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Caxias do Sul registra dois casos suspeitos do coronavírus

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Fiocruz realiza o diagnóstico laboratorial de casos suspeitos do novo coronavírus (Foto Josué Damacena, IOC/Fiocruz, Divulgação)

A Secretaria da Saúde de Caxias do Sul confirmou o registro de sintomas compatíveis com o coronavírus em um casal que esteve na Itália e retornou ao município no dia 20 de fevereiro. O casal apresentou sintomas de gripe, como febre e problemas respiratórios. O material coletado foi enviado ao Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Lacen), em Porto Alegre, para análise. O resultado deve ficar pronto em até sete dias. O casal está em isolamento domiciliar e em estado estável.

A médica infectologista e diretora das vigilâncias da secretaria, Andréa Dal Bó, destaca que o vírus é transmitido por meio das secreções de pessoas doentes. Por isso, reforça os cuidados que devem ser tomados para evitar a propagação da doença: cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar; usar lenço descartável para higiene nasal; evitar tocar nos olhos, nariz e boca; lavar as mãos com água e sabão; utilizar álcool em gel; e evitar aglomerações de pessoas.

23 casos no Rio Grande do Sul

A Secretaria da Saúde do Estado notificou 23 casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus ao Ministério da Saúde. São pessoas que tiveram viagem para países da Europa com circulação do vírus e que no retorno ao Brasil apresentaram febre e sintomas respiratórios.

Os casos são em residentes de oito cidades gaúchas: Porto Alegre, com 13; Canoas, Caxias do Sul e Farroupilha, dois em cada município; e Montenegro, Palmares do Sul, Passo Fundo e Santa Maria, um em cada. Dos suspeitos, dois necessitaram de internação hospitalar para observação. Aos demais a orientação foi de isolamento domiciliar durante o tratamento.

Ao se definir um caso como suspeito é importante proceder com o isolamento do paciente, através da colocação de máscara cirúrgica e segregação em área com pouca ou nenhuma circulação de pessoas. O fato deve ainda ser notificado imediatamente às autoridades epidemiológicas locais e pode ser feito pelo Disque 150 do Centro Estadual de Vigilância em Saúde.

Todos os casos suspeitos passarão inicialmente por uma análise no Lacen para um painel de sete tipos de vírus respiratórios, como os influenza, parainfluenza e vírus sincicial respiratório. Os que não tiverem resultado identificado no estado serão encaminhados para análise específica para o coronavírus na Fiocruz, no Rio de Janeiro.

No Brasil, além de um caso confirmado, há 132 suspeitos, com expectativa de que esse número aumente para aproximadamente casos. Há 70 casos na Região Sudeste, 10 no Centro-Oeste, 37 no Sul, 15 no Nordeste e nenhum no Norte. Quem viajou ou teve contato com alguém que esteve há menos de 14 dias em países como Alemanha, Austrália, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Itália, Malásia, Camboja, China, Coreia do Norte, Japão, Singapura, Tailândia ou Vietnã, e apresente febre ou outros sintomas de doença respiratória, deverá procurar atendimento médico.

 

Rede pública começa a ficar sem itens

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, disse na quinta, 27 de fevereiro, que a rede pública de saúde tem começado a enfrentar a escassez de itens de segurança e prevenção contra o coronavírus. O ministério tem uma lista de 20 itens e quatro deles estão começando a faltar no Sistema Único de Saúde. Gabbardo afirmou que, se necessário, usará meios jurídicos para apreender esses produtos para evitar o desabastecimento no mercado interno.

Já está marcada uma reunião entre representantes do ministério e da Associação Brasileira das Indústrias de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos. Segundo Gabbardo, a ideia é explicar as necessidades urgentes de uso de máscaras e aventais, por exemplo, e que as empresas precisam priorizar a venda de tais itens para o ministério em detrimento de sua exportação. “Vamos alertar que não vamos contemporizar em relação a isso. Vamos usar todas as medidas que a legislação nos permite. Se for necessário, vamos impedir a exportação desses produtos e solicitar a apreensão na própria fábrica”, alertou. O tipo de compra da qual o secretário fala é 24 milhões de máscaras.

Segundo Gabbardo, empresas desistiram de uma licitação com o governo e venderam toda sua produção para outros países. “Algumas empresas que participaram da licitação, na hora de encaminhar os documentos para fazer o contrato, não o fizeram e se mostraram desinteresse em vender para o Ministério da Saúde. Isso é uma coisa que nos preocupa muito”.

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