InícioGeralGramado e Canela“Será uma sensação de conquista”, projeta morador

“Será uma sensação de conquista”, projeta morador

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Secretaria do Meio Ambiente deve disponibilizar documento no início da semana que vem

Texto – Leonardo Santos[email protected]

CANELA – As obras de pavimentação na Dr. Rui Viana Rocha devem começar na semana que vem. O secretário de Obras, Marcelo Savi, acredita que a licença ambiental deve ser disponibilizada pela Secretaria do Meio Ambiente na segunda-feira (15), com a Encopav Engenharia, empresa responsável pela intervenção, começando os trabalhos “o mais breve possível”.

A questão sobre o asfaltamento desta via se arrasta há anos. Um projeto chegou a ser apresentado para que o Governo do Estado executasse a obra, junto a rua Otaviano Pires do Amaral, mas a possibilidade esfriou. Com um financiamento conquistado por meio da Caixa Econômica Federal, o Executivo alcançou os valores para a realização da intervenção.

“A ideia era começar esta semana, mas a licença demorou para sair. Acho que ficará pronta na segunda. Ficando ok, a empresa já inicia o mais breve possível. Sabemos da importância, as pessoas estão sem segurança nenhuma naquela estrada. Aumentou muito a passagem de veículos. Temos que agilizar”, projetou Savi.

A Rui Viana, que é alvo de diversas reclamações por conta do excesso de poeira em dias secos e acúmulo de barro em dias chuvosos, é caminho para moradores do Loteamento Edgar Haack, Ilse Schaffer e Estrada do Ibama, além de ser uma alternativa de passagem de residentes dos bairros Ulisses de Abreu e Tiririca.

A obra orçada em R$ 3.233.525,29, compreende drenagem, sinalização, asfaltamento e calçamento e teve o Termo de Início assinado no dia 6 de julho, com nove meses para ser finalizada. Por problemas com licenciamentos ambientais, a obra foi impedida de ser iniciada pelo ICMBio, que atestou a existência de uma Área de Preservação Ambiental (APP) nas proximidades da rua. Após avaliação dos possíveis impactos ambientais, o ICMBio liberou o andamento da obra e enviou o diagnóstico para a Prefeitura solicitando mais algumas adequações feitas pela Secretaria do Meio Ambiente, que deverá repassar a licença para a empresa na segunda- feira (15).

Leonardo Santos/JIH – Dias seco são marcados por muita poeira

A intervenção será feita em duas etapas, conforme o secretário Savi. A primeira parte será feita a partir da rua Otaviano Pires do Amaral em direção ao condomínio Ilse Schaffer, compreendendo 700 metros. A segunda parte precisa também da liberação ambiental, que já está encaminhada. A extensão de chão batido da Dr. Rui possui 1.192 metros.

“Estamos correndo atrás para resolver isto. Conseguimos reunir todos ali para averiguar: Secretaria do Meio Ambiente, Encopav, o engenheiro. Está andando”, completou Savi.

Com a efetivação da obra, mais de 200 famílias poderão comemorar. A luta sobre a conquista do asfalto passa diretamente pelos moradores da via que promoveram manifestações, reuniões com o Executivo e confecções de abaixo-assinados em busca de agilizar a realização da obra.

O morador Luiz Ferreira, 65 anos, salienta a passagem diária de adultos e crianças na poeira sujeitos a sofrerem acidentes pela irresponsabilidade dos motoristas. Ele também enfatizou a mobilização e resistência dos residentes acerca do caso e pediu agilidade.

“É de cortar o coração vendo trabalhadores indo e voltando do trabalho no meio da poeira e pedras, de ver as crianças indo para as escolas entregues à própria sorte, dividindo espaço com motoristas mal educados jogando lama sobre os transeuntes. Lamentável que deixaram chegar nesse ponto. Não fosse a resistência dos moradores e a mobilização nada seria feito. Hora de acabar com isso. Queremos mais agilidade de quem tem que resolver a questão”, solicitou.

Ferreira mora há três anos no Ilse Schaffer e frisou que a pavimentação será uma conquista para a comunidade que será contemplada integralmente. “Quando esse asfalto chegar será uma sensação de conquista menos pessoal e mais coletiva pois é resultado da união dos moradores. Nem todos lutaram, mas todos serão beneficiados. Muito carro estragado, pneu furado, muito remédio para rinite, muito móvel empoeirado, isso tudo fica no prejuízo de cada um. Mas é bom saber que vai ter um fim”, projetou.

Ele completou acreditando na melhora da qualidade de no dia a dia dos moradores e ainda fez uma solicitação para que seja implantada uma linha de transporte que passe pela rua.

“Vai melhorar a qualidade de vida, principalmente a segurança de quem transita na rua. Mas ainda precisamos de transporte público que passe na rua e atenda a população trabalhadora”, finalizou.

Também moradora, a idosa Eleonora Mendonça, 69 anos, reclama sobre a demora que causa frustração nos moradores. “A espera parece ser interminável. Iniciamos esse movimento há mais de dois anos e hoje, ao ver que esse sonho ainda não se concretizou, o sentimento é de frustração e ansiedade. A todo o momento nos invade a sensação de que esse asfalto não vai sair, são muitas promessas, muitos embargos, muitos boatos, e tudo isso nos faz desanimar”, disse.

Para ela, o término da obra e consolidação do asfalto é imprescindível e citou os problemas enfrentados por conta da poeira e pedras na via. “O asfaltamento acima de tudo é uma questão de sobrevivência. A poeira invade os aptos e causa doenças nas nossas crianças, quem tem carro vive trocando pneus e suspensões porque as pedras e buracos não terminam”, relatou.

Completando o que disse Ferreira, Eleonora acredita em mais qualidade de vida e lamentou a situação vivida atualmente pelos moradores. “Nossa qualidade de vida irá melhorar 100%. Sem o asfalto, em meio ao barro, poeira, pedras e buracos estamos com nenhuma qualidade de vida, apesar de toda a natureza que nos cerca. Aliás, ela também sofre esses impactos, as plantas verdes estão negras, as flores morrem antes de nascer”, descreveu

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