A resposta ainda é uma incógnita, mas a tendência é que aconteça. A comunidade escolar estava preparada há muitos meses para o desfile e a realização não foi descartada. Afinal, foi suspenso e não cancelado. As bocas da Prefeitura acreditam que não vá ocorrer neste mês. Uma coisa é certa: o formato não será mais o mesmo.
Não foi pago
O alvoroço não foi só externo pelo valor que será (ou seria) investido no desfile: R$ 114.450. O assunto foi parar na boca do povo, dos secretários e dos vereadores. Internamente, o secretariado achou um absurdo e os ouvidos do prefeito foram maltratados. É importante salientar que nenhum centavo foi pago para a empresa vencedora da licitação, que já teve custos para montar a estrutura do desfile. A Prefeitura buscou um amparo jurídico e somente depois deste parecer deve se mexer.
Valorização
32 caixas de sons, 11 banheiros químicos, cinco pontos de água refrigerada, segurança, etc e etc. É nítido, a Prefeitura buscou valorizar a comunidade escolar fazendo um desfile seguro, sem erros e bem estruturado.
Eu fui aluno do Neusa Mari Pacheco (CIEP) por 11 anos. É mais de uma dezena de desfiles que participei e não tinha essa estrutura. Para ir ao banheiro tínhamos que descer da Igreja até a Praça com o professor junto. Quem ficava com os demais alunos? Tínhamos até outra opção: pedir aos lojistas para usarmos. Perguntem se eles gostavam, tenho certeza que a resposta não seria positiva. Sobre a água, levava de casa e tomava quente ou ficava com sede.
Fica a pergunta: é realmente muito caro dar suporte aos alunos?
5.800
A estimativa da Educação era de que 5.800 alunos participassem do desfile.Ainda teriam professores e funcionários. Fazendo um cálculo básico, (R$ 114.450 dividido por 5.800 alunos) o custo por aluno seria de R$ 19,71 para a realização do desfile. Na água refrigerada seriam gastos R$ 15.760,00, em oito mil copos, ou seja, R$1,87 por copo. Sobre os banheiros, na totalidade seriam 11 (cinco masculinos, cinco femininos e um unissex para deficientes).
Desconfiança
Como dois mais dois são quatro, a desconfiança da população acerca do que a Operação Caritas apontou nos últimos anos no Executivo desencadeou a polêmica. Os canelenses estão ressabiados e temem mais irregularidades. Tanto é que os valores da realização de um desfile foram questionados, causando inúmeras pulgas atrás das orelhas. Trabalhando com uma realidade onde as irregularidades não haveriam ocorrido, não haveria desconfiança. Voltando para a vida real, onde a Polícia Civil ainda investiga os supostos crimes, os bons pagam pelos maus.
Exagero
Vamos aos fatos. A discussão sobre o assunto foi um exagero. Tomou uma proporção muito maior do que deveria. A licitação ocorreu de forma normal e não feriu o erário municipal. Aqui, nesta coluna, o assunto está encerrado. Na página 2, o diretor do Jornal Integração, Cláudio Scherer, fala mais sobre.
Matriculas
A regularização das matrículas do Loteamento Edgar Haack está em fase avançada para conclusão. É uma questão a ser comemorada pelos moradores daquela localidade que sofrem com a falta de água potável, problema que ainda não foi resolvido, mas deverá receber novidades em breve.
Vereadores em Brasília
Uma comitiva dos vereadores está sendo organizada para ir até a Capital Federal em busca de recursos. Esperamos que o movimento seja mais do que somente político e que frutos possam ser colhidos nessa visita. A comitiva deverá ser aprovada em plenário na segunda. A data e os vereadores que irão compor ainda serão definidos.
Cadeira do prefeito
Jefferson de Oliveira (MDB) retornou novamente para a Câmara de Vereadores após substituir novamente o prefeito Constantino Orsolin como prefeito em exercício. Em sua fala, destacou que todos os vereadores teriam que ter a oportunidade de sentar na cadeira do prefeito para ver como funciona o Executivo Municipal. Eu concordo com o Jeff. Entendo que o trabalho dos vereadores é de fiscalizar e cobrar a Administração, mas gostaria de ver o que cada um deles faria se estivesse como prefeito. Seria uma ótima oportunidade para separar o que é politicagem para críticas construtivas.
Ruy Viana
As obras da rua Dr. Ruy Viana Rocha ainda não começaram o que está causando revolta nos moradores. A informação levantada pela coluna é de que a Prefeitura busca liberações ambientais para que a intervenção possa ser iniciada. O termo de início da obra foi assinado no dia 7 de julho e a Encopav, vencedora da licitação, ainda tem sete meses para concluir.
Gramado consegue viaduto, já Canela?
Esse foi um dos questionamentos levantados na Câmaraalegando indiferença da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), em relação à Canela, quando proposições são apresentadas. A vereadora Carla Reis (MDB) salientou que Gramado conseguiu um viaduto, já Canela quando apresentou o problema na entrada do São José, onde diversos acidentes já ocorreram, não foi atendida. O vereador Felipe Caputo (PSDB) retrucou e frisou que a diferença entre os dois municípios está no planejamento. Conforme o edil, Gramado montou e apresentou um projeto para a EGR, mas Canela não. “É falta de força política? É falta de gestão! O prefeito é o gestor, não vai adiantar nós vereadores irmos lá pedir”, sublinhou.
Jeff entrou na discussão destacando que foi pessoalmente na EGR, junto ao prefeito, entregar o pedido. Ele ainda disse que também é dever dos vereadores realizar os pedidos.
Desafio
O vereador Vellinho Pinto (PDT) fez um desafio ao Executivo acerca da construção da escola Tio Beto. O tema é cercado de polêmicas, principalmente, pela demora que a intervenção está levando para ser finalizada. Vellinho frisou que o educandário não será entregue neste mandato e desafiou a Administração a fazer ele “morrer pela boca”. A obra está prevista para ser finalizada no ano que vem.










