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Três jogos nesta terça-feira pelo Futsal Sênior

GRAMADO – A bola começou a rolar semana passada com a primeira rodada do Campeonato de Futsal Sênior. Sete equipes estão na busca pelo título da competição, se enfrentando no sistema de todos contra todos, em turno único, onde avançarão os quatro melhores colocados para a semifinal.

Os primeiros duelos, a bola balançou em 16 oportunidades com três jogos, média de 5,33 gols por jogo. Abrindo oficialmente a competição, o Cosmos venceu o São José por 5 a 0. Na sequência, nova goleada, desta vez do Fênix que fez 4 a 0 no Racing. Encerrando a noite de futsal, o Panelão fez 5 a 2 no Zeus. O 11 Canarinhos folgou.

A segunda rodada está programada para esta terça-feira (19). A partir das 19h30, se enfrentam Panelão x Fênix, Racing x São José e Cosmos x 11 Canarinhos. Zeus folgará nesta data. A decisão está marcada para o dia 6 de setembro. Todos os jogos serão realizados no Perinão.

“As pessoas julgam sem saber a dor que as vítimas carregam”, diz mulher que foi estuprada na infância

“Era uma manhã nublada e fria. As lágrimas e as gotículas de sangue no vestido nunca sairão da memória. A ingenuidade de uma criança é absurda. E o pensamento sórdido daquele homem ia além do desconhecido que uma menina de 8 anos poderia imaginar. Só entendi o porquê quando senti algo me rasgando por dentro, o que ele enfiou em mim que dói tanto? Por que eu? Quando pensei ter acabado, senti meu corpo como se estivesse embalando de trás para frente e ouvia os gemidos daquele homem. Senti muita dor, tive medo e vergonha. E quando cheguei em casa apanhei do meu pai por ter demorado a chegar. Virei refém do medo e da incerteza”.

Estas palavras foram escritas por Terezinha Theodoro, 43 anos, e estarão registradas em um livro onde ela conta em detalhes os frequentes abusos sexuais que sofreu durante sua infância e adolescência e dos assédios na vida adulta.

O relato é uma lembrança amarga do dia 6 de agosto de 1987, quando Terezinha tinha apenas 8 anos de idade e foi estuprada pela primeira vez. Estava frio, a temperatura beirava zero grau e o ataque aconteceu no mato perto de casa. O autor? O próprio tio. “Eu fui entregar leite na cidade e quando eu voltava ele estava me esperando. Eu desci por um carreiro que era usado para cortar caminho. Eu trazia o tarrinho vazio e quando passei por este carreiro me deparei com ele na minha frente. Eu lembro até hoje do barulho do tarro caindo no chão”, descreveu.

Aquela invasão íntima em uma criança inocente foi apenas o primeiro ato. As ameaças do abusador e o medo tornaram Terezinha refém durante anos. “Eu queria contar para alguém, mas ele me ameaçava. Quando me pegou a primeira vez, me disse que ia cortar a garganta do meu pai e que eu seria a culpada. Eu tinha 8 anos, e quando o pai saía eu ficava numa agonia, pensando no que seria da mãe. E durante anos, toda vez que eu via meu pai acreditava que estava vivo por minha causa, por ficar calada”, pondera.

“A questão emocional eu fui guardando pra mim e as feridas no corpo eu tentava curar com banha de porco e com uma planta cicatrizante. As vezes nem tinha curado as feridas de um estupro e ele me pegava de novo e me machucava ainda mais”, relembra.

Terezinha nasceu na cidade de Ametista do Sul, no norte do Estado. A família morava no interior e tinha na produção leiteira boa parte do seu sustento. O tempo foi passando e aquela menina foi crescendo, mas os estupros continuaram. Quando estava com 11 anos, a atitude de um menino na escola pareceu ser uma oportunidade de contar para os pais todo o sofrimento que carregava. Ledo engano. “Ele (o menino) tentou passar a mão em mim e eu contei para a mãe. Em casa ela contou para o pai e eu fiquei esperando para ver o que ele ia dizer, pois conforme a atitude dele eu já ia contar dos estupros do meu tio. Mas então eu ouvi meu pai dizer que ia me levar no fundo do potreiro e me enforcar. Na cabeça dele o menino não teria passado a mão em mim sem que eu tivesse dado confiança e que ele não ia aceitar ter filha vagabunda em casa”, lamenta.

