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Lacen/RS fará diagnóstico do novo coronavírus

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Atualmente, Fiocruz faz os exames dos casos suspeitos no Rio Grande do Sul (Foto Josué Damacena, Fiocruz, Divulgação)

O Laboratório Central do Estado (Lacen/RS) foi escolhido pelo Ministério da Saúde como um dos locais onde será possível fazer o diagnóstico do novo coronavírus. Atualmente, os casos suspeitos que não têm outra causa identificada nas primeiras análises feitas no estado são encaminhados para exames na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Com isso, a expectativa é diminuir o tempo para os resultados finais.

Para a realização das análises, o Lacen aguarda o recebimento de insumos produzidos pelo laboratório de Biomanguinhos da Fiocruz e a capacitação para o processo. A expectativa é que isso aconteça nos próximos dias. Além do Rio Grande do Sul, o ministério está descentralizando o exame para outros 14 estados, contemplando todas as regiões do país.

Atualmente, quatro laboratórios realizam o teste para diagnóstico do coronavírus: Fiocruz (RJ), Instituto Evandro Chagas (PA) e Instituto Adolfo Lutz (SP), além do Laboratório Central de Goiás, que foi capacitado para realização do exame específico para coronavírus dos brasileiros repatriados da China que ficaram na base aérea de Anápolis.

O diagnóstico para o novo coronavírus (SARS-CoV-2) ampliará o painel de vírus de transmissão respiratória analisados pelo Lacen. Todos os casos suspeitos do estado passam, atualmente, por uma primeira análise aqui para os sete tipos de vírus de circulação mais comuns: influenza A e B, três tipos de parainfluenza, adenovírus e vírus sincicial respiratório. Os casos onde o Lacen não identifica nenhum desses são encaminhados para um segundo exame na Fiocruz.

ALERTA PARA FALSAS INFORMAÇÕES

Em participação na 3ª plenária ordinária do Conselho Estadual Saúde, na quinta, 5, a secretária da Saúde do Estado, Arita Bergmann, alertou para o perigo das informações falsas que geram pânico na população. “Temos que nos guiar pelas fontes oficiais, como Ministério da Saúde e Secretaria da Saúde, que divulgam boletins diários com o número de casos suspeitos, descartados e excluídos” orientou.

Ela lembrou que, em janeiro, foi implantado o Centro de Operações de Emergências, que elaborou um Plano de Contingência Estadual para enfrentar a disseminação do vírus em diversas etapas. Este plano prevê o escalonamento das diversas situações possíveis em que o vírus pode afetar a sociedade. “No Brasil, estamos em alerta máximo; no estado, na primeira fase. Por isso, a ênfase é no cuidado dos casos suspeitos na atenção primária”, afirmou.

Ela ressaltou ser importante que as pessoas com sintomas gripais e que tenham vindo dos locais indicados pela Organização Mundial da Saúde sejam orientadas a não irem às emergências dos hospitais e sim para as unidades de saúde de referência e, se confirmado o Covid- 19, o paciente seja colocado em quarentena domiciliar. Em casos mais graves, leitos de retaguarda referenciados estão sendo organizados na rede hospitalar.

CAXIAS TEM CINCO CASOS SUSPEITOS

Até quinta, 5, no Rio Grande do Sul foram notificados 155 casos, sendo 13 novos em relação ao boletim anterior. Entre os notificados, 104 permanecem seguem em investigação. Outros 25 foram descartados e 26 excluídos por não se enquadrarem no critério de suspeição.

Do total do estado, 11 estão sob investigação em municípios da Serra Gaúcha: cinco em Caxias do Sul, dois em Canela, dois em Farroupilha, um em Bento Gonçalves e outro em Guaporé. A suspeita de um caso em Flores da Cunha foi descartada na quinta.

No Brasil são 637 casos suspeitos, 378 descartados e oito confirmados para o COVID-19. Os confirmados foram identificados em São Paulo, seis; um no Rio de Janeiro e outro no Espírito Santo. No mundo, a Organização Mundial da Saúde aponta para 93.090 casos confirmados, dos quais 80.440 em território chinês, com registro de 2.984 mortes. Outros 76 países 12.668 casos, dos quais 214 resultaram em óbitos.

UCS PROMOVE PALESTRA PREVENTIVA

A Universidade de Caxias do Sul (UCS) programou para a segunda, 9 de março, às 19h, palestra com a professora do curso de Medicina, Lessandra Michelin, médica infectologista e integrante da diretoria da Sociedade Brasileira de Infectologia. Aberta à comunidade e gratuita, a iniciativa tem por objetivo esclarecer sobre o novo coronavírus, principalmente em função da chegada do frio. A proposta é orientar a comunidade desmistificando a doença, abordando o número de casos confirmados no mundo, prevenção, diagnóstico, quadro clínico, transmissão e tratamento dos sintomas. A atividade ocorrerá no UCS Teatro, no Campus-Sede.

 

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