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Bueno denuncia negligência do Executivo com moradores de rua

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O vereador Rafael Bueno/PDT denunciou, na sessão desta quarta-feira (13), o que considera negligência do governo do prefeito Daniel Guerra/PRB: a atual situação dos moradores de rua em Caxias do Sul. O parlamentar apresentou dados enviados como resposta a um pedido de informações feito ao Executivo sobre o suposto caso de humilhação praticada por vigilantes terceirizados contra Irineu Seibert, na Praça Dante Alighieri, em dezembro do ano passado.

No requerimento, Bueno questiona de que forma o poder público atendeu o cidadão e pede informações sobre os moradores de rua. Como resposta, a direção da Fundação de Assistência Social (FAS) informou que ele é atendido no Centro Pop Rua, desde julho de 2014.

 

NÚMEROS DOBRARAM

 

Ainda conforme os dados da FAS, em maio de 2016, havia 150 pessoas morando nas ruas. Já, em novembro de 2018, eles eram 400. Em um ano e meio, o número aumentou em 250 pessoas.

A maior preocupação de Rafael Bueno é a estatística de mortes destes cidadãos. Os dados da FAS revelam que, somente no ano passado, 24 moradores de rua morreram. Deste total, 14 vítimas de morte violenta e outros 10 por morte natural. “Estão morrendo e o poder público… Vereador Fiuza [líder de governo], afirmo, nesta tribuna, que cada morte de morador de rua que está acontecendo tem a mão e anuência do prefeito Daniel Guerra. Cada morte de pessoas que tem o seu atendimento negado pelos albergues tem a conivência do prefeito. Ele é cúmplice das mortes que estão acontecendo com os moradores de rua na cidade de Caxias do Sul”, afirmou.

 

FALHA NO ACOLHIMENTO

 

O parlamentar ainda questionou a oferta de vagas em casas de acolhimento de Caxias do Sul. Hoje, são apenas 70 vagas para adultos, de acordo com dados da FAS, sendo 40 na Casa Carlos Miguel, no Bairro Fátima, e mais 30 na São Francisco, no Cinquentenário. “O Acolhe Caxias foi fechado e atendia cerca de 50 pessoas em vulnerabilidade social. Inaugurado pelo prefeito Alceu Barbosa Velho, o Acolhe Caxias, de imediato, quando assumiu a gestão do gestor, o que fez? Fechou o Acolhe Caxias. Então, agora, as pessoas têm que ou ir até o Fátima ou até o Cinquentenário”, ressaltou.

 

Comissão de Direitos Humanos exigirá medidas

 

O drama dos moradores de rua de Caxias já havia sido incluído nas metas da Comissão de Direitos Humanos do Legislativo para este ano. Conforme o presidente do grupo de trabalho, vereador Rodrigo Beltrão/PT, os dados revelados pelo relatório da FAS reforçam ainda mais a falta de responsabilidade e comprometimento do poder público municipal para com estes cidadãos. “Este assunto já estava na pauta da Comissão para tratarmos este ano. Precisamos garantir mais políticas públicas que tratem dessas pessoas. Quando temos um governo que não se preocupa com as pessoas, só com números, acaba agravando mais essa realidade”, enfatizou.

 

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