“Eu apanhei bastante por jogar minhas calcinhas fora por estarem sujas de sangue. Tinha vezes que eu sangrava dois ou três dias e não podia contar o motivo porque acreditava que ele ia mesmo cortar a garganta do meu pai”, ressalta.

ACREDITAVA QUE ERA CULPADA – A culpa é um sentimento comum entre as pessoas vítimas de abusos sexuais. “Eu cresci acreditando que eu é que era uma sem vergonha. Eu achava que estava salvando a vida do meu pai, mas depois eu apanhava dele e quando eu queria contar ele achou melhor me enforcar do que me ajudar, então um dia eu disse para o meu tio que ele podia matar meu pai para parar de me pegar. Mas então ele disse que ia pegar minha mãe e fazer a mesma coisa que fazia comigo. Meu Deus, eu não podia imaginar uma coisa dessas”, cita.

Vida nova na capital e a chegada da pequena Luna

Cansada das agressões, das ameaças, de não ter nenhum suporte emocional e nenhum amparo dos pais, um dia, já com 14 anos, Terezinha decidiu dar um basta nos estupros, nem que isso lhe custasse a vida.

“Eu tinha medo que ele matasse meu pai ou estuprasse minha mãe, mas não suportava mais aquilo, então levei uma faca comigo. Quando ele chegou eu disse que nunca mais faria aquilo comigo: ‘chega, ou tu me mata ou eu te mato’. Ele saiu dali e nunca mais tocou em mim”, detalhou.

Alguns meses depois, Terezinha foi embora de Ametista do Sul para morar com a irmã mais velha em Porto Alegre. “Ela me deu o maior apoio. Em algum momento da minha vida cheguei a pensar que a única coisa que eu poderia fazer era me prostituir, que eu não era digna de ter uma família. Minha irmã me estendeu a mão, conseguiu um emprego para mim em Porto Alegre e me ajudou a entender que havia outro caminho. Vejam o que causa um estupro na vida de uma pessoa, e as pessoas julgam sem saber a dor que as vítimas carregam”, salientou.

“Eu queria a ajuda da família, mas para eles o melhor era eu me calar para não envergonha-los. Por eles eu deveria esquecer o que aconteceu, mas ninguém pensa em tudo que sofri durante todo esse tempo. Se me perguntarem, eu não vou saber responder quantas vezes meu tio me pegou”, confessa.

Em Porto Alegre, Terezinha retomou os estudos e fez cursos em diversas áreas. Quando estava com 27 anos conseguiu falar sobre os estupros pela primeira vez com um profissional em psiquiatria. “Fiz o acompanhamento durante um tempo e achei que estava lidando bem com essa situação, consegui assumir um relacionamento e tive minha filha Luna (hoje com 5 anos), com ela eu venci uns 80% desse trauma. Eu queria muito ser mãe. E quando ela nasceu a primeira coisa que pensei foi essa: ele (o tio) não tirou isso de mim”, relata.

Havia uma orientação médica para Terezinha: pelos ferimentos sofridos, ela não poderia ser mãe. “Eu não podia, por conta do útero ter sido todo machucado. Quando engravidei fui encaminhada para uma psicóloga, porque eu iria perder o bebê. Fiz um ultrassom e ela estava bem encaixadinha, tudo certo, e o médico me disse que a medicina não ia explicar como isso era possível e que era para curtir a gravidez”, relembra.

Em 2018, decidiu vir morar em Canela. Hoje, ela continua estudando e buscando qualificação, está na faculdade cursando Serviço Social e enfatiza que a escolha por este curso tem relação com a ajuda profissional que recebeu do serviço social em um momento de profundo desespero.

Assédio do chefe virou processo judicial

Terezinha trabalhava em um mercado e recebeu uma proposta de emprego que lhe permitiria melhor remuneração e mais tempo para ficar com a Luna. No novo emprego, demorou cerca de cinco meses para começar a ser alvo de investidas mal intencionadas do chefe imediato, o que reacendeu os traumas da infância. Ele convidava para sair e articulava meios de conseguir ficar sozinho com Terezinha para tentar um contato íntimo. Foram cerca de 40 dias de assédio.

