InícioNotíciasPolíticaAssembleia declara constitucional a PEC das estatais

Assembleia declara constitucional a PEC das estatais

Tempo de leitura: < 1 minuto

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa aprovou, em reunião extraordinária, nesta terça (2), o parecer favorável do presidente do colegiado, deputado Edson Brum/MDB, à tramitação da PEC 272/2019. De autoria do Executivo estadual, a matéria propõe a revogação dos incisos 4º e 6º do art. 22 e os incisos 1º, 2º e 3º do art. 163 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. O objetivo é retirar a exigência de plebiscito para a venda das empresas Sulgás, Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE).

Entre os três deputados que votaram contra o parecer está o caxiense Pepe Vargas/PT. Ele se pronunciou citando que o relator teria silenciado diante do art. 63, que diz que os serviços públicos essenciais não podem ser transferidos ao monopólio privado. “Estranho que o relator tenha desconsiderado pontos fundamentais da Constituição Estadual. Por isso, penso que há um problema, retirando-se um direito da população em decidir e entregar os serviços essenciais ao monopólio privado. Hoje, não existe monopólio na distribuição da energia porque existem a CEEE Distribuidora e a RGE. Vamos sair do monopólio estatal para cair no monopólio de uma estatal chinesa”, afirmou.

Também se posicionaram contra o colega de sigla, Luiz Fernando Mainardi, e Juliana Brizola/PDT. Outros nove integrantes da comissão votaram a favor: Edson Brum e Gabriel Souza/MDB, Sérgio Turra e Frederico Antunes/PP, Elizandro Sabino/PTB, tenente-coronel Zucco/PSL, Luiz Henrique Viana/PSDB, Elton Weber/PSB e Fran Somensi/PRB.

A apreciação da matéria começou em reunião ordinária da comissão. Entretanto, Juliana Brizola pediu vistas e a votação foi adiada por duas horas. No primeiro momento, Edson Brum leu o parecer à proposição, no qual destacou não vislumbrar qualquer inobservância às normais constitucionais. Segundo ele, a retirada da exigência de plebiscito prévio não feria o artigo 22 da Constituição Estadual, pois continuaria a ser exigida a apresentação de projeto de lei, com a aprovação da maioria absoluta do deputados para a criação, extinção, fusão, incorporação ou cisão de entidade da administração indireta, bem como a alienação do controle acionário de sociedade de economia mista. Antes de ir a plenário a matéria ainda deverá ser debatida na Comissão de Serviços Públicos da Assembleia Legislativa.

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Escola Técnica Bom Pastor abre matrículas para o ano letivo de 2027

REGIÃO - A Escola Técnica Bom Pastor, de Nova Petrópolis, iniciou o processo de matrículas para o ano letivo de 2027. As vagas são...

UNPF conquista o título do Futsal Feminino de Canela

CANELA - A equipe UNPF, de Nova Petrópolis, é a grande campeã do Campeonato Municipal de Futsal Feminino. A decisão foi realizada na noite...

Fernando Gusen destaca contribuição do CTG Manotaço

GRAMADO - A Tribuna do Povo da Sessão Descentralizada da Câmara Municipal de Gramado, realizada na segunda-feira (14), no CTG Manotaço, foi ocupada pelo patrão da entidade, Fernando...

Sessão no CTG Manotaço recebe apresentação da Escola Paulina Benetti

GRAMADO - A Câmara Municipal recebeu, durante a Sessão Descentralizada de segunda-feira (14), realizada no CTG Manotaço, uma apresentação especial da Escola de Educação Infantil Paulina Benetti,...

CER Jardim avança na Liga Sul-Riograndense de Futsal Sub-16

GRAMADO - No domingo (13), o CER Jardim entrou em quadra pelo Campeonato Estadual de Futsal Sub-16 da Liga Sul-Rio-Grandense, em rodada realizada no...