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UCS convida presidente para inauguração de planta de grafeno

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Representantes da instituição caxiense tiveram encontro de 45 minutos com o presidente (Foto Marcos Corrêa, Presidência da República, Divulgação)

O presidente Jair Bolsonaro acenou positivamente ao convite para comparecer à inauguração da planta de produção de grafeno da Universidade de Caxias do Sul (UCS), prevista para 14 de março, mas que pode ser remarcada de acordo com a agenda presidencial. A formalização foi feita na manhã desta quarta (12/2), quando uma comitiva formada pelo presidente da Fundação Universidade de Caxias do Sul (FUCS), José Quadros dos Santos; reitor Evaldo Kuiava e o coordenador das pesquisas sobre grafeno na instituição, Diego Piazza, foi recebida no Palácio do Planalto, em Brasília. "Temos 99% de certeza que o presidente estará na inauguração, embora a agenda dele seja complexa, com compromissos internacionais no mês de março", adianta Quadros. Os gestores também convidaram Bolsonaro para as Surdolimpíadas, evento mundial que ocorre de 5 a 21 de dezembro de 2021 e que terá o campus da UCS como sede.

Também participou do encontro, que durou cerca de 45 minutos, o deputado federal Bibo Nunes (PSL). A intermediação para a audiência ainda coube ao ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que vem acompanhando o projeto da UCS na área desde seu início. Denominada UCS Graphene, a planta e todo o conceito sobre a pesquisa e produção do material estão integrados ao Parque de Ciência, Tecnologia e Inovação da Universidade, o TecnoUCS. A planta iniciará operações produzindo 500 quilos do material por ano, com potencial de expansão para até 5.000 quilos. Será a primeira planta com produção em escala industrial da América Latina.

Considerado o principal recurso da atualidade para aplicações em alta tecnologia, o grafeno é pesquisado na UCS desde 2005, com desenvolvimentos nas áreas de nanotecnologia, medicina regenerativa, revestimentos avançados, tecidos inteligentes e segurança alimentar, entre outras. Por ser o material mais leve e resistente que existe, com altíssima condutividade térmica e elétrica, a Universidade aposta na oferta de grafeno em escala industrial como meio para o avanço tecnológico da matriz econômica regional. 

Para as pesquisas e o desenvolvimento do know-how produtivo do grafeno, a UCS tem parcerias firmadas com as universidades de Singapura e Mackenzie, de São Paulo, referências internacional e nacional na tecnologia. No segmento empresarial, a instituição já assinou um termo de cooperação técnico-científica com a Marcopolo com o objetivo de permitir a contratação e o desenvolvimento de pesquisas, projetos e serviços técnicos e tecnológicos em materiais avançados, especialmente o grafeno, e tem tratativas com as empresas Gerdau, Randon e Sanmartin.

SAIBA MAIS

– O grafeno é uma das formas alotrópicas do carbono, assim como o diamante, o carvão e o grafite, do qual é oriundo, caracterizando-se pela organização hexagonal dos átomos. Foi isolado pela primeira vez em 2004, na Inglaterra, pelos cientistas Andre K. Geim e Konstantin S. Novoselov, em uma pesquisa que ganhou o Prêmio Nobel de Física.

– É material de elevada transparência, leve, maleável, resistente ao impacto e à flexão, ótimo condutor térmico e elétrico, entre outras propriedades. É o mais leve e forte do mundo (200 vezes mais resistente do que o aço), superando até mesmo o diamante. Uma folha de grafeno de um metro quadrado pesa 0,0077 gramas e é capaz de suportar até quatro quilos.

– Também é o material mais fino que existe (da espessura de um átomo, ou 1 milhão de vezes menor que um fio de cabelo).

– Possui, ainda, elevadíssima condutividade elétrica, uma vez que os elétrons se movem através do grafeno praticamente sem nenhuma resistência e aparentemente sem massa.

– O grafeno tende a competir com tecnologias existentes e substituir materiais com décadas de uso. Seu uso permitirá desenvolver novos materiais, com alta resistência mecânica, capacidade de transmissão de dados e economia de energia.

– Como material de alta engenharia, destaca-se o emprego em nanotecnologia, na produção de telas e displays LCD e touchscreens de televisores, computadores e celulares, mais resistentes e flexíveis; componentes eletrônicos com altíssima capacidade de armazenamento e processamento de dados; e baterias de recarga instantânea, entre outras aplicações.

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