InícioPolíticaGramado e Canela"Essa podridão da política não vai me servir", diz vereador

“Essa podridão da política não vai me servir”, diz vereador

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CANELA – A frase foi dita pelo vereador Jefferson de Oliveira (MDB), o Jeffi do Transporte, na sessão ordinária da Câmara de Vereadores desta segunda-feira (28). Chateado, ele desabafou e justificou sua ausência nas últimas sessões. Oliveira foi eleito na eleição municipal de 2020, com 801 votos, sendo o terceiro vereador mais votado, abaixo de Marcelo Savi e Alberi Dias.

“Primeiro quero dar uma justificativa às pessoas que notaram que eu não estou participando das sessões. Estive por duas semanas com problemas de saúde, estive até agora pouco em um curso, em Caxias do Sul, referente ao meu cargo na secretaria da Saúde e quero dizer as pessoas que me apoiaram e que acreditaram em mim que: não foi proposital, mas eu dei, sim, um grande calote eleitoral em todos vocês”, iniciou Jeff, que tem participado das sessões de forma virtual.

O vereador continuou sua fala dizendo que assumiu o cargo com muita vontade de trabalhar e assumiu que pensou que poderia fazer mais. “Como eu me emocionei. Cada coisa que se tenta buscar tem uma barreira, um empecilho, se tu é do governo é pior, porque dai as pessoas te enrolam. Comecei a visitar, um por um, me desculpando por ter pedido voto, comecei a pedir perdão por ter solicitado voto pro MDB, pro prefeito Constantino, me desculpei com as pessoas”, declarou.

Oliveira desabafou, lamentou pelo estado da política, prometeu cumprir o mandato e ser um vereador sincero, sem temer represálias. Ele também revelou que possivelmente não será candidato na próxima eleição, além de dizer que não tem poder como vereador. “Eu vou dizer pra comunidade canelense que essa podridão da política não vai servir. Eu vou cumprir o meu mandato, meu compromisso que eu tenho com o partido até o final dos quatro anos, mas não vou ser mais político, provavelmente, daqui há quatro anos não vão me ver candidato. Se me verem, não vai ser no MDB, isso é certo. Eu tenho um compromisso com as pessoas que me colocaram aqui, eu não posso ser covarde e nem deixar de dizer o que tenho de dizer”, disse.

E seguiu: “Eu não consigo olhar para essa podridão, esse nojo que se tornou a política e esconder das pessoas a verdade. Gente, não me peçam as coisas, não adianta, o governo não vai fazer, o vereador não tem poder. Conversei com o prefeito, disse que estava triste e que não conseguia resolver as coisas. Ele disse que não é para resolver nada, então perguntei: o senhor concorda que dei um calote eleitoral nas pessoas? Porque eu fui dizer para as pessoas que eu ia lutar e que iria me esforçar. E daí tu não consegue resolver, só consegue ouvir pessoas, de dentro do partido, que não carregaram a bandeira, o piano, falando mal de dentro dos postos de saúde pela cidade. É isto que se consegue, isto que se tem de retorno. Nestes três últimos três anos e meio de mandato, vou ser um vereador muito sincero. Vou dizer o que tiver de dizer, não vou me preocupar com perseguição, ameaça, do tipo que já fizeram, caçar meu ponto, minhas diárias, que vão me transferir, cansei disso aí. Em seis meses, eu atirei a toalha para a política. Vereador não pode ser marionete de um partido, de um prefeito ou de quem quer que seja. Ele tem de dar uma resposta. Eu vou votar com as minhas convicções, não importa no que o partido quer que vote”, falou com a voz embargada.

Ele finalizou destacando a Administração Municipal e afirmando que está se referindo somente a política.”Eu estou falando de política, porquê eu tenho confiança na Administração Municipal, na figura do prefeito Constantino, e a tudo que está sendo feito na cidade, mas politicamente eu estou com ânsia de vomito, pela forma que e tenho sido traído, perseguido por pessoas que não carregaram a minha bandeira”, concluiu.

Confira na íntegra o que disse o vereador:

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