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Casal gramadense relata diagnóstico de infecção por coronavírus

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GIAN WAGNER
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GRAMADO/SANTOS – Gramado teve dois casos de coronavírus registrados no município, mas foram tratados como importados por serem dois turistas paulistas diagnosticados, e felizmente já curados da doença. Porém, dois casos não foram contabilizados para Gramado, trata-se de um casal de gramadenses que atualmente reside em Santos, em São Paulo.

Monica Mazzurana é médica de 43 anos, trabalha no Hospital Guilherme Álvaro, em Santos, São Paulo, e é casada com o arquiteto Gustavo Sorgetz Benetti, de 42 anos. Há 20 anos eles moram no litoral paulista e passaram juntos um grande susto: a contaminação pelo coronavírus.

Mônica contou ao Jornal Integração como foram os momentos desde os primeiros sintomas até o diagnóstico e, posteriormente, o diagnóstico do marido. No dia 12 de abril, dia de Páscoa, eles comemoraram, juntos, a recuperação. Pelas redes sociais, Mônica disse: “É Páscoa, é ressurreição e essa data nunca teve um significado tão real para nós. Agradecemos a Deus pelo nosso renascimento, o Gustavo e eu estamos curados da Covid-19”. O dia 12 de abril foi o último dia de confinamento do casal que passou 14 dias sem sair de casa.

 

JIH: Como foi o período desde os primeiros sintomas até a confirmação da doença?

 

DRA. MÔNICA: Eu comecei com um pouquinho de dor de garganta, depois tive um pouco de tosse seca. Aí esses sintomas passaram e nos três dias seguintes fiquei com bastante cansaço e dor no corpo. Bastante cansada mesmo, sono. Aí com meu médico decidimos recolher o exame e esse exame veio positivo. Quando o exame veio positivo, nos três dias seguintes, as dores musculares e articulares foram os sintomas mais frequentes. Depois começou uma tosse seca que persistiu uns cinco a sete dias. Foi quando meu médico decidiu por tomar Azitromicina, que foi o único medicamento que eu tomei.

 

Como foi o período até a cura?

 

Os sintomas iniciaram numa segunda-feira e quando fechei o diagnóstico estava com bastante sintomas, bem fortes. Foram uns dez dias até deixar de ter os sintomas. A gente mora sozinho e ele também contraiu a doença. Foi a parte mais difícil, pois eu fiz o diagnóstico na segunda-feira, que saiu o resultado, e o resultado dele saiu só na sexta-feira, também positivo. Foi uma fase difícil pois ficamos afastados dentro de casa, eu no quarto e ele no resto do apartamento.

 

Sendo profissional da Saúde, a doutora teve medo em algum momento?

 

Acho que todo mundo que vê um teste desses com resultado positivo tem um pouco de medo sim. Mas o meu maior medo era ter transmitido para o meu marido, que foi o que infelizmente aconteceu. Mas depois que fomos positivos, e juntos fomos melhorando, Deus foi nos ajudando e esse carinho mútuo nos ajudou. É muito difícil passar por isso tudo sem sentir um pouco de medo.

 

O que mudou na Mônica, tanto na pessoa como na profissional após essa experiência?

 

Eu acredito que todas as vezes que a gente passa por uma doença, uma situação difícil, a gente sai melhor. Essa doença tem nos ensinado a importância da nossa família, de estar junto, e também da solidariedade. Sem dúvida nenhuma eu saio diferente e espero que as pessoas não precisem passar pela doença para ficar diferente. Nós precisamos ajudar uns aos outros neste momento tão difícil.

 

Que recado você deixa para as pessoas?

 

Nós temos uma chance de evitar mortes nessa pandemia que é mantendo o isolamento social. Se você puder ficar em casa, fique em casa. Siga as orientações médicas, siga as orientações da ciência e siga as orientações dos nossos governantes. Essa é nossa única chance de evitar que essa pandemia se alastre e evitar mortes nas nossas cidades, estados e país.

 

 

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