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Bueno acusa prefeito de plagiar projetos

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Foto: Gabriela Bento Alves, Divulgação

A acusação do vereador Rafael Bueno/PDT ocorreu durante a discussão pelo veto do prefeito Daniel Guerra/Republicanos ao projeto que institui a divulgação da lista de espera do atendimento de saúde pública, em Caxias do Sul. A votação ocorreu na sessão desta terça-feira (11). Em aparte ao autor da matéria, vereador Edson da Rosa/MDB, o pedetista defendeu a derrubada do veto e criticou a conduta do Executivo de protocolar projetos semelhantes a propostas dos parlamentares.

Bueno citou os dois recentes casos. O primeiro foi o projeto protocolado pelo governo com o mesmo objeto da matéria de Edson da Rosa e, o segundo, a proposição dele, que cria a Central de Intérprete de Libras. Fatos que levam o parlamentar a concluir que se trata do crime de plágio por parte do chefe do Executivo. “Ele [Guerra] copiou o projeto do vereador Edson da Rosa. E plágio é crime. Uma verdadeira molecagem que fez ao protocolar um projeto igual. Copia e cola. E não fez nenhuma referência. Hoje, temos mais de 40 mil pessoas aguardando na lista de espera para a primeira consulta com um especialista e esse projeto do vereador Edson vem para dar transparência e visibilidade. Mas o prefeito faz um plágio”, reforçou.

 

Emedebista cobra diálogo

 

O veto ao projeto de Edson da Rosa foi derrubado por maioria de votos (20 a 1). Apenas o vereador Renato Nunes/PR votou a favor. O líder de governo, Elisandro Fiuza/Republicanos estava ausente do plenário na hora da votação. O Executivo alegou vício de iniciativa, baseado na Lei Orgânica do Município. Conforme a legislação, a matéria é de prerrogativa do prefeito.

Na defesa da derrubada do veto, o emedebista leu o projeto protocolado pelo Executivo, que difere da proposta dele apenas na entrada em vigência da nova lei. Da Rosa propôs 60 dias e Daniel Guerra, 360 dias após a publicação. De acordo com o parlamentar, faltou diálogo por parte do governo. “Quando o Executivo apresenta um projeto igual, ele considera, no mínimo, que é bom. Chama este vereador, chama o líder de governo, vamos conversar. Não precisa me dar a autoria. Se o projeto é bom, é bom para a população. Não é para o vereador. É a falta de relacionamento que falamos tanto aqui”, avaliou.

 

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