Em uma das ocasiões, ele conseguiu ficar a sós com ela no escritório. “Eu fingi que estava tudo bem, procurei ficar calma e pedi para ir ao banheiro. Quando saí ele estava no sofá me esperando, a porta estava chaveada, eu consegui abrir e escapar de lá. Me perguntam porque eu não reagi. Qualquer mulher, independentemente da idade, se ela já foi estuprada, ela não vai reagir. Isso é algo que trava a gente. Tu paralisa”, conta.

“Eu achei que conseguiria contornar e que ele ia parar ao ouvir um não, mas quando ele percebeu que ele não ia conseguir nada comigo, aí que eu comecei a sofrer”, disse. “Eu pedi para parar, mas ele continuou”, relembra.

Pensando em cessar com os assédios do chefe imediato, Terezinha relatou os incidentes ao superior dele. “Eu falando o que estava acontecendo e ele nem bola. Eles queriam que eu ficasse em silêncio. Tive que ouvir que eu era uma pessoa muito doce e que o meu não, não convencia”, lamenta. “Não, é não. Não importa a forma, não é preciso agredir o homem para ele perceber que é um não”, opina a advogada, Cintia Lacerda Barbosa Chaves, que defende Terezinha em processos contra o assediador e a empresa.

Na Justiça, foram movidas ações por assédio sexual, assédio moral, causa trabalhista, ameaça e intimidação. “Quando eu liguei para ele, me disse: ‘quem sabe a gente dá um cargo melhor para ela e fica tudo bem, deixa assim’. Ofereceram um cargo melhor, carro e valores a mais para ela ficar em silêncio, tu acredita?”, argumentou Cintia.

DECISÕES FAVORÁVEIS – Foram duas, na primeira e segunda instância. Terezinha conseguiu se afastar da empresa por meio de uma Rescisão Indireta orientada por Cintia. Houve também uma ação por dano moral. “Eu pedi para me demitirem e me deixarem livre, e eles não concederam”. No campo judicial, a rescisão aconteceu, mas ainda falta uma resolução do processo.

“A empresa tem responsabilidade pelo funcionário e eles foram alertados, foram avisados e pensaram: ‘deixa assim’. Eles não acreditaram que pudessem perder a ação, não acreditaram que tínhamos provas robustas para incluir no processo”, observa a advogada. A segunda decisão foi em abril deste ano. A empresa recorreu novamente e o caso agora tramita na justiça federal.

ARQUIVADO – Se os processos contra a empresa seguem para instâncias superiores do Poder Judiciário, o processo movido contra o abusador foi arquivado pela Justiça. Em um vídeo postado nas redes sociais, Terezinha desabafou: “Quando pedi ajuda aos superiores na empresa, pediram para eu ficar quieta e não levar isso adiante. Eu fiz a denúncia e passei a ser ameaçada, disseram que iam me matar conforme o que eu dissesse na audiência, houve tentativa de um atropelamento, com testemunhas. Estavam uniformizados, e mesmo com tudo isso o que você faria se descobrisse que o processo foi arquivado? Então quer dizer que eu fosse estuprada lá dentro da empresa, o problema é meu? Azar o meu? Ele continua trabalhando e recebendo, eu estou desempregada e tenho que ouvir isso? Arquivado? Eu não sei nem quem eu parabenizo por isso. De que ainda lutar, que nojo dessa lei. É revoltante”.

MEDIDA PROTETIVA – Além dos assédios, Terezinha passou a ser perseguida, ameaçada e intimidada, o que levou a pedir uma medida protetiva. “Ele me ameaçou de morte caso eu falasse demais em juízo, então pedimos uma medida protetiva e a justiça concedeu rapidamente. Isso foi em outubro (2021), e uma semana depois de ter a medida protetiva tive que mudar de endereço porque estavam indo na minha casa e ficavam rondando lá. Uma vez tentaram me atropelar na calçada perto de casa”, relatou.

