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MP investiga irregularidades em Ipê

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A Prefeitura de Ipê foi alvo de cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão, na manhã desta sexta-feira (8). A operação foi deflagrada pela Procuradoria de Prefeitos e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, com apoio da Brigada Militar. Os mandados também foram cumpridos em empresas de reciclagem de lixo e em residências.

Além disso, os agentes ainda cumpriram um mandado judicial de suspensão do exercício do cargo do secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Celio Lisboa Duarte. Também foram suspensos de exercer atividade econômica uma servidora municipal e um empresário do setor do transporte escolar. Todas as suspensões valem por 180 dias. As investigações são conduzidas pelo promotor de Justiça Heitor Stolf Júnior.

O processo visa apurar crimes relacionados à contratação e execução dos serviços de recolhimento de lixo e transporte escolar. As investigações apontaram para a ingerência do governo municipal sobre a contratação de funcionários da terceirizada que recolhe o lixo. O MP também averigua se houve direcionamento de compra de máquinas pelo Município, mediante repasse de vantagem indevida ao prefeito Valério Ernesto Marcon/PP.

 

Prefeito alega perseguição política

 

Logo após as diligências do MP, a Prefeitura de Ipê emitiu uma nota oficial. No documento, o prefeito Valério Marcon ressalta que o Executivo “está colaborando com as investigações e acatando as decisões proferidas pelo Tribunal de Justiça por pedido da Procuradoria de Prefeitos”. A nota diz ainda que o governo está adotando medidas para também averiguar as supostas irregularidades.

Marcon alega que está sendo alvo de perseguição por parte dos adversários. “Existem pessoas que não aceitaram os resultados das urnas e que frequentemente tem usado de influência para atrapalhar o bom andamento dos serviços prestados pela administração municipal”, registrou.

 

TSE absolveu Marcon de crime eleitoral

 

Ainda conforme o documento, Valério Marcon reitera que sempre trabalhou com lisura e transparência. Como prova, cita que, recentemente, o Município ganhou uma ação impetrada pela oposição alegando irregularidades no recadastramento biométrico. Ele se refere a um processo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cuja decisão foi publicada no dia 4 de fevereiro.

No documento, o ministro Admar Gonzaga, relator do processo, citou que não ficou comprovada a prática de abuso de poder por meio da transferência irregular de eleitores. Além disso, comprovou-se que ao final do recadastramento houve redução no número de eleitores de Ipê, e não aumento no cadastro do TSE. A ação foi de autoria da coligação Compromisso com Ipê, representada pelos partidos PMDB, PT, e PSDB.

 

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