduos”, avaliou Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP.

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