O ex-chefe continua atuando na empresa. De acordo com Terezinha, ao longo deste ano ele chegou a ser transferido para uma unidade em outro estado, mas recentemente retornou a Canela e já foi visto novamente nas redondezas da casa de Terezinha. A medida protetiva vigora por tempo indeterminado.

Amparo do serviço social em Canela

Desgastada com a situação, Terezinha cogitou tirar a própria vida. Isso ocorreu em fevereiro deste ano. “Uma vez fomos visitar uma obra da empresa, lá no Chacrão, eu olhava para o penhasco e pensava em me jogar, mas pensei: o que adianta fazer isso?”, indaga.

“Eu saí de lá sem rumo. Desnorteada. Aí a Janice (Wolff) me encontrou na rua e viu que eu não estava bem. Ela não me conhecia e me ajudou. Eu falei que não aguentava mais o meu chefe pegando no meu pé. Aí ela me levou direto para o CREAS (Centro de Referência Especializado em Assistência Social de Canela) e lá a Micheli Magro (Assistente Social) e a Daniela Manique (Psicóloga) me atenderam. Eu estava muito abalada, fiquei quase duas horas lá e quando saí a Janice ainda estava ali me esperando. Ela deixou tudo para trás por uma pessoa que não conhecia. Foi por causa dela que eu consegui ajuda, se dependesse só de mim eu acho que não teria coragem para ir lá e pedir ajuda, nem para ir na Delegacia fazer a denúncia”, relatou emocionada.

Janice atua como técnica de enfermagem há mais de 20 anos. Ela contou sobre a motivação em ajudar Terezinha. “Naquele dia eu tinha ido lá no Chacrão falar com meu esposo e quando voltava, vi ela indo a pé em direção ao Centro e ofereci carona. Quando entrou vi que estava muito nervosa. Havia algo errado. Então perguntei, ela começou a chorar e contou toda a história. Além dos assédios sexuais também houve assédio moral”, contou.

“O que motivou é que a gente vive em um mundo onde as pessoas deixaram de dar importância umas às outras. E uma das coisas que temos em casa é ajudar sem julgamentos. Ela contou dos abusos na infância, eu também sofri com isso e fui agredida durante 5 anos no primeiro casamento. Nós mulheres temos que nos proteger umas às outras”, salienta Janice.

CASA VITÓRIA – Terezinha também passou a frequentar a Casa Vitória, que acolhe toda mulher vítima de violência. “Eu reparei que algumas mulheres que chegavam lá com manchas no rosto, elas entravam em silêncio e saíam em silêncio. Então um dia falei com a coordenadora e comecei a me manifestar, falar sobre o tema para elas, também passei a usar a rede social com esse intuito de orientação, dando dicas de como fazer a denúncia, onde buscar ajuda”.

“Me perguntam se eu não tenho medo. Claro que eu tenho, mas não posso ficar quietinha, eu já fiz isso por muito tempo, foram oito anos da minha vida sofrendo para curar a dor física e emocional. E agora, depois de adulta, sofrer novamente? Não. Essa realidade precisa mudar. Minha intenção é encorajar outras mulheres a denunciarem. É muito importante quando a gente não se sente sozinha”, frisa.

“Estou recebendo muitas mensagens pela rede social, de mulheres que estão sofrendo. A sociedade precisa entender o estrago que isso faz na vida de uma pessoa”, alerta.

Outro destaque elencado por Terezinha é o trabalho da Brigada Militar por meio da Patrulha Maria da Penha. “Isso é muito importante, nossa! Quando eu vi eles na porta de casa me senti muito bem. Temos um contato de whats com os policiais que fazem a Patrulha, em qualquer lugar e horário que eu precise é só acionar. E além do mais eles vão lá em casa para saber se está tudo bem, se estou sendo perseguida. Para a gente faz muita diferença, é um reforço que nos dá a sensação de segurança”, elogia.

Revelação no Dia das Mães

Depois de tantos anos, Terezinha então contou para os pais que havia sido estuprada, foi no Dia das Mães do ano passado. “Quando eu fui lá (Ametista do Sul) eu contei para meus pais. Minha mãe chorou muito e se culpou por nunca ter percebido. E o pai não me olhou nos olhos, ficou sentado de cabeça baixa e disse que eu deveria ter contado. Eu lembrei do que ele falou sobre me enforcar no fundo do potreiro”, destaca.

