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Inadimplência cai mais de 6% em Bento

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Marcos Carbone detalhou levantamento feito pela Câmara de Dirigentes Lojistas (Foto Exata Comunicação, Divulgação)

Ainda que o acumulado da inadimplência bento-gonçalvense se mantenha acima dos R$ 14 milhões, uma boa notícia anima o setor varejista neste início de 2020: os valores devidos pelos consumidores recuaram 6,7% no ano passado no comparativo com 2018. O dado negativo é o aumento de 4% no número de pessoas jurídicas negativadas no cadastro do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). As informações foram divulgadas pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Bento Gonçalves na quinta (23/1).

A maior queda no montante de dívidas dos últimos anos ficou evidente em valores reais: mais de R$ 1 milhão – em 2018, o acumulado superava os R$ 15 milhões. A quantidade de devedores também recuou, sendo a menor dos últimos quatro anos. O levantamento leva em conta também os contribuintes em débito com a Prefeitura.

Na avaliação de Marcos Carbone, presidente da CDL-BG, o recuo na inadimplência indica momento de maior segurança e estabilidade do trabalhador, que consegue colocar em prática um planejamento orçamentário, permitindo estancar as dívidas. "A inadimplência não se dá pela vontade do consumidor, mas pela escassez de recursos para quitar os débitos. A orientação é que, quando houver a estabilidade financeira, o primeiro passo seja procurar os credores para quitar as dívidas. Por isso, os dados do último ano nos deixa esperançosos para um cenário de retomada econômica cada vez mais sólida e segura", projeta.

Perfil dos devedores

Os dados coletados pela CDL-BG revelam que a maioria dos inadimplentes deve de R$ 100 a R$ 250, representando 31,4% do total, abaixo de 2018, quando quase 34% deviam esse ticket médio. Mas aumentou o índice daqueles com dívidas de R$ 250 a R$ 500: passou de 19,4% para 25,6%. Os débitos superiores a R$ 500 recuaram pouco mais de 3%.

O relatório também mostra que as mulheres continuam no topo da lista e com aumento nos percentuais: 2018, somavam 67,1% na quantidade de registros; em 2019, avançou para 68,5%. Em ambos os anos, pessoas de 30 a 39 anos foram as que mais se endividaram, representando 24,9%, seguido por quem tem entre 40 e 49 anos, com 24,6%. A maior parte dos inadimplentes, 75,7%, está cadastrada no SPC entre nove meses e quatro anos.

Os dados CDL-BG estão alinhados com o cenário nacional. As mais recentes indicações do SPC Brasil são de redução na inadimplência. Em novembro houve recuo de 0,27% em relação ao mesmo mês de 2018. A última queda havia sido em setembro de 2017.

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