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A política é o único lugar onde o “sim” não é “sim”, e o “não”, não é “não”- Autor: Roberto Danany, vereador de Canela.

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Sinais, fortes sinais

O vereador Roberto Danany, eleito para a legislatura 2025/2028, admitiu em entrevista ao Integração, segunda à tarde, que mesmo na eleição de 2020, quando Constantino alcançou 80% dos votos, muitos eleitores já diziam que estavam votando em Gilberto Cezar, candidato a vice na época.

Não solta o osso

Segundo explicou Danany ao colunista, esta campanha lhe impôs um sacrifício extra. Como era visto como herdeiro dos votos de Marcelo Savi, que havia ultrapassado mil e trezentos votos em 2020 e agora concorria para prefeito, precisava desmanchar a pecha de eleito antecipado. Onde chegava, diziam-lhe que já estava eleito e, portanto, iriam dividir os votos com outros candidatos. Se ele relaxasse um pouquinho, lhe tomariam o osso.

Renovação

Canela está entusiasmada com o grau de renovação na Câmara de Vereadores e até mesmo no governo. Para isso, Danany também deixa um alerta para os eleitos que se escoram nesta máxima: “Renovação só vale no primeiro ano; no segundo, já não mais.”

Oratória

Em tese, poderíamos dizer que Rodrigo Rodrigues é o sucessor ou substituto de Jerônimo Terra Rolim. Aos 28 anos, ele demonstra extrema facilidade com o vocabulário “politiquês”, que é o forte de Jerônimo, aprimorado com diversificados termos do “juridiquês”.
Boa oratória, sem as mágoas pessoais de Jerônimo, podem fazer bem para aquela tribuna.

Super assessor

A esta altura do campeonato, as melancias já estão quase ajeitadas na carroça, que já andou um bom tanto desde a eleição. Rodrigo Rodrigues já encontrou um assessor advogado, Danany já fechou com a Mana, e por aí vai. Só o Gilberto Cezar ainda não anunciou ninguém. O vereador eleito Leandro Gralha já definiu o assessor dos sonhos de muitos: Marcelo Savi. Para quem não concorda, lembro que ele fez mais de 1.300 votos em 2020 e agora foi candidato a prefeito. Ou seja, é de outra prateleira. O colunista até esperava mais, que fosse, no mínimo, um diretor da Câmara ou algo assim, um cargo mais abrangente e pluralizado. Bom para o Gralha!
Aliás, hoje à tarde, Gralha respondeu ao colunista nesta linha: “pegar o melhor, né? Pegar o melhor, né? Vamos ver no que vai dar, mas eu falei pra ele: trabalhar pelo povo, nada de influências do partido ali”.

Eleições 2028

E Gramado já teve mais um capítulo desta novela que está só começando. Ontem à noite, segunda-feira, o vereador Rafael Ronsoni ratificou sua pré-candidatura, que havia lançado no dia 7 de outubro, primeiro dia após a eleição.

Consequências

No entendimento de Ronsoni, conforme disse na tribuna na sessão de ontem, a condenação que teve contra si em dois processos por peculato é uma consequência de ter se anunciado pré-candidato. E por isso ratificou sua pré-candidatura. Ao seu ver, essa reação é sinal de que está no caminho certo e com “enormes chances” de sucesso.

Idiotice

Os candidatos a prefeito e vice pelo PL no pleito passado deram o atestado ontem à noite. A senhora vice andou provocando o vereador Rafael Ronsoni pelas redes sociais e levou os dois até a sessão para provocar mais um pouco. Saíram de lá cercados, com o “rabinho entre as pernas”, acompanhados até uma quadra distante. Ora, o que se passa na cabeça dessa gente? Claro que o Nestor repassou uns 800 votos a eles por comprar briga com inferiores, mas a eleição já passou! Se pensaram em brigar, pelo amor de Deus! Rafael está com um grande grupo ao seu lado, e não seria tão simples “levar na unha comprida”. Sinceramente, eu esperava mais do Coronel.

Vida ganha

É fato que as administrações precisam atentar à viabilidade do transporte coletivo, mas a conta está ficando alta em Gramado. Me parece tão estranho isso: uma empresa privada manda os relatórios dos seus prejuízos, e a prefeitura cobre. Em maio, quando todos nós, sem exceção, tivemos prejuízos, bem como nos meses subsequentes, quem nos estendeu a mão? Só pelo projeto de lei aprovado ontem, serão mais de meio milhão dos impostos dos gramadenses para cobrir abril, maio e junho deste ano.
Isso precisa ser resolvido de forma permanente e, na minha visão, precisa de uma consulta popular. Certo que os vereadores representam o povo, mas é impossível que tais projetos, todos até aqui (já são pelo menos quatro), somando pelo menos dois milhões, tenham sido aprovados sem nenhum voto contra. E depois querem se preocupar que no ano que vem não haverá oposição?

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