Apesar de ter contado sobre os abusos, Terezinha não revelou que o autor era o próprio tio. “Há uns 15 anos, quando eu estive lá, eu falei com meu tio e disse que ainda não revelaria por causa das filhas dele. Ele chorou e disse que não imaginava que eu me tornaria uma mulher tão forte”, revelou. As filhas do abusador têm idades semelhantes à da vítima.

VAI VIRAR LIVRO – Escrever com o objetivo de desabafar e aliviar a carga psicológica. Foi assim que Terezinha começou a escrever suas angústias e esse drama está virando um livro. O trabalho ainda não está concluído. “A Dani ali do Creas me orientou a colocar no papel o que eu sentia, que isso ia me ajudar”, registra. “Eu tenho muita vontade de falar com ele hoje (o tio). De levar o livro e entregar na mão dele”, almeja.

79% das vítimas são crianças e adolescentes

Nos cinco primeiros meses deste ano, o Disque 100 recebeu 7.447 denúncias de estupro em todo país. Destas vítimas, 5.881 são crianças ou adolescentes, o que representa 79% das denúncias que chegam a este canal. Os dados foram divulgados pela Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, vinculada ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Conforme levantamento do Anuário Brasileiro da Segurança Pública, em 2020 aconteceram 14.744 estupros e 43.427 estupros de vulneráveis (crianças e adolescentes), o que representa um total de 58.171 ocorrências. Em 2021, as estatísticas pioraram, sendo registrados 14.921 estupros e 45.994 estupros de vulneráveis (total de 60.915).

No Rio Grande do Sul, também de acordo com o Anuário, houve uma leve queda na soma dos índices. Foram 1.117 estupros em 2020 e 1.095 no ano seguinte, enquanto que as ocorrências onde as vítimas foram vulneráveis registraram 3.156 ataques em 2020 e 3.186 em 2021.

Aqui na região duas ocorrências chamaram a atenção nos últimos dias, ambas em Gramado. Na noite de domingo (3), a Brigada Militar foi acionada para atender ocorrência de estupro no bairro Jardim. No local, os policiais encontraram um homem de 54 anos que teria estuprado uma menina de 11 anos. Ele estava ferido e teria trancado ela num quarto e cometido o ato sexual. Populares revoltados tentaram linchar o homem, que foi preso e levado para o Presídio Estadual de Canela.

Na sexta-feira (1º), no Lago Negro, um homem de 49 anos caracterizado de pirata foi detido sob acusação de ter molestado pelo menos seis crianças de 11 e 12 anos de uma excursão de Porto Alegre. Ele estava passando a mão nas crianças enquanto posava para fotos. As professoras que acompanhavam o grupo acionaram a Brigada Militar, que prendeu o acusado em flagrante.

—> ONDE BUSCAR AJUDA <—

-Brigada Militar: 190

-Corpo de Bombeiros: 193

-Delegacia de Canela: 3282.1212

-Delegacia de Gramado: 3286.2300

-Conselho Tutelar Gramado: 99977.1973

-Conselho Tutelar Canela: 98133.0820

-CREAS Canela: 99157.1681 -CREAS Gramado: 3286-0838

TEXTO: Fernando Gusen | [email protected]

Cidica auxiliou na abertura de 350 empresas em 90 dias

CANELA – Um velho depósito de madeira deu lugar a um pavilhão de 800m² para fomentar o empreendedorismo, a capacitação e o desenvolvimento. O Centro Integrado de Desenvolvimento e Inovação (Cidica) faz parte do inovador Canela Cidade Empreendedora, criado em 2019. O Cidica, que abriga variados serviços como, por exemplo, oSistema Nacional de Emprego (Sine), deverá inaugurar a Sala do Empreendedor e o Observatório de Negócios no próximo mês.

Quem explicou, minuciosamente, como funciona cada metro quadrado do complexo foi o secretário da Fazenda e Desenvolvimento Econômico, Luciano Melo. Ele revelou que, desde a inauguração do Cidica, no dia 31 de março, mais de 350 empresas foram abertas.

