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O sonho virou realidade

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CANELA – Após anos de espera e luta incansável por parte dos moradores, a rua Dr. Rui Viana Rocha finalmente recebeu o tão aguardado asfaltamento. A obra, dividida em duas fases e com um custo total de R$ 3.233.525,29, marca um salto na qualidade de vida para os mais de 300 residentes do local. Esta conquista reflete o esforço coletivo de uma comunidade determinada a transformar sua realidade. A pavimentação foi finalizada na terça-feira (26), mas ainda faltam a construção dos passeios públicos, sinalização e pintura.

Nos dias de chuva, moradores precisavam conviver com o excesso de barro

A jornada de persistência e esperança

O asfaltamento da rua Dr. Rui Viana Rocha, que se arrastava por anos, é a coroação de uma luta contínua dos moradores do condomínio Ilse Schaffer e das áreas adjacentes, como o Loteamento Edgar Haack. Eleonora Mendonça, uma moradora de 70 anos do condomínio, descreve o sentimento de alívio e felicidade:

“Um condomínio encravado no alto do morro entre a natureza verde e exuberante, em meio ao canto dos diversos e coloridos pássaros que habitam essas árvores, às flores que tímidas, teimam em aparecer nas beiradas da estrada! Mas nos faltava algo de suma importância: A via asfaltada! Sofremos muito com o barro, a poeira, a falta de ônibus, a ausência dos Correios, a negativa dos carros de aplicativos que se recusam a vir para a buraqueira!”, relatou. 

Ela completa. “Para nós, essa triste realidade vai mudar; já se vê o asfalto chegando como um tapete preto a coroar o esforço. É a vitória de todos nós moradores que nunca deixamos de ter esperança! O asfalto agora é uma feliz realidade! Saímos vitoriosos por nosso esforço conjunto, com o apoio da Secretaria de Obras e do amigo jornalista sempre pronto a comprar nossa briga! Gratidão a todos por esse sonho realizado! Agora sim, o Ilse Schafer se torna um maravilhoso lugar para viver!”.

A conquista e o impacto social

A chegada do asfalto trouxe não apenas infraestrutura, mas também dignidade e autoestima aos moradores, como relatou Luiz Ferreira, residente há quatro anos do Ilse. “Foi trabalhoso mas muito gratificante sentir o quanto as pessoas estão felizes com a realização do sonho do asfalto.  Foi um importante salto na qualidade de vida que está mexendo com a autoestima dos moradores do condomínio e ao longo da rua.  A lição que fica para todos, assim espero, é que lutar por dignidade muda a vida, e que nada é conquistado sem engajamento e organização.”.

Ele destaca, ainda, o papel decisivo da mobilização popular e a superação de barreiras burocráticas, como o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que inicialmente parecia inviabilizar o projeto.

“Sempre falo que desmitificar o tal Termo de Ajustamento de Conduta  foi nossa principal façanha. Começamos a virar o jogo quando a Maristene bateu na porta da prefeitura e fez ver a todos que não havia nenhum impedimento jurídico e que  o TAC era falacioso. Depois veio a nossa pressão e marcamos de cima quem estivesse no nosso caminho. E não foram poucos os obstáculos.”

Os desafios e a união dos moradores

Maristene Franco, outra moradora do condomínio e idealizadora dos movimentos pró-asfalto, lembrou os desafios enfrentados durante os três anos de luta pela pavimentação. “O asfalto da Rui Viana Rocha já é uma realidade!  Faz mais de 3 anos que buscamos pelo asfalto e, após muita luta e persistência chegamos ao asfalto concretizado, ultrapassamos várias barreiras, sem desistir. Barreiras, essas que não valem a pena citar porque já foram ultrapassadas, somente o asfalto vai ficar para sempre e com ele a tão sonhada dignidade humana, somando-se a tão esperada mobilidade urbana, impulsionando ao progresso.”

Ela agradeceu aos moradores pelo esforço coletivo e destacou a importância da persistência diante de obstáculos, incluindo questões ambientais com o ICMBio, que inicialmente atrasaram o início das obras.

“Neste momento tão feliz, somente gratidão por ter feito parte deste movimento de moradores que foi um sucesso. Agradeço a Luiz Ferreira pelo apoio constante, sua dedicação e trabalho desde o início, tendo realizado um excelente trabalho junto ao ICMBio, que foi uma barreira enorme quando acreditávamos que não havia mais barreiras; contudo, foi vencida. Também me sinto imensamente grata ao grupo aqui neste momento e aos outros moradores de outros momentos, sim, porque tivemos muitos períodos de luta e, em todos eles, houve união e esforço de todos para um bem (asfalto) que será para todos.”

O papel do poder público e as etapas do projeto

A realização da obra envolveu a superação de entraves burocráticos e ambientais. A Prefeitura, inicialmente, buscou diversas alternativas para viabilizar o projeto, incluindo o Estado. Em setembro de 2022, foi anunciado um financiamento de R$ 22 milhões pela Caixa Econômica Federal, que incluía a pavimentação da rua entre as intervenções planejadas.

No dia 6 de julho de 2023, foi assinado o termo de início das obras de asfaltamento da rua Dr. Rui Viana Rocha. A primeira fase das obras teve início no final de janeiro deste ano e foi concluída no final de julho. A segunda fase do asfaltamento, por sua vez, começou no início de agosto e foi finalizada nesta terça-feira (26).

A obra foi dividida em duas fases:

  • Primeira Fase: Compreendeu 700 metros, iniciando na rua Otaviano Pires do Amaral em direção ao condomínio Ilse Schaffer.
  • Segunda Fase: Abrangeu os 492 metros restantes.

A intervenção incluiu drenagem, calçamento e sinalização em 1.192 metros de extensão.

Mobilização popular: a chave do sucesso

A comunidade foi protagonista nesse processo, promovendo manifestações nas ruas e na Câmara de Vereadores, reuniões com o Executivo e confecção de abaixo-assinados. Essa união foi crucial para pressionar os órgãos responsáveis a priorizar o projeto.

Uma nova realidade para os moradores

Com a conclusão da pavimentação, os moradores já sentem os benefícios imediatos, como a redução de poeira e a melhoria do acesso ao transporte e serviços. A imagem de uma mãe com seu filho atravessando a rua, sem o tormento das pedras e poeira, exemplifica a transformação que a obra trouxe. “Outro dia ao cruzar pela rua passei por uma mãe com o filho no colo, já sem o tormento da poeira e das pedras. Aí percebi que tudo valeu a pena. Enfim esse tapete negro como foi falado, carrega na sua história um exemplo de luta bem sucedida”, contou Luiz Ferreira.

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