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PSB critica suposto nepotismo no Executivo

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A réplica de Renato Nunes ao pronunciamento de Alberto Meneguzzi desencadeou um debate sobre a postura do governo com relação ao funcionalismo público de Caxias do Sul. O replicado foi o primeiro a treplicar. “Eu não me surpreendo com a sua fala, porque o senhor defende o nepotismo e desrespeita o servidor público”, afirmou, gerando uma questão de ordem, concedida pela presidente dos trabalhos, Paula Ioris/PSDB. “O vereador Alberto Meneguzzi está faltando com a verdade. Hoje, na atual administração, não existe crime de nepotismo, e eu jamais defendi nepotismo. Estamos completamente dentro da lei”, contrapôs Nunes.

A troca de farpa entre os dois vereadores virou um debate sobre o tema. Em sequência do pronunciamento, Meneguzzi explicou a causa da afirmação. “O senhor desrespeita o servidor público que estuda e faz concurso, porque lá, na Codeca, tem a sua esposa trabalhando como cargo de confiança e poderia chamar o próximo da lista do concurso, poderia chamar alguém que fez o concurso, que estudou”, disse o parlamentar, que ponderou o fato de a secretária ter sido a gestora do concurso em que foi aprovada.

 

PELAS PRÓPRIAS AÇÕES

 

Colega de bancada de Alberto Meneguzzi, o vereador Eloi Frizzo/PSB também entrou no debate. Segundo ele, a estratégia da situação é uma tentativa de justificar o injustificável. “Por mais que se usem argumentos do ponto de vista de justificar algumas ações do Executivo, a gente percebe que cada vez vão se enredando mais. Veja-se o verdadeiro festival de viagens, retirada de diárias e participação em congressos. Tudo que não se fez em dois anos e meio, de repente, agora, se resolveu fazer”, analisou.

Frizzo alegou que seriam os servidores efetivos que deveriam ser beneficiados com essas capacitações, não os secretários, assim como vem ocorrendo. Ele defendeu a importância do papel do cargo de confiança na gestão pública. “Tudo bem. É um critério do atual prefeito e vai pagar o preço desse critério. Eu nunca vi um prefeito se desgastar tanto em questão de três meses. Eu até diria que ficamos aqui dois anos e meio discutindo impeachment, discutindo as ações do governo, e ele, em questão de três meses, passou a se enforcar sozinho, sem contribuição praticamente zero da Câmara”, projetou.

 

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