“Temos diversos serviços disponíveis aqui [Cidica] dentro. Conseguimos dividir bem o prédio, de acordo com o que planejamos. Um destes é o Sine. Trouxemos aquilo que tanto se fala no mundo, o Poder Público liderando um projeto revolucionário, trazendo para o processo empresas, entidades e instituições. Este espaço tem a contribuição de muitos empresários que acreditaram, mesmo no momento de dificuldade na pandemia. Desde que o Cidica foi inaugurado já abrimos mais de 350 empresas, além de 1.500 atendimentos”, destacou.

De acordo com Melo, a Sala do Empreendedor, que visa aproximar o Poder Público da iniciativa privada, deve ser inaugurada no dia 17 de agosto. “Toda aquela pessoa que queira abrir uma empresa pode vir aqui. Temos a junta comercial funcionando dentro deste espaço e logo teremos assessoria jurídica da Universidade de Caxias do Sul (UCS), que será nossa parceira, para o empresário. A ideia é diminuir a burocracia”, explicou.

O Sebrae levantou que, até o final de 2016, uma empresa passava por um processo de 60 dias até ser aberta. Em 2017, o período diminuiu consideravelmente, chegando há 10 dias. A Sala desburocratizará o andamento, fazendo com que a criação ocorra em horas. 

Luciano revelou também que uma parceria está sendo costurada com a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) que, com o contrato firmado, fará o acompanhamento das empresas iniciantes no espaço do Cidica. Um dos pedidos da universidade foram salas de 3×4 metros para abrigar Startups.

“Estamos falando de uma nova matriz econômica. Não quer dizer que pararemos de olhar para os outros setores, pelo contrário. Estamos trabalhando em uma série de capacitações com todas as pastas da Prefeitura, pensando no futuro”, frisou.

Cidica quer formar 250 programadores até 2024

Com a implantação do Sistema S, o Cidica planeja ministrar diversos cursos profissionalizantes em suas dependências, transformando o modo em um dos carros chefes do projeto. Por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac), alunos do ensino médio poderão participar de aulas de programação que, segundo o secretário, é um certame que possui pouca mão de obra.

“No mundo existe um déficit de programadores no mercado. No Brasil é mais elevado e, em Canela, as empresas ligadas a tecnologia tem que buscar de outros estados. Não tem essa mão de obra qualificada aqui. A intenção, até 2024, é formar, em torno, de 250 programadores aqui neste espaço”, explicou. 

Atualmente, 25 alunos do 9º ano recebem aulas voltadas ao mercado de trabalho. Esta é a segunda etapa, já que os participantes começaram pelo módulo de robótica. Os próximos certames são Empreendedorismo e Inovação e Mecânica Industrial.

O Cidica também receberá cursos do Sesi, Senar, Sest, Sesc, Senat e Sescoop.

Observatório de Negócios trará dados palpáveis

Comparação e evolução. Estes são os objetivos do Observatório de Negócios que auxiliará na compreensão majoritária de dados. A ferramenta funcionará como uma espécie de captador, recolhendo informações que poderão ser comparadas e adotadas pelo município.

“As pessoas terão condição de visualizar indicadores e pesquisas. Nós podemos fazer um paralelo com outro município, por exemplo, com a educação. Ainda não está funcionando, vamos inaugurar. A primeira coisa que vai ser feita é uma pesquisa para saber o que Canela tem de inovação, nós precisamos avançar neste certame. Esse espaço vai ser muito importante. Trabalhamos às cegas, muitas vezes, e com o Observatório teremos dados concretos”, sublinhou.  O produto deve estar funcionando em agosto. 

Uma delícia de projeto

CANELA – Integrar, aprender e colocar em prática o aprendizado elevando a auto estima das participantes. Assim foram os dois dias de curso gratuito de Bolachas e Salgados Caseiros no Centro de Referência em Assistência Social (Cras) do bairro Canelinha, parceria da Secretaria de Assistência, Desenvolvimento Social, Cidadania e Habitação, com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e Sindicato Rural.

As atividades ocorreram entre os dias 30 de junho e 1º deste mês, e foi coordenada pels insrutora do Senar, Denise Vogg. No total, 10 mulheres participaram do encontro que teve a produção de massas para biscoitos e folhados, até o desenvolvimento de recheios nas receitas.

Entre as participantes, estava a moradora do bairro Canelinha, Paola Eduarda Soares da Silva. Pela primeira vez teve a oportunidade de aprender a arte da culinária e já está ansiosa para os próximos cursos.

“Próximo curso pode contar comigo, vou fazer, foi muito divertido, coisas que não sabia agora aprendi e quero aprender a fazer mais coisas e quem sabe começar a vender, muitos detalhes que não sabia aprendi neste curso”, disse ela que já faz alguns bolos e tortas para amigos e familiares.

Foto: Tiago Manique/JIH – Paola entre Lidiane e Márcia, pretende participar de mais atividades no Cras Canelinha

A coordenadora do Cras Canelinha, Maria Lidiane Rodrigues, citou que as oficinas ofertadas no Cras são todas gratuitas e visa estimular a auto estima das pessoas e em alguns momentos incrementar renda, ser inserido no mercado de trabalho ou até abrir o próprio negócio.

“A qualificação das pessoas que participam pode agregar sim no currículo quando procurar emprego, pois as participantes quando encerram os cursos, saem prontas para o mercado de trabalho, recebem certificado que á ceito pelas empresas se sentem seguras pelo que é ensinado aqui [Cras Canelinha] elevando a auto estima, se sentem parte de um grupo”, disse Lidiane.

A psicóloga do Cras Márcia de Brito, é concomitante ao que disse a coordenadora e acrescentou que memso com o término dos cursos ofertados, segue sendo realizado um acompanhamento aos participantes com visitas nas casas.

“Quem participa dos cursos, fizemos um acompanhamento com visitas domiciliares. E neste curso que fizemos foi bem interessante, pois muitas participantes vão deixando de ser inibidas, elevando a auto estima, se sentidno capaz de fazer a aprender. Observamos o orgulho delas de olhar tudo pronto com qualidade e dizer que ‘fui eu que fiz’, além de terem produzido produtos saudáveis”, explicou.

Lidiane informou que para participar das atividades gratuitas proposta pelo Cras Canelinha, tem que estar cadastrada no Cadastro Único (Cad Único). Mais dois cursos na área da culinária estão programados, sendo de Pães e Tortas e Doces e que serão divulgadas em breve.

Texto: Tiago Manique – [email protected]

Famílias atingidas por incêndio necessitam de ajuda

CANELA – Duas famílias perderam tudo em um incêndio, na manhã desta segunda-feira (18). O incêndio destruiu duas casas em um terreno, no bairro São Luiz. As chamas começaram na residência dos fundos, onde moravam uma idosa com o filho, e se alastraram para a casa da frente, local onde residia um casal com uma filha menor de idade.

O Corpo de Bombeiros atendeu a ocorrência, salvando algumas casas lindeiras. Foram utilizados 15 mil litros de água na ocasião. Informações apuradas pela reportagem dão conta que o sinistro ocorreu após uma tentativa de iniciar fogo no fogão a lenha com querosene. As famílias conseguiram salvar alguns móveis, mas a maioria dos objetos foi perdida no sinistro. Duas pessoas tiveram ferimentos leves.

As famílias precisam de auxílio e necessitam da doação de roupas, calçados, eletrodomésticos e etc. O número para contato é (54) 9.9943-7673.

Tamanho das roupas

Infantil para menina de dois anos, G e GG

Fraldas GG

Definido os finalistas do Futsal Sub-13

CANELA – O Campeonato de Futsal Sub-13 definiu na quinta-feira (14) os finalistas da competição. E sobrou emoção para a garotada e quem foi até o ginásio do Sesi. No primeiro jogo, Olé Futsal e Guerreiro ficaram no empate em 1 a 1, resultado que se repetiu na prorrogação. O Olé garantiu vaga por ter melhor campanha durante a primeira fase.

Quem também carimbou vaga na final foi a Associação Toque de Letra de Futsal (ATLF) ao vencer o Educa pelo placar de 2 a 0. A decisão do título, em jogo único está marcado para ocorrer no dia 5 de agosto, às 20h, no Sesi. Antes disso, acontece a decisão do terceiro lugar entre Guerreiro e Educa.

Olé Futsal
ATLF

Fotos: DMEL/Divulgação

PL modifica lei das sacolas plásticas e proíbe inclusive biodegradáveis

GRAMADO – Os vereadores Renan Sartori (MDB) e Professor Daniel (PT) protocolaram na Câmara de Vereadores de Gramado o Projeto de Lei do Legislativo (PLL) 023/2022 que altera dispositivos da Lei Municipal n.º 3.808/2020,  a qual trata sobre a proibição da distribuição gratuita de sacolas plásticas aos consumidores nos estabelecimentos comerciais e institui o Programa Municipal de Conscientização e Redução do Plástico. Na prática, a proposta proíbe a utilização e distribuição gratuita de sacolas plásticas de qualquer tipo, inclusive as biodegradáveis.
Em substituição a estes materiais, os estabelecimentos deverão usar e estimular o uso de produtos como sacolas reutilizáveis e sacos e sacolas de papel. O projeto proposto também altera a data de início da lei para 8 de dezembro de 2022. A proposição foi lida na sessão ordinária do último dia 11 e, após o recesso parlamentar, passará para análise das Comissões Permanentes para posteriormente ir a votação em plenário.

Homem é agredido a machadadas no Canelinha

CANELA – Vídeos que circulam no WhatsApp mostram um homem sendo agredido por outro indivíduo em uma via pública, no bairro Canelinha, próximo a creche Tio Beto. O vídeo mostra a vítima no chão sendo agredida por um homem vestido com uma camisa branca e um boné azul.

O alvo das agressões teve diversas lesões na região do crânio, que teriam sido feitas com um machado. Populares prestaram socorro ao homem até a chegada das autoridades.

De acordo com a Brigada Militar, os autores se evadiram do local e não foram localizados. Para os policiais, a vítima revelou que o agressor teria sido um indivíduo com a alcunha de “Bordoga”, que executou as agressões com a ajuda dos filhos.

Nomes consagrados do basquete gaúcho estarão em Gramado

GRAMADO – Oportunidade de ver grandes nomes do basquete do Rio Grande do Sul entre as décadas de 60 e 80, estarão participando da 3ª etapa do Encontro Gaúcho de Basquete Master das categorias acima de 60 e 70 anos. As datas divulgadas pela Secretaria de Esportes e Lazer na tarde desta segunda-feira (18), será entre os dias 5 e 7 de agosto.

Atletas representantes das cidades gaúchas de Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Livramento, Porto Alegre, Rio Grande e Rivera (Uruguai) estarão no município para participar dos jogos que acontecerão na sede da AABB de Gramado. O evento deve reunir mais de 200 pessoas entre atletas e acompanhantes.

O Encontro Gaúcho de Basquete Master é um grande movimento esportivo estadual de esporte coletivo que contempla pessoas acima de 70 anos, sendo uma tradição dos praticantes.

O secretário de Esporte e Lazer, Lucas Roldo, afirma que eventos como este são importantes para o cenário esportivo. “Torcemos para que esse encontro deixe um legado no basquete do município e fomente ainda mais essa modalidade em níveis estaduais e nacionais, mas também na própria cidade”, explicou.

PRE flagra motorista com revólver em frente ao posto policial

GRAMADO – A Polícia Rodoviária Estadual (PRE), realizou na manhã desta segunda-feira (18), por volta das 10h30, uma operação policial em frente o posto policial e efetuou uma prisão e apreensão de um arma.

A abordagem ocorreu no km-32, na ERS-235, quando o motorista de um Corsa, placa da cidade de Bom Jesus, se deslocava em direção a Nova Petrópolis. O veículo era conduzido por um homem de 29 anos, morador de Gramado.

Durante a inspeção veicular os policiais observaram volume suspeito na cintura do condutor, momento que realizou a revista pessoal onde foi localizado na cintura do abordado um revólver calibre 38 com seis munições intactas na arma e outras com a mesma quantidade no bolso da calça.

O motorista não possui porte de arma e o revólver não está em seu nome. A arma está com o registro vencido. Os policiais rodoviários encaminharam o suspeito para exame médico e para Delegacia de Polícia de